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Afinal somos bons… aliás somos um exemplo…👍🙋🙂

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Europa: a enorme vantagem do Sul sobre o Norte
O sul da Europa cultiva o respeito pelos mais velhos de uma forma muito mais intensa do que a Mitteleuropa e o norte da Europa. Vivo metade da minha vida na Alemanha, conheço bem a Holanda, a Dinamarca e a Áustria, e vejo isso em todos os aspectos das vidas pública e privada.
Num país como Portugal os laços familiares – com todas as falhas e excepções – têm um peso muito maior do que na Europa mais próspera e ‘desenvolvida’. No Sul, na falta de uma rede de apoio social eficaz – mas fria e burocrática -, a mãe e o pai, os avós e os tios, com quem convivemos muito de perto, são a verdadeira rede de apoio social.
No resto da Europa, marcada por uma visão focada no crescimento económico, na eficiência e produtividade os mais velhos são dispensáveis na vida do dia-a-dia sem grande envolvimento emocional. Se a opção for entre a ‘indústria automóvel’ ou os condutores acima dos 65, qual será dentro de três semanas a decisão da maior empresa europeia, a ‘Alemanha S.A.’?
Mas não é só na Alemanha que o sistema económico e os dogmas financeiros dominam a estrutura mental e acentuam o relativismo ético. O mesmo acontece nos círculos do poder em Portugal.
A questão não é saber onde é que já morreu mais gente, ou quem é que saiu da última crise sem ter de sacrificar o seu sistema de saúde pública (mas impôs aos outros que desmantelassem os seus) como a Alemanha, a Áustria ou a Holanda. A questão é se estamos dispostos a pagar o preço para impedir mais mortes. Porque é só um preço, não é um valor.
Só espero que em Portugal as pessoas se mantenham firmes. Sofreremos menos com menos viagens, menos turistas e menos centros comerciais, menos roupas e menos carros, do que sem pais e sem avós.
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DUAS CRISES – 2008 E 2020
A 11 de Setembro de 2008, o mundo tremeu, com a anunciada falência do Lehman Brothers. O pedido formal de falência só entrou nos tribunais quatro dias mais tarde. Com esse sismo financeiro, a União Europeia apressou-se a dizer aos seus estados-membros que esquecessem os rigores orçamentais, os défices e as dívidas soberanas e que gastassem o que fosse preciso, para resgatar a economia e salvar empregos. Os estados mais endividados acreditaram e adoptaram medidas de excepção, para salvar o que fosse possível salvar. Mas em Janeiro de 2009, a União Europeia, por imposição de Angela Merkel, deu o dito por não dito, voltou a apertar o garrote, até ao estrangulamento de países como a Irlanda, a Grécia e Portugal. Enquanto isto, Angela Merkel, mais ou menos em segredo, estimulava os credores destes estados a agravarem as taxas de juro, aumentando os seus lucros, sem pejo, nem vergonha. Eles assim fizeram e, depois, foi o que se viu. Com a crise pandémica, a União Europeia voltou a dizer aos estados-membros que não olhassem a despesas, para salvar empresas e empregos. Mas rapidamente se arrependeu e, para resguardar a Alemanha, convocou um tal ministro das Finanças da Holanda, gente muito prestável para este tipo de patifarias, sobretudo, quando trazem o selo de garantia de Berlim. O discurso da vergonha foi entregue a esse filho de uma senhora de maus costumes. Ursula von der Leyen ficou sem cara, está sem saber o que fazer ou dizer, mas continua obedientemente a atender os muitos telefonemas diários que Angela Merkel lhe faz. Eu sou convictamente europeu, mas doutra Europa, da de Willy Brandt, de Helmut Schmidt, de Helmut Kohl, de Felipe González, de François Miterrand, de Robert Schuman, de Jean Monnet, de Jacques Delors. Todos estes homens sabiam que a cooperação e a solidariedade são o único caminho para a paz e para a credibilidade e respeito que a Europa requer, para si própria. Os outros só querem mercado e uma política monetária que sirva as suas exportações.
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Covid-19: Austrália reforça aviso a viajantes na Indonésia
Díli, 02 abr 2020 (Lusa) – O governo australiano reforçou hoje o aviso aos seus cidadãos que estão na Indonésia para que “saiam agora, sem demora” do país, indicando que a transmissão de covid-19 “se espalhou por todo o arquipélago”.
“Se é um turista em Bali (ou na Indonésia em termos mais amplos) saiam agora – sem demora (…). Se é um residente a longo prazo na Indonésia, considere se tem o apoio e acesso necessário aos serviços de saúde que você e a sua família precisam”, refere o aviso.
O Governo australiano explica que “não há planos de evacuação” e que as opções de regresso à Austrália “estão a diminuir rapidamente” depois da suspensão de voos da Quantas, Jetstar e Virgin.
Este alerta surge depois de a Indonésia proibir, a partir de hoje e por tempo indefinido, a entrada ou o trânsito de estrangeiros não residentes.
“A transmissão de covid-19 espalhou-se agora de forma alargada à maior parte das províncias do arquipélago, incluindo Bali”, nota o Governo australiano.
“Há disponibilidade limitada de testes e de infraestruturas de controlo da infeção. O cuidado crítico para australianos, incluindo em Bali, é significativamente menor do que os padrões disponíveis na Austrália e evacuação médica para pacientes de covid-19 não será permitida”, refere ainda.
Camberra nota que há uma “carência critica de ventiladores e cuidados intensivos” e que o Governo australiano “não pode garantir acesso ao hospital ou outros serviços de saúde na Indonésia” porque estes serviços “estão já sob forte pressão na atual crise”.
A Indonésia tem até ao momento 1.677 casos confirmados com 157 mortes e 103 pacientes recuperados.
ASP // SB
Lusa/Fim

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Se ser latino/do Sul/mediterrânico é sinónimo de fazer tudo o que for possível, mesmo com o país num caos e na iminência de uma falência, para salvar até ao último dos mais velhos, ainda bem que nasci cá mais abaixo.
Um dado curioso: a Holanda, país cujo sistema não entrou formalmente em colapso e que não está em quarentena, regista 50 mortes por milhão de habitantes. Só é superado por… Espanha, Itália e pelos microscópicos São Marino e Andorra. É a “imunidade de grupo”, dizem eles…
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Covid-19: Comerciantes queixam-se de ameças da polícia no maior centro comercial em Díli
Díli, 30 mar 2020 (Lusa) – Comerciantes do maior centro comercial de Timor-Leste queixaram-se hoje de ter sido ameaçados por agentes da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) depois de serem ordenados a fechar as lojas numa “aplicação errada” das medidas do estado de emergência.
Os agentes ordenaram aos comerciantes que fechassem as lojas e ameaçaram voltar e “partir” as vitrinas das lojas se reabrissem, segundo um relatório do incidente a que a Lusa teve acesso.
“É uma situação muito preocupante pelos danos ao setor privado e pelo facto de não estar a deixar clara a situação. Em vez disso, são eles próprios, a polícia, que está a causar a confusão”, disse à Lusa Tony Jape, diretor do centro comercial Timor Plaza.
“Seguimos a lei com todo o cuidado, mas depois é a própria polícia que parece estar a aplicar outra lei. Fazem isto, mandam fechar e com ameaças e depois entregam documentos em que diz o contrário, que podemos ter as lojas abertas”, afirmou.
Tony Jape lamentou que a polícia “não esteja a ser corretamente informada” da lei em vigor desde sábado, considerando que a situação pode ser “muito perigosa” para o setor privado.
No relatório do Departamento de Operações do Timor Plaza, a que a Lusa teve acesso, refere-se que cerca das 15:45 de hoje uma equipa da PNTL, acompanhada pelo segundo comandante Euclides Belo, entrou no centro comercial e começou a ordenar o fecho de lojas, com exceção de restaurantes, supermercados e farmácias.
“A polícia disse aos comerciantes que tinham que fechar as portas imediatamente a partir de hoje e que se não o fizessem a polícia voltava e partia-lhes os conteúdos das lojas”, refere-se no relatório.
“Tentámos falar com eles, mas deram-nos uma cópia da ordem que supostamente estavam a implementar”, acrescenta-se.
A força policial, acompanhada de repórteres das duas televisões timorenses RTTL e GMN, ordenou o fecho de todas as lojas, abandonando depois o local, segundo a mesma fonte.
De acordo com o diretor do centro comercial, a ordem de fecho vai contra as próprias instruções que a polícia entregou e que referem as medidas em vigor desde sábado, que não obrigam ao fecho de qualquer espaço comercial, exigindo apenas a preparação de zonas de higienização e a aplicação de distanciamento social.
A ação policial contradiz uma informação comunicada pelo próprio comando da PNTL, no sábado passado, alegou Tony Jape.
Os incidentes no Timor Plaza juntam-se a ações idênticas da PNTL em várias zonas de Díli, num dia de grande confusão na disseminação pelo Governo da informação sobre as medidas do estado de emergência, segundo relatos à Lusa.
Entre as lojas mandadas encerrar estão as de fornecimento de material de construção que estão a ser procuradas por residentes de Díli e empresas envolvidas, entre outras, na recuperação de casas destruídas pelas cheias deste mês na capital.
Foram ainda travados em vários municípios camiões que transportavam bens alimentares, especialmente frutas e verduras.
Agentes da PNTL estiveram também a parar, durante todo o dia, motoristas, obrigando-os a usar máscaras – algo que também não está no decreto – e a aplicarem regras sobre números de passageiros que podem viajar em carros, algo também não definido no diploma.
A própria Secretaria de Estado da Comunicação Social timorense esteve hoje a difundir durante várias horas uma lista de restrições a serviços comerciais e circulação, entre outras, que não fazem parte das medidas do estado de emergência.
Os documentos, que estiveram disponíveis várias horas na página oficial da secretaria de Estado no Facebook – e que foram retirados depois de perguntas da Lusa – eram apresentados como uma simplificação do decreto de medidas aprovadas no sábado pelo Conselho de Ministros.
Entre as medidas comunicadas pelo principal gabinete de difusão de informação oficial do Governo, estavam supostas proibições a viagens entre municípios ou á permanência de indivíduos na via pública.
Nenhuma destas medidas está no decreto do Governo.
Questionado pela Lusa sobre os documentos, o secretário de Estado da Comunicação Social, Merício Akara, disse que a equipa que preparou os documentos “se referiu a uma versão inicial do documento, mas não à final”.
“Vamos proceder aos ajustamentos agora”, referiu.
Fonte do executivo confirmou à Lusa que as medidas erradamente incluídas nos documentos da Secretaria de Estado estavam detalhadas numa versão inicial do decreto que foi a debate no Conselho de Ministros.
Ainda assim, essas medidas foram retiradas e acabou por ser aprovado um decreto sem restrições à circulação ou à atividade comercial, suspendendo apenas os transportes coletivos.
Timor-Leste tem até agora um caso confirmado da covid-19.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.
Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
ASP // VM
Lusa/Fim
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Assim acontece na terra do ” Repugnante”.

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PERIGO MORTAL – AVISA DELORS
Falta de solidariedade é um “perigo mortal” para a Europa – Jacques Delors
por Lusa
Bruxelas, 28 mar 2020 (Lusa) — O ex-presidente da Comissão Europeia Jacques Delors advertiu hoje que a falta de solidariedade representa “um perigo mortal” para a Europa, após um Conselho Europeu extraordinário por causa da atual pandemia que evidenciou divisões entre os parceiros europeus.
“O clima que parece reinar entre os chefes de Estado e de Governo e a falta de solidariedade europeia representam um perigo mortal para a União Europeia (UE)”, disse o ex-ministro da Economia francês, que presidiu à Comissão Europeia entre 1985 e 1995, numa declaração divulgada pelo instituto que fundou com o seu nome.
“O micróbio está de volta”, acrescentou Jacques Delors, que tem acompanhado, segundo o instituto, os últimos desenvolvimentos no seio do bloco comunitário e a respetiva resposta à pandemia da covid-19, em particular o Conselho Europeu extraordinário, realizado na passada quinta-feira, que veio mostrou as divisões entre os 27 Estados-membros, em particular entre os países do norte e do sul.
O Conselho Europeu de quinta-feira decidiu lançar um programa de recuperação da economia europeia para o pós-crise da covid-19 e de mobilizar uma linha de financiamento de 240 mil milhões de euros, mas falhou um consenso para a criação de um instrumento comum de emissão de dívida para apoiar os esforços dos países mais afetados pela pandemia.
Retirado da vida política, Jacques Delors, atualmente com 94 anos, raramente faz declarações públicas.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 600.000 pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 28.000.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu, com mais de 329 mil infetados e mais de 19 mil mortos, é um dos mais afetados pela atual pandemia.