Que políticos recebem subvenções vitalícias, quem as suspendeu e como funcionam – Dinheiro – SÁBADO

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António Guterres continua a receber a subvenção. Também Sócrates, Miguel Relvas ou Jerónimo têm direito à mesma. Consulte aqui a lista completa e os valores.

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Viagens ao Mundial: Força Aérea obrigada a ir buscar Montenegro e a fazer mais 760 quilómetros – Política – Correio da Manhã

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Primeiro-ministro foi direto dos EUA para a Turquia e o Falcon fez duas viagens extras para o levar à Cimeira da NATO.

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MACAU Rodrigo Leal de Carvalho Título: Requiem por Irina Ostrakoff

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As Russas da Rua da Palha
Quando Macau ainda era uma cidade de sombras longas e segredos curtos, havia uma rua — a Rua da Palha — onde o futuro se escondia atrás de portas estreitas e escadas que rangiam como velhas confidências. Quem subia para as ruínas de S. Paulo passava por ali, talvez distraído, talvez curioso, mas sempre com a sensação de que aquela artéria antiga guardava mais do que mercearias, casas velhas e o cheiro doce do incenso.
Foi ali que, durante alguns anos, viveram mulheres que a cidade chamava “russas”. Tinham bolas de cristal, liam destinos, falavam baixo, moviam-se como quem atravessa um palco invisível. Para os macaenses, eram figuras saídas de um romance: ex princesas imperiais, herdeiras de fortunas esmagadas pela cavalaria vermelha, sobreviventes de palácios incendiados nas estepes.
Mas a verdade — como sempre em Macau — era mais complexa, mais humana e mais trágica.
Não eram russas. Eram ciganas da Hungria e da Roménia, mulheres de olhos escuros e passos leves, que tinham atravessado a Europa como quem atravessa um sonho mau. A Revolução de 1917 empurrou-as para leste, para as lonjuras da Sibéria Oriental, onde o frio não perdoa e a História não explica.
Harbin foi o primeiro porto de abrigo. Cidade de exilados, de aristocratas arruinados, de músicos que tocavam para esquecer, de comerciantes improvisados, de refugiados que viviam entre o passado e o que sobrava do futuro. Ali ficaram algum tempo, mas Harbin era apenas uma pausa — nunca destino.
Com a vitória da China Popular, a diáspora deslocou-se de novo, como poeira soprada por ventos ideológicos. E assim chegaram a Macau, esse último refúgio onde tudo o que é improvável encontra lugar.
Instalaram-se nas casas velhas da Rua da Palha, misturaram-se com a população macaense, os filhos estudaram nas escolas portuguesas, adquiriram a nacionalidade portuguesa. Com o tempo, tornaram-se parte da cidade — tão invisíveis como qualquer outra história que Macau engole sem ruído.
As escadas eram o verdadeiro teatro. Subiam-se devagar, porque cada degrau parecia protestar contra o peso do destino. Lá em cima, num quarto escuro, as videntes recebiam quem procurava respostas: marinheiros, mulheres aflitas, comerciantes indecisos, curiosos que queriam apenas ver como era o futuro antes de o viver.
A bola de cristal brilhava como um pequeno sol doméstico. As mãos das videntes moviam-se com a lentidão ritual de quem sabe que o tempo é uma invenção frágil. E as histórias que contavam — sobre amores perdidos, viagens adiadas, presságios de fortuna — eram sempre ditas com uma voz que parecia vir de muito longe, talvez das planícies da Manchúria, talvez das margens do Danúbio, talvez de lugar nenhum.
Macau acreditava nelas porque Macau sempre acreditou no improvável.
Entre os poucos que perceberam que aquelas mulheres eram mais do que curiosidades folclóricas, destacou-se Rodrigo Leal de Carvalho, delegado do procurador da República. Ao ler processos judiciais relacionados com membros dessa comunidade, encontrou fragmentos de vidas que vinham das estepes russas, dos rios da Sibéria, das planícies da Manchúria.
E percebeu que estava perante um mundo em extinção.
Dessa descoberta nasceu Réquiem por Irina Ostrakoff — uma obra que não é bem romance, nem bem documento, mas uma elegia por uma Europa que se perdeu nas margens da China. Irina, a protagonista, é o espelho dessas mulheres da Rua da Palha: aristocrata arruinada, sobrevivente de guerras, figura que vive entre o mito e a pobreza, entre a memória da grandeza e a realidade da sobrevivência.
O livro é um lamento. E, como todo o lamento, ilumina o que já não existe.
Um dia, as videntes desapareceram. Não houve anúncio, nem despedida, nem notícia no jornal. Simplesmente deixaram de estar.
As escadas deixaram de ranger. As bolas de cristal apagaram-se. As histórias de heranças perdidas ficaram suspensas no ar, como pó que não encontra chão.
Algumas partiram para as Américas, seguindo a diáspora do pós guerra. Outras ficaram em Macau, diluídas na cidade, invisíveis como tudo o que Macau absorve sem esforço.
A Rua da Palha continuou a ser Rua da Palha. Mas o seu silêncio ficou mais fundo.
Hoje, quem passa por ali ao fim da tarde talvez sinta ainda um eco — um murmúrio vindo de um tempo em que o futuro se lia em bolas de cristal e o passado se escondia atrás de portas estreitas.
Talvez seja apenas imaginação. Ou talvez seja o réquiem de Irina Ostrakoff, que continua a tocar, baixinho, nas paredes antigas da cidade.
Macau, afinal, nunca esquece. Apenas guarda.
Ficha Técnica — Requiem por Irina Ostrakoff
Autor: Rodrigo Leal de Carvalho Título: Requiem por Irina Ostrakoff l Ilustração: José Geral Viana Impressão e acabamento: Tipografia de Coimbra Depósito legal: n.º 39797/15 ISBN: 989-95675-0-4 Data de edição: Outubro de 1994 ISSN: 972-9488-39-2 Editor / Contacto: Rodrigo Leal de Carvalho Rua do Campo, Coimbra (Caixa Postal 152 — Macau, China) Email: booksmacau@gmail.com

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os 3 vinténs (perder os 3)

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【A CAUSA DAS COISAS】
PERDER OS 3 VINTÉNS
Esta expressão, ainda hoje bem conhecida, teve a sua origem numa pequena moeda de prata, que se pendurava no pescoço das raparigas até ao seu casamento, e que tinha o nome de “amuleto dos três vinténs”. Na noite de núpcias, a mulher casada entregava a moeda furada ao seu marido, tendo daí surgido a expressão “tirar os 3 vinténs”.
Os três vinténs foram cunhados pela primeira vez no reinado de D. Pedro II, e foi cunhada até ao reinado de D. Miguel, que capitulou em 1835, pela convenção de Évora-Monte. Depois disso, a moeda foi desaparecendo gradualmente, embora continuassem em circulação as que tinham sido cunhadas em reinados anteriores. Esta moeda tem um encanto especial para os estudiosos de antropologia cultural, devido ao significado específico que tamanho objeto acabou por obter na expressão popular.
Diz a história que as mães ofereciam às filhas, muitas vezes no dia do nascimento, uma moeda de três vinténs, à qual faziam um pequeno furo por onde passava um fio que permitia pendurá-la ao pescoço da rapariga. Criava-se assim um amuleto para proteger a pureza e virgindade daquela jovem até ao dia do casamento. Apenas nesse dia ela tirava a moeda do pescoço e a entregava ao marido, e só aí a sociedade podia dizer que ela não tinha os três vinténs, ou seja, que era uma mulher casada.
Alguns jovens mais atrevidos aproximavam-se das raparigas e procuravam no pescoço a famosa moedinha. Quando não a encontravam, dizia-se que já tinha perdido os três vinténs. Tinha chegado tarde, ela já tinha marido. Num passado ainda recente, em que a virgindade feminina era atributo indispensável num casamento, continuava em uso a expressão “ter os três vinténs”… ou não.
Mas existe outra hipótese para a origem desta expressão. Em tempos antigos, muitos casamentos eram resultado de arranjos familiares, algo que acontecia em todas as classes sociais. Como havia muito a discutir, desde o dote à boa conduta da noiva, tornava-se necessário um “atestado de bom comportamento”, passado por uma autoridade local. Estes atestados vigoraram até à época do 25 de Abril!
Se a autoridade em questão tivesse dúvidas quanto à virgindade da moça, podia pedir uma certidão de virgindade, e é aqui que entra a moedinha. A certidão era passada pela parteira da terra, que fazia um teste para averiguar o estado da rapariga.
Assim, colocava uma moeda de três vinténs sobre o hímen da jovem. Se esta passasse para dentro, a jovem “chumbava”. Os três vinténs serviam depois como pagamento à parteira, que, se tudo corresse bem, passava depois o Atestado de Virgindade.
Alguns chegaram aos nossos dias, sendo por vezes anedóticos, como no caso de um que está no Arquivo Distrital de Viseu, sem data (embora se creia que seja de início do séc. XIX), que diz: “Eu, Bárbara Emília, parteira que sou de Coira, atesto e certufico pula minha onra, que Maria de Jesus tem as partes fudengas tal e qual como nasceu, insceto umas pequenas noidas negras junto dos montes da crica, que a não serem de nascença, serão porvenientes de marradas de pissa.”
Outro caso anedótico, relatado por uma parteira de Almada: “Eu Maria da Conceição Parteira Diplomada No Concelho De Almada, Declaro Por Minha Onrra Ao Serviço Do Meu Trabalho Que Maria Das Dores Está Séria e Onrrada Têm uns Defeitos Na Coisa Mas Iso Não Quer Dizer Nada São Defeitos Feitos Pelo Trabalho.”
Assim, embora não se saiba ao certo de qual destas situações veio a expressão, sabe-se que tanto a tradição da moeda de três vinténs dada por mães às filhas como a dos Atestados de Virgindade existiram mesmo e estiveram em vigor durante bastante tempo.
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OSVALDO CABRAL A EUFORIA TONTA

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A EUFORIA TONTA
Quando pensamos que o Governo Regional anda adormecido, eis que nos surpreende com mais uma narrativa delirante, desta vez sobre os proveitos do turismo.
Em todo o mundo, incluindo Portugal continental e Madeira, a tendência do sector é medida pelo número de dormidas e de hóspedes, mas o Governo dos Açores, secundado pelo PSD, inventou uma outra métrica para fazer uma interpretação manhosa do “sucesso” de um turismo em queda há oito meses consecutivos.
O resultado dos proveitos do turismo, incensado por ambos, refere-se apenas à hotelaria tradicional, já que não existem registos das receitas das outras tipologias, nomeadamente o Alojamento Local e o Turismo Rural, que representam quase metade deste importante pilar económico açoriano.
O aumento dos proveitos nos hotéis não significa “melhor turismo”, nem representa mais sustentabilidade e competitividade do sector, tal como mais receitas e mais passageiros na SATA não representam lucro, bem pelo contrário, é sempre a somar prejuízos.
A mesma narrativa está a ser levada para o sector das pescas. A generalidade dos pescadores dos Açores está tesa que nem um carapau, com quedas nas capturas, mas como a frota atuneira conseguiu uma boa faina, com aumento das receitas, celebra-se o “sucesso” de todo o sector.
Com um bocadinho de esforço, ainda vamos ter mais comunicados a celebrar com euforia o “triunfalismo” da Saúde nos Açores.
As listas de espera aumentam todos os meses? Esperamos, em média, mais de um ano e meio por uma cirurgia? Não se consegue uma consulta na especialidade? O que é que isto interessa, se os hospitais cobraram mais taxas moderadoras e as receitas aumentaram? Celebre-se o “sucesso”!
Com a inflação em cadeia, é claro que as receitas aumentam, mas a chatice é que os custos cresceram ainda mais depressa, sobretudo os de toda a logística agregada ao turismo.
Pena é que não haja a desagregação dos proveitos entre nacionais e estrangeiros, para percebermos o quanto perdemos, em toda a linha, no mercado nacional, que era quem nos aguentava a época baixa.
A incompetência na gestão deste sector é um dos maiores falhanços deste governo, o único nestes 50 anos de Autonomia que conseguiu a proeza de nos fazer voltar aos anos 90 com o indesejado monopólio da TAP e SATA.
Acresce que a leitura tacanha e distorcida da estatística é um ultraje aos inúmeros empresários e trabalhadores do Alojamento Local, do Turismo Rural, do rent-a-car, da restauração e de toda a cadeia abastecedora do sector, ignorados nos comunicados eufóricos da governança.
Mesmo no divã, há coisas neste governo que a psicanálise não explica.
****
PLATAFORMAS DA DESGRAÇA – O Governo de Montenegro continua em queda abrupta nas sondagens. Pudera, pois a maioria dos seus ministérios só faz asneira da grossa.
Todos nós, cidadãos das Regiões Autónomas, podemos confirmar as sucessivas incompetências em matérias que mexem com as nossas vidas.
Já tínhamos o malfadado processo do subsídio de mobilidade, que continua sob a teimosia de um ministro que nem sabe pôr uma plataforma digital a trabalhar diligentemente, agora também temos outro ministério, o da Educação, que não atina com a digitalização dos exames, deixando alunos e professores pendurados há várias semanas.
Consta que a Secretaria Regional da Educação lava as mãos de tudo isto e também anda à nora com as burocracias de uma máquina administrativa que não pára de testar a paciência dos cidadãos.
É caso para dizer que este governo é de uma eficácia tecnológica brutal, ao ponto de conseguir a proeza inédita de criar a primeira inteligência artificial 100% analógica do mundo, onde até o botão “Submeter” precisa de ir a despacho ministerial.
(Esta coluna vai de férias, para “deixar o Luís trabalhar”…).
Osvaldo CabralMay be an image of one or more people
Julho 2026
(Açoriano Oriental, Diário Insular, Portuguese Times EUA, LusoPresse Montreal)

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que triste ideia esta….Feira Quinhentista da Ribeira Grande regressa entre 8 e 12 de julho dedicada ao domínio espanhol nos Açores – jornalacores9.pt

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A Feira Quinhentista da Ribeira Grande regressa entre 8 e 12 de julho ao centro histórico da cidade, tendo este ano como tema “Açores sob o domínio espanhol”, numa edição que aposta na recriação histórica e na dinamização económica do concelho. A edição de 2026 foi apresentada hoje pela Câmara Municipal da Ribeira Grande, que […]

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o caderno de estudos açorianos N.º47 dedicado a CARLOS ENES

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cadernos açorianos 47 CARLOS ENES

 

o caderno de estudos açorianos dedicado a CARLOS ENES ESTÁ EM LINHA, AGRADECEMOS A SUSANA ANTUNES pela sua elaboração e ao CARLOS ENESpelo apoio

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https://www.lusofonias.net/acorianidade/cadernos-acorianos-suplementos.html#

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o fim da liberdade

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‼️ O Lado Oculto das CIDADES de 15 MINUTOS: O Fim da Liberdade como a Conhecemos.
O plano para transformar as nossas cidades no modelo de “15 minutos” está a avançar rapidamente, com Oxford a liderar o caminho como a primeira grande cobaia deste sistema e com figuras políticas como Shyam Batra a tentarem abrir os olhos ao público. Embora tentem vender a ideia como uma conveniência ecológica, a verdade nua e crua é que este projeto traz consequências drásticas para o nosso dia a dia e para as nossas liberdades básicas.
As verdadeiras implicações deste modelo são um sinal de alerta:
Fronteiras invisíveis e multas: A divisão das cidades por bairros não é para facilitar a tua vida, é para limitar os teus movimentos. Na prática, criam-se perímetros onde o uso do automóvel é sufocado com portagens urbanas, barreiras e multas pesadas para quem se atrever a circular fora da sua zona autorizada.
Vigilância total em cada esquina: Para garantir que ninguém quebra as regras, os bairros transformam-se em autênticas caixas de vidro. Falamos de uma rede omnipresente de câmaras com leitura de matrículas e sistemas de controlo que monitorizam cada passo e cada deslocação que fazes.
A ameaça do bloqueio digital: Quando tudo passa a ser controlado em nome da “pegada de carbono” ou do “bem comum”, abre-se um precedente perigoso. O passo seguinte é a centralização digital, onde os teus acessos, as tuas compras ou até a tua conta bancária podem sofrer restrições se ultrapassarem os limites de consumo ou de viagens impostos.
Cidadãos de primeira e de segunda: Este isolamento por bairros destrói a vida cultural e social da cidade. Em vez de unir, segrega, criando guetos onde as pessoas perdem a espontaneidade de atravessar a cidade e ficam limitadas ao que o Estado decide colocar no seu pequeno raio de sobrevivência.
Resumindo: Não se trata de ecologia ou qualidade de vida; é sobre engenharia social. O objetivo final é desincentivar a propriedade do automóvel privado, monitorizar as massas e criar perímetros de controlo onde o teu livre arbítrio fica condicionado à aprovação do sistema.