DOM DINIS ERA GENEROSO COM AS AMANTES

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Doação feita por D. Dinis da vila de Mirandela a uma amante em compra do seu corpo – 28 de Junho de 1301
«Em nome de Deus amen. Conhoçam quantos esta carta virem e leer ouvirem que eu dom Deniz pella graça de Deus Rey de Portugall e do Algarve com ho infante dom Afomso meu filho primeiro herdeiro dou e outorgo a vos Branca Lourenço a minha villa de Mirandella com todos seus termhos velhos e novos, dereictos e dereicturas, rendas, padroados e com todo o dereito e jur reall que eu ey e de dereicto devo a aver em essa villa e em seus termhos velhos e novos que vos ajades e possoyades em toda vossa vida. E se Deus tever por bem que eu aja de vos filho ou filha ou filhas a vossa morte fique a dicta villa com todos seus termhos velhos e novos e pertenças e com todo dereyto reall ao filho ou filhos, filha ou filhas se ho eu de vos ouver. E mando e outorgo que aquel ou aquelles que dese filho ou filhos filha ou filhas se ho eu de vos ouver decenderem de dereicta linha liidimamente aja ou ajam a dicta villa com seus termhos velhos e novos e dereictos e padroados como dicto he. E se esse filho ou filhos, filha ou filhas se o eu de vos ouver ou aquelles que delles descenderem de dereicta linha liidimamente morrerem sem filhos liidimos a sobredicta villa com seus termhos, padroados e dereictos torne-se aa coroa do Regno com todos seus melhoramentos livremente e sem embargo nenhum.
E esto vos faço por compra de vosso corpo. E todollos Reys de Portugal que depos mi veerem que aguardarem e manteverem esta doaçam que eu faço e nunca comtra ella veerem em todo nem em parte ajam a beençam de Deus e a minha pera todo sempre; e se alguns dos Reis de Portugal que depos mi veerem nom aguardarem e manteverem esta minha doaçam e contra ella veerem em todo ou em parte aja a maldiçam de Deus e a minha pera todo sempre.
E por esta doaçam seer mais firme e mais stavel e nunca viir em dovida dei a vos Branca Lourenço esta minha carta seellada do meu seello do chumbo.
Feita em Lixboa viinte e oyto dias de Joynho. El Rey o mandou.
Afomsso Martins a fez era de mil trezentos trinta nove annos»
[Seguem as assinaturas dos confirmantes] (253).
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(253) Além-Douro, livro 2.°, fl. 274 v.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA
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NOAM CHOMSKY E A IA

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Noam Chomsky diz sobre IA – inteligência artificial:
“A mente humana não é, como o ChatGPT e seus gostos, uma máquina estatística e gananciosa de centenas de terabytes de dados para obter a resposta mais plausível para uma conversa ou a mais provável para uma pergunta científica. “
Pelo contrário… “a mente humana é um sistema surpreendentemente eficiente e elegante que opera com uma quantidade finita de informação. Ela não tenta danificar correlações dos dados, mas tenta criar explicações. [… ] ]
Vamos parar de lhe chamar “Inteligência Artificial” então e chamá-lo pelo que é e faz “software de plágio” porque “Não cria nada, mas copia obras existentes, de artistas existentes, modificando-os o suficiente para escapar das leis de direitos autorais.
Este é o maior roubo de propriedade intelectual já registrado desde que os colonos europeus chegaram às terras nativas americanas. “
Noam Chomsky, New York Times – 8 de março de 2023

Morreu André Jordan, o “pai” do turismo português

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O empresário dinamizador de vários projetos turísticos, André Jordan, morreu hoje aos 90 anos, confirmou à agência Lusa o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

Source: Morreu André Jordan, o “pai” do turismo português

Descendente de açorianos vence concurso de fotografia do Governo Regional – Açoriano Oriental

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A descendente de açorianos Daniele Judith Muniz venceu o concurso de fotografia “A Ilha e o Mundo”, promovido pela Presidência do Governo Regional dos Açores

Source: Descendente de açorianos vence concurso de fotografia do Governo Regional – Açoriano Oriental

PS anuncia chumbo a Governo de Bolieiro. “Vontade dos açorianos não pode ser atropelada pela táctica interesseira” – Observador

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PS anuncia voto contra programa de Governo da AD nos Açores. Na Madeira, representante da República vai ouvir Marcelo: “Decisão é toda minha, mas não é indiferente o que o Presidente pensa”.

Source: PS anuncia chumbo a Governo de Bolieiro. “Vontade dos açorianos não pode ser atropelada pela táctica interesseira” – Observador

OSVALDO CABRAL A GRANDE OPORTUNIDADE

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A GRANDE OPORTUNIDADE PARA OS AÇORES
A grande questão que se coloca por estes dias, no rescaldo das eleições, é se a coligação estará em condições políticas de governar com maioria simples e sem acordos com ninguém.
É uma possibilidade e um novo risco de Bolieiro, depois de ter arriscado com sucesso uma pré-coligação, mas não se livra de uma governação instável, frágil e de navegação à vista.
Há, no entanto, outro cenário, na sequência do que tenho vindo a propor e a defender, que seria o estabelecimento de um “compromisso de regime” entre os dois maiores partidos do arco da governação, que não tem nada a ver com uma aliança entre os dois, pois é saudável que ambos se constituem como alternativa.
Esta é uma grande oportunidade para se começar um novo ciclo de estabilidade nos Açores.
PS e PSD têm de colocar para trás as suas tensões, divergências conjunturais e traçar como prioridade um futuro estável e consistente para a nossa região.
A única forma dos dois maiores partidos não ficarem dependentes dos extremismos, à esquerda ou à direita, é entenderem-se num “compromisso de estabilidade” sempre que cada um vencer as eleições.
Veja-se isto: PS e PSD representam cerca de 80% dos votantes dos Açores, são quase 80 mil votos que formam o centro nuclear da nossa governação.
Já pensaram na força dos Açores, com um bloco desta natureza, quando tivermos que negociar com a República ou com a União Europeia, assuntos decisivos de ordem estratégica para o desenvolvimento da região, como Finanças, Educação, Saúde ou Coesão?
Estas são áreas que nos vão desafiar nos próximos tempos e precisamos de um entendimento coeso entre todos, para traçar linhas de longo prazo, em vez de estarmos focados apenas em ciclos eleitorais de curto prazo.
PS e PSD são cruciais nesta definição estratégica para um novo ciclo de desenvolvimento dos Açores.
Ignorar esta realidade, só porque ambos têm objectivos eleitorais ou programáticos diferentes (não tão diferentes), só prejudica a nossa região, os cidadãos e eles próprios.
Na verdade, a instabilidade política regional não é benéfica para ninguém, a não ser para os extremistas do caos. Ela é altamente prejudicial à vida de todos nós, cidadãos, e, em última instância, para os próprios dois partidos do arco da governação, porque serão penalizados se não se entenderem, capitalizando os partidos populistas.
Vasco Cordeiro (ou quem o venha a suceder depois das eleições nacionais) e José Manuel Bolieiro são políticos moderados e não se deixarão arrastar por extremismos ou paternalismos impostos por Lisboa.
Nem Luís Montenegro, nem Pedro Nuno Santos, se devem intrometer na estratégia de cada um dos seus partidos nos Açores, se é que ainda reclamam a autonomia de funcionamento que se deseja.
São realidades diferentes e atitudes políticas diferentes. Dizer que o PS não deve viabilizar um governo da coligação, só porque têm “programas diferentes”, não é argumento convincente, até porque o programa do PS é muito diferente do BE ou do PCP, e, no entanto, fizeram uma geringonça.
O radical Pedro Nuno Santos parece não ter aprendido a lição de domingo nos Açores, ao condicionar os socialistas locais, dizendo que o programa do novo governo deve ser chumbado.
Os eleitores castigaram, claramente, no domingo, PS e BE, os dois partidos que mais radicalizaram o seu voto contra o Plano e Orçamento e contra a governação da coligação.
Não perceber isso, é não perceber nada do que se passou nestes últimos três anos.
O líder nacional do PS também quer radicalizar o seu partido nos Açores, pensando, certamente, nos seus interesses a nível nacional, inclinados para uma nova geringonça à esquerda.
É bom que os socialistas açorianos sejam prudentes e recusem esta descarada ingerência, se é que não querem ficar 24 anos na oposição…
Os Açores vão enfrentar, nos próximos tempos, desafios difíceis.
Desperdiçar esta oportunidade de “entendimentos estratégicos”, criando instabilidade e luta partidária permanente, não é aconselhável a nenhuma força política nesta altura do campeonato.
Veja-se o que aconteceu nas eleições de domingo: os partidos penalizados foram exactamente aqueles que criaram instabilidade.
Depois desta lição, estará ainda alguma força política na disposição de causar mais instabilidade e obrigar-nos a novas eleições daqui a seis meses?
O PELOTÃO DE ELEITORES ADORMECIDOS
As eleições de domingo revelaram um fenómeno interessante e novo nos actos eleitorais regionais.
Cerca de 11 mil eleitores resolveram juntar-se domingo aos 104 mil votantes das eleições de 2020, elevando para 115 mil o número de votantes, quase metade dos inscritos.
Bem se pode chamar um pelotão de eleitores que estava adormecido, que não se levantou do sofá em 2020 e, de repente, decidiu ir exercer o seu direito no passado domingo.
Quem são estes 11 mil eleitores? Como foram impelidos a sair, desta vez, para votar?
Só um aprofundado estudo junto desta legião poderá responder, mas uma coisa é certa: são eleitores, maioritariamente, do centro-direita, que salvaram a coligação e o Chega, dando-lhes uma boa fatia de votos, que lhes permitiu crescer significativamente.
Foram eles que tramaram o PS. Foi o pelotão de fuzilamento eleitoral dos socialistas.
De facto, se olharmos para o resultado destes três partidos vemos que cresceram, no seu conjunto… exactamente 11 mil eleitores!.
A coligação aumentou 5 mil votos, o Chega outros 5 mil e o PS apenas mil votos.
Numa análise primária poder-se-à concluir que aqueles 11 mil eleitores saíram à rua com um propósito: o de fazer crescer o bloco de direita.
Os da coligação serão, eventualmente, eleitores sociais-democratas que não se sentiram motivados, em 2020, para irem votar, julgando que o PS venceria novamente com maioria absoluta, como vinha sendo habitual. Desta vez sentiram-se impelidos pelo desempenho da coligação, alguns provavelmente com receio de nova vitória do PS (como previa a sondagem da Católica) e do fortalecimento do Chega, e toca a votar na coligação.
Os do Chega são os zangados com o que assistiram, nos últimos tempos, à política e aos políticos no nosso país. Protestam contra o sistema e os partidos tradicionais e vêm no Chega o abrigo certo para concentrar essa frustração que vai em largos sectores da população.
Os mil votos a mais no PS serão, eventualmente, aqueles que quiseram responder aos apelos de Vasco Cordeiro, quando na recta final da campanha lançou o alerta para um possível acordo da coligação para fazer entrar o Chega no governo.
É provável, também, que os votos perdidos do Bloco de Esquerda tenham-se movimentado para o PS, mas muitos deles terão ido parar à CDU, que quase recuperava o deputado perdido há oito anos, exactamente porque os seus eleitores fugiram, naquela altura, para o BE.
A legião dos 11 mil eleitores a mais este ano fez a diferença e permitiu esta outra ironia: o PS, que vinha perdendo votos desde 2016, numa queda abrupta (cerca de 12 mil votos), ainda assim ganhava eleições. Agora, que consegue estancar esta hemorragia e até subir mais mil votos, perde as eleições.
São as vicissitudes do nosso sistema eleitoral, de difícil previsibilidade, sobretudo devido ao círculo de compensação, que desvirtua qualquer previsão.
Daí as sondagens desencontradas.
É, também, a prova de que o voto vale muito e que a abstenção é um desperdício eleitoral.
Osvaldo Cabral
Fevereiro 2024
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Fátima Silva

Muito bem. E como dizes, subscrevo: “… sobretudo devido ao círculo de compensação, ….”. Corisco círculo.