Chrys Chrystello: “Dou a esses que falam de imperialismo lusófono o mesmo relevo que dou aos contristas, pessoas que ficaram perdidas na bruma da memória” – PGL

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O 25º Colóquio da Lusofonia da AICL decorrerá em Montealegre de 21 a 25 de abril, Concha Rousia entrevista o seu impulsor e valedor: Chrys Chrystello ** Chrys Chrystello (1949) Prestou serviço no exército colonial português em Timor, onde chegou em Setembro de 1973, regressando a Portugal dois anos mais tarde. Começou, então, a escrever

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Memórias da “França sem Paris” onde ficavam emigrantes enganados

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Inês Pinheiro Ramos, de 89 anos, é uma das últimas habitantes de França, aldeia no concelho de Bragança, que guarda memórias do tempo do Estado Novo quando havia quem tentasse chegar na clandestinidade ao país França e acabava ali, enganado pelos “passadores”.

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Governo timorense criticado por gastar 12 milhões para receber o Papa | Sete Margens

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Grupos de defesa dos direitos humanos criticaram o Governo de Timor-Leste por prever gastar 12 milhões de dólares na preparação da visita do Papa Francisco que terá lugar de 9 a 11 de setembro, incluindo um milhão para a construção de um altar para a missa papal, noticiou na passada sexta-feira, 9 d

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GNR apreende 424 artigos falsificados na ilha do Faial

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A GNR apreendeu 424 artigos falsificados na cidade da Horta, na ilha do Faial, e identificou dois homens, com 43 e 53 anos, pela alegada prática do crime de contrafação.

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Construção ilegal com ordem de demolição resiste na Praia da Pedreira – Açoriano Oriental

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De barracão de apoio a embarcações em 2010 a casa de férias em 2024: na Praia da Pedreira, em Água D’Alto, há uma construção ilegal que resiste apesar de já ter recebido ordem de demolição da autarquia

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CORVO O DESASTRE DE HÁ 82 ANOS

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Faz hoje oitenta e doiis anos que, saiu do porto das Lajes das Flores, pela segunda vez, a lancha “Senhora das Vitórias” escalando os portos de Santa Cruz e da Fajã Grande, tendo-se demorado mais neste último porto devido ao facto dos passageiros serem, na sua maioria, desta freguesia. Daqui, e transportando 34 passageiros e 5 tripulantes, rumou à ilha do Corvo para a festa de Nossa Senhora dos Milagres.
Contrariando a vontade do mestre, António de Almeida, já avisado pelo cabo do Mar de Santa Cruz que deveria chegar ao Corvo antes do anoitecer, o dono da embarcação, António André de Freitas, achou que, devido ao excelente tempo que se fazia sentir e à vontade dos passageiros de assistir à festa, não havia qualquer perigo, mesmo que chegassem ao Corvo já depois do anoitecer.
Assim, após uma excelente viagem, a “Francesa” aproximou-se do Corvo por volta das 21 horas, quando na ilha se realizava a procissão de velas, provocando todas aquelas velas acesas um lindo efeito para quem se aproximava da ilha pelo mar e contagiando, também, os que a bordo da embarcação se encontravam que começaram a cantar entusiasticamente o “Avé Canta Portugal”.
Quando se preparava para acostar na ilha, o mestre da lancha, influenciado ou enganado pelas luzes de archotes utilizadas por corvinos que se encontravam a apanhar caranguejos nas rochas ao norte do Porto do Boqueirão, encalhou a embarcação numa baixa, confundindo o local dos archotes com o porto que julgava estarem eles a iluminar.
No início, o roncar da lancha na rocha deu a impressão aos passageiros que haviam encostado ao cais, até porque estava extremamente escuro. Só momentos depois se aperceberam do que realmente havia acontecido. Houve então uma grande gritaria e confusão, com todos a tentarem salvar-se. Um marinheiro, nadando para terra, conseguiu pedir socorro, já que o naufrágio ocorrera a apenas cerca de 30 metros da costa. Mal se aperceberam de tão terrível tragédia, os corvinos juntaram-se no porto do Boqueirão e, apesar de incrédulos com tudo o que estava acontecendo, reagiram de imediato. De terra foi lançada ao mar uma embarcação que, para além de recuperar os vivos, recolhia os mortos.
Ninguém conseguia acreditar no que estava acontecendo. Os cânticos deram lugar a choros ininterruptos, as lágrimas corriam incessantemente nos rostos pálidos de toda a população.
As crianças agarravam-se às mães sem perceberem muito bem o que se estava a passar. Estas, por sua vez, benziam-se e percorriam as contas dos rosários numa lengalenga sincronizada e contínua. Os homens, num frenesim constante, percorriam as rochas e os destroços, numa tentativa desesperada de encontrar mais sobreviventes.
A consternação e incredulidade eram gerais.
Como balanço final do ocorrido, registaram-se nove mortos e oito desaparecidos. Os corpos foram levados para a Casa do Divino Espírito Santo, onde foram solenemente velados, tendo sido sepultados, no dia seguinte, no cemitério do Corvo.
Apesar de nunca mais ter sido esquecida esta grande tragédia e, como forma de a perpetuar no tempo, a partir de 2006 e, por iniciativa do padre Alexandre Medeiros, todos os anos no dia 14 de Agosto a imagem de Nossa Senhora dos Milagres sai em procissão da igreja até ao porto do Boqueirão, onde é atirada uma coroa de flores como forma de homenagear todos os que naquele fatídico dia perderam a vida.
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Maria Antónia Fraga, Pierre Sousa Lima and 49 others

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patinar no Campo de S Francisco em PDL

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Estando de férias pela Bélgica, estava na altura de regressarmos. Sendo a partida pelo aeroporto de Charleroi, uma cidade 50 Km ao sul de Bruxelas e tendo os objetivos das férias já sido alcançados, teve-se a ideia de porque não ir umas horas mais cedo e conhecer aquela cidade. Não será um destino turístico e sendo Domingo, tudo estava fechado, até a nível de restauração muita coisa estava fechada, pouco havia que fazer. Fomos andando por ali e chegamos a uma praça onde num canto uma barraquinha vendia bebidas e snacks, ao lado outra vendia churros, em outro canto um DJ animava a tarde, DJ’s a animar espaços públicos, a que achei particular graça pelo ambiente que criavam, encontrei em três locais distintos de Antuérpia. Em outro extremo da praça um quiosque alugava patins e numa pista em frente pessoas patinavam.
Eu que há 40 anos não punha uns patins nos pés, não resisti. Não digo que fui um ás da patinagem, mas dominava bem aquilo, fazia alguns malabarismos com patins nos pés. Quis reviver esses tempos. Infelizmente apercebi-me que aquilo não é, como se costuma dizer, como andar de bicicleta, nunca esquece, o melhor que consegui fazer foi andar em círculos contornando a pista, sempre perto das proteções laterais para ter onde me segurar a cada desequilíbrio. Á medida que praticava, comecei a sentir que a coisa melhorava e devia tentar algo mais arrojado, mas vi-me a arranjar um sarilho a poucas horas do avião e achei melhor continuar às voltas.
Mas isto para, não foi a primeira vez, não, não foi preciso ir à Bélgica para ter este pensamento e fazer o comentário, mas ali, naquele espaço, naquele ambiente, o pensamento voltou. Lembrei-me do nosso Campo de São Francisco em Ponta Delgada, onde se gastou não sei quanto dinheiro a renovar, remodelar aquilo e onde nada acontece, onde nada se faz. Tirando o aglomerado de gente que ali se vê aquando das festas do Sr. Santo Cristo e uma pista de gelo que nos últimos anos tem ali sido montada pelo Natal, aquele espaço está o resto do ano no completo abandono, abandono ou mal frequentado.
Ali até há um coreto, na nossa ilha não faltam ranchos folclóricos, não faltam bandas filarmónicas, DJs cada vez há mais, agrupamento musicais há uns quantos.
Porque não dar ambiente, dar movimento, dar vida aquele espaço, levar as pessoas a frequentarem aquele espaço.
Ó santa tisteza!!!!
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