Entrevista à PGR? “É uma forma de vitimização e de fechamento do MP”

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Os signatários do ‘Manifesto por uma Reforma da Justiça em Defesa do Estado de Direito Democrático’ são recebidos hoje ela Provedora de Justiça.

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Ireland’s first 3D printed homes being built in Dundalk

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Layer by layer, a 3D concrete printing machine has been building new homes in Dundalk from the ground up over the last two weeks. The three social housing units located at Grange Close in Dundalk, will be the first 3D printed homes in Ireland.

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OLP – Observatório da Língua Portuguesa

ALRA: Rejeitada proposta Para utilização de pirotecnia silenciosa

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530. ALRA: Rejeitada proposta Para utilização de pirotecnia silenciosa

(esta e as aneriores crónicas em https://www.lusofonias.net/mais/as-ana-chronicas-acorianas.html

Os fogos-de-artifício tornaram-se populares no ocidente a partir do século XVII e teriam surgido na Ásia há mais de 2000 anos, datam de há cerca de 1000 anos os primeiros registos de tiros coloridos de morteiros para fins militares na China, a fim de avisar e comemorar vitórias nas guerras e no século XIV estes fogos começam a aparecer na Arábia e nalguns países europeus (Espanha e Itália criaram fábricas próprias). O uso de fogo-de-artifício pode trazer além dos riscos à integridade física e a audição daquele que os utiliza, riscos ao meio ambiente (incêndios, liberação de poluentes, perigo aos animais) e as demais pessoas (traumas físicos e psicológicos, amputações, danos físicos e financeiros) e causam muita poluição sonora e atmosférica. Muitos animais sofrem com o barulho dos fogos-de-artifício, sejam eles silvestres da fauna natural ou animais domésticos como cães, gatos e pássaros, podendo causar reações de estresse nestes levando a alterações fisiológicas como aumento da frequência cardíaca, piloereção e alterações no metabolismo da glicose. Geralmente, essas pessoas se sentem perturbadas com barulhos muito altos. Quanto aos danos na atmosfera, causam uma contaminação a curto prazo, levando ao aumento de partículas em suspensão no ar em até 7,16%, sendo nocivo a quem respira e aumentando consideravelmente a emissão de partículas de metais, produtos químicos nocivos e outros componentes que podem causar problemas de saúde, incluindo na tiroide.

 

Foi a 10.07.2024 que se registou a data histórica para os anais do atraso civilizacional deste arquipélago que adotei como meu. O parlamento rejeitou, por maioria, o projeto de decreto legislativo regional do PAN que propunha a transição para a utilização de pirotecnia silenciosa ou de reduzida intensidade sonora nas festividades. Só o PAN e o BE apoiaram a proposta, eram 2 a que me junto orgulhosamente nestas linhas, convicto de que é uma mera questão de tempo até que as ditas tradições sejam remetidas a outro nível. As tradições não se perdem, transformam-se, assim como a sociedade e a era em que estão inseridas. Quem não se lembra das regras da boa educação?

O homem que usava chapéu sempre que cumprimentava alguém tirava-o, ao entrar na casa de alguém tirava o chapéu, só o voltava a colocar quando saísse de casa. Ao passar um funeral, uma procissão, à porta de uma igreja tirava o chapéu. Também o fazia ao entrar na igreja. Hoje há pessoas na procissão de chapéu na cabeça, de chapéu ou boina na cabeça no café. Dantes, a mulher usava o lenço atado de uma maneira no trabalho e de outra maneira na igreja ou nas romarias.

Quando ouço “a tradição já não é o que era”, penso “ainda bem!” Se a tradição fosse o que era, hoje não teríamos um país mais inovador, mais criativo, mais arrojado à conquista de mercados internacionais. Mas se é para mantermos tradições, então aquela de cobrir de alcatrão e penas os batoteiros e aldrabões devia ser recuperada em todo o seu esplendor e não faltarão candidatos, nos partidos que hoje não aprovaram a proposta do PAN.

Mais perturbado fico com tradições, que nada têm a ver com as nossas, a imporem-se nas novas gerações. Nas escolas portuguesas, o Halloween, já se assume como “festividade” intrínseca que inclui alunos, professores, funcionários e pais.

Outra das tradições perdidas foi a de chegar ao casamento “intacta”. Após 1968, não fazia sentido conservar a virgindade até ao altar, graças à popularização da pílula e dos preservativos e foi crescendo o número de adolescentes que mantinham relações sexuais pré-nupciais, sem remorsos ou medo de engravidar. Com o decréscimo da influência da Igreja ou independência económica dos jovens em relação aos pais, os costumes sexuais nunca mais foram os mesmos. A sociedade portuguesa, em meados de 70/80, desistiu de defender os valores mais tradicionais, como a virgindade ou a abstinência, em busca de novos modelos, muitos deles baseados nas telenovelas brasileiras.

A tradição é um dos argumentos mais utilizados na defesa da continuidade de atividades que envolvem exploração animal para entretenimento. Em nome da “liberdade cultural”, perpetuam-se inúmeras atividades brutais, vergonhosas e injustificáveis em espetáculos de entretenimento. O novo paradigma da ética animal entende todos os seres vivos como seres sencientes. Assim, todo o sofrimento animal para entretenimento humano é injustificável. A Assembleia da República aprovou uma lei que prevê que qualquer mau trato físico a algum animal de companhia seja punido com uma pena de prisão até 1 ano ou pena de multa até 120 dias. Mesmo depois de esta lei ter entrado em vigor, a 1 de outubro de 2014, ficam questões por responder: Porque apenas os maus tratos a animais de companhia ficam sujeitos a penalização? Como compatibilizar a existência de touradas com a prova de que os touros e cavalos são seres sencientes? É possível que o valor da tradição supere o valor da vida dos restantes seres vivos?
Não esqueço que a tradição é muito importante para a memória coletiva de um povo, sendo fator de identificação de diferentes culturas.

Ouvimos argumentarem que não se poderá exigir o fim das touradas por todas as tradições serem legitimas e, portanto, ao tentar aboli-las não se respeita a cultura de um povo. No entanto, o respeito pela cultura de um povo não é igual ao respeito por todas as tradições de um povo. Resumindo, não existem culturas mais ou menos “melhores”, mas existem tradições que respeitam ou não os direitos humanos, animais e ambientais.

Os festivais, os trajes, os costumes, as cerimónias, os rituais e as crenças que no passado deram à humanidade a sua variedade folclórica e etnológica estão a desaparecer ou a restringir-se a setores minoritários, enquanto a maioria da sociedade os abandona e adopta outros mais adequados à realidade do nosso tempo. Todos os países deste planeta passam por este processo, alguns a um ritmo mais acelerado do que outros. Tal deve-se à modernização, da qual a globalização é o efeito e não a causa. É certamente possível lamentar que este processo ocorra, e sentir nostalgia pelo eclipsar das formas antigas de vida que, em particular desde o nosso confortável ponto de vista no presente, parecem cheias de diversão, originalidade e cor. Mas este processo é inevitável.

Os regimes totalitários em países como Cuba ou Coreia do Norte, receosos de que qualquer abertura os destrua, fecham-se e criam todo o tipo de proibições e censuras contra a modernização que faz com que hábitos tradicionais desapareçam. Mas abre oportunidades e constitui um importante passo em frente para a sociedade. É por isso que, quando lhes é concedida a oportunidade de escolher livremente, os povos, contrariamente àquilo de que os seus líderes ou intelectuais mais conservadores gostariam, optam pela modernização. Os argumentos contra a globalização e a favor da identidade cultural revelam uma conceção estática da cultura, que não é corroborada pela história. Que culturas permaneceram idênticas e imutáveis ao longo dos tempos? as pequenas e primitivas comunidades mágico-religiosas que vivem em cavernas, adoram trovões e monstros, e que, devido ao seu primitivismo, são mais vulneráveis à exploração e ao extermínio.

Os parlamentares açorianos, como os de Cuba ou da Coreia do Norte, estão todos temerosos que a utilização de pirotecnia silenciosa ou de reduzida intensidade sonora nas festividades da região, lhes roube votos nas próximas eleições pois que com a “cultura e tradições do povo açoriano” não se brinca. Depois, há também o incumprimento das normas e horários, se ao menos estes fossem cumpridos! O que eles não entendem é que no sistema atual não há controlo das autoridades sobre os horários legais para eventos pirotécnicos, nem controlo sobre o excesso de ruído das festividades, que excede os 55 dB legais, e as juntas de freguesia sempre fazem mais uns tostões com as licenças que a PSP e GNR não fiscalizam, a menos que haja queixas.

É a partir de maio e até finais de setembro que o tormento surge. Estamos na época do Espírito Santo e não só nesta festa, mas em todas as ocasiões (e elas parecem ser semanais) há as roqueiras (os tradicionais foguetes ruidosos) que impedem qualquer descanso, assustando animais e humanos a qualquer hora do dia e da noite. Costumo dizer que se eu mandasse …. nunca mais acendiam nenhum foguete…

Haverá, quiçá, até uma certa xenofobia e a velha afirmação de que eu afinal nem sou de cá…ou como o outro (vizinho) em tempos me disse, “ó senhor isto não é a cidade” e a desculpa tola de que como é tradição sobrepõe-se a toda e qualquer lei que exista ou venha a existir.

Qualquer festa, festarola ou celebração (até no desporto futeboleiro) vem sempre acompanhada de foguetes estrelejando nos céus com o seu característico bum, que ainda hoje ninguém me conseguiu explicar para que servem. Já tentei entender se tem a ver com frustrações edípicas ou outras, com sexualidades reprimidas ou quejandas, mas nada descortinei que as pudesse explicar, de forma satisfatória. Além do inconveniente para tímpanos mais sensíveis, há o desassossego de animais domésticos e outros que entram em pânico com o barulho, como há anos observamos cá em casa. Uma das cadelas passa o dia aterrorizada a urinar por toda a casa e a tentar esconder-se debaixo dos meus pés, aqui na secretária, donde escrevo este lamento que, infelizmente, ninguém vai ouvir e muitos irão criticar.

Os açorianos primam pelo desconhecimento e incumprimento de normas de segurança, em geral. É vê-los de cigarro na boca, a acender foguetes na ponta do rastilho e lançar o projétil ao ar. Parecem crianças com um brinquedo, deveras perigoso, mas a irracionalidade de os lançar a qualquer hora confunde-me e irrita-me. Sei que somos poucos, uma minoria de descontentes com esta tradição, a precisar de leis e normas e fiscalização para se acabar com este flagelo auditivo nas suas múltiplas vertentes de perigo além do inconveniente estrondo. Na RTP-Açores, este mês de julho já surgiram mais pessoas a darem a cara a este abuso do direito ao descanso e do respeito pela não-poluição sonora. Vai demorar tempo mas também esta tradição se modernizará.

 

 

 

 

 

Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713

[Australian Journalists’ Association – MEEA]

drchryschrystello@journalist.com,

Diário de Trás-os-Montes (2005) – Diário dos Açores (desde 2018) – Tribuna das Ilhas (2019) –

Jornal LusoPress, Québec, Canadá (2020) – Jornal do Pico (2021)

 

 

 

 

 

 

 

Custa 270 mil euros e vai descodificar mensagens. O nanossatélite português que foi lançado para o espaço

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Trata-se do primeiro nanossatélite concebido por uma instituição universitária portuguesa. Vai ficar em órbita entre cinco e 15 anos antes de reentrar na atmosfera.

Source: Custa 270 mil euros e vai descodificar mensagens. O nanossatélite português que foi lançado para o espaço

“Matacões” feitos por “Obélix”: Rui Moreira critica estações desenhadas por Álvaro Siza Vieira para metrobus do Porto – Sociedade – Correio da Manhã

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Autarca comparou a situação com a Seleção Nacional de futebol. “É a questão das vacas sagradas”, disse.

Source: “Matacões” feitos por “Obélix”: Rui Moreira critica estações desenhadas por Álvaro Siza Vieira para metrobus do Porto – Sociedade – Correio da Manhã

O Plano da (PRR)eguiça

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O Plano da (PRR)eguiça
Lembram-se da famosa bazuca?
Era um Plano extraordinário que nos ia salvar o couro depois dos anos estagnados da pandemia.
A pandemia já se foi, a bazuca veio em forma de PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), mas os problemas não só se mantêm, como até alguns deles se agravaram.
Estamos numa fase, como alguém disse numa visão nacional, em que os políticos actuais, sobretudo da nova geração, se mostram incapazes de lidar com os problemas contemporâneos.
O pior da política açoriana, que vem há mais de uma década, é que não temos intérpretes com ímpeto reformista.
Os governos da última década limitaram-se a gerir os problemas correntes, sem visão reformista e nenhuma ambição.
Resultado: os problemas adensaram-se, a dívida da região acumulou-se para níveis quase estratosféricos e os investimentos públicos desmoronaram-se a nível social (saúde) e económico (SATA).
Já nem sabemos gerir ou manter o que é nosso, desleixando em tudo o que é público e afogando o que é privado (basta ver a pouca vergonha do SOLENERGE).
O monstro público que criamos na região absorve todos os nossos recursos e ainda temos que nos financiar no exterior para sustentar a famosa galáxia administrativa, não gerando riqueza nenhuma, a não ser lugares a rodo para distribuir pela habitual clientela que rodopia à volta do orçamento público.
Se repararmos bem, toda a estratégia política dos últimos anos resume-se a manter viva a poderosa máquina pública, que vai engordando ano após ano.
Não há nenhuma preocupação em desenhar estratégias geradoras de riqueza produtiva ou projectar investimentos, a curto ou longo prazo, que tragam valor acrescentado à nossa economia.
É neste quadro pouco ambicioso e nada reformador, que foi desenhado o PRR regional.
Foi elaborado pelo governo de Vasco Cordeiro e o de José Manuel Bolieiro teve oportunidade para o alterar, mas não o fez, mantendo o seu figurino, que é uma manta de retalhos a beneficiar o sector público.
Com efeito, o Plano esteve sempre enviesado para resolver problemas do setor público e nem tanto para o setor privado.
O grosso da verba era para ser executado em projetos públicos, como o Hospital Digital, que é uma coisa que já devia estar a funcionar há muito tempo (porque já funciona na perspetiva do privado); a transição energética, engolida pela EDA na sua grande parte; a habitação, uma área que devia, há muito, estar resolvida na perspetiva do social; e a logística, resumida à conclusão de estradas da periferia que nada irão contribuir para uma verdadeira eficiência do sistema logístico regional.
O que ficou diretamente para as empresas foi o recapitalizar, que não tem recapitalizado nada porque nem se conseguiu implementar de forma eficaz.
Enfim, um pacote centrado no Estado regional e com muito pouca capacidade para mobilizar a economia para novos patamares de eficiência. Uma oportunidade perdida.
Quanto ao PO2030, segue a mesma lógica, com verbas volumosas afetas ao setor social e verbas parcas afetas ao setor produtivo, mesmo com o reforço do FSE.
Não há elementos suficientes de dinamização da economia privada que faça antever uma mudança de paradigma. O setor público continuará a dominar face a uma via privada insuficiente.
Quanto ao desfasamento do P2030, é uma evidência. Depois de vários QCAs, continuamos a não saber fazer transições suaves.
Não admira que num dos últimos Conselhos do Governo o tema tenha sido abordado com alguma preocupação, deliberando que os departamentos governamentais devem dar “prevalência” aos investimentos comparticipados por fundos comunitários, para dar “absoluta prioridade” à execução do PRR.
Já perdemos meio ano, em que tudo esteve parado, e agora queremos fazer tudo nos seis meses que nos restam.
Como já alertou o Presidente da República – que também serve para nós -, a taxa de execução do PRR está “muito baixa” e com dificuldades das verbas chegarem aos destinatários.
Com uma máquina profundamente burocrática e irritantemente emperrada, será muito difícil executarmos o previsto.
Daí o apelo lacerante, há algum tempo, do Presidente do Conselho Económico e Social dos Açores (CESA), para que o Banco de Fomento abra uma delegação nos Açores, com vista a acelerar os investimentos, nomeadamente os 125 milhões de euros destinados à capitalização das empresas, que se encontra “em situação crítica e com baixa adesão”.
Os políticos não parecem preocupados, agora que se concentram nas férias de Verão e na preparação das autárquicas do próximo ano, pelo que é de prever que alguma coisa vai correr mal.
Numa região em que as receitas próprias nem dão para pagar as despesas correntes, a receita prioritária, como advoga Gualter Furtado, era termos um tecido empresarial forte e rentável, para diminuir esta dependência e melhorar a nossa convergência real com as médias nacional e europeia.
A bazuca, afinal, é bem capaz de se tornar numa dor de cabeça se continuar como um plano PRReguiçoso.
****
FÉRIAS – Esta crónica, farta de malhar em ferro frio, vai de férias. Bom Verão.
Osvaldo Cabral
Julho 2024
(Diário dos Açores, Diário Insular, Multimedia RTP-A, Portuguese Times EUA, LusoPresse Montreal)
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