Estamos a perder a nossa terra e nem todos se apercebem…

Views: 3

Maldito turismo!
Eu era um defensor do turismo nos Açores, mas com o que estão a fazer na nossa terra em nome do turismo só posso dizer: maldito turismo!
O Governo Regional e as Câmaras Municipais – como as de Ponta Delgada e da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel – aprovam continuadamente projectos monstruosos de hotéis, de apartamentos turísticos e afins por todos os lados, mesmo onde nunca deveria ser, prejudicando a harmonia das localidades, a beleza das paisagens, o ambiente e os recursos locais. Uma irresponsabilidade total!
O turismo tanto vem como vai. Os exemplos são vários no mundo. Quando o turismo desaparecer ou diminuir nas ilhas açorianas, à procura de destinos mais baratos e mais bem preservados, os hotéis, apartamentos turísticos e afins servirão então para lares de terceira idade, que muita falta fazem.
Existem os PDM, o Plano Regional de Ordenamento Turístico e o Plano de Marketing Turístico, mas de nada servem, porque o Governo Regional e as Câmaras Municipais de um modo geral autorizam tudo o que querem e cedem aos interesses. Os Açores mereciam melhor sorte!

Luiz Fagundes Duarte

Primeiro, destroem São Miguel. Depois, uma a uma, as restantes… E lá nos vem à cabeça a fábula da galinha dos ovos de oiro…
Quem vier por fim, que feche a porta. Ou não será necessário fechá-la, porque já não haverá nada de valor para roubar.

Anonymous participant

peonSodrtsfft81u4mttui138g61ghlm6m7310l9uc30m055aumlc2f38hm9

Estamos a perder a nossa terra e nem todos se apercebem…
É estranho viver num lugar onde crescemos e, de repente, sentirmos que já não há espaço para nós.
Os Açores estão a mudar e nem sempre para melhor.

O turismo cresceu, há mais movimento, mais divulgação das ilhas. Mas também há um sentimento cada vez mais presente: o de que estamos a ser deixados para trás.
Hoje, encontrar casa para arrendar a preços justos tornou-se quase impossível. Um T1 por 800, 900 ou até 1000 euros. E se tivermos um animal? Nem vale a pena tentar. Comprar casa então, é um sonho fora de alcance com os salários que temos.
Ao mesmo tempo, quem vem de fora compra propriedades, transforma-as em alojamento local, e os próprios açorianos vão sendo empurrados para os cantos do mercado — ou para fora das suas ilhas.
E o problema não é só a habitação. Até aquilo que sempre foi nosso está a ficar inacessível.

O Ilhéu de Vila Franca fechado. A Poça da Dona Beija a 14 e 16 euros por pessoa. Um simples banho termal virou luxo.

E a Lagoa do Fogo? Cheia de lixo. Promovemos o paraíso lá fora, mas cá dentro falta cuidado, respeito e gestão.
Pior ainda, há cada vez mais pessoas — formadas, licenciadas, com vontade de trabalhar que não conseguem encontrar emprego digno aqui.

O que é que sobra? Emigrar.

E é isso que muitos vão acabar por fazer. Porque viver nos Açores, para os próprios açorianos, está a tornar-se insustentável.
Este desabafo não é contra o turismo. É contra a falta de equilíbrio.

Porque os Açores não são só um destino bonito no mapa.

São a casa de muita gente — e essa casa está a fugir-nos das mãos.
 

May be an image of 6 people, crater and mountain

ASTA propõe alterações a obra de novo hotel na Calheta Pêro de Teive – jornalacores9.pt

Views: 2

A Asta apresentou à Câmara de Ponta Delgada um pedido de redução da área coberta da zona central da praça do hotel que tem em construção na cidade, segundo documento a que a Lusa teve acesso. De acordo com o documento, apesar do pedido de informação prévia submetido à Câmara Municipal de Ponta Delgada para […]

Source: ASTA propõe alterações a obra de novo hotel na Calheta Pêro de Teive – jornalacores9.pt

candidato do abdica

Views: 3

O salvador da Praia
Li a entrevista dada ao DI no dia 9.8 por Francisco Lima, candidato do Chega à Câmara Municipal da Praia da Vitória.
Retive as palavras finais, que me impressionaram deveras. Disse o candidato: “Abdiquei do cargo de deputado nacional e estou disposto a abdicar do de deputado regional para salvar a Praia”.
A forte impressão que tais palavras me causaram tem origem desde logo na forma. Abdicar é um verbo fortíssimo. Tão potente que reis e papas meditaram profundamente antes de tomar tão dura decisão. A proclamação de Francisco Lima é de tal forma dramática que mereceria a formação de um cordão humano, ligando a Santa do Facho à Maria Vieira. Os praienses de mãos dadas, de hoje até outubro, rezando pela sua salvação. Sim, porque salvar é outro verbo impactante, sendo a promessa do candidato a única luz nesta escuridão que tudo cobre, mesmo de dia, nesta terra de Nemésio.
Mas, deixando de lado o pretensiosismo manifesto da tirada, preocupa-me mais a substância. Analisemos, então.
Longe vão os tempos em que éramos tão poucos e os lugares tão pequenos que seria ridículo votarmos. Os cidadãos reuniam-se e designavam de mão no ar quem neles mandaria durante certo período. Chamava-se democracia direta.
Só que as sociedades cresceram, dispersaram-se, passou a ser impossível reunir toda a gente para decidir. Nasceu então a democracia representativa, em que os cidadãos votam naqueles que acham poder representá-los da melhor maneira.
E esse voto devia ser sagrado. Quem, candidatando-se a certo cargo, a ele renuncia, trai a confiança daqueles que nele votaram. E, na minha opinião, não deveria poder voltar a ser candidato fosse ao que fosse. Com uma excepção: quando certo partido ganha as eleições e vê alguns dos seus eleitos saírem para o governo, sendo substituídos pelos que se lhes seguem na lista. Mantêm-se os primeiros no serviço público, apenas noutras funções.
Ora Francisco Lima candidatou-se ao cargo de deputado regional, foi eleito e desempenha tal função. Depois, candidatou-se à Assembleia da República, foi igualmente eleito, mas renunciou ao cargo. E agora candidata-se à Câmara Municipal da Praia da Vitória, já anunciando a “disposição” de “abdicar” da função de deputado regional para “salvar a Praia”.
Por outras palavras: Francisco Lima traiu a confiança dos cidadãos que nele votaram para deputado na Assembleia da República e prepara-se para trair a confiança dos cidadãos que nele votaram para deputado na Assembleia Legislativa Regional dos Açores.
Imaginemos um procurador. Alguém da nossa confiança, a quem conferimos o mandato de nos representar, de gerir o nosso património. De repente, sem sermos sequer consultados, quanto mais darmos consentimento, o procurador a quem confiáramos os nossos bens “abdica” do cargo e faz-se substituir por alguém que nem conhecemos e que não escolhemos.
Como nos sentiríamos? Traídos, claro está. Ainda mais quando um político que se candidata é um procurador com uma função tão nobre como é cuidar dos interesses colectivos.
Sei bem como seria ingrato para Francisco Lima substituir na Assembleia da República um ladrão de malas. Seria um estigma que o marcaria logo desde o início do mandato. Prefiro, no entanto, acreditar que “abdicou” do cargo de deputado nacional pela falta de quadros capazes do Chega na Região. Mas essa falta de quadros vai-se manter depois da autárquicas. Por isso, nada me garante que Francisco Lima não voltaria a “abdicar”, mesmo que fosse para “salvar a Praia”…
Não gosto de sebastianismos. Nunca gostei. Mas, sendo a Recta da Achada o único lugar da Praia onde se concentram grandes massas de nevoeiro, que se fique por lá o candidato, fazendo-se rei da Serra do Cume ao qual se elevou, e já podendo, agora monarca, abdicar à vontade…
(publicada hoje no Diário Insular)

“Vamos embora”, disse a ministra quando ia a ser confrontada com o que se está a passar nos incêndios – CNN Portugal

Views: 3

Decisão de não responder a perguntas surge no mesmo dia em que a Proteção Civil admitiu falhas num sistema crucial para os bombeiros (e não só). E há “muita coisa por explicar”, está a ser “demasiado mau”

Source: “Vamos embora”, disse a ministra quando ia a ser confrontada com o que se está a passar nos incêndios – CNN Portugal

Cálice litúrgico do século XVI desaparece em Santa Maria – Observador

Views: 2

Cálice de prata em banho de ouro deve “valer à volta de 5/6 mil euros” e foi dado como desaparecido durante os preparativos para a festa anual em Vila do Porto, nos Açores, disse o padre da paróquia.

Source: Cálice litúrgico do século XVI desaparece em Santa Maria – Observador

Investigadores desaconselham ingestão de água nas lagoas do Pico – jornalacores9.pt

Views: 2

Os investigadores do Instituto de Vulcanologia e Avaliação de Riscos (IVAR) da Universidade dos Açores desaconselham a ingestão de água diretamente das lagoas da ilha do Pico, após um estudo que revela libertação de gases daquelas massas de água. “Não é aconselhável beber diretamente aquela água”, advertiu César Andrade, um dos autores de um estudo realizado […]

Source: Investigadores desaconselham ingestão de água nas lagoas do Pico – jornalacores9.pt