conceito de “otrovertido”

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Em setembro, o psiquiatra americano Dr. Rami Kaminski introduziu o conceito de “otrovertido”, um novo perfil de personalidade que transcende as categorias tradicionais de introversão e extroversão.
Segundo Kaminski, os “otrovertidos” são pessoas que, apesar de empáticas e sociáveis, frequentemente se sentem deslocadas em grupos sociais maiores, preferindo interações mais íntimas e significativas.
Esse perfil destaca-se por uma forte autonomia emocional e uma tendência a evitar conformidades sociais, sendo descrito como uma forma distinta de ser, marcada por uma profunda sensação de alteridade.
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Mas… quem o anda a enganar? Diga.

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Junte o seu ouvido à minha boca, que eu junto a minha boca ao seu ouvido, para não falarmos muito em voz alta. Pergunto – Quem é que lhe anda a mentir e a enganar desde há 50 anos? Por exemplo, se acaba de fazer 18 anos e se prepara para votar para a sua […]

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Júlio Isidro | Mais Idade Mais

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Com 80 anos, continua a trabalhar, sendo uma referência no setor da comunicação em Portugal. À série “FelizIdade com…”, o apresentador dá os conselhos necessários para os mais velhos conseguirem manter-se mais jovens.

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A alma humana pesa 21 gramas e a esperança é a última a morrer – ZAP Notícias

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Vamos viajar até 1907, o ano em que a Ciência quis provar que a alma existe — e falhou, redondamente. Se tem peso, tem massa; se tem massa, existe. “E a nossa alma? Se tiver peso, é real!”. Foi depois de chegar a esta conclusão que o médico Duncan MacDougall começou a pesar a alma humana, em 1907. No auge da moda do Espiritualismo, o médico — que, curiosamente, foi descrito como “prático e de mente científica” publicou nesse mesmo ano o seu estudo Hypothesis Concerning Soul Substance Together with Experimental Evidence of the Existence of Such Substance no Journal

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“Não tenho receio da morte, mas preocupa-me o trajeto que a ela conduz” – Notícias ao Minuto

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Júlio Machado Vaz é o entrevistado de hoje do Vozes ao Minuto. O médico psiquiatra acaba de lançar ‘Outonocer’, um livro onde faz várias reflexões sobre o envelhecimento, sempre com o humor que lhe é característico. “Não tenho receio da morte, trata-se de um regresso à não existência”

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Historian Claims Shipwreck is Not Columbus’s

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In stunning rebuttal to the supposed finding of the Santa Maria by treasure hunter Barry Clifford, historian Manuel Rosa goes into great detail in

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Cálice litúrgico do século XVI desaparece em Santa Maria – Observador

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Cálice de prata em banho de ouro deve “valer à volta de 5/6 mil euros” e foi dado como desaparecido durante os preparativos para a festa anual em Vila do Porto, nos Açores, disse o padre da paróquia.

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A Mitra, o armazém onde o Estado Novo escondeu 20 mil mal-amados portugueses

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Ficava na Marvila, junto ao Poço do Bispo, e era o destino de milhares de pedintes, prostitutas, dementes e deficientes motores no tempo do Estado Novo. O que hoje não passa de um termo usado como insulto, com a mesma intenção de quem chama pobre, “penetra”, marginal ou “guna”, “Mitra” era antigamente o espaço dos mal-amados dos armazéns de uma antiga fábrica de cortiça. A origem do espaço remonta a 1566, quando a Quinta da Mitra foi aforada perpetuamente ao Morgado do Esporão. No início do século XVII, parte da propriedade regressou à Mitra, passando a ser usada como quinta

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O PERFECIONISMO CRIADOR DE ANGÚSTIA E INSATISFAÇÃO + EUROPA NA ENCRUZILHADA ENERGÉTICA

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O PERFECIONISMO CRIADOR DE ANGÚSTIA E INSATISFAÇÃO

 

Um Exame de Consciência para Elites-Governantes e Povo

 

A sociedade ocidental, doente do progresso, trocou a alma pela máquina, a virtude pelo algoritmo, e a transcendência pelo like. O resultado à vista é uma epidemia de vazios e cada vez mais doenças na sociedade ocidental de maneira a poder-se falar de um sistema que adoece o corpo e a mente dos cidadãos…

A tradição clássica e cristã entendia a perfeição como uma harmonia entre corpo e alma, uma busca ética que elevava o indivíduo e a comunidade. O ser humano era visto como um microcosmo, a ponte entre o finito e o infinito, não como peça substituível num sistema mecanicista e tecnocrático.

Hoje, o perfeccionismo não é virtude, é exigência de funcionalidade. O psicólogo Thomas Curran revela que as tendências perfeccionistas aumentaram 60% desde 1990, não por aspiração interior, mas por pressão social. A sociedade não quer seres humanos completos, quer operários optimizados.

Abandonamos os sábios para fabricar técnicos. Renunciamos à felicidade em troca do gozo, o breve prazer do atrito entre engrenagens…

A Alemanha, símbolo da eficiência europeia, enfrenta uma crise de saúde mental: os custos com terapia psicológica disparam, enquanto outros tratamentos médicos são negligenciados. O Ocidente trata sintomas, não causas, porque não ousa questionar o estilo de vida que os produz.

Factos brutais: 1 em cada 4 europeus sofre de perturbações mentais (OMS) e a depressão será a principal causa de incapacidade até 2030.

Os jovens são os mais afetados: 40% da Geração Z relata ansiedade crónica como constata a American Psychological Association…

O neoliberalismo e o socialismo materialista uniram-se para esvaziar o transcendente. Como resultado surgiu uma cultura do egoísmo consagrado: tínhamos antes a devoção a valores superiores (Deus, virtude, comunidade); temos agora a auto-obsessão de cada um se torna na melhor versão de si mesmo, ao serviço do sistema….

O saber e o poder concentram-se nas mãos de poucos: bancos, tecnocratas, gigantes digitais. Esta elite não quer cidadãos, quer consumidores obedientes.

A religião era um freio ético ao poder. Agora o poder encontra-se sem quem o controle e o mercado é quem mais ordena e dita a moral…

Se queremos sobreviver como civilização, precisamos de: rejeitar o perfeccionismo tóxico (que exige perfeição, mas nega a profundidade); de restaurar o diálogo entre corpo e alma (a ciência sem espiritualidade é mutilada e mutila sem dor pelas populações); de desafiar a tirania do mercado sobre a consciência pois o humano não é um recurso…

A alta finança encontra-se em luta contra a baixa finança e contra as empresas locais que sistematicamente destroem. As cúpulas ideológicas e económicas querem ditar sozinhas a vontade das pessoas e o futuro dos povos. Disto não se fala porque são os factores que se encontram por trás dos diferentes regimes como a história nos tem ensinado!…

A Europa está em falência cultural porque trocaram Deus pelo PIB, a alma por algoritmos, e a comunidade por solidão digital. Se não reagirmos, seremos escravos de um sistema que nos odeia…

António da Cunha Duarte Justo

Texto completo em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=10189

 

EUROPA NA ENCRUZILHADA ENERGÉTICA

 

A verdadeira Luta não é entre Ocidente e Oriente, mas entre Oligarcas e Povos

 

A recente decisão da União Europeia de importar petróleo e gás obtidos através de fracturação hidráulica dos Estados Unidos, que corresponde a uma prática amplamente criticada pelos seus impactos ambientais, coloca em evidência uma contradição gritante. Se, por um lado, Bruxelas proclama a urgência da transição ecológica, por outro, cede à pressão económica e geopolítica, comprando energia que descredibiliza os seus próprios princípios. Será este um erro tático para evitar uma guerra alfandegária com os EUA? Ou um sinal de que a política energética europeia está refém de ideologias e incoerências? …

 

O caso da Alemanha é paradigmático: ao abandonar a energia nuclear e, em seguida, o carvão, sem ter fontes renováveis suficientemente consolidadas, deixou-se refém do gás e do petróleo estrangeiros…

 

A dependência energética europeia não só enfraquece a sua autonomia estratégica como mina a credibilidade do discurso ecológico… A transição energética, tal como está a ser conduzida, é mais ideológica do que pragmática…

A narrativa apocalíptica sobre as alterações climáticas, amplificada diariamente pelos media, transformou-se numa ferramenta de doutrinação quase diária. Em vez de um debate racional sobre custos, prazos e viabilidade técnica, assistimos a uma polarização que coloca os Verdes como “profetas do fim dos tempos”, enquanto qualquer visão crítica é taxada de negacionismo…

 

Se continuarmos neste caminho, o continente arrisca-se a tornar-se um museu industrial, enquanto China, EUA e outros players globais prosperam sem as mesmas amarras ideológicas…

 

O acordo tarifário com os EUA pode ser um ponto de viragem, não por ser justo, mas por obrigar a Europa a encarar uma verdade incómoda: não podemos ditar as regras do jogo global sozinhos e infelizmente todo o mundo tem ajudado os EUA a ditá-las… A sua abordagem não só fragiliza a economia alemã que tradicionalmente tem sido o motor da EU, como coloca também em risco a coesão do bloco. Se a Alemanha cair, não haverá quem ampare a derrocada…

 

Todo o bloqueio económico não passa de uma guerra dos mais fortes contra os mais fracos em favor dos mais fortes. A verdadeira luta não é entre Ocidente e Oriente, mas entre oligarcas e povos. Se queremos sobreviver nesta era de blocos (passagem do bloco hegemónico dos EUA para uma multiplicidade de blocos), a Europa deve abandonar o belicismo económico e o ambientalismo radical, abraçando uma via pragmática que equilibre ecologia (sobriedade), bem-estar, soberania e humanidade…

Ou a Europa reconhece que a transição energética exige tempo, investimento real e cooperação global, sem demonizar indústrias e cidadãos, ou acabará como um continente enfraquecido, dividido entre o sonho verde e a dura realidade do poder alheio.

A prosperidade requer indústria, e a indústria precisa de energia. O caminho de promoção da indústria de armamento, que a UE e a Alemanha estão a seguir para tapar o buraco provocado pela emigração de outras indústrias, poderá preencher, por algum tempo, a lacuna pretendida, mas não é séria nem sustentável e põe em risco o futuro.

O filósofo espanhol Ortega y Gasset tinha toda a razão ao escrever que, “a vida é uma série de choques com o futuro; não é uma soma do que fomos, mas do que desejamos ser”…

António da Cunha Duarte Justo

Texto completo em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=10186

 

CAVADOR DE SI MESMO

 

O homem passa a vida a cavar a sua campa,

cova forrada de conceitos, teias de aranha

e ali deposita, em ânsia cega e vã,

a própria alma, antes que o corpo desça à terra.

 

Ah, quantas vezes, perdido em carreiros da mente,

se esquece da luz, do vento, da folha que dança,

e trilha veredas estreitas, labirinto de espinhos,

sem ver que a vida, em surdina, lhe beija a face!

 

Cego ao sol que desfia ouro nos trigais,

surdo ao rio que canta histórias às margens,

enterra-se em palavras vazias, números frios,

enquanto o mundo, em flor, lhe escapa das mãos.

 

Oh, cavador, ergue os olhos do chão!

Não te contentes com a sombra que fabricas.

Antes que a morte te cubra com seu manto,

rasga a prisão das ideias mortas,

e deixa que a alma respire

o ar puro do sonho que não tem muros.

 

Não vês que Deus, quando sonhou o mundo,

não o fez por dever ou cálculo,

mas por puro arrebatamento

e em teu peito, esse mesmo sonho ainda pulsa,

ainda te chama, ainda te espera

para além de todos os mapas da razão.

 

António da Cunha Duarte Justo

 

Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=10195