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Ilha do Pico e concelho das Lajes com os mais baixos salários de 2017
A Ilha do Pico e o Concelho das Lajes tiveram, em 2017, o mais baixo ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem.
Esta informação vem expressa no Anuário Estatístico da Região Autónoma dos Açores relativo a 2018, publicado pelo Serviço Regional de Estatística o ano transato.
O extenso e detalhado estudo, com cerca de 500 páginas, tem a particularidade de traçar, julgo que pela primeira vez, uma radiografia muito completa dos 19 concelhos açorianos, dividida por quatro grandes capítulos: O Território, As Pessoas, A Atividade Económica e O Estado. Trata-se de um estudo fiável, baseado em fontes oficiais, revelador da situação em que nos encontrávamos no final da passada década.
Tal como prometi em crónica anterior, hoje vou deter-me sobre os chamados ganhos mensais dos residentes nos 19 concelhos açorianos consoante as suas profissões.
Há dados verdadeiramente surpreendentes. Uns já conhecidos, outros nem por sombras sabíamos.
É que, muitas vezes, pensamos que as chamadas Ilhas da Coesão, têm poder de compra e salários mais baixos que as ilhas onde existem cidades. Este estudo revela o inverso.
Por exemplo, a mais alta média salarial do arquipélago regista-se em Santa Maria (1 853,53€). Em grande parte isto deve-se aos altos salários mensais dos controladores aéreos e pessoal do aeroporto, técnicos e profissionais de nível intermédio, da ordem dos 5 635,16€; aos especialistas das atividades intelectuais e cientificas (1 928,61€) e ao pessoal administrativo (1 261,03€). No conjunto dos 19 concelhos, Vila do Porto leva a palma nestes três setores profissionais.
A larga distância está o concelho de Ponta Delgada com ganhos médios mensais de 1 157,20€.
A cidade de Antero só figura em primeiro lugar nos ordenados dos governantes e deputados, dirigentes e gestores de empresas cujos ganhos médios mensais atingem os 2 540,97€. Logo a seguir nestas atividades profissionais estão Santa Cruz da Graciosa (2 197,70€) e Ribeira Grande (2 115,86€).
A ilha do Faial, no total dos vários setores profissionais, ocupa a terceira posição do “ranking” com uma média de ganhos mensais da ordem dos 1 060,17€. Curiosamente é nesta ilha que os salários dos operadores de instalações e máquinas e trabalhadores de montagem é mais alto (1 038,69€.)
A seguir ao Faial vêm as ilhas das Flores com ganhos médios de 1 033,33€ e o Corvo (991,89€) e só depois surge a Ilha Terceira, já na 6ª posição (981,69€).
Ao contrário do que se possa pensar, a média de ganhos mensais é mais elevada na cidade da Praia da Vitória (987,35€) do que em Angra do Heroísmo (979,29€), pese embora estarem aqui sediados departamentos governamentais, universidade, hospital e a maioria das empresas terceirenses. Na Praia é onde ganham mais os trabalhadores açorianos não qualificados (823,58€) e é também lá que os operadores de instalações e máquinas e trabalhadores de montagem tem o segundo salário mais alto da Região (977,94€). Na cauda da tabela e nesta categoria profissional estão a Graciosa com ganhos médios de 917,88€, a Ilha de São Jorge (904,74€) e a Ilha do Pico com 878,04€.
Na ilha Montanha é o concelho de São Roque onde mais se ganha: a média atinge os 944,39€, seguido da Madalena com 877,92€. Na cauda da tabela dos 19 concelhos está as Lajes do Pico (797,16€), com os piores salários em vários grupos profissionais nomeadamente: políticos, deputados, gestores (823,53€), especialistas das atividades intelectuais e científicas (957,83€), trabalhadores de serviços, de segurança e vendedores (705,24€), agricultores e trabalhadores qualificados de agricultura, pesca e floresta (655,34€) e operadores de máquinas e montagem (703,03€).
Não deixa de ser curioso, para compreendermos o nível de vida de algumas ilhas e concelhos que um trabalhador não qualificado no Corvo recebe 814,22€ – o segundo melhor salário desta categoria profissional. Muito acima dos salários pagos a trabalhadores do mesmo setor em Vila Franca do Campo,(668,18€), no Nordeste (680,92€) e na Povoação (689,92€).
A primeira capital micaelense ocupa a 18ª posição no “ranking” dos concelhos açorianos com piores ganhos médios mensais (803,91€), seja nos setores público ou privado.
A seguir está a Calheta de São Jorge (836,89€). E, apesar de lá existirem indústrias de conservas de peixe, de lacticínios e outras, os trabalhadores qualificados da industria, construção e artífices são os mais mal pagos dos Açores ao receberem em média 704,55€.
Muitas outras análises permite o estudo que acabámos de citar. As leituras não são fáceis e os cruzamentos de dados não são tão lineares como parecem.
Os salários registados nas ilhas das Flores (3 628 hab)e do Corvo (465 hab), ilhas com reduzida e envelhecida população, demonstram o poder de compra dos residentes no grupo ocidental, mais elevado que o das Ilhas Terceira, São Jorge e Pico.
Pode então questionar-se: por que razão a juventude florentina deixa a sua terra e opta por São Miguel, onde as diferenças salariais não são tão significativas como se julgava e as ofertas de emprego, normalmente, não respeitam nem as qualificações nem as apetências profissionais?
Que dizer da Ilha do Pico, no fundo da tabela dos salários médios mais baixos e apresentada como um dos destinos mais procurados e de enorme potencial de crescimento turístico? Que futuro podem ambicionar os jovens picoenses colocados perante tão grandes diferenças salariais?
Os dados do SREA provam, à saciedade, que alguma coisa não vai bem no “reino” da economia.
Colocado perante a frieza dos números, o cidadão interroga-se, certamente, como é possível que, de ilha para ilha e de concelho para concelho, as diferenças salariais sejam tão acentuadas. Se “Para trabalho igual, salário igual”, que razões estão na base destas diferenças que geram tantas desigualdades e conflitos sociais?
José Gabriel Ávila
jornalista

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Acusadas de práticas de feitiçaria, mais de cem crianças foram atiradas aos rios pelos familiares nos últimos três anos em quatro províncias angolanas. Para serem devoradas por jacarés.
Source: Mais de 100 crianças acusadas de feitiçaria atiradas aos jacarés em Angola – DN
DESMENTIDO EM https://blog.lusofonias.net/2020/01/13/desmentida-morte-de-mais-de-100-criancas-acusadas-de-feiticaria-jn/
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NASA confirms one of the greatest modern art mysteries is still going strong in Australia.
Source: Marree Man satellite image from NASA shows Australian geoglyph still etched into the earth – CNN
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Já em aberto o artigo sobre o arquivo musical dos Valladares de Vilancosta (Berres, A Estrada), que faz parte da tese A guitarra na Galiza de futura apresentação. Boas festas.
Um dos melhores e maiores exemplos de fidalguia galega a desenvolver a sua paixão musical no âmbito familiar é o arquivo musical da família Valladares. Com casa no lugar de Vilancosta na paróquia de Berres, a família Valladares entesourou uma biblioteca e partitoteca que hoje são um dos acervos culturais e musicais mais importantes da Galiza.
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Revisitando a História e apurando ideias.
Tudo bem explicado há tanto tempo:

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GARCIA I (II)
Filho de Fernando I de Leão, coube a D. Garcia II por herança o Reino da Galiza cujos domínios se estendiam até Lisboa, tendo aos seus irmãos Sancho II e Afonso VI recaído respectivamente os territórios de Castela e de Leão.
Pela morte do pai (1065), coube-lhe em herança o Reino da Galiza, correspondente à faixa mais ocidental do grande reino que o pai detivera. Fez face ao separatismo crescente do conde de Portucale, Nuno Mendes, com cada vez mais desejos autonomistas, tendo-o derrotado na batalha de Pedroso em 1071, e assumido para si o título de rei de Portucale ou “rei de Portugale”, procurando assim diminuir a insubmissão dos rebeldes portucalenses.
Por seu turno, passou D. Garcia II a titular-se GARCIA REX PORTUGALLIAE ET GALLECIAE ou seja, Rei da Galiza e de Portugal. A ele se deve nomeadamente a restauração das sedes de Braga e Tui.
Porém, o seu reinado teve existência efémera em virtude dos irmãos Sancho II de Castela e Afonso VI de Leão,terem formado uma coligação para lhe usurparem o poder, no que vieram a ter sucesso, tendo-o encarcerado até à sua morte, no castelo de Vermoim, em 22 de Março de 1090.
Assim no mesmo ano de 1071, o reino da Galiza-Portucale foi absorvido pela coroa de Leão, e Garcia passou o resto dos seus dias confinado a um mosteiro, onde viria a falecer, já em 1090.
No seu funeral em San Isidoro estiveram presentes suas duas irmãs, as infantas Elvira de Toro e Urraca de Zamora. O Rei Garcia dispôs que desejava ser enterrado acorrentado, tal como havia vivido os últimos anos da sua vida, e de este modo, sobre a lápide do seu sepulcro de pedra se representou o rei acorrentado, achando-se no seu sepulcro a seguinte inscrição latina:
“ H. R. DOMINUS GARCIA REX PORTUGALLIAE ET GALLECIAE. FILIUS REGIS MAGNI FERDINANDI. HIC INGENIO CAPTUS A FRATRE SUO IN VINCULIS. OBIIT ERA MCXXVIII XIº KAL. APRIL.

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