Nasce Diligente, primeiro órgão de comunicação social timorense em português – Plataforma Media

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Timor-Leste tem a partir de hoje a funcionar um novo órgão de comunicação social timorense online, o Diligente, o primeiro do país com produção exclusiva em português, uma das duas línguas oficiais do país.

Source: Nasce Diligente, primeiro órgão de comunicação social timorense em português – Plataforma Media

TIMOR LONGO CAMINHO DE ADESÃO PARA ASEAN

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Especialista diz que adesão de Timor-Leste a Associação de Nações do Sudeste Asiático pode demorar
Díli, 19 jan 2023 (Lusa) – Uma especialista em estudos sobre a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) diz que a adesão formal de Timor-Leste a este grupo de países pode demorar, com os critérios a incluírem exigências complexas.
“Timor-Leste pode ter recebido um prémio de consolação no ano passado quando recebeu, em princípio, a aprovação para aderir à Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) como o seu 11º Estado-Membro. No entanto, pode ter um longo caminho a percorrer para chegar ao prémio final: a adesão completa”, considera Joanne Lin, co-coordenadora do Centro de Estudos da ASEAN, do Instituto de Estudos do Sudeste Asiático, em Singapura.
“O estatuto de observador permite que o país participe em todas as reuniões da ASEAN, incluindo em plenários das cimeiras. Embora aparentemente generoso, Timor-Leste não poderá contribuir para a tomada de decisões ou partilhar livremente os seus pontos de vista nestas reuniões”, recorda num artigo publicado no portal do Channel News Asia.
Na prática, refere, o estatuto de observador é uma oportunidade para Timor-Leste conhecer os meandros da organização e da burocracia e “aprender a melhor forma de negociar no bloco”.
O calendário de adesão poderá ficar mais claro em fevereiro quando se antecipa que possa ser aprovado um primeiro conjunto de orientações, antes de cumprir “um roteiro com critérios objetivos até à participação plena”.
“O chamado roteiro de critérios objetivos pode revelar-se mais um longo processo burocrático com uma lista de verificação a curto, médio e longo prazo para ganhar tempo para Timor-Leste construir a sua capacidade e ratificar os instrumentos da ASEAN”, explica Lin.
“Não admira que [o Presidente timorense] José Ramos-Horta tenha feito as suas famosas observações que ‘parece que o caminho para o céu é mais fácil do que chegar aos portões da ASEAN’”, escreve.
Solicitada em 2011, a adesão de Timor-Leste tem tido um impulso significativo nos últimos anos, com um esforço amplo do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC) e, este ano, com o apoio adicional de José Ramos-Horta.
No ano passado, numa visita a Singapura e à a Malásia, o líder conseguiu compromissos dos dois países para apoiar com o reforço de capacidade em Timor-Leste no quadro da adesão.
Joanne Lin alerta, por exemplo, que a concordância consensual dos 10 estados-membros para a adesão exige de Timor-Leste “maiores garantias de cumprimento de vários compromissos e responsabilidades”.
Entre os aspetos a comprovar contam-se, por exemplo, a “capacidade de Timor-Leste liderar a presidência rotativa anual da ASEAN, que incluirá a realização de cimeiras e todas as infraestruturas e capacidade de conectividade” necessárias.
Timor-Leste tem que ter funcionários e especialistas competentes para participar nas mais de 1.300 reuniões da ASEAN, “incluindo exercícios conjuntos de segurança e a proficiência necessária para negociar e facilitar as relações com parceiros de diálogo como a China, a União Europeia e os Estados Unidos”.
Em termos processuais, Timor-Leste tem que aderir a todos os acordos da ASEAN e de se comprometer com a sua aplicação, harmonizando as suas leis e regulamentos com os mais de 80 tratados e convenções juridicamente vinculativos da organização regional e que abrangem aspetos desde o tráfico de seres humanos e contraterrorismo a acordos sobre gestão de catástrofes e resposta a emergências.
Lin destaca o Acordo de Comércio de Mercadorias da ASEAN, que visa alcançar o livre fluxo de mercadorias e aprofundar as ligações económicas na região, com base no qual as taxas de importação foram eliminadas – ou reduzidas para quase zero para os membros mais novos – para quase todos os bens.
Timor-Leste tem em vigor, desde 01 de janeiro deste ano, uma taxa de 5% sobre todos os bens importados.
Além disso, explica Lin, Timor-Leste tem ainda que estabelecer “regras de origem e procedimentos de certificação, regime de normas técnicas, normas sanitárias e fitossanitárias atualizadas, bem como garantir pessoal qualificado, incluindo peritos legais, para gerir as alfândegas”.
O contributo financeiro anual para a ASEAN é de 2,5 milhões de dólares (2,3 milhões de euros) por ano, com contributos obrigatórios “para uma lista de fundos e entidades da ASEAN, como a Fundação ASEAN, os seus próprios recursos humanos e custos de participação nas reuniões da ASEAN”.
A especialista de Singapura sublinha que uma das questões que continua a suscitar debate interno no seio da ASEAN tem a ver com a capacidade de Timor-Leste concretizar os compromissos que fez de cumprimento das suas obrigações ao abrigo da Carta da ASEAN, especialmente no que toca às questões económicas.
Lin refere que esse terá sido um dos aspetos que levou à demora na aceitação da adesão de Timor-Leste, comparativamente a possessos de adesão como os do Camboja, Laos, Myanmar e Vietname, que demoraram apenas dois anos, na década de 1990, “quando as suas posições socioeconómicas não eram muito melhores do que as de Timor-Leste no momento da admissão”.
“Observadores atribuíram o longo atraso a algumas reservas dentro do bloco, por exemplo, de que as limitações económicas de Timor-Leste podem atrasar a realização da Comunidade Económica da ASEAN – imaginada como uma economia integrada com um livre fluxo de bens, serviços, capital e mão-de-obra”, explica.
“Alguns analistas consideram que a adesão de Timor-Leste pode entrincheirar divisões e diluir ainda mais a eficácia da organização. Pode também complicar as perspetivas de adesão da ASEAN se o país aumentar a sua dependência da China ou depender excessivamente da ajuda externa”, enfatiza.
Neste quadro, em particular, Lin refere que cabe à própria ASEAN apoiar Timor-Leste na construção de uma “identidade regional”, correndo o risco, se não o fizer, de ver o país aproximar-se cada vez mais da China, o que “resultará num maior risco geopolítico para a região”.
ASP // CAD
Lusa/Fim
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POLÍTICA TÓXICA

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Os últimos dias tem sido férteis na revelação de casos e casinhos que mais me parecem um destrunfar, como se de poupanças se tratassem, de coisas guardadas na gaveta para usar um dia contra alguém a quem se pretenda atacar.
Soubemos que Luís Montenegro, e um seu muito próximo colaborador, estarão envolvido em benefícios poucos claros e que, mesmo vindo a revelar-se no futuro legalmente estéreis, merecem uma avaliação política.
Numa democracia evoluída, estes dois casos seriam suficientes para o afastamento destas duas personagens.
E é aí que que me leva o raciocínio que motivou este postal.
CURTAS
Os últimos dias tem sido férteis na revelação de casos e casinhos que mais me parecem um destrunfar, como se de poupanças se tratassem, de coisas guardadas na gaveta para usar um dia contra alguém a quem se pretenda atacar.
Soubemos que Luís Montenegro, e um seu muito próximo colaborador, estarão envolvido em benefícios poucos claros e que, mesmo vindo a revelar-se no futuro legalmente estéreis, merecem uma avaliação política.
Numa democracia evoluída, estes dois casos seriam suficientes para o afastamento destas duas personagens.
E é aí que que me leva o raciocínio que motivou este postal.
Estes casos mostram o quão tóxico se tornou o PS no nosso regime. É tanto o nepotismo, o abuso, o favorecimento, a endogamia e a prevaricação do partido que governou sozinho o país em 22 dos últimos 28 anos, que estes dois casos acabam por parecer coisas banais e sem importância.
Paulo Sousa
Delito de Opinião
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pedofilia o flagelo açoriano

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Vai ser julgado pelo crime agravado de abuso sexual de crianças um homem de 62 anos que as transportava no concelho de Ponta Delgada ao serviço de um clube
Um homem de 62 anos de idade vai começar, ainda este mês, a ser julgado no Tribunal de Ponta Delgada pelo crime de abuso sexual de crianças agravado. As vítimas são dois menores que tinham, à data dos factos, 12 anos de idade. A notícia da detenção deste homem foi amplamente divulgada pela comunicação social regional e nacional nos primeiros dias do ano passado.
Este arguido, com fortes ligações a instituições da freguesia onde residia no concelho de Ponta Delgada, tinha a seu cargo a responsabilidade de realizar o transporte de crianças de um clube desportivo e terá aproveitado essa condição para a prática dos seus actos. Os menores denunciaram, em Dezembro de 2021, os alegados abusos de que foram alvo aos seus familiares mais próximos.
No processo consultado pelo Correio dos Açores, a primeira situação foi denunciada pela mãe de um dos menores a 17 de Dezembro de 2021, dois dias após o filho ter sido alegadamente abusado sexualmente pelo arguido. A progenitora refere que quando o menor chegou a casa, por volta das 22h do dia 15 de Dezembro, notou que este estava visivelmente perturbado. Questionado, o menor optou por não dizer nada nessa ocasião, mas, no dia seguinte, contou à mãe o que se terá passado.
O jovem relatou que, na noite em questão e após terem sido deixados os restantes colegas da equipa nas respectivas casas, realizou a restante viagem sozinho com o arguido. Num determinado momento, o arguido parou a carrinha e tentou beijar o menor. Apesar da resistência deste, o arguido terá conseguido alcançar os seus intentos. No mesmo momento, o homem de 62 anos terá colocado as duas mãos por dentro dos calções do jovem, que tentava resistir à investida, e apalpou-lhe o pénis e os testículos com uma mão e com a outra colocou um dedo no ânus do menor. Após o sucedido, o jovem foi posteriormente deixado em casa.
No seu testemunho, o menor de 12 anos referiu, num momento inicial, que esta terá sido a primeira vez que um acontecimento deste género sucedeu consigo. O jovem revelou, no entanto, que em várias ocasiões anteriores o arguido terá passado a mão pela sua perna durante as viagens de carrinha.
Porém, alguns dias mais tarde, foi admitida a ocorrência de uma situação anterior em que o homem de 62 anos lhe terá lambido a orelha e esfregado o seu corpo contra o do menor. A mãe do menor revelou também que o filho se vinha sentido incomodado com alguns dos comportamentos tidos pelo arguido, nomeadamente, com o proferir de frases provocatórias de cariz sexual, com a passagem da mão pela perna do jovem ou pelas inúmeras vezes que este contactava com o jovem através de mensagens por Facebook.
A progenitora referiu ainda a sua estranheza pelo facto de o arguido optar por deixar o seu filho para o final da ‘ronda’ de transporte.
Na mesma equipa desportiva desta vítima, um dos seus colegas, também com 12 anos, revelou a ocorrência de um alegado abuso praticado pelo arguido. A 4 de Dezembro de 2021 e após ter ajudado o arguido a lavar a carrinha de transporte do clube, este jovem terá pedido ao homem se o podia transportar até casa. O arguido terá respondido afirmativamente na condição de que o menor lhe desse um beijo. Posteriormente e após o ter convidado para o interior da garagem, o homem de 62 anos deu-lhe um beijo na boca quando ambos saíam do local.
Este menor terá decidido avançar com a denúncia junto de um familiar após o outro jovem, vítima neste processo, lhe ter confidenciado os abusos de que terá sido alvo.
Em Janeiro de 2022, o homem foi detido para interrogatório, foi-lhe aplicada a medida de coação de termo de identidade e residência, bem como a proibição de se aproximar das vítimas, das respectivas casas e das escolas que frequentam. O arguido foi igualmente proibido de exercer as anteriores funções que desempenhava no clube desportivo em causa.
O julgamento deste caso está agendado para os últimos dias deste mês de Janeiro.
Luís Lobão
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apicultora nos açores

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“Os Açores são um local privilegiado por serem
o único lugar no mundo que produz mel de incenso
e por haver poucas doenças ligadas às abelhas”
trocou o Porto, a sua terra natal, pela tranquilidade de São Miguel e não se arrepende de o ter feito, pois confessa que gosta imenso de viver nos Açores. Todavia, a paixão pelas abelhas germinou mais tarde, em 2014, quando foi desafiada por uma amiga a adquirir uma colmeia. Carolina Ferraz abraçou o desafio e, além de adquirir a colmeia, fez um curso de apicultura.
Sendo Ciências do Ambiente a sua área de formação, trabalhava na área da divulgação científica e, a par disso, tratava da sua colmeia, de forma casual, mas cedo percebeu, conforme refere que “era algo de que gostava imenso e que alia também a questão das plantas. Sou da área de Ciências do Ambiente e achei que podia aliar as duas coisas, criando um projecto na área da apicultura com uma vertente pedagógica.”
Assim, o que era um passatempo tornou-se num trabalho a tempo inteiro, pois Carolina Ferraz decidiu dedicar-se inteiramente a este projecto.
“O ano passado fiz um curso de empreendedorismo, onde expliquei a minha ideia de negócio. Como ganhei o primeiro lugar num pitch, tive a oportunidade de integrar a Incubadora da Universidade dos Açores e resolvi, este ano, dedicar-me a este projecto a tempo inteiro”.
A portuense explicou que, no ano passado, o projecto não passava de uma ideia de aliar a apicultura, à educação e ao meio-ambiente, ideia esta que começou a ser implementada, já este ano, com a preparação dos terrenos para receber as colmeias.
“No final do ano passado, comecei a desenvolver a ideia e este ano estou pô-la em prática, de modo a desenvolver o meu negócio”, afirma a apicultora.
Quanto à escolha do nome, Carolina Ferraz revelou que a quinta onde pôs a sua primeira colmeia chamava-se Quinta Margaridas e, a partir daí, decidiu que todas as suas colmeias teriam nomes de mulheres, além de ter confessado gostar muito do substantivo Margarida, bem como das flores com o mesmo nome, as quais são melíferas e importantes para as abelhas.
O Apiário Margaridas é um negócio familiar, de Carolina Ferraz, do marido e do filho em que todos participam, de alguma forma, neste projecto: “Neste momento, dedico-me a tempo inteiro, o meu marido ajuda-me quando é possível e o meu filho vai participando nas tarefas mais fáceis. Tentamos incluí-lo para que ganhe o gosto pela apicultura, abelhas e meio-ambiente”, avançou Carolina Ferraz.
Em jeito de brincadeira, a apicultora contou que o filho de seis anos, é que controla e atesta a qualidade do apiário, tendo em conta que ele prova todos os méis.
Tendo em conta o trabalho que tem desenvolvido, no dia 15 de Janeiro, o Apiário Margaridas abriu as suas portas a todos os que quisessem participar na plantação de árvores melíferas nativas da Região. Além disso, o evento contou com a participação de três apicultores, nomeadamente José Gomes, Gerbrand Michielsen e Manuel Moniz da Ponte, onde houve espaço para se conversar, em mesa redonda, sobre a apicultura, em diferentes vertentes. Os mais novos não foram excluídos, tendo havido também actividades direccionadas a crianças, com a leitura da história “A Abelha”, uma actividade de exploração intitulada “Quem se esconde no Apiário Margaridas”, entre outras actividades.
“No Domingo passado foi um dia aberto no Apiário Margaridas. Abri o Apiário a quem quisesse participar para me ajudar a plantar plantas melíferas nativas dos Açores. Além disso, como quero incluir um carácter pedagógico, tivemos umas conversas em torno da apicultura com três apicultores e houve actividades para crianças também” recordou Carolina Ferraz.
O balanço que a apicultora faz do evento é muito positivo e superou todas as suas expectativas. Com cerca de 70 pessoas presentes, foram plantadas 320 plantas nativas melíferas, conversou-se sobre apicultura e os mais pequenos exploraram a biodiversidade do apiário.
Uma vez que a sua área está muito ligada à parte ambiental, a apicultora almeja que o mel produzido no Apiário Margaridas tenha uma grande componente de espécies nativas dos Açores: “Pretendo que o meu apiário seja um lugar de aprendizagem que as pessoas possam visitar, aprender e desfrutar da natureza. Ou seja, o objectivo é incluir uma componente pedagógica, não só de produção, mas também de aprendizagem.
Apesar de se encontrar numa fase piloto, o projecto conta já com 52 colmeias. Pode parecer um número elevado, mas, segundo Carolina Ferraz, para quem quer ser apicultor profissional “ainda são poucas colmeias.”
A mentora do Apiário Margaridas esclarece ainda que, neste momento, está a preparar os terrenos, isto é, a plantar nos apiários para poder transferir as colmeias.
“De momento, estou a trabalhar nos terrenos para poder receber as colmeias e prepará-las para a florada de incenso que aí vem, em Fevereiro e Março. Para, futuramente, ter mel é preciso preparar os terrenos onde as abelhas vão estar.”
Quanto ao facto de a apicultura representar uma importante actividade agrícola na Região, Carolina Ferraz considera que não há muitos apicultores profissionais nos Açores. Aliás, a apicultora referiu que são poucos e que se contam pelos dedos de uma mão aqueles que se dedicam profissionalmente à apicultura. “Há muitas pessoas que têm colmeias, mas poucas, e que se dedicam à actividade como um hobby, tal como eu fazia antes.”
Na opinião da apicultora, o mel dos Açores é diferenciador, por ser o único lugar do mundo onde se produz mel de incenso. Aliado a isto, a apicultora considera que o arquipélago é um local privilegiado para a produção de mel, na medida em que existem poucas doenças ligadas às abelhas.
“Os Açores são uma Região imune a determinadas doenças, as quais são muito graves no continente e na Europa, por exemplo, além de que não temos a vespa asiática e espero que não venhamos a ter”, elucidou Carolina Ferraz.
A produtora de mel concluiu a entrevista satisfeita, por entender que “finalmente as pessoas estão a perceber que as abelhas são um animal muito importante, que temos que cuidar e preservar”, alertando que “as pessoas não precisam de ser apicultoras para terem plantas em casa que são importantes para as abelhas, o que faz diferença para toda a gente.”
Carlota Pimentel

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timorenses nas ruas de portugal, atualização

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Mais de mil timorenses vulneráveis realojados, perto de 500 estão em alojamentos coletivos
Lisboa, 18 jan 2023 (Lusa) – O Alto Comissariado para as Migrações (ACM) identificou quase 1.400 timorenses em situação de vulnerabilidade, havendo perto de 500 que permanecem em alojamentos coletivos, revelou a ministra Ana Catarina Mendes, segundo a qual esta é uma soluça provisória.
A ser ouvida na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantia, por requerimento do Partido Comunista, sobre o afluxo de imigrantes timorenses ao Alentejo, a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares revelou que foram identificados até ao momento 1.373 pessoas, as primeiras das quais no distrito de Beja, no seguimento do qual foi criado um grupo de trabalho local, que permanece em funcionamento até hoje para “acompanhar situações de vulnerabilidade no território”.
Já dos casos identificados em Serpa, no final do mês de agosto de 2022, houve o acolhimento de cerca de 40 pessoas num pavilhão de Serpa, onde “foi feito um trabalho de identificação de potenciais empregadores para estes cidadãos”.
“Atualmente não estão identificadas situações por resolver neste município, mantendo-se, no entanto, ativo o grupo de trabalho para que qualquer das entidades participantes possa sempre que o entender, sinalizar novas situações”, referiu a ministra.
Segundo Ana Catarina Mendes, “a esmagadora maioria” dos cidadãos timorenses que foram identificados são homens (92%), com idades entre os 18 e os 29 anos (65%) e pouca experiência profissional e baixas qualificações literárias, sendo que em 83% dos casos ficam-se pelo ensino secundário.
Acrescentou que 1.011 pessoas foram realojadas até agora, permanecendo atualmente 483 em algum tipo de alojamento coletivo.
Sobre este tipo de alojamento, que muitas vezes acontece em pousadas da juventude, a ministra garantiu que se trata de uma solução provisória, onde “as pessoas ficam pouco tempo, apenas e só para terem um teto, cama e roupa lavada e irem no dia a seguir ou dois dias depois para outros municípios encontrarem outra forma de resposta”.
Anunciou também que o Governo irá abrir, ainda durante este ano, “pelo menos mais dois centros de acolhimento e capacitação de imigrantes”, num trabalho conjunto com municípios.
“Precisamente para não termos gente nas ruas e haver pessoas incluídas no mercado de trabalho”, sustentou.
Em resposta a perguntas colocadas por deputados, Ana Catarina Mendes disse que continua o esforço de fiscalização nas empresas por parte da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) ao nível de deteção de situações de tráfico de seres humanos.
Referiu ainda que, no seguimento da Lei de Estrangeiros, que entrou em vigor em novembro de 2022, já deram entrada 760 pedidos de vistos de trabalho, 385 pedidos para vistos para nómadas digitais e 484 pedidos para reunificação familiar.
SV // ZO
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desporto tudo gente honesta

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Boavista e João Loureiro condenados por abuso de confiança fiscal
Porto, 18 jan 2023 (Lusa) – O Boavista e o seu ex-presidente João Loureiro foram condenados no Tribunal do Porto por abuso de confiança fiscal, por retenção indevida de mais de 300 mil euros de impostos dos rendimentos de prémios do Bingo ‘axadrezado’.
Numa nota publicada hoje na sua página da internet, a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGRP) refere que a sentença proferida em 13 de janeiro deu como totalmente provada a acusação do Ministério Público, que imputava a cada um dos arguidos a prática de um crime de abuso de confiança fiscal, em execução continuada.
O Boavista foi punido com uma pena de multa de 6.750 euros, enquanto o ex-presidente foi condenado a 28 meses de prisão, suspensa por 30 meses, condicionada ao pagamento da quantia de 7.000 euros à Autoridade Tributária no prazo de 28 meses.
O Tribunal deu como provado que o clube, no decurso da sua atividade, explorava o jogo do bingo, encontrando-se, por isso, obrigado a proceder à retenção na fonte do IRS referente aos rendimentos de atribuição de prémios e à retenção na fonte do valor correspondente ao imposto de selo devido pela atribuição de prémios.
“Não obstante, porque o clube estava com dificuldades económicas, o arguido, pessoa singular, decidiu não entregar os montantes devidos nos meses de janeiro a maio de 2016 a título de imposto de selo nos cofres do Estado, no total de 300.938,38 euros, antes os integrando no património do clube”, refere a nota da PGRP.
Durante o julgamento, a defesa argumentou que a exploração do jogo do bingo tinha sido cedida a terceiro em data anterior aos factos, mas essa tese não mereceu credibilidade perante o conjunto da prova produzida.
O Tribunal declarou ainda o perdimento a favor do Estado do montante de imposto não pago.
João Loureiro chegou a pedir a suspensão provisória do processo (SPP) para evitar o prosseguimento do processo penal até à fase de julgamento, mas o pedido foi rejeitado pelo Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.
O presidente adjunto à data dos factos e atual presidente, Vítor Murta, chegou a ser acusado pela prática do mesmo crime, mas o TIC decidiu despronunciá-lo, ou seja, não o levar a julgamento.
JDN (JGJ) // MO
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A azia da amarração dos cabos

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EDITORIAL
A azia da amarração dos cabos
Parece ter provocado alguma azia a decisão de o novo cabo submarino amarrar primeiro na Terceira e só depois seguir para S. Miguel. Sendo uma decisão técnica, foi interpretada em alguns ambientes políticos e empresariais de S. Miguel como uma derrota e os argumentos são sempre os mesmos: a ilha maior, em população e em economia, a ilha que é a locomotiva do desenvolvimento das restantes carruagens que são as outras ilhas, etc. As vozes que assim argumentam não terão percebido que o novo desenho da amarração do cabo é o mais lógico, ou seja, vem direto do continente à Terceira, segue para S. Miguel, por sua vez, segue para a Madeira e dali para Lisboa. Com esta solução, as comunicações dos Açores ficam sempre protegidas em caso de, por exemplo, haver o azar de “quebrar” o cabo entre o continente e a Terceira, porque mantem-se a ligação a S. Miguel, que liga à Madeira e dali para o continente e vice-versa. Caso contrário, se a opção fosse a concentração dos cabos numa só ilha (S. Miguel, por exemplo) e dali seguir para o exterior, em caso de problemas no cabo os Açores corriam o risco de “ficar às escuras”, risco que, pelos vistos, temos corrido até ao presente e que tem valido à Terceira perder oportunidades de desenvolvimento. Ligando notícias relativamente recentes não será só fruto da imaginação perceber que quando os americanos preferiram a Grã-Bretanha em detrimento das Lajes para instalação de um centro de dados e comunicações militares secretas que obviamente depende de infraestruturas de comunicação à prova de bala, tal decisão, quase certo, foi fruto de uma análise não só à capacidade atual dos cabos submarinos como e sobretudo às alternativas em caso de falha. Não quer isto dizer que a Terceira perdeu este investimento que traria à ilha centenas de técnicos e respetivas famílias, com alto poder de compra, que teria fortes implicações na economia local, apenas por esta razão. Obviamente que competir com Inglaterra não é fácil, mas lá que fazia todo o sentido ficar aqui, no seio de uma base militar, a meio caminho entre o continente americano e europeu, claro que fazia todo o sentido. Daí que importe pouco se o cabo amarra primeiro na Terceira ou em S. Miguel. O mais importante é que o seu desenho sirva não só as ilhas mas também sirva uma estratégia à escala global que reponha os Açores no mapa e atraia às ilhas investimento externo mas que reproduza desenvolvimento regional e local. Fiabilidade, velocidade, capacidade nas comunicações são argumentos fortes de atração.
  • in, Diário Insular, 18 de Janeiro / 2023
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  • Vitor Cunha

    A questão dos cabos vai muito para além do local de amarração… São questões técnicas muito importantes que poderão ter um enorme impacto no futuro… Não são questões políticas, são de enorme importância para os Açores, são questões para serem discutidas por técnicos abilitados…
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    • Fernando Tristão da Cunha

      Vitor Cunha Que venha essa explicação por quem conheça da matéria. Não deve ser de uma complexidade tal que não consiga ser entendida por quem não é da área, pelo menos os fundamentos. A explicação, a existir, só peca por tardia.
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