APARIÇÕES PAPAIS

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Aparições do Papa quando se vai ao multibanco.
Uma foto de Thomas Fischer
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Previsão para 2024:
– Nascimento em massa de crianças, todas elas chamadas de Fancisco/Francisca, com nascimento previsto para fins de Março até meados de Abril.
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bacalhau norueguês na noruega

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Alda’s post


Bacalhau da Noruega comido na Noruega…
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peregrinos na lomba da maia

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No âmbito das JMJ , a caminho da Lomba da Maia…Que sejam condescendentes com estes peregrinos…
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Gualter Correia

A imagem da mochila do peregrino do lado esquerdo da imagem sugere ele poder ser vegano. Os seis pequenos recipientes parecem conter amendoins, favinhas e grão de bico torrados, pevides de abóbora, cáju, uvas passas. 😃

jovem maestro açoriano Henrique Constância.

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Um grande concerto da EMSOC – European Medical Students Orchestra and Choir, este sábado no Coliseu Micaelense e pela primeira vez em Portugal, sob a direção do jovem maestro açoriano Henrique Constância.
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Breve história da letra C

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Breve história da letra C

A história das letras é muito curiosa. Hoje, olhamos para o C, que tem os seus caprichos.

Marco Neves

Jul 29

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Foto de Nikhil Mitra em Unsplash

O nosso alfabeto serve muito bem para representar o português, mas tem umas peculiaridades bem conhecidas. Uma delas é o C, que não só se lê de maneira diferente conforme a letra que se lhe segue, como tem uma outra letra a morder os calcanhares, que não seria, estritamente falando, necessária. Falo, claro, do Q — e nem precisamos de chamar ao palco o K, que raramente se usa. Além disso, e como se não bastasse, o C ainda se desdobra no famoso C de cedilha, só para confundir — C de cedilha esse que também se lê como outra letra: o S (claro que este também tem as suas complicações).

Para perceber de onde vêm estas atrapalhações alfabéticas, temos de recuar até ao tempo dos Fenícios — e temos ainda de saber que as nossas letras surgiram de uma viagem longa entre as letras fenícias, as letras gregas, as letras etruscas (já na Península Itálica), até terminarem no alfabeto latino que usamos hoje.

Tabela incluída no Atlas Histórico da Escrita.

Comecemos na antiga Fenícia.

Para representar um som semelhante a /k/, os Fenícios usavam duas letras que são os antepassados de K e Q: o kap e o qop.

Por que razão tinham duas letras para o mesmo som? Na verdade, não era o mesmo som – havia uma subtil diferença na posição da língua e estes dois sons parecidos eram representados por duas letras diferentes. Hoje, se ouvíssemos um fenício a falar, dificilmente detectaríamos a diferença. É um pouco como acontece com as vogais de «cheap» e «chip» em inglês: um português julga ouvir o mesmo som; para um inglês, são dois sons diferentes. Um linguista dirá que estas duas vogais, para um português, são duas realizações do mesmo fonema; para um inglês, são dois fonemas diferentes.

Além do kap e do qop, os Fenícios tinham ainda o antepassado da nossa letra C, o giml, que usavam para representar o som /g/.

Avancemos até à Grécia Antiga.

Quando transformaram as letras fenícias no seu famoso alfabeto, os Gregos importaram as três letras: C, K e Q. No entanto, como não faziam distinção entre K e Q, acabaram por deixar cair esta última — embora tenha perdurado durante algum tempo.

Na altura em que o Q desapareceu do alfabeto grego, já os Etruscos tinham começado a imitar o alfabeto grego para representar a sua língua. Os Etruscos não tinham o som /g/, mas sim três variações do som /k/. Pois bem: aproveitaram as três letras para representar essas três variações: C, K e Q passaram a representar sons muito semelhantes a /k/, mas suficientemente diferentes para merecerem letras diferentes no alfabeto etrusco (note-se que não temos a certeza de que sons seriam esses; a língua etrusca continua a ser um mistério).

Chegamos, por fim, ao nosso alfabeto.

Quando os Romanos copiaram os Etruscos, tiveram outro problema: não distinguiam três versões de /k/, mas precisavam de uma letra para representar /g/. Se tivessem copiado os Gregos directamente, teriam a solução: poderiam usar o C para o /g/ e o K ou Q para o /k/. Como o alfabeto latino nasceu do alfabeto etrusco e não directamente do grego, os Romanos acabaram por inventar uma pequena variação da letra C para representar o som /g/. Assim nasceu o nosso G.

Os Romanos tinham, ainda assim, três letras para o som /k/. Acabaram por abandonar o K, que ficou apenas para importações gregas, e reservaram o Q para uso antes do U (que, na verdade, se escrevia V) e de outra vogal. Esta solução talvez tenha sido influenciada pela variação do som /k/ antes de /u/ entre os Etruscos. Não temos a certeza — o que sabemos é que o alfabeto latino acabou por incluir um C e um Q a representar o mesmo som (e ainda um K em certas situações) e um G para representar outro som (diga-se que /k/ e /g/ são sons muito parecidos; a única diferença é a vibração das cordas vocais).

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Assim compreendemos porque temos um excesso de letras para representar o som /k/. Ainda falta explicar, no entanto, por que razão a letra C se comporta de forma tão estranha antes de I e E.

No latim clássico, o C tinha sempre o valor de /k/. O nome de Cícero seria lido como /ki.ke.ro/. Foi no final do Império que os falantes começaram a alterar o som antes de um /e/ ou de um /i/ – estas vogais obrigam a puxar a língua para a frente, pressionando o som consonântico anterior no sentido de uma consoante em que a posição da língua seja semelhante. O mesmo aconteceu, ao longo da Idade Média, com o som /g/.

Este fenómeno de mudança da consoante para facilitar a produção da vogal que se lhe segue criou uma diferença na leitura das letras C e G antes do E e do I em contraste com as outras vogais, uma peculiaridade partilhada por todas as línguas latinas, com a curiosa excepção do sardo e da antiga língua latina do Norte de África, hoje desaparecida, que mantiveram a leitura do C sempre como /k/. Estas mudanças são modas que se espalham por largos territórios, por imitação, mas têm mais dificuldade em invadir ilhas ou outros continentes…

Por razões que terão de ficar para outra altura, o desenvolvimento da escrita nas várias línguas ibéricas levou à criação de uma variação da letra C que permitisse usá-la antes de A, O ou U com o som /s/. Surgiu assim o C de cedilha, que na verdade se baseia numa forma do Z típica da escrita visigótica, uma variação do alfabeto latino que se usou na Península Ibérica. Esta forma do C veio a ser imitada por franceses e abandonada por castelhanos. Mas essa é uma história para outro dia…

Este texto baseia-se num capítulo do Atlas Histórico da Escrita.

Aqui fica o mais recente episódio da Pilha de Livros:

Pilha de Livros

Marco Neves

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evangelhos apócrifos

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No próximo dia 31 de Julho, encontrarão nas livrarias do Brasil a nova edição dos Evangelhos Apócrifos. O que são estes textos?
Em primeiro lugar: não confundamos os evangelhos apócrifos cristãos com os textos judaicos do Antigo Testamento chamados «apócrifos» na tradição protestante (os tais que existem na Bíblia católica, mas não na protestante).
Permitam-me também esclarecer que «apócrifo» não significa «falso» nem «herético». Até porque alguns dos evangelhos contidos nesta nova edição (Evangelho de Tiago, Evangelho de Pseudo-Mateus, Evangelho de Nicodemos e outros) não se desviam da doutrina ortodoxa.
«Apócrifo» significa «escondido». São textos que, por várias razões, tiveram uma existência escondida. Uns porque, apesar de ortodoxos, foram escritos em época demasiado tardia para poderem entrar no Novo Testamento (é o caso dos evangelhos de Tiago e de Nicodemos – mas também da Narrativa de José de Arimateia, ou da História de José, o Carpinteiro). Outros porque – apesar de antigos e provavelmente da mesma época dos evangelhos canónicos de Mateus, Marcos, Lucas e João – continham aspectos heterodoxos, susceptíveis de ofender a ortodoxia. É o caso dos evangelhos belíssimos de Tomé e de Maria Madalena. Na escala máxima do surpreendente está o fragmento das Grandes Questões de Maria Madalena: trata-se de um parágrafo, apenas; mas é, sem sombra de dúvida, o texto mais chocante alguma vez escrito sobre Jesus Cristo.
Há uma questão que não podemos perder de vista: antes da despenalização do cristianismo no século IV, havia grupos cristãos de pensamento muito diverso. Todos tinham, no entanto, este denominador comum: a dedicação total a Jesus. O modo como eles entendiam a figura de Cristo – na sua qualidade de pessoa humana e divina, na sua qualidade de Filho de Deus – podia variar; mas a mensagem de Amor que Jesus veio trazer era aquilo que ligava o pensamento de todos estes grupos.
No entanto, assim que o cristianismo foi despenalizado e o grupo cristão mais próximo do imperador em Roma recebeu a protecção política para perseguir os outros grupos, assistiu-se ao espectáculo tristíssimo de cristãos (até aí perseguidos por pagãos) a perseguir outros cristãos.
Houve textos (muitos!) que não ficaram a salvo deste programa de censura. Numa carta escrita por altura da Páscoa de 367 e enviada aos cristãos do Egipto, o bispo de Alexandria (chamava-se Atanásio) listou os 27 livros cristãos cuja leitura era permitida: essa lista era constituída pelos 27 livros que compõem o Novo Testamento (de resto, a carta de Atanásio é a primeira explicitação do cânone do Novo Testamento). E Atanásio deixa claro que os cristãos estavam proibidos de ler evangelhos «escondidos»: isto é, apócrifos. Atanásio não refere esses evangelhos individualmente; mas podemos partir do princípio de que seriam aqueles cuja autoria era atribuída a figuras como Tomé, Pedro, Filipe e Maria Madalena.
Estes textos ficaram desaparecidos durante séculos. Os de Pedro e de Maria Madalena só foram redescobertos no século XIX (mas o de Maria Madalena só foi publicado pela primeira vez em 1955). Os evangelhos de Tomé e de Filipe permaneceram desaparecidos até 1945; foram publicados pela primeira vez em 1959.
A reacção a estes textos por parte dos ortodoxos católicos do século XX foi de os desvalorizar, com o argumento de que são «tardios» e de que, seja como for, são «heréticos».
A questão é que não sabemos se alguns (pelo menos) dos apócrifos são tão tardios assim.
Há estudiosos da história do cristianismo para quem os evangelhos de Pedro e de Tomé são contemporâneos dos evangelhos canónicos (Mateus, Marcos, Lucas, João). Por outro lado, ninguém consegue determinar ao certo a data dos evangelhos canónicos: serão do século I? Do século II? É impossível termos a certeza.
Quanto ao Evangelho de Maria Madalena, há um consenso entre os estudiosos de que foi escrito no século II. A atribuição a uma mulher é curiosa, mas não sabemos se a podemos tomar à letra. Provavelmente, o texto foi atribuído a Maria Madalena com motivos semelhantes aos que justificaram a atribuição a Paulo de epístolas como Efésios e Colossenses (textos cuja autoria paulina é posta em dúvida já desde o século XIX).
O que importa, de facto, nos fragmentos que nos chegaram do Evangelho de Maria Madalena é perceber a importância dada a uma mulher, pessoa a quem Jesus confia a sua doutrina. Percebemos também o incómodo que isso causa, no texto, aos discípulos homens. Incómodo que volta sempre à tona ainda hoje, entre católicos, quando se aborda o tema da ordenação de mulheres.
O primeiro nome da religião fundada em nome de Jesus não foi cristianismo, mas sim «Caminho».
Isso vê-se nos Actos dos Apóstolos, livro do Novo Testamento que também nos mostra como (logo na primeira geração de cristãos) houve divergências no modo de entender esse Caminho. Vê-se o mesmo na epistolografia de Paulo, onde percebemos quão ao rubro estava a polémica entre os diferentes cristianismos. O cristianismo nasceu e cresceu na diversidade e no debate de ideias. Porém: graças ao imperador Constantino no século IV, um grupo específico de cristãos pôde arrogar-se o lugar da certeza. E obteve do imperador os meios políticos para suprimir a heterodoxia.
Que alguns textos destes cristianismos alternativos tenham chegado até nós – após quase 1500 anos de ocultação – constitui, à sua maneira, uma espécie de milagre.
Pois estes textos ainda têm coisas importantíssimas para nos dizer. Levantam questões que ainda hoje preocupam os cristãos. Qual é o lugar da mulher na igreja? O sexo heterossexual sem finalidade procriativa é permissível aos cristãos? É possível conciliar cristianismo com homossexualidade?
Interessarmo-nos por estes textos não significa que os estejamos a colocar acima dos insubstituíveis (e inultrapassáveis) evangelhos canónicos. Tomé, Filipe, Maria Madalena e Pedro não substituem Mateus, Marcos, Lucas e João. São – isso sim – um complemento valioso. São um eco da diversidade original do cristianismo primitivo. E, por isso, são textos cuja leitura vos proponho como urgente.
May be an image of 1 person and text that says "EVANGELHOS APÓCRIFOS Gregos e latinos EDIÇÃO BILÍNGUE TRADUZIDA E COMENTADA POR FREDERICO LOURENÇO OMPANHIA DAS LETRAS"

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Jornada Mundial dos ajustes diretos. Apenas 7,5% dos contratos foram por concurso público

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Apenas 7,5% dos contratos públicos para a JMJ tiveram concurso público, mas quase metade de todo o investimento refere-se a estes contratos.

Source: Jornada Mundial dos ajustes diretos. Apenas 7,5% dos contratos foram por concurso público