45 Photos That Show Australia Is Truly a Land Like No Other

Views: 3

Whether it’s the variations in terrain, the huge variety of wildlife, or the amazing people, Australia is a country and continent like no other.

Source: 45 Photos That Show Australia Is Truly a Land Like No Other

Osvaldo José Vieira Cabral · O CENTRALISMO DO GOVERNO DE COSTA

Views: 1

 

 

 

O CENTRALISMO DO GOVERNO DE COSTA
Bastou passar só mais uma semana sobre o que aqui escrevemos acerca das tropelias que têm sido feitas pelo governo de António Costa às Regiões Autónomas, particularmente aos Açores, para ficarmos a conhecer mais uma, gravíssima, que vai prejudicar o bolso de todos os contribuintes açorianos.
Trata-se do atraso no lançamento do concurso das Obrigações de Serviço Público (OSP) para as rotas de Pico, Faial e Santa Maria.
Não é um atraso qualquer, porque os 9 milhões de euros destinados para estas operações foram aprovados em sede de Orçamento de Estado em Novembro do ano passado.
Já vamos no terceiro trimestre de um novo ano e o desastrado governo da República “esqueceu-se” de abrir o processo, atirando a responsabilidade para a ANAC.
É mais uma rasteira política vergonhosa de um governo que aproveita, sempre que pode, para prejudicar os Açores, como fez com o financiamento da Universidade dos Açores, com o pagamento das verbas para reconstruir os danos do Furacão Lorenzo e continua a fazê-lo com a transferência de verbas do PRR.
António Costa é o pior primeiro-ministro em toda a história das Autonomias Regionais e os seus ministros incompetentes carregam no registo dos mais centralistas que já se viu na desorientada governação deste país.
Por alguma razão a então ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, reconheceu, há um ano, que faz parte de um “dos governos mais centralistas” que o “país já teve” e que esse centralismo se acentuou com a pandemia “inevitavelmente”.
“Eu faço parte dos Governos mais centralistas que o nosso país já teve, o nosso primeiro-ministro reconhece isso, e esse centralismo acentuou-se com a pandemia, inevitavelmente”, disse a boca santa, que depois foi “apertada” e voltou atrás.
A falta de abertura do concurso das referidas OSP, quando as actuais terminam este mês, vai fazer com que a Azores Airlines prolongue o cumprimento daquelas rotas à sua custa, pagando o respectivo défice.
Ou seja, é mais um prejuízo a juntar ao enorme buraco da SATA, também da autoria dos governos do PS na região, que só trouxeram ruína à gestão da companhia.
É a sina dos socialistas na SATA: mesmo falida, vão contribuindo cada vez mais para escavar o buraco até à sua venda final.
O pior é que a factura não vai bater à porta do Largo do Rato, mas à algibeira de todos os açorianos.
Foram estes senhores que, por birra com a coligação, queriam atribuir apenas 3,5 milhões de euros para aquelas OSP não liberalizadas, o que veio depois a ser corrigido para 9 milhões na Assembleia da República.
É triste assistir a estes jogos políticos, com vinganças e recalcamentos entre partidos, prejudicando as finanças públicas, a algibeira dos contribuintes e minando a confiança dos eleitores.
Mais triste ainda é assistir ao silêncio comprometedor do PS dos Açores e dos seus deputados na República, vergados perante estes actos de centralismo mesquinho e vingativo.
É preciso não esquecer estes episódios em próximos actos eleitorais.
O povo saberá julgar. Como sempre.
Osvaldo Cabral
Editorial Diário dos Açores 24-03-2023
May be an image of 1 person and text
All reactions:

Paula Cabral, Tomás Quental and 13 others

4
Like

Comment
Share

Trabalho doméstico. Não declarar à Segurança Social passa a ser crime

Views: 1

A Agenda do Trabalho Digno veio introduzir alterações para reduzir a precariedade nas relações laborais e a falta de de proteção dos trabalhadores. Mudanças que abrangem o serviço doméstico.

Source: Trabalho doméstico. Não declarar à Segurança Social passa a ser crime

Paula Cabral · Cadeia de Ponta Delgada condenada ao esquecimento

Views: 4

Artigo de hoje no CA.
Cadeia de Ponta Delgada condenada ao esquecimento
“- A sra. professora não tenha medo. Somos seres humanos como a senhora.”
Estas foram as palavras que me marcaram logo no primeiro dia em que entrei no Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, incumbida de dar aulas a uma turma de reclusos que pretendiam completar o 3° ciclo.
Há treze anos, logo no primeiro ano em que fui colocada na Secundária Antero de Quental, escola que cumpre um protocolo na educação com o referido estabelecimento, foi-me dada uma distribuição de serviço que incluía lecionar Português aos alunos matriculados da cadeia.
Como é evidente, a tarefa assustou-me e procurei saber, junto de quem já lá tinha estado, como era o ambiente. A resposta foi, digamos, icónica: “Sentes-te mais segura na cadeia do que na sala de aula duma escola regular!”.
A medo, e com a angústia que me atormenta desde sempre, lá me apresentei no primeiro dia.
Bati à porta, passei pela receção, onde tive de deixar o telemóvel, fui revistada, bem como a minha pasta, e lá segui o guarda para a sala destinada à lecionação dos presos.
Era uma escada de pedra de lavoura estreita, íngreme. As paredes altas, húmidas. Sentia o frio de um edifício velho, degradado, medonho pelo destino que lhe fora dado: privar da liberdade seres humanos que se perderam nos enredos da existência. Serão os mais fortes ou os mais fracos? Que histórias de vida terão aquelas paredes testemunhado durante gerações? Guardariam segredos inconfessáveis de toda uma sociedade? Erros irremediáveis, arrependimentos genuínos, transtornos da mente e da alma? Paredes grossas de lava seculares condenavam à dimensão de escória um cortejo de gente esmagada na sua dimensão humana. O purgatório terreno.
O sobressalto daquela subida nunca me abandonou durante todo aquele ano e mesmo depois. O barulho metálico das portas de ferro que se fechavam atrás de mim. As vozes dos reclusos mais exaltadas que ecoavam no desconforto daquele edifício sem réstia de acolhimento. Não imagino o que poderá ser a falta de liberdade por muitos anos, muito menos em condições tão lúgubres como as que pude presenciar.
Tinha quatro alunos na sala, vigiada à porta por um guarda prisional. O que se revelou mais falador percebeu o meu desconforto e acolheu-me com aquela frase que nunca esqueci. Agradeci o reparo, que precisava ouvir, e desculpei-me. O preconceito é também uma forma de prisão.
Viria a ser o meu melhor aluno. Participativo, curioso, perspicaz na interpretação, competente a aprender, mas, a meio do ano, teve de abandonar a escola, sendo transferido para a cadeia da Madeira. Mais uma condenação acrescida, pois ainda me confessou a dor de se afastar da mulher e dos filhos. Um recluso só veio à primeira aula e outro, mais jovem, órfão de pai e mãe, criado no orfanato, era irrequieto, não se concentrava, ia e vinha, consoante a disposição, até que desistiu, acusado pelos outros de “traficar” as canetas e as borrachas da escola nas trocas que faziam entre os reclusos. Acabei só com um aluno, sempre assíduo. Nunca me esqueci dele. Sempre bem educado, mas muito nervoso. Tremia às vezes, tinha dificuldade em expressar-se, mas com vontade de alcançar o seu objetivo. Tinha servido o Exército português na guerra da Bósnia e era claramente um homem traumatizado. Noutras circunstâncias, seria um doente psiquiátrico numa instituição para o efeito ou numa ala psiquiátrica de uma cadeia, digna deste nome. Todavia, estava ali, esquecido pela família e pelo sistema. Esperava há tempos uma resposta para sair em liberdade condicional do advogado que lhe fora atribuído pelo Estado, mas não sabia quando o veria. Fosse rico, nem ali estaria.
Nunca soube do destino de nenhum deles. O que farão agora, se recuperaram as suas vidas, se emigraram, se continuam na ilha, se terão voltado àquele lugar.
Eu não quis mais voltar no ano seguinte, porque não conseguia. Não poderia arrastar aquela angústia comigo sempre que dali saía, revoltada pelas condições desumanas daquele lugar, havia catorze homens na mesma cela – diziam eles -, incomodada por saber a indiferença dos responsáveis e da sociedade, impotente pelos fracos recursos no domínio da reabilitação, pelo esquecimento a que eram condenados. Mesmo ali, no centro da cidade. No centro do nosso olhar. Ninguém quer ver nem saber. Só se aponta o dedo para acusar quem nunca ajudas teve. Porque muitos têm culpa de ser pobres, têm culpa de reincidir nos crimes, têm culpa das perturbações mentais… e, por isso, têm de regressar ao tempo das masmorras medievais.
Li, na semana passada, que a Força Aérea pede 45 mil euros para transportar os reclusos em sobrelotação na cadeia de Ponta Delgada para o continente. O mesmo é dizer que o Estado português cobra a si próprio uma conta para resolver um problema da sua responsabilidade e que até agora não resolveu. O GRA limita-se a assistir, não mostrando provas da eventual pressão que é urgente fazer numa área, fora do domínio da autonomia, mas que afeta os mais elementares direitos humanos de portugueses dos Açores.
O silêncio e a acomodação a que se assiste sobre este assunto são a prova do que referi. São os esquecidos, os desvalidos da vida, desprovidos da liberdade e de voz, que ali se encontram.
As desigualdades sociais, afinal, fazem cair a máscara ou a venda à justiça, supostamente cega, para não pesar nos pratos da balança a importância social dos julgados.
Nos casos dos Ricardos Salgados desta vida, são os criminosos que se fazem de esquecidos e a sua riqueza, pobreza dos que espoliaram, paga a liberdade eternamente prerrogada.
Os políticos já aprenderam também que o esquecimento compensa.
May be an image of 1 person and text that says "Cadeia de Ponta Delgada condenadaao esquecimento Viria Participativo, Por: Paula abral scolat professora tenha medo. foram reclusos pretendiam para o continuam àquele dominio propno sobre para social Saleados preconceito espoliaram, 2/3"
All reactions:

Pedro Almeida Maia and 5 others

1
Like

Comment
Share
José Viegas

fogo….
  • Like

  • Reply
  • 9 m

De Oeste não sopra bom vento

Views: 1

EDITORIAL
De Oeste não sopra bom vento
O Governo da República, a braços com a privatização da TAP e com a instabilidade que tem originado sucessivas demissões na companhia aérea, está-se pouco importando em ser solidário com os Açores e, sobretudo, em fazer o que é da sua competência. A não ser que haja segundas intenções de criar problemas para “ajudar” o Governo Regional em horas atribuladas. O caso mais recente prende-se com o facto de ainda não ter lançado o concurso para as obrigações de serviço público (OSP) de transporte aéreo, para as rotas não liberalizadas do Faial, Pico, Santa Maria e Madeira. A SATA (e o Governo Regional) já veio dizer que, apesar de caducar proximamente o contrato ainda em vigor, a SATA Internacional vai continuar a assegurar as ligações aéreas aquelas ilhas, mesmo correndo o risco de Bruxelas não achar piada porque uma das condições que impôs à reestruturação da transportadora regional, permitindo que o Governo lá injetasse mais de 400 milhões de Euros, foi que a Azores Airlines ficava inibida de operar rotas deficitárias. Ora, as rotas do Faial, Pico e Santa Maria, no atual estado da arte, darão prejuízo se não forem compensadas por indemnizações compensatórias do Estado. Uma coisa é certa, sem concurso público, não há indemnizações. Daí o repto lançado ontem pelo Governo Regional, pela boca do secretário regional das Finanças e da secretária da Mobilidade que defendem a celebração, entretanto, de um ajuste direto para compensar a SATA Internacional/Azores Airlines dos défices da operação. Na quarta-feira, o ministro das Infraestruturas, João Galamba, tinha avançado que o concurso para as Obrigações de Serviço Público das rotas não liberalizadas só vai ser lançado após o trabalho que está a ser elaborado pela Agência Nacional de Aviação Civil. Na mesma reunião da Comissão Parlamentar de Economia, o ministro terá garantido que a prestação do serviço público não está em causa porque as rotas que ligam o Faial, Pico e Santa Maria ao continente vão continuar a ser asseguradas pela Azores Airlines, mas não terá dito como. O que também resulta espantoso nesta matéria foi a informação circulante de que a SATA, já desde 2015, que voa aquelas rotas sem qualquer indemnização e que, finalmente, estão inscritos 9,5 milhões no Orçamento de Estado para aquele fim, mas sem concurso não podem ser atribuídos. Num momento em que, na Região, o dinheiro é coisa muito procurada, verbas destas e mais as reclamadas, em falta, do Furacão Lorenzo ajudavam à governança das ilhas. Mas de Oeste não sopra bom vento e muito menos bom casamento.
  • in, Diário Insular, 24 de Março / 2023

TIMOR DOENTES DESESPERAM

Views: 1

Doentes (des)esperam por um serviço de urgências digno no Hospital Nacional
21 de Março, 2023
Nívia Cristóvão
O Diligente esteve uma manhã nas urgências do principal hospital de Timor-Leste, o Hospital Nacional Guido Valadares, em Díli, onde acompanhou a assistência a uma doente e ouviu as críticas de pacientes e familiares à atuação dos profissionais de saúde e às condições do espaço.
Maria Edu, 39 anos, está sentada num dos bancos do Serviço de Emergência do Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV). São 9h da manhã. A expressão de sofrimento denuncia as dores que a atormentam e que as palavras não precisam dizer de tão evidentes que são.
As filas para se registarem neste serviço são, invariavelmente, o primeiro obstáculo que estes pacientes, debilitados, têm de enfrentar, que é maior ainda quando estão desacompanhados. É o caso de Maria Edu. A espera já vai maior do que as dores conseguem suportar e, chegada a sua vez, levanta-se, com dificuldade e sem ajuda, para se dirigir ao balcão onde pode registar a sua entrada.
Aflita, aproveita o momento do registo para saber quanto tempo mais terá de esperar para ser atendida. “O doutor está numa formação. Espere mais um pouco”, foi a resposta que, no caso, não demorou e chegou fria e despreocupada para desespero da utente. Volta a sentar-se sem saber quanto tempo levará aquele “espere mais um pouco”.
Dez minutos depois, decide pedir ajuda no espaço de farmácia disponibilizado aos doentes na própria urgência do hospital. Sem forças para verbalizar a dor, aponta para … ( leia a reportagem completa no DiliGente, no link: https://www.diligenteonline.com/doentes-desesperam…/… )
May be an image of 6 people and text that says "num corredor Maria Edu tenta suportar as dores enquanto espera, atendida/Foto: Diligente do HNGV, para ser"
Like

Comment
Send

Most relevant

Doentes (des)esperam por um serviço de urgências digno no Hospital Nacional
21 de Março, 2023

SUSPEITAS, JUSTIÇA E O DEMAIS

Views: 0

Da professora Mafalda Miranda Barbosa, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, que subscrevo integralmente:
“A honra, quer se trate da honra-reputação, que nasce da consideração do conjunto de relações interpessoais, quer se trate da honra como aspeto da personalidade de cada um, inato, radicado na sua ineliminável dignidade ética, indiferente ao valor social, é um bem jurídico fundamental, podendo a sua violação gerar, para o lesante, responsabilidade civil e, inclusivamente, penal. Não é, por isso, possível imputar a uma pessoa, mesmo sob a forma de suspeita, um facto ofensivo da sua honra ou consideração. Neste contexto, o direito mostra-se particularmente atento à simples suspeição: a imputação de um facto sob o manto perverso da suspeição é tão desvaliosa como a imputação de um facto que não careça da mínima dúvida. O Professor Faria Costa ensinava nas suas aulas do quinto ano que “qualquer aprendiz de maledicência e muito particularmente o senso comum sabem que a insinuação, as meias verdades, a suspeita, o inconclusivo são a maneira mais conseguida de ofender quem quer que seja. Basta que nos capacitemos de que à meia verdade é sempre difícil responder ou contra-argumentar racionalmente e, por isso, a ressonância desonrosa, ligada à ofensa, multiplica-se com credibilidade, porquanto ali há um pouco de verdade”. Nos últimos tempos tem-se assistido a isto mesmo: a partir de uma pequena verdade – existe pedofilia no seio da Igreja Católica, como existe nos hospitais, nas escolas, nos clubes desportivos, na política, na diplomacia, nas famílias – gera-se uma narrativa de suspeição que atinge, coletivamente, todos os sacerdotes e, institucionalmente, a própria Santa Madre Igreja. A ressonância desonrosa propaga-se por via dos meios de comunicação social, cujos critérios deontológicos parecem ter ficado perdidos no tempo: em vez de um relato fidedigno do que se passa, a media deleita-se com o uso e abuso de parangonas acossadoras dos predadores que não o são, debitando números comprovadamente falsos, sem nunca se questionar por que razão os resultados a que chegou a comissão dita independente não são credíveis. Mas, mais do que isso, o «diz-se», outrora conotado como um boato, já de si insidioso, é agora critério bastante para a própria comissão elaborar listas de pretensos abusadores, sem se preocupar em saber se existem, se estão vivos, se ainda são efetivamente ministros ordenados. Ontem, ficámos a saber, através de um comunicado do próprio, que um sacerdote com uma notabilíssima ação pastoral e social da diocese de Lisboa foi afastado preventivamente do exercício público do ministério sacerdotal por força da sua inclusão na lista de padres pedófilos no ativo elaborada pela comissão. A inclusão foi o resultado de uma denúncia anónima, que não identificava a vítima, o lugar e o modo de perpetração do facto imputado ao clérigo. Perante a inconcludência da denúncia, caberia à comissão, agindo segundo critérios de direito ou do direito, agir em conformidade com a falta de indícios da prática do crime. Não basta que alguém diga algo para que possamos considerar positivamente o facto, mesmo com invocação de um legítimo interesse. Teremos de, em boa fé, poder reputar tais factos como verdadeiros. E, em rigor, nada, absolutamente nada, aponta para a veracidade do relato anónimo. Aliás, tendo em conta, como o próprio Daniel Sampaio refere, que um pedófilo reitera os seus comportamentos vezes sem conta, é um pouco estranho que muitos sacerdotes visados, incluindo o último padre citado, tenham cometido abusos na década de 90 (ou antes) e depois dessa data nenhum registo de conduta imprópria exista. E, tendo em conta que os testemunhos de todos os paroquianos, que ninguém se interessou em ouvir, é um pouco bizarro que apenas uma criatura, que ninguém sabe quem é e pode ter sido motivada por desígnios insondáveis, possa pôr em causa a vida sacerdotal de alguém. Por isso mesmo é que uma denúncia anónima nunca deve ser valorada, sem prévia indagação dos factos que transporta. Porque, de outra forma, sem nomes, sem vítimas, sem factos, destrói-se a reputação de uma pessoa, compromete-se a sua vida, sem que esta tenha sequer a possibilidade de se defender cabalmente. A Comissão Independente não entendeu isso, não entende isso, na sua senha persecutória. Está à vista de todos a falta de credibilidade do relatório que apresentou. A pergunta que me assola é: não se conseguindo provar a prática dos factos imputados anonimamente aos sacerdotes, estará a comissão, atenta a violação grosseira das mais elementares regras da investigação e da salvaguarda da honra, disposta a indemnizar os lesados? Uma garantia os seus membros terão, pelo menos: o acesso ao contraditório viabilizado pelos tribunais!”
Like

Comment
Share