Açores sem guias de montanha suficientes para fazer face à procura do turismo – jornalacores9.pt

Views: 0

Os Açores estão sem guias suficientes para fazer face à procura de visitação da montanha do Pico, que registou em 2024 um aumento de 18%, disse à Lusa fonte da Secretaria Regional do Ambiente. Os dados recolhidos desde 2022 – momento a partir do qual a gestão da Casa da Montanha, no Pico, transitou para […]

Source: Açores sem guias de montanha suficientes para fazer face à procura do turismo – jornalacores9.pt

TENHAM MEDO DAS EMPRESAS PÚBLICAS

Views: 1

Tenham medo…May be an image of 1 person
TENHAM MEDO DAS EMPRESAS PÚBLICAS
O trágico acidente com o funicular da Glória, em Lisboa, trouxe à evidência a tradicional gestão desadequada e obsoleta com que as empresas públicas encaram a segurança das suas infraestruturas.
Não temos uma cultura de prevenção, pelo contrário, cultivamos muito o facilitismo e o desenrascanço à portuguesa.
Muitas vezes nem é culpa dos gestores, mas do próprio Estado que não disponibiliza ou negligencia os recursos necessários para um bom desempenho.
Nos Açores são conhecidas as dificuldades que as empresas públicas enfrentam para um desempenho cabal e com qualidades da sua missão, sobretudo nos tempos que correm, com os cofres da administração regional praticamente vazios.
O sector empresarial público regional é conhecido pela facilidade com que recruta e nomeia clientela política, enxameado de gente do partido no poder, descurando o investimento em equipamentos e outros recursos que contribuem para um melhor serviço público.
Ainda agora tive a possibilidade de verificar, por exemplo, a permanente falta de manutenção de gruas em vários portos de pesca das nossas ilhas, alguns enferrujados e a precisar de substituição.
Os pescadores que utilizam estes equipamentos estão sempre com o credo na boca e, em caso de avarias, como acontece regularmente, os horários dos técnicos da Lotaçor não coincidem com a labuta dos pescadores, sobretudo aos fins de semana.
Aliás, a Lotaçor deve ser a única empresa do mundo que não adequa os seus horários aos dos pescadores, como até os obrigam a não pescar devido à sobrelotação da armazenagem em frio.
Há, até, esta situação caricata, que é obrigar os pescadores a capturarem Bonito apenas de dois em dois dias!
É como se o governo decidisse que os açorianos só poderiam trabalhar de dois em dois dias, com a consequente quebra de rendimento, porque não tem capacidade para guardar tanta produção e riqueza.
Onde já se viu um país ou uma região travarem a criação de riqueza?
As negligências e incompetências em gestão pública nunca têm consequências.
Lembram-se da gestão ruinosa na SATA com a contratação de aviões desadequados, como o “cachalote”?
Lembram-se do cabeço de amarração enferrujado do molhe do porto de S. Roque do Pico, que provocou uma vítima mortal, em 2014, com a Portos dos Açores a lavar as mãos do problema?
E o recente incêndio no HDES, que poderia ser evitado se os equipamentos fossem outros?
Há infraestruturas críticas que necessitam de uma atenção redobrada por parte da gestão pública, mas não é o que se vê.
Em gestão pública a responsabilidade morre sempre solteira, não faltando exemplos de má gestão com reflexos ruinosos para o orçamento público e a algibeira do contribuinte.
Lembram-se do negócio da Sinaga?
Lembram-se da Saudaçor?
Sabem o que faz uma empresa pública chamada Ilhas de Valor?
Sabem quantos Observatórios existem na Região, o que fazem e quantas pessoas empregam?
Sabem que o actual governo quer criar mais Observatórios?
E quantos milhões custam à Região empresas públicas inúteis?
Só na Saudaçor o calote foi mais de 800 milhões de euros.
Até a EDA, que dá lucro, distribui os dividendos pelos accionistas, mas logo a seguir vai à banca contrair dívida para investimentos. O passivo já roça os 400 milhões!
Se juntarmos o passivo das empresas do Grupo SATA (Holding 200 milhões de dívida, Azores Airlines 223 milhões e Air Açores 55 milhões), Portos dos Açores (149 milhões), Lotaçor (21 milhões), Ilhas de Valor (9,9 milhões) e Atlanticoline (2,9 milhões), tudo somado já anda à roda dos mil milhões em dívidas.
Some-se a todo este descalabro as dívidas das empresas municipais, pois também proliferam como cogumelos, e temos uma tempestade perfeita.
Noutra dimensão, como ainda questionava há poucos dias o Diário Insular, para que servem um Atlantic Center e um Air Center, que nem tão pouco têm sede nos Açores?
Qualquer dia também vamos criar uma empresa pública para gerir os 17 milhões de euros com que vai custar a penosa Assembleia Regional este ano.
Haja alguém com coragem para pôr ordem na casa.
****
GESTÃO BUROCRÁTICA – Há gente na administração regional que só serve para complicar.
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande (declaração de interesses: sou sócio) resolveu ajudar o excelente Festival Azores Burning Summer, na belíssima Praia dos Moinhos, transportando pessoas nas viaturas dos doentes não urgentes, com pagamento por parte da organização.
Uma iniciativa de louvar, à semelhança de outras para recolha de recursos financeiros, já que a administração regional é incapaz de financiar todas as associações de bombeiros da Região.
Mas eis que surgem os burocratas públicos: “Ai que isto é contra a lei”!
A Protecção Civil deu-se ao ridículo de se insurgir contra este tipo de angariação de fundos, argumentando com uma lei absurda e obtusa, contra a qual – aqui sim – devia levantar a voz resmungona.
Esta Região está recheada de burocratas da treta.
****
GESTÃO POR INACÇÃO – Aqui vai outro exemplo recente da má gestão pública da nossa administração regional.
A Escola do Mar e o Governo dos Açores prometeram, por mais de uma vez, recuperar a velha e saudosa “Espalamaca” da ilha do Pico e pô-la a navegar.
É uma aspiração de vários anos, a que se dedicou de alma e coração a Associação dos Amigos do Canal, conseguindo fazer a recuperação possível, com um investimento de mais de 100 mil euros.
A Associação denunciou agora que, da parte do Governo dos Açores, nada foi feito e não deram os recursos necessários à Escola do Mar para completar a recuperação da “Espalamaca”, doada à Direcção Regional da Cultura (outra vez ela), que nunca actualizou o seu registo na Capitania da Horta, nem estabeleceu a sua categoria de navegação.
A “Espalamaca” jaz nos estaleiros da Madalena, em mais uma franca degradação, tendo como companhia fúnebre um contentor com os dois motores generosamente oferecidos.
É assim que a nossa administração pública regional gere o nosso Património.
– ****
GESTÃO FUNESTA – Não é só na gestão pública que os partidos políticos nos surpreendem.
Na sua própria gestão de nomeações e candidatos a lugares, não param de nos surpreender.
O Chega, que se diz diferente dos outros, também já aprendeu a “importar” listas completas de candidatos da metrópole para as autárquicas dos Açores.
Não faltam exemplos, mas veja-se esta pérola, que transcrevo do “Jornal do Pico” desta semana: “O Jornal do Pico também pretendia entrevistar a candidata do Chega à Câmara Municipal de S. Roque, tal como fez com os outros candidatos, mas a Mandatária Regional do Partido, Olivéria Santos, disse, em conversa telefónica, que a mesma não se sentia à vontade para tal. Assim sendo, a Assessora de Imprensa do Chega remeteu a fotografia da candidata, Lúcia Alpalhão, bem como a seguinte informação sobre a mesma: Lúcia do Carmo de Jesus Alpalhão, tem 42 anos e é Assistente Funerária”.
Escondem que é da Amadora.
Fica a sete palmos e meio de S. Roque do Pico.
Osvaldo Cabral
Setembro 2025
(Açoriano Oriental, Diário Insular, Portuguese Times EUA, LusoPresse Montreal)

Extinct Macaronesian endemics revealed in new study – BirdGuides

Views: 2

A PNAS Nexus study records 220 species extinctions in Macaronesia, including half of all endemic birds, with losses accelerating over 12-fold after human colonisation in the 15th Century. The Azores, Madeira, Selvagens, Canary Islands and Cape Verde have lost snails, reptiles, arthropods and birds, prompting calls for urgent conservation and habitat restoration to protect their fragile biodiversity.

Source: Extinct Macaronesian endemics revealed in new study – BirdGuides

Australians’ visas denied after Trump administration suddenly changes rule

Views: 2

Thousands of Australians living in the US could find it tougher to extend their stay in America after the Trump administration suddenly issued new visa rules on the weekend.

Source: Australians’ visas denied after Trump administration suddenly changes rule

Fazia corridas com um carro de Fórmula 1 em autoestradas. “Fantasma” foi apanhado ao fim de seis anos

Views: 2

O veículo em alta velocidade chamou a atenção da polícia checa pela primeira vez em 2019

Source: Fazia corridas com um carro de Fórmula 1 em autoestradas. “Fantasma” foi apanhado ao fim de seis anos

O Hino Nacional Australiano e o juramento da cidadania em português(fiz a 2ª versao do juramento)

Views: 1

Traduzimos o Hino Nacional Australiano e o juramento da cidadania para vários dos idiomas falados na Austrália. Nossa língua portuguesa é uma delas.

Source: O Hino Nacional Australiano e o juramento da cidadania em português

Casal acusado de triplo homicídio em Bragança começa hoje a ser julgado – Notícias ao Minuto

Views: 1

O Tribunal Judicial de Bragança começa hoje a julgar o casal acusado de matar outro casal e o filho deste, na própria habitação da família, na aldeia de Donai, Bragança, em julho de 2022.

Source: Casal acusado de triplo homicídio em Bragança começa hoje a ser julgado – Notícias ao Minuto

Mulher que envenenou família com cogumelos condenada a prisão perpétua

Views: 0

Um juiz australiano condenou hoje Erin Patterson a prisão perpétua, com um período sem liberdade condicional de 33 anos, por envenenar quatro familiares do seu ex-marido com cogumelos venenosos.

Source: Mulher que envenenou família com cogumelos condenada a prisão perpétua

607. tragédias sem culpados 6.9.2025 CHRYS C

Views: 0

607. tragédias sem culpados 6.9.2025

(esta e as anteriores estão em https://www.lusofonias.net/mais/as-ana-chronicas-acorianas.html

Nas últimas semanas o mundo foi surpreendido por um desastre sem paralelo com um funicular (Elevador da Glória) onde alegadamente um cabo se rompeu e os sistemas complementares de segurança (travões, etc.) não funcionaram. Nunca tinha acontecido uma falha idêntica. Agora seguir-se-ão inquéritos internos, externos, da PJ e sabe-se lá quem mais, mas posso enganar-me mas conta a História que em Portugal todas as tragédias (as que vão e as que não a tribunal) terminam sempre sem culpados.

Foi assim na tragédia da Ponte de Entre-os-Rios (2001, 59 mortes) em que o Tribunal de Castelo de Paiva absolveu os seis engenheiros acusados pelo Ministério Público de não terem feito o que estaria o seu alcance para evitar o colapso da ponte de Entre-os-Rios. Ninguém fica assim responsabilizado criminalmente pelo maior acidente rodoviário de Portugal, em número de mortos. Da decisão decorre que “cai” o processo civil associado, em que Estado, Segurança Social e famílias reclamavam aos arguidos um total de 13,117 milhões de euros. Os técnicos vinham acusados de não terem feito o que estaria ao seu alcance para evitar o colapso da ponte. No acórdão de 551 páginas, afirma-se que a Justiça “só podia pronunciar-se face à prova produzida em tribunal”. De tudo isto, resultou claro para o tribunal que não existiu a alegada violação das regras técnicos, imputada pelo Ministério Público aos seis arguidos. O tribunal criticou os dois grupos de peritos chamados a colaborar com a Justiça, referindo ter sido “evidente e seguro” que revelaram incapacidade para se colocarem ao tempo dos factos, “com muito menos informação e sem que as coisas tivessem acontecido”…

Depois temos outra tragédia em Pedrógão Grande que contabilizou 63 mortos e 44 feridos. O Tribunal da Relação de Coimbra confirmou a 25 de junho 2025, a absolvição dos 11 arguidos do processo dos incêndios de Pedrógão Grande, o coletivo de juízes da 1.ª instância absolveu o comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, funcionários da antiga EDP Distribuição, atual E-Redes, e da Ascendi. A absolvição estendeu-se aos ex-presidentes das câmaras de Castanheira de Pera e de Pedrógão Grande, assim como ao atual presidente do Município de Figueiró dos Vinhos, Jorge Abreu. O antigo vice-presidente do Município de Pedrógão Grande e a então responsável pelo Gabinete Florestal desta câmara, foram, igualmente, absolvidos. Em causa estavam crimes de homicídio por negligência e ofensa à integridade física por negligência, alguns dos quais graves. No resumo do acórdão lê-se que “resultou provado que a generalidade dos óbitos verificados, designadamente na EN 236-1, e das lesões físicas sofridas, foram consequência direta do outflow convectivo e/ou do “downburst” verificado”. E que “foi a primeira vez que houve registo da ocorrência de tal fenómeno”, classificado como “pirometeorológico extremo, raro e imprevisível”. O coletivo de juízes dá como não provado que “os óbitos e ofensas à integridade física verificados tenham resultado, por acção ou omissão, da conduta de qualquer dos arguidos”. Isto foi mesmo um acórdão sério com palavras em língua estrangeira e tudo para que não restassem dúvidas sobre a sua seriedade.

Assim, resta-me a consolação de sempre que possível (em Portugal) ter evitado equipamentos como este que ora sucumbiu (sabe-se lá a que causas) e preferir a cobarde atitude de não experimentar sensações novas por mais turísticas e engraçadas que possam ser.

Lembrem-se sempre que em Portugal as tragédias ocorrem sempre sem culpados.