POLÓNIA, MULHERES, SEXO E ÁLCOOL RSRSRS

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MAIS UM XAMÃ DA SEITA «DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA»
Este é polaco, líder do partido ultra-«católico» que lidera o governo e já foi primeiro-ministro.
[ Jaroslaw Kaczynski, presidente do partido no poder na Polónia (Lei e Justiça, PiS, sigla em polaco), culpou as “raparigas e jovens mulheres” até 25 anos que “bebem o mesmo que os seus parceiros” pela baixa taxa de natalidade no país. “Assim não haverá crianças”, afirmou aquele que também foi o ex-primeiro-ministro do país de 2006 a 2007.]
@ Ryc
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ADOLESCENTES DEPRIMIDOS IN CHRONICAÇORES 2006

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ADOLESCENTES, 19 MAIO 2006 CRÓNICA 20.

 

A maioria dos pais de jovens e adolescentes costuma enfrentar a situação desconcertante de terem filhos que, por um lado, se comportam irresponsavelmente sem dar importância às coisas que teoricamente lhes deveriam interessar e, por outro lado, se manifestam devastados pelo peso dos estudos, pela incerteza do futuro ou por pequenos reveses. Em vários aspetos da vida parece que nasceram sabendo tudo mas são incapazes de enfrentarem minúsculos contratempos. Estou deprimido, é uma das expressões mais constantes nesta geração paradoxal. Inconsciência crónica com um excesso de preocupações. Da banalidade despreocupada à angústia paralisante. Como é possível, que jovens tão pouco dados a levar a vida a sério se tornem em vítimas quando veem as coisas malparadas. Estarão a exagerar? Não se tratará dum estratagema de autodesculpa, um recurso para obterem compaixão e evitarem terem de atuar como é costume? Tudo leva a crer que não é assim. Poucas vezes se trata de excesso de birras e de espavento de crianças malcriadas tentando comover os adultos assustadiços a fim de conseguirem levar a sua avante.

Aumentou substancialmente na última década o número de consultas de adolescentes nos serviços de urgência psiquiátrica. Num hospital de Barcelona as estatísticas indicam em primeiro lugar as alterações de conduta, seguidas das crises de ansiedade com quase 25% do total de casos. Se a estes acrescentarmos os 15% de tentativas de suicídio teremos de admitir que se trata dum problema grave e crescente.

Trata-se, de facto, de intolerância à frustração. Muitos jovens não aguentam os revezes pois não foram treinados para os enfrentarem. Nasceram sobreprotegidos, acostumados a conseguirem da família mais próxima tudo o que querem, falta-lhes a experiência de sentirem necessidades ou de passarem pela penúria, carecendo de defesas face às dificuldades. Já se disse e redisse à saciedade, e com um certo fundamento, que os pais das últimas décadas criaram inválidos sem recursos para enfrentarem um mundo, regido pela competitividade e elevados padrões de exigência, quer a nível laboral quer profissional, nas relações interpessoais e integração social. Os adolescentes naufragam no trajeto entre a infância almofadada que nada lhes exigiu e um futuro eriçado de obstáculos. A geração paterna apenas tem a perpetuação desse estereótipo. A sobreproteção e a permissividade excessivas criaram jovens dependentes, sem autonomia quando se trata de fazer planos, de tomar decisões maduras e de confrontarem os próprios problemas.

Não será totalmente justo adotar o discurso de serem os pais culpados como acontece com os diagnósticos sobre o mal-estar da juventude e a desventura da adolescência. As famílias apenas em parte são culpadas da irresponsabilidade dos filhos que pagam com angústias a sua vida mole e não adianta colocar mais esse peso nos ombros dos pais. Eles atuaram movidos pelo carinho mesmo que revestido de formas erradas. A maioria dos jovens deprimidos deixou de buscar apoio e cumplicidade nos amigos como acontecia, quando se refugiavam dos pais cheios de defeitos, mas mais eficazes a gerirem a segurança emocional que é necessária nesses momentos.

Muitos especialistas concordam, as causas da intolerância e da frustração nos jovens estão intimamente ligadas aos valores propugnados pelos meios de comunicação. Quando, desde a nascença, um jovem recebe através da TV, mensagens, não é descabido pensar que alguém os incapacitou para enfrentar a dura realidade e esse alguém não foi nem o pai nem a mãe, incapazes de negarem os seus caprichos, mas os meios de comunicação capazes de enganar e de manipular as mentes dos recetores consumidores.

A televisão (ou a publicidade que dirige como soberana implacável os conteúdos e as formas das mensagens) é o agente principal da frustração. Que capacidades de enfrentar os problemas terão os que nos anos mais recetivos da vida foram metralhados com promessas de felicidade virtual, de satisfação através do consumo, de êxito imediato, com visões da vida pintada como um show de diversões que nunca termina? O discurso mediático e mercantil alimenta uma falta de maturidade que só se revela quando a realidade nua e crua mostra a sua face e o jovem constata que nada é como lhe disseram, criando um desajustamento causador de insatisfação e ansiedade extrema.

Assim como nos anos 60 e 70 se falava da geração rebelde, nos anos 90 foi a geração Prozac, agora podemos ter chegado à da frustração. Nem poderia ser doutra forma, mas a evidência não resolve o problema nem serve de consolo. Quando os adolescentes dizem que estão agoniados e deprimidos estão a falar a sério, sofrendo mais do que possamos imaginar. E convém fazer constatações mais comezinhas. A atual geração não passou em termos de privações familiares como a geração de “baby boomers” no pós-guerra (entenda-se 2ª Grande Guerra) a que pertenço. A geração rebelde que no fim dos anos 60 se revoltava contra o status quo na França e a guerra colonial em Portugal tinha algo contra que lutar. Vivia melhor que a geração dos pais em termos de conforto e de posses económicas, mas era arrastada para projetos militares que nada lhes diziam e aos quais se opunham. Queriam tomar parte na construção da História em vez de serem arrastados como nota de rodapé para ela tal como acontecera aos seus pais.

Depois chegou o 25 de abril e as liberdades misturaram-se com as libertinagens e os jovens dos anos 70 e 80 nasceram com o rei na barriga, tudo era permitido e nada era proibido, podiam almejar a uma sociedade sem classes com acesso ilimitado a todos os bens e seriam felizes para todo o sempre. As crises económicas que atravessaram o mundo não se fizeram sentir na Europa Ocidental (exceção feita à crise do petróleo de 1972) e a máquina da publicidade assenhoreou-se da televisão e demais órgãos de comunicação social moldando aquilo que hoje temos em casa ou que dela saíram há pouco. Por mais que lhes tenhamos dito que a vida era feita de sacrifícios eles não passaram pelas nossas experiências dolorosas, nem as viram nem as sentiram. Frequentar uma universidade não era um apanágio de elites, nem mesmo frequentar universidades privadas era já considerado elitista. Os cursos facilitaram o acesso a canudos que tinham a fama de servirem para distinguir entre os que vencem na vida e os outros, embora na prática começasse a ser diferente.

Numa conferência sobre educação e conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou citando quatro frases:

1) A nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, troça da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Os nossos filhos são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem aos pais e são simplesmente maus.

2) Não tenho nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível.

3) O nosso mundo atingiu o ponto crítico. Os filhos não ouvem os seus pais. O fim do mundo não pode estar muito longe.

4) Esta juventude está estragada até ao fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura.

Após ter lido as citações, ficou satisfeito com a aprovação dos espetadores. Então, revelou a origem:

  • A primeira é de Sócrates (470-399 a.C.)
  • A segunda é de Hesíodo (720 a.C.)

  • A terceira é de um sacerdote do ano 2.000 a.C.

  • E a quarta foi escrita num vaso de argila nas ruínas da Babilónia (atual Bagdad) com mais de 4.000 anos de existência.

Aos que são pais: RELAXEM, POIS SEMPRE FOI ASSIM… GRAÇAS A DEUS!

As classes sociais esbateram-se e o grande fosso, entre os que tinham e os que não tinham, passou a ser uma memória do passado. Claro que como pais fizemos o que nos competia dando o máximo de bens materiais aos filhos, já que no nosso tempo não tínhamos tido livre acesso aos mesmos. Aproveitámos também para nos rodearmos desses mesmos bens e deixamos de poder viver sem eles. Parecia uma sociedade de abundância e não haver limite ao que os nossos filhos podiam aspirar a ter, a pressão dos pares a nível social e movida pela insaciável máquina da publicidade ajudou a comprar tudo e mais alguma coisa. Só que quando a árvore das patacas seca, i.e., quando os filhos saem de casa dão-se conta que as pequenas coisas têm um custo e a vida está feita de pequenas coisas, o que os irrita profundamente porque quando chega a altura das grandes coisas já não há dinheiro para nada.

Como crianças mimadas em vez de lutarem por trabalhar mais e ganhar mais, queixam-se, entram em depressão apática e sofrem na inação e deprimem-se anda mais. Para eles tudo é um direito divino que compete aos pais satisfazer e quando estes não podem ou não continuam a alimentar a ilusória vida fácil, sentem-se traídos pela sociedade e pela família. Mas o que eles não sabem é que um dia irão ter de pagar pelas dívidas que o mundo e a sociedade dos seus pais lhes deixaram, porque só então teriam razão para se sentirem deprimidos, mas ainda não chegaram lá e não se preocupam. Parece a história deste país que habito, mas não é.

ADOLESCENTES DEPRIMIDOS

 

“Estou deprimido” é uma expressão recorrente nesta geração paradoxal. Inconsciência crónica com um excesso de preocupações. Da banalidade despreocupada à angústia paralisante. A propósito convirá recordar que a atual geração não passou por nada em termos de privações familiares comparado com a geração de “baby boomers” a que pertenço, nascida no pós-guerra (2ª Grande Guerra). A geração rebelde que, no fim dos anos 60, se revoltava contra o status quo na França e contra a guerra colonial em Portugal tinha algo contra que lutar. Vivia melhor que a geração dos pais, em conforto e posses económicas, mas era arrastada para projetos militares alienígenas aos quais se opunham. Queria tomar parte na construção da História e não ser arrastada como nota de rodapé como acontecera aos pais.

Depois chegou o 25 de abril e as liberdades misturaram-se inicialmente com as libertinagens em que tudo era permitido. Os jovens dos anos 70 e 80 nasceram já com o rei na barriga. Nada era proibido, tudo era permitido e podiam almejar a uma sociedade sem classes em que todos tinham acesso ilimitado a todos os bens, sendo felizes até todo o sempre.

As crises não se fizeram sentir severamente na Europa Ocidental (exceção à crise do petróleo 1972-1974) e a máquina da publicidade assenhoreou-se da televisão e órgãos de comunicação social moldando os jovens que temos em casa ou os que dela saíram há pouco. Por mais que se lhes tenha dito que a vida era feita de sacrifícios, não passaram pelas suas experiências dolorosas, nem as viram nem as sentiram.

Frequentar a universidade não era um apanágio de elites, nem mesmo as universidades privadas. Os cursos facilitaram o acesso a canudos com a fama de distinguir entre os que vencem na vida e os outros, embora na prática começasse a ser diferente. As classes sociais esbateram-se e o grande fosso educacional, passou a ser memória do passado.

Claro que como pais fizeram o que lhes competia dando o máximo de bens materiais aos filhos, pois no tempo deles não tinham tido esse acesso. Aproveitaram, também, para se rodearem desses bens e não podiam viver sem eles. Parecia uma sociedade de abundância sem limites. A pressão dos pares a nível social, e engendrada pela insaciável máquina da publicidade, ajudou-os a que lhes comprassem tudo e mais alguma coisa. Quando a árvore das patacas seca, i.e. só quando saem de casa é que se dão conta de que até as mais pequenas coisas têm um custo.

A vida está feita de pequenas coisas, o que os irrita profundamente e quando chega a altura das grandes coisas já não há dinheiro. Como crianças mimadas, em vez de lutarem por trabalhar e ganhar mais, queixam-se, entram em depressão, sofrem, apáticos (na inação em vez da ação) e deprimem-se mais. Para eles tudo é um direito divino que compete aos pais satisfazer. Quando os progenitores não podem ou não querem alimentar a ilusão, sentem-se obviamente traídos pela sociedade e família. Mas o que não sabem é que um dia pagarão as dívidas que o mundo e a sociedade lhes deixaram. Então, sim, terão razão.

Parece a história deste país que habitamos, mas não é. Foi tudo inventado numa deprimente tarde chuvosa de inverno aqui na ilha de S. Miguel.

OS MENINOS DE HOJE

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Ana Cordeiro is feeling thoughtful.

Verdadeiramente BRILHANTE!!! 👏👏👏
Os meninos de hoje
Os meninos não podem sair da nossa beira porque os meninos não podem estar sozinhos. Os meninos não podem ficar no recreio a brincar quando os professores faltam – são levados para a biblioteca ou para alguma aula de pseudo-apoio. Se os meninos ficassem no recreio a jogar à bola e se por acaso se magoassem, o que seria dessa escola! Os pais poderiam até processar a instituição de ensino! Os meninos não podem ir a pé ou de autocarro para a escola porque isso pode ser perigoso. Os meninos não se podem sujar ou magoar – os pais nunca se perdoariam (e fá-los-ia perder tempo que não têm). Os meninos andam a saltar de pais para os avós e para a escola e para o atl e para a piscina e para o inglês e para a música e para o karaté e para o futebol e para a patinagem e… Porque os meninos têm de estar sempre ocupados e nunca sozinhos; não saberiam o que fazer com o tempo livre. E os pais têm de ganhar dinheiro para os meninos andarem sempre bonitos e com roupa de marca – caso contrário, os colegas poderiam até gozá-los. E se o colega tem uma coisa, o menino também tem de ter (senão faz birra e com toda a razão). E os meninos têm de ter festas de aniversário espetaculares – e não pode ser em casa só com a família, que isso não se usa. Tem de ser com a turma toda e os amigos e os primos e tem de se alugar (e pagar) um sítio onde tenha muitos brinquedos e escorregas e palhaços e malabaristas e baby-sitters. Algum sítio onde alguém se responsabilize pelos filhos dos outros, de preferência. Os meninos, coitadinhos, são muito novos para pensar – mais vale nós planearmos a vida deles e dizer-lhes o que fazer. Mas só se eles concordarem, claro. Porque os meninos não têm culpa de nada; se se portam mal, a culpa é da educação que recebem na escola (que é o sítio onde eles devem ser educados). Os meninos não comem sopa e verduras porque não gostam. Os meninos saem da mesa quando lhes apetece e passam o (pouco) tempo livre entre smartphones, tablets e computadores. Mesmo enquanto comem, coitadinhos, tem de haver alguma coisa para os entreter – e não se fala com a boca cheia. Alguns até comem com auscultadores colocados nos ouvidos – e ainda bem, para não incomodar a conversa dos adultos. Os meninos só vêem desenhos animados (e a televisão é deles quando eles estão em casa). Porque os meninos querem, os meninos têm. O que não vale é chorar – não gostamos de os ver tristes. Chora chora que a mamã dá mais brinquedos para brincares duas vezes e arrumar a um canto – a casa fica cheia deles; depois compram-se outros diferentes porque os meninos têm de ter sempre mais e mais coisas e mais experiências novas. Os meninos não ajudam em casa porque são meninos. Os meninos começam a sair cedo e os papás vão buscá-los onde e à hora que for necessário. Não há meninos burros, arruaceiros, nem medricas, nem preguiçosos, nem tímidos, nem distraídos, nem mal-educados, nem maus, nem… Nada disso. Os meninos são todos bons (os melhores) e muito inteligentes. Todos. E todos os anos há meninos finalistas e festas de finalistas e viagens de finalistas e até praxes, do primeiro ao último ano da escola, porque eles são muito inteligentes e importantes, agora que acabaram mais um ano. Que bem, já tens a quarta classe – que orgulho, meu filho Ah, parece que foi ontem a tua festa de finalistas do terceiro ano… Os meninos não se podem (nem sabem) defender sozinhos; para isso é que existem os pais e os psicólogos e os professores e até os tribunais. Os meninos têm explicações desde a escola primária porque precisam de toda a ajuda possível para ser os melhores. Se não estão atentos nas aulas, a culpa é do professor. Os meninos não levam palmadas – ai se isso acontecer. Podiam ficar traumatizados, coitadinhos. Se os meninos estragam, os papás pagam. Os meninos têm direitos – mais concretamente, têm o direito a fazer o que lhes apetece porque são meninos e não têm de entender as preocupações dos crescidos. Por isso desarrumam a casa e todos os sítios por onde passam; partiu? virou? desapareceu? morreu? Não sei, eu sou apenas um menino.
Até que um belo dia, os meninos se veem subitamente fora de casa e da escola e longe de todas as pessoas e coisas que costumam controlar todos os seus movimentos (e até pensamentos). Longe daqueles que lhes disseram sempre que os meninos não são responsáveis nem culpados daquilo que fazem.
E só aí, longe pela primeira vez, começam a aprender a ser pessoas, a respeitar a liberdade e o espaço dos outros (os outros que afinal também existem! – descobrem os meninos nesta altura). Só aí entendem que cada ato tem uma consequência. E torna-se difícil – que a pegada dos meninos agora é grande e os erros notam-se como patas de elefante em cima de nenúfares. Destroem tudo porque têm de aprender e agora é muito mais complicado. Pensavam que podiam fazer tudo o que lhes apetecesse, mas afinal parece que não. Ninguém lhes tinha dito. E de repente aparecem ratos que assustam os elefantes. Todo aquele tamanho, mas no fundo continuam apenas meninos que agora vivem em corpos de adultos. Ficam muito assustados (pudera) e não entendem.
Voltam para casa e perguntam aos pais: o mundo é mesmo assim, papás? Não posso atirar colchões pela janela dos hotéis? Não posso ligar extintores e estragar as paredes e camas? Porque não avisaram antes?
E nessa altura, levam um estalo – a primeira palmada das suas vidas. Deixaram finalmente de ser (e da pior forma) meninos.
Mário Durval Rosário

DR FURTADO-LIMA 15 ANOS

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28 m
Aníbal Furtado Lima
Era 9 de Novembro de 2007. Quinze anos se passaram. Para os Açores e para Vila Franca do Campo. Morria nesse dia um dos mais carismáticos médicos dos Açores do Século XX, Aníbal Furtado Lima, que contava 80 anos de idade. Natural de Vila Franca e após os seus estudos, estabeleceu-se como médico-cirurgião em Ponta Delgada e de imediato encetou um caminho de trabalho, esforço, pioneirismo e dedicação à profissão que rapidamente fizeram dele um dos médicos mais procurados e admirados dos Açores.
Com um espírito de aventura sem igual e quando tal parecia impossível, lança-se na construção de uma clínica privada e em 1966 é inaugurada a Clínica do Bom Jesus, considerada como modelo de um estabelecimento da género em todo o país e na qual Furtado Lima pôs todo o seu empenho e recursos.
Com o espírito de generosidade que lhe era peculiar, o médico oferece a Clínica, mais tarde, à Diocese e até poder, continuou à frente dos seus destinos. Obra grande, sem dúvida e que marca um ponto alto de solidariedade e de visão de futuro.
Católico profundo, Furtado Lima assumiu esta condição até às últimas consequências e dele dizia Monsenhor Agostinho Tavares: não foi monge, mas foi um asceta do século XX que a Igreja e o povo dos Açores não podem esquecer. Palavras de elogio e sentidas vieram do Bispo dos Açores,, o já saudoso D. António Braga, que em Roma teve conhecimento da morte do médico e que expressou o pesar e o reconhecimento por toda a obra realizada por Furtado Lima.
Quando a medicina ainda era encarada como mero sistema de curar doentes, o médico agora falecido andou décadas à frente e aproveitava o consultório para autênticas aulas de prevenção contra as mais diversas doenças. Para ele a alimentação, a frugalidade e a escolha dos alimentos eram uma questão de vida ou de morte e sempre fez com que passasse uma mensagem neste sentido, que muitas vezes não foi compreendida.
Para além da competência, da argúcia e da brilhante inteligência, Furtado Lima foi um homem de uma simplicidade sem limites, humilde, mas frontal, sereno, mas convicto dos seus ideais de que nunca vergou, mesmo em momentos muito difíceis.
Os Açores devem recordar não só o médico, mas também um cidadão exemplar, reconhecido a nível do país e condecorado pelo Presidente da República como Grande Oficial da ordem de Mérito.
Para mim, como jornalista no jornal “Correio dos Açores”, recordo sempre a presença de um amigo, pronto a colaborar e a informar em tudo quanto lhe era solicitado.
E fique o carinho desta foto que Miguel Maurício publicou no Diário dos Açores, em 2008, no primeiro aniversário da morte de Aníbal Furtado Lima!
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Gal Costa sofreu infarto e não resistiu, diz assessoria

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SÃO PAULO, 9 NOV (ANSA) – A cantora Gal Costa sofreu um infarto em sua casa na manhã desta quarta-feira (9) e não resistiu, informou a assessoria de imprensa da artista. (ANSA). O post Gal Costa sofreu infarto e não resistiu, diz assessoria apareceu primeiro em ISTOÉ Independente.

Source: Gal Costa sofreu infarto e não resistiu, diz assessoria

maior criminalidade em ponta delgada

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Diversos
Nos últimos 15 dias, aconteceram no centro de Ponta Delgada, várias ocorrências que infelizmente já não são tão raras como era costume. Na rua dos Manaias, dois marginais arrombaram o atelier dum cabeleireiro e foram apanhados lá dentro a dormir, pelo responsável, às seis da manhã. Chamada a Polícia, um deles foi apanhado e o outro fugiu para a casa ao lado, antigo clube de Sargentos hoje desativado, de onde escapuliu dois dias depois com ajuda externa que retirou o fecho da porta de ferro ali existente. Cinco dias antes, na Travessa do Passal, um meliante entrou numa residência através dum parque de estacionamento privado ali existente, dirigiu-se ao quarto de cama do ocupante e tirou-lhe as chaves do carro e as calças e fugiu pela porta fora. Felizmente, não conseguiu encontrar a viatura e ficou tudo pelo susto. Há 5 dias, na rua Coronel Chaves, à uma da tarde, usando também o mesmo parque de estacionamento, um ladrão entrou por arrombamento na casa duma octogenária que felizmente não estava em casa, e roubou-lhe todas as joias. Apanhado, recuperaram algumas das peças já destruídas para poder vender o ouro. Hoje, segunda feira, quem passar pela antiga delegação do defunto BCA e não menos defunto Banif, na rua Diário dos Açores, verá no átrio que entesta com a rua, diversos colchões de papelão, trapos e vestígios de urina e outros dejetos menos líquidos, tudo acompanhado por um fedor insuportável. Para não falar de indivíduos com um aspeto pouco recomendável, com aspeto saudável (mas porco) de cerca de 50 anos de idade, que pedem esmola, em tom insolente, rosnando quando se lhes não satisfaz a pretensão, com ameaças veladas. Isto perante a aparente indiferença dos nossos conterrâneos, não só dos que assistem à cena como dos que dela têm conhecimento e jogam na estatística dos não incomodados. Não é possível fazer qualquer coisa para evitar que isto se agrave?
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  • João Resendes

    Esto é a triste realidade em toda a cidade P.Delgada
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  • Edgar Rebelo

    Isto ja’ nao e’ a terra que escolhi para passar o resto da minha vida. E’ triste muito trste.

prenda natal “Frente à Cortina de Enganos”, de Norberto Ávila

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Recensão crítica de Santos Narciso ao livro “Frente à Cortina de Enganos”, de Norberto Ávila, na sua coluna “Leituras do Atlântico”, do semanário “Atlântico Expresso” desta semana.
«Falar de Norberto Ávila, esse grande e multifacetado escritor açoriano, nascido em 1936, em Angra do Heroísmo e há bem poucos meses (Maio de 2022) falecido em Lisboa, é uma tarefa quase impossível para mim, que pouco conheço da sua vasta obra, mas que sempre me encantei pela nobreza da sua pessoa e pela simplicidade do seu trato, no meu caso, na troca de mensagens, a propósito de Literatura e destas “Leituras do Atlântico” que ele seguia nas redes sociais.
Foi, pois, com redobrado interesse que li o romance “Frente à Cortina de Enganos” editado pelas Letras LAVAdas, com o patrocínio da AICL – Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia, um livro que o autor dedica a Luiz Fagundes Duarte, como testemunho de muita admiração e amizade.
Cedo me apaixonei por este romance de que já havia lido alguns excertos, nomeadamente no Boletim da Casa dos Açores de Lisboa. De facto, esta obra, de 2003/2004, teve como génese uma comédia do mesmo Norberto Ávila “Fortunato e TV Glória”, escrita em 1995 e estreada no Teatro de Animação de Setúbal em 1998.
Tê-la agora neste convidativo formato é um apelo a conhecer mais uma faceta literária do grande Norberto Ávila, que nos leva aos mais variados ambientes, da Serra da Estrela a Lisboa, da simplicidade dos queijeiros aos meandros do teatro e das televisões, com sátira e ironia quanto baste, tudo enredado numa bem concebida teia de mistérios e enganos, de passados escondidos e a descobrir, de mágoas e enganos nunca explicados, tudo motivado por uma troca que o leitor por si mesmo terá de descobrir.
Aqui nestas “Leituras do Atlântico”, em 21 de Janeiro de 2019, referindo-me ao terceiro número da Revista GROTTA, salientei o quanto me tinha deslumbrado o conto “O Lastimoso caso de Valentino e Passareta”, escrevendo que nele, a palavra flui, as descrições cativam, os diálogos intercalam-se e a surpresa multiplica-se a cada parágrafo lido. Parece que se abre um palco onde a pacata vila de Fervença se torna centro de crime de cemitério e paixões escondidas na cama e no fundo de gavetas. Norberto Ávila, nos seus (então) 82 anos, tem a força de escrita prenhe de juventude e de vida. Confesso que foi, para mim, o melhor conto que li nos últimos anos. E por isso mesmo senti a necessidade de o referenciar aqui.
Dias depois, Norberto Ávila dizia-me: “Tenho em grande apreço a sua elogiosa opinião. Considero-a um precioso estímulo à publicação do livro de contos que me falta. Alguns, disponíveis no meu site, têm seguramente a mesma exigência de escrita, a mesma qualidade. Um abraço, com votos de êxito nas suas funções jornalísticas”. Isto foi escrito em Janeiro de 2019. Norberto Ávila sonhava ainda publicar um livro de contos. Será, pois, tarefa meritória fazer com que sejam reunidos em livro os que andam dispersos e os inéditos. A melhor forma de homenagear este que é, sem dúvida alguma, um dos nossos maiores vultos literários de sempre, será cumprir este desejo.
Como escrevi no início, não tenho coragem nem veleidade de escrever sobre Norberto Ávila. Por isso mesmo considero que melhor do que ninguém, e com a sua autoridade de escritor e dramaturgo, Álamo Oliveira, resume, de forma ao mesmo tempo simples e brilhante, o espírito desta edição de “Frente à Cortina de Enganos” quando escreve o que vem publicado na contracapa deste livro:
«Não se pode lembrar Norberto Ávila sem recorrer à memória de um escritor (sobretudo) dramaturgo, que teve com a escrita urna relação de amor/ desamor, vivendo na cumplicidade de criar estórias com as pessoas de um imaginário quase sempre esotérico mas possível. A criatividade acaba por ser uma necessidade, ou melhor, uma condição para que se possa entender a liberdade que Norberto Ávila utilizou na construção das suas personagens.
O departamento editorial da Imprensa Nacional-Casa da Moeda publicou, em quatro volumes, as dezenas de textos teatrais de Norberto Ávila, sabendo que estava a relevar um dos mais notáveis dramaturgos do século XX em Língua portuguesa. Foi essa a vocação principal de uma vida inteira, que soube desprender-se de pergaminhos «políticos» bem remunerados para, após frequentar a Universidade de Teatro das Nações (1963-1965) em Paris, ficar pela aventura de representar a vida no palco do seu quotidiano. Foi-lhe então possível conhecer a geografia que se deixa dominar pelo poder da ação através das palavras, em verdadeira babilónia de línguas, mostrando, porém, a unicidade dos valores da Humanidade.
Frente à Cortina de Enganos resulta da transformação narrativa romanesca da peça Fortunato e TV Glória. Trata-se, porventura, de um exercício de escrita que Norberto Ávila sentiu realizado sob o mesmo esquema em A Paixão Segundo João Mateus – texto teatral que padece de um ostracismo lamentavelmente ignorante, uma vez que a sua representação traz a marca sensacional do sucesso. Norberto Ávila quedou-se pela morte enquanto colocava uma espécie de ponto final em Frente à Cortina de Enganos – texto a ser publicado pela Editora Letras Lavadas. É uma estória socialmente bem-humorada, pronta a ser lida sob a subtileza de uma escrita que ele oficinava em entrega sábia e paciente. Frente à Cortina de Enganos dá-nos este perfecionismo, dizimando as necessidades cénicas, conquistando o leitor para os domínios da ficção narrativa e para a quietude do que o romance tem de encantatório».
Norberto Ávila, de projecção internacional, traduzido em várias línguas, com peças suas que atingiram centenas de encenações e com uma vivacidade de escrita única e muito própria, é ainda pouco conhecido nos Açores e merece chegar às escolas, por onde tudo deve começar. Estou a pensar na sabedoria popular que se encerra no livro “A Paixão Segundo João Mateus” e que recria costumes e falares da Ilha Terceira. Quem o conhece?
Sobre ele escreveu Victor Rui Dores: “Livro sintomático da multividência açoriana, A Paixão Segundo João Mateus vale por essa experiência linguística que há muito se não via na produção literária açoriana, e vale, sobretudo, pela profunda humanidade das suas personagens. Eis um grande livro para quem o souber ler.”
Por isso mesmo, e passados seis meses sobre a data da sua morte, é de saudar esta edição das Letras LAVAdas, esperando-se que outras se sigam, trazendo ao grande público a magia de um escritor universal mas que teve sempre presente a sua condição de ilhéu, açoriano e terceirense».
May be an image of 1 person and text that says "Atlantico Expresso Segundo- fein, Noveabro 2022 Leituras Leituras do Allantico Norkertio grande Frente à Cortina de Enganos de2022) Lis- levar rotaveis dramatırga essa enc-sede Norbes NORBERTO AV AVILA LA FRENTE CORTINA ENGANOS มโล. ίασα Lavadas иcaT បុប ersonagens. criatividade para LRT que teve teve terozirense Impnenes rolamEs Moeda eda_ablie PIDICOL lexias cstrcik entendera libendade de Nozberto Avila, sabendo estava SaatusNartisu Fero: ALDOVESOACONES.COM"
Jose Avila is with Santos Narciso and
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Para recordar um grande escritor açoreano – Norberto Avila

parimónio em perigo há anos

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PORTO DE SANTA IRIA:
Aos 20 de Maio de 1525 juntos na casa do concelho da Vila Ribeira Grande o licenciado António Macedo tendo estudado
em Paris, Bolonha, e Salamanca sendo corregedor na ilha de São Miguel mais os Vereadores António Carneiro, Diogo de Sousa, Juízes ordinários e Fernando Anes, Álvaro Gonçalves.
O responsável por esta magnifica obra é o licenciado António Macedo que superiormente orientou a empreitada que não foi nada fácil ao tempo mas está ainda de pé passados 491 anos um exemplo para ser estudado por engenheiros e arquitectos. O doutor Gaspar Frutuoso diz no capitulo XLV do Livro Saudade da Terra ” Obra que se parece de Romanos” Este lugar segundo Drº Gaspar diz que ” Um João do Outeiro e um enteado em tempos do inicio do povoamento queriam fazer uma ermida de Santa Iria mas o mar arrebentou com o ilhéu e agora se vai a nado”. É por isso que se chama Porto de Santa Iria. A obra custou na época 200 mil réis a um Fernandalves ” O grande “. Atenção aos
governantes este porto precisa de uma grande reparação Urgente porque é uma ” Obra de Arte este Porto de Santa Iria “
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Maria Stuart, Lusa Ponte and 10 others

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