crónica de ANTÓNIO BULCÃO

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Carta à senhora Manes
A razão de ser desta carta é o facto de a senhora me ter visado num escrito seu, publicado neste jornal, na edição do dia 16 do corrente mês. Reagindo a uma crónica minha, de 8.11, na qual não referi o seu nome ou o de qualquer outro cidadão, decidiu a senhora “picar-se”, ou, dito de outra forma, assumiu que o arpão a teria como destinatária, o que de forma alguma correspondeu à minha intenção.
Algumas questões prévias, para que se entenda o timbre desta minha reacção.
Não alinho no seu estilo de intervenção. Desde logo, na forma de me expressar. Quando me refiro aos açorianos, as mulheres sabem que estão incluídas. Não preciso, como a senhora, de dizer açorianos e açorianas, cidadãos e cidadãs, e por aí adiante.
Do mesmo modo, não tenho medo das palavras. Para mim, a Branca de Neve andava pela floresta com sete anões. Não com “sete adoráveis companheiros de baixa estatura”, como a senhora escreveu há dias. Nada há de depreciativo na palavra anão, como não há em cego, manco, surdo, mudo, preto ou velho, palavras que prefiro a invisual, deficiente motor, auditivo ou vocal, pessoa de cor ou idoso. Trato os bois (e, neste caso concedendo, também as vacas) pelos seus nomes, e nunca me dei mal por tal frontalidade.
Em terceiro lugar, tento expurgar de mim o ódio e a raiva, o mesmo não acontecendo com a senhora. Um exemplo: quando o seu colega de bancada se dirigiu, numa sessão parlamentar, ao Senhor Secretário da Saúde e Desporto, o meu amigo Clélio Meneses, a senhora disse, audivelmente, “dá-lhe”. Poderá parecer irrelevante, mas, para mim, não é. Porque todo o respeito que a senhora reclama para os gays, para as lésbicas, para os precários, para as pessoas de outras raças, etc, perde-se em absoluto quando a senhora não gosta de alguém. Só porque pensa diferente? Só porque está “do outro lado”? Triste forma de incluir. E, já agora, pobre forma de encarar a democracia. Tudo isto para dizer que não lhe vou “dar”…
Por fim, nada tenho contra minorias. Toda a vida defendi que, se as maiorias tivessem sempre razão, Cristo teria sido bem crucificado. Mas a minoria política na qual a senhora se insere, pelo menos nos Açores, tem uma maneira estranha de fazer oposição. Para vós, nenhuma medida tomada pelo governo está bem e só as vossas propostas são acertadas. As pessoas não gostam disso, acredite. Tome por exemplo o que aconteceu ao seu partido a nível nacional, mesmo tendo contribuído para soluções. Imagine o que lhe acontecerá aqui, se persistir no bota-abaixo. Desaparecimento que, apesar de gostar de minorias, no vosso caso não me custará muito aceitar.
Posto isto, analisemos o seu escrito:
1 – Começar a sua narrativa falando de Bolsonaro e de Trump, tentando assim associar o meu nome ou opinião a esses dois populistas que abomino, é tremendamente ofensivo. A tal raiva de que falava acima. Bastaria ter lido o que, ao longo de anos, escrevi e publiquei sobre tais indivíduos, para entender o que deles penso. Mas atenção: populistas não existem apenas na extrema-direita. Há-os, igualmente, na estrema esquerda, como a prática do seu partido prova. Governar é tentar fazer face a necessidades ilimitadas com recursos escassos. Não é prometer resolver tudo, como se o dinheiro nascesse do chão. Contentar toda a gente, o tempo todo, só é possível no vosso discurso demagógico. Porque falar não custa…
2 – Depois, a senhora centra a sua narrativa no conceito de seriedade. Mas não esperava que desse o flanco com tanta graciosidade.
Começa a senhora por pôr em causa a seriedade do Governo Regional dos Açores, “que veio agora a público pedir para que todas as pessoas que se batem pela cultura no arquipélago sejam mais sérias”. Ora a senhora sabe perfeitamente que não sou membro do Governo Regional, nem sequer seu porta-voz. Poderia, no entanto, tratar-se de um lapso, pouco desculpável numa deputada, mas, enfim, uma distração ocasional. Só que a senhora é useira e vezeira neste tipo de coisas. Por exemplo, não é sério afirmar que a Secretária Regional da Educação e dos Assuntos Culturais não gosta de literatura, só porque decidiu que a Região não participaria este ano na Feira do Livro, por querer repensar essa forma de participação. Ou escrever que a mesma governante não gosta de cultura, também não é sério.
3 – Vem depois a senhora dizer que escrevi “um longo discurso sobre os seus imensos e autoimpostos méritos na área dos assuntos que ele gosta de chamar culturais”. Concluindo que estaria na presença de uma “candidatura a um futuro cargo de direção, ou algo do género”.
Credo, senhora Manes… Primeiro não são “imensos”, apenas alguns. Depois não são “autoimpostos”, aconteceram mesmo, são factos públicos e notórios. Não seja a sua ignorância motor para a chacota. Terceiro, não sou eu que gosto de chamar, são mesmo assuntos culturais. E, acredite, não sou candidato a qualquer cargo de direcção. Mais uma vez, este tipo de insinuação, roçando o difamatório, só retrata bem o seu conceito de seriedade…
Tudo isto, senhora Manes, porque disse que não podemos continuar a gastar o dinheiro que não temos, que devemos fazer opções racionais, anunciando ser bem-vindo quem venha por bem, com críticas construtivas e propostas viáveis? Pedindo que quem quisesse falar destes assuntos mostrasse primeiro o seu currículo?
Perdoará, mas tenho de concluir que não tem qualquer currículo nesta área e que quer que a Região continue a endividar-se para criar necessidades, mais do que usar os recursos disponíveis para fazer face às necessidades realmente existentes.
As dúvidas que tem quanto às opções da Senhora Secretária, ponha-as à senhora Secretária, em plenário da ALRAA. Para isso é deputada. Não serei eu a dissipar as suas dúvidas, faltando-me legitimidade para tal.
Ou então, dedique-se ao golfe, desporto pelo qual parece ter obsessão, tanto fala em campos do mesmo. Só lhe faria bem…
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)
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50 Anos de Vida Literária dia 22 de Novembro, às 18:00h

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Serão lançados no dia 22 de Novembro, às 18:00h, o livro “Crónica do Quotidiano Inútil – 50 Anos de Vida Literária“ e “Liames e Epifanias Autobiográficas”, de Chrys Chrystello, nas Cavalariças da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.
O evento contará com a apresentação de Maria João Ruivo e Susana Goulart Costa, e com recitação de poesia pelas vozes de Aníbal Pires, Mário Sousa e Palavras Sentidas.

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PLANO FERROVIÁRIO

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Não brinquemos com coisas sérias!
Correm céleres os autarcas da região, pelas ciclovias semeadas, nos percursos das linhas de via estreita, encerradas pelo poder central com a conivência dos autarcas, que foram comendo e calando, a troco de uns patacos. O cenário está aí. Estações em ruínas, com programas de recuperação que, em muitos casos ficam sem interessados, nos concursos abertos – REVIVE.
Falo do que sei e do que vivi.
A linha do Sabor foi desativada, depois de se ter deixado degradar o material circulante, de se terem desmobilizado as populações, da sua luta contra o encerramento da linha. As carreiras da CP levavam os passageiros à porta de casa, com todas comodidades. A seguir, entregou-se o transporte à empresa privada, que passou a deixar as pessoas na estrada nacional.
O Plano Ferroviário Nacional, agora apresentado, será para ser concretizado até 2050.
NÃO BRINQUEMOS COM COISAS SÉRIAS!
O Plano de Regadio do Vale da Vilariça iniciou-se nos anos 60 do século XX e ainda não está concluído, tendo sido programado nos anos 30 do século passado.
O IC5 continua por concluir e prolongar até à fronteira.
Eu pergunto:
– Qual o compromisso Institucional que obriga o atual e futuros governos a concretizar na prática o PFN?
Seguramente nem eu, nem os atuais governantes, deputados, presidentes e a generalidade da população, terão oportunidade de viajar por esta linha.
O sonho comanda a vida e temos de acreditar. Mas sem um compromisso sério, estes planos terão grande dificuldade em serem implementados nos prazos previstos.
Resta-nos o consolo, de irmos vendo a criação de Núcleos Museológicos Ferroviários em diversos locais, sobre a égide do Museu Nacional Ferroviário, que em muito tem contribuído par a História dos Caminhos de Ferro em Portugal e da Preservação e Recuperação de documentos, instalações e material circulante.
LIGAÇÃO BRAGANÇA-PORTO INCLUÍDA NO PLANO FERROVIÁRIO NACIONAL
CANALN.TV
LIGAÇÃO BRAGANÇA-PORTO INCLUÍDA NO PLANO FERROVIÁRIO NACIONAL
Uma nova ligação por comboio em Trás-os-Montes, que ligará o Porto, Vila Real e Bragança, está incluída no Plano Ferroviário Nacional (PFN). O documento, apresentado ontem, em Lisboa, prevê a criação de uma nova linha ferroviária de passageiros que, para ser competitiva com o automóvel,…
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CORRIDAS ILEGAIS

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Nao há qualquer problema…. até ao dia que alguém morrer, diz quem parti cipa e vê
Organizadas corridas ilegais na ilha de São Miguel
ACORIANOORIENTAL.PT
Organizadas corridas ilegais na ilha de São Miguel
Polícia de Segurança Pública confirma que são realizadas corridas ilegais em São Miguel, envolvendo viaturas alteradas. Em causa várias infrações e o crime de condução perigosa
Roberto Y. Carreiro and 10 others
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  • Teresa Resendes

    Há sim, um grave problema!!! Ninguém está disposto a morrer por causa da burrice de alguns!!!
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    • 50 m
  • Paula Amaral

    Que inconsciência!!
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    • 45 m
  • Cláudia Rego

    Os fins semana para quem mora em frente à via rápida são um desassossego 😩
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    • 38 m
  • Paolo Ferrer

    Há anos …
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    • 30 m
  • José Malagueta da Terra

    Parece que o problema é conhecido por muita gente. Basta ver os comentários. Avisar a polícia, quando souberem, onde e quando. Simples!🤔
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    • 25 m

Opinião: Patrícia Miranda | Agricultura Biológica: escolha ou obrigatoriedade?   – Jornal Açores 9

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Nesta sociedade em permanente mudança, surgem diariamente novos conhecimentos científicos e tecnológicos que melhoram a qualidade de vida das pessoas. No entanto, esse desenvolvimento e conhecimento provoca, por vezes, problemas de natureza ambiental e levanta uma crescente preocupação com as questões da segurança alimentar. A agricultura biológica, enquanto sistema protetor do ambiente é considerada uma […]

Source: Opinião: Patrícia Miranda | Agricultura Biológica: escolha ou obrigatoriedade?   – Jornal Açores 9