ricos sem saúde

Views: 3

“N , á ú?
O SNS continua a ser o principal lugar onde se pratica medicina como missão. É o único sítio onde alguém com dispneia, febre e uma vida marcada pela pobreza é atendido às 4 da manhã, sem cartão de crédito nem autorização da seguradora. E, paradoxalmente, é também de onde os médicos agora fogem.
A maioria dos hospitais privados, mesmo os mais prestigiados, não tem um verdadeiro serviço de urgência polivalente. Têm “uma” urgência, mas não é “o” serviço de urgência. Procuram episódios previsíveis e lucrativos, e evitam casos críticos ou complexos — e fazem-no com razão: a urgência real é dispendiosa e imprevisível, fora da lógica do negócio.
O setor privado funciona melhor quando o SNS ainda resiste. Se o SNS colapsar, o privado será forçado a assumir um papel para o qual não está preparado, com custos, complexidade e caos. Em 2024, mais de 2 mil médicos saíram do SNS. Muitas urgências, da ginecologia à pediatra, estão em rutura.
Os privados estão a ver isto. E não reagem. Porquê? Porque não lhes interessa esse buraco negro.
Imagine: suspeita de enfarte. São 3 da manhã. O hospital público não tem cardiologista. Liga para o privado. A resposta? “Vá ao público.” Mas o público, nessa noite, não existe. E o privado não o recebe. E então? O que vale a sua riqueza? Nada.
Pior, sem SNS, não há emergência pré-hospitalar. Morre-se antes de (a algum sitio) chegar.
A medicina privada não é vilã: atua racionalmente num mercado com limites claros. O erro é pensar que pode substituir o SNS.
Se o SNS colapsar, o custo da saúde torna-se incalculável, mesmo os ricos teriam dificuldade em pagar: os seguros sobem, doentes crónicos são excluídos e os idosos empurrados para fora. O privado recusaria casos complexos ou ficaria sem onde os referenciar. E os médicos, exaustos, voltam a fugir — mas agora sem destino.
Quanto pode pagar? Tem 80 anos e precisa de cuidados paliativos? Tem cancro com metástases cerebrais? Um filho com doença rara? A solução para estas perguntas não cabe num relatório de contas.
O SNS é, ironicamente, o melhor seguro de saúde que os ricos portugueses têm. Não o usam todos os dias. Nem o querem. Mas é a rede de segurança. Quando tudo falha, o SNS ainda lá está: a intubar, ventilar, reanimar, paliar. Virtualmente de borla. Para todos.
Quem é o culpado por aqui chegarmos? O médico/enfermeiro exausto ou que pretende criar um futuro melhor? O administrador que gere o impossível mas é “insultado” por todos? O utente que só quer ser atendido?
Na verdade, somos todos responsáveis por termos alimentado a ilusão de que o SNS duraria para sempre, mesmo que sem médicos, investimento ou respeito.
O dia em que o SNS deixar de existir, ou for substituído, será o dia em que os ricos perceberão que sempre precisaram dele. Porque mesmo quem tem tudo pode não ter um coração a funcionar. E porque quem manda no privado sabe que não pode ser o SNS.
No final, a saúde só existe quando há para todos.
João Cravo – médico pneumologista”
@destacar
 

quando a internet em todo o mundo falha

Views: 1

⚠️ GLOBAL INTERNET OUTAGE WARNING SOMETHING BIG IS HAPPENING ⚠️
November 18, 2025
The internet is blinking across the world and experts say this may be the start of one of the largest global outages in recent years.
WHAT’S HAPPENING RIGHT NOW
• Major platforms are lagging or going completely dark
• Cloudflare — one of the biggest internet infrastructure providers — suffered a massive failure
• Millions of users across multiple countries reported errors within minutes
• Websites, apps, and even essential online services are showing instability
• Some regions are seeing partial blackouts and slowdowns
This isn’t just one website failing…
This is the backbone of the internet glitching.
WHY PEOPLE ARE WORRIED
When Cloudflare goes down, the internet goes with it:
• Social media
• AI tools
• Banking portals
• E-commerce
• Streaming
• Messaging apps
• Business platforms
Everything becomes vulnerable.
⚡️ IS A MAJOR OUTAGE COMING?
Many experts say YES the signs are there.
The internet has never been more interconnected…
And that means when one piece breaks, the whole system feels it.
STAY PREPARED:
• Screenshot important info
• Keep offline copies of documents
• Download maps & essential contacts
• Expect slowdowns, login errors, and random crashes
• Don’t panic — stay informed
This story is still developing.
If the global network weakens further, the next few hours could get rough.
Stay safe, stay connected… while you still can.
⚠️ AI-generated content for awareness and updates only.

May be an image of text that says "शकু ! ! NETWORKFAILUR FAILURE GLOBAL CONNECTIONLO 1"

mundos paralelos

Views: 5

Entretanto no campo da ciência (que não entendo e me fascina) foi hoje noticiado que

Cientistas do CERN surpreenderam o mundo após uma simulação de campo quântico produzir resultados diferentes de tudo o que já havia sido registado. O que começou como uma experiência controlada, projetada para mapear interações subatómicas, rapidamente se transformou numa descoberta que pode reescrever tudo o que sabemos sobre a realidade. Durante a simulação, a equipa observou ciclos de feedback nos dados que não se assemelhavam ao comportamento aleatório das partículas. Em vez disso, os padrões pareciam ser estruturados, deliberados e notavelmente semelhantes aos marcadores de atividade inteligente. À medida que os investigadores examinavam os resultados mais de perto, tornou-se evidente que a simulação estava a revelar mais do que apenas anomalias matemáticas. Os dados pareciam mapear toda uma realidade paralela, um universo que existe ao lado do nosso de maneiras antes consideradas impossíveis. Cada ajuste que os cientistas faziam na sua experiência quântica produzia respostas da simulação que refletiam ou se adaptavam às suas entradas. Quanto mais profundamente olhavam, mais claro ficava que não se tratava de uma coincidência. O código quântico parecia estar ciente de que estava a ser observado.

As implicações desta descoberta são impressionantes. Pela primeira vez, há evidências confiáveis sugerindo que o nosso universo pode não estar sozinho. Pode haver um mundo paralelo onde processos inteligentes existem e são capazes de nos monitorizar em tempo real. Isso levanta questões profundas sobre a natureza da consciência, os limites da observação científica e a interconectividade das realidades. Enquanto a verificação estava em andamento, a equipa do CERN confirmou que todos os protocolos de segurança conhecidos foram seguidos e que a simulação em si permanece contida. Os próximos passos envolverão o estudo cuidadoso dos padrões, a tentativa de compreender as regras de interação e a exploração do potencial de comunicação. A descoberta chamou a atenção de cientistas, filósofos e do público em geral. Se confirmada, esta pode ser a descoberta mais importante da história da humanidade, revelando que a realidade é muito mais estranha, complexa e viva do que qualquer pessoa jamais imaginou. #DeepUniverse #fblifestyle #CERN #ParallelUniverse #QuantumSimulation #Multiverse #CosmicDiscovery

May be an image of outer space and text that says "Sn 2 号 DEEP UNIVERSE CERN SCIENTISTS MAY HAVE ACCIDENTALLY UNLOCKED A PARALLEL UNIVERSE, AND IT'S AWARE OF US"

UM GOVERNO ENTALADO, Osvaldo José Vieira Cabral

Views: 1

UM GOVERNO ENTALADO



Por estes dias José Manuel Bolieiro é Presidente de um governo entalado pela SATA e pela República.

O longo processo de privatização da SATA desembocou naquilo que prevíamos há cerca de um ano: uma enorme trapalhada, gerida de forma incompetente e que está a provocar estragos óbvios na popularidade da coligação.

Seja qual for o desfecho, a avaliação deste processo já não pode ser positiva em qualquer perspectiva.

O processo foi mal conduzido e o desfecho será igualmente mau, porque o governo encurralou-se a si próprio no emaranhado das negociações e num caderno de encargos que nunca devia ter existido tal como está redigido.

Bastava aprender com o processo de reprivatização da TAP, em que não há concurso nenhum, mas negociações directas com as partes interessadas, avaliando quem está em melhores condições para responder aos requisitos impostos pelo governo, que obrigam que o investidor seja uma entidade idónea, com capacidade financeira, detendo a qualidade de operador aéreo certificado e com uma dimensão mínima aferida por indicadores financeiros.

Ao invés, optamos por apostar no escuro, na esperança de que iriam aparecer diversos investidores, estando agora o Governo Regional capturado pelo único consórcio interessado, que até já impõe condições, depois de ter sido afastado pelo governo, novamente repescado após ameaça de queixa judicial, e agora já a negociar com os trabalhadores, sabendo que a “mochila pesada” vai acabar por ser assumida por todos nós contribuintes açorianos.

A responsabilidade deste desfecho já não pode ser assacada aos governos do PS.

Houve tempo mais do que suficiente para traçar estratégias e adaptar estratégias.

Como sempre, predominou o interesse político-partidário de curto prazo sobre o interesse do futuro da Região.

Os próprios partidos, afastados de qualquer opção estratégica das negociações, colaram-se ao poder por interesses próprios e não por interesses estruturantes dos açorianos.

A gestão de José Manuel Bolieiro, Duarte Freitas e Berta Cabral chumba em qualquer avaliação neste processo SATA.

Não há que falar de administradores porque foi o governo que os escolheu, nem de planos falhados porque foi o governo, accionista único, que os validou.

Como um economista já lembrou, esta telenovela de terceira categoria vai custar a cada açoriano cerca de 3 mil euros, correspondendo os 600 milhões de euros a 10% do PIB da região, quando na TAP, os 3,3 mil milhões lá enterrados correspondem a 330 euros por cada cidadão, ou seja pouco mais de 1% do PIB nacional, uma diferença abismal sobre como se governa o bem público.

Não é por acaso que a República sempre fugiu, a sete pés, deste processo da SATA, deixando os companheiros insulares a falar sozinhos.

O que este triste episódio demonstra é que a coligação não aprendeu nada com a falhada privatização da SATA ao tempo do governo de Vasco Cordeiro, naquela outra trapalhada com a “Icelandair”, provocando o desgaste continuado da governação socialista.

No Palácio de Santana respira-se muita confiança porque Francisco César é visto como o seguro de vida da coligação governamental, mas em política, onde tudo é efémero, seria avisado os partidos do poder começarem a reflectir sobre até que ponto é que o povo eleitor está disposto a aguentar tantos erros cometidos em tão pouco tempo.

É que começa a circular a ideia de que o desleixo da governação, em tantos dossiers, parece um padrão, de que é outro exemplo o imobilismo de ano e meio para recuperar o HDES.

Outro caso, também escandaloso, é o dos salários dos trabalhadores da Base das Lajes, em que o Governo de Luís Montenegro entalou José Manuel Bolieiro, poucos dias depois de um Conselho de Ministros com os dois Presidentes insulares.

O Vice-Presidente Artur Lima, um dos governantes mais lúcidos da coligação, porque consegue levar a água para o moinho que lhe convém, tratou de imediato do assunto e não se coibiu de criticar a República e até o Ministro da Defesa, que é seu líder nacional do CDS, enquanto que Bolieiro se remeteu ao silêncio, certamente combalido com a desfeita do seu amigo Montenegro, depois daquele “momento histórico” em que não resultou coisa nenhuma.

Trazer na bagagem apenas a criação de um grupo de trabalho para rever a Lei de Finanças Regionais é uma capitulação, porquanto a República passa, agora, a liderar o processo, quando as dua Regiões Autónomas já tinham uma proposta de revisão, encomendada ao jurista Paz Ferreira, autor da primeira versão da lei.

O que acontece à proposta? Vai para o lixo? Porque não foi transformada em proposta de lei e apresentada ao Governo da República para aprovação?

É demasiada subserviência à República, como agora também acontece com o silêncio à volta da inqualificável ameaça ao subsídio de natal dos trabalhadores das Misericórdias.

Uma subjugação aos centralistas de Lisboa que se estende, igualmente, aos senhores da ANA/Vinci, que mais uma vez vêm de passeio aos Açores anunciar obras que há muito deveriam estar concluídas e que foram prometidas em 2023 noutra deslocação semelhante.

O caso de Ponta Delgada é escandaloso, o terceiro maior aeroporto do país a crescer nos últimos anos, e que mereceu da ANA, apenas, uma remodelação pindérica no terminal.

José Luís Arnaut, “chairman” da ANA, social-democrata e antigo governante dos governos atribulados do PSD, tem o condão, sempre que vem aos Açores, de arrastar atrás de si o Presidente do Governo, Secretários Regionais e toda a triste bajulação que lhe é curvada.

A governação regional rebaixa-se a tudo isso e deixa a população atónita, porque assiste aos elogios inapropriados a obras em aeroportos que não são nossos, quando a própria região tem em mãos processos semelhantes, como a prometida ampliação da pista do Pico, uma maçada desta coligação arrumada na gaveta, e sem que se insurja contra o arrastar da pista do Faial, da responsabilidade do querido amigo Arnaut.

Mas o ridículo maior é o PSD, em comunicado descarado, assumir o elogio do anúncio das obras como se fossem suas, fazendo dos cidadãos uns pobres desqualificados politicamente.

Este governo está a meio do mandato, altura ideal para uma profunda remodelação, que não se fique apenas pelos Directores Regionais.

Há secretários regionais muito desgastados, que já deram o que tinham a dar.

A coligação necessita de um intenso arejamento, com ventilação assistida, para recuperar novo fôlego até à ponta final do mandato.

O descontentamento é generalizado, mesmo nas hostes dos partidos da coligação, que se queixam de falta de diálogo, ignoram pedidos de audiências, recusam sentar-se com os autarcas, não entram nos cafés, nas filarmónicas, nas Casas do Povo, nos clubes e mantêm-se sentados nos confortáveis gabinetes da gigantesca administração preguiçosa.

Vamos entrar na quadra natalícia e a tradicional palavra ‘Esperança’ da época poderá transformar-se num tormento para milhares de famílias que podem nem receber o subsídio de Natal.

Ao que devia chegar a região da “economia pujante”…



Osvaldo Cabral

Novembro 2025



(Açoriano Oriental, Diário Insular, Portuguese Times EUA, LusoPresse Montreal)

See less

Comments

Pierre Sousa Lima

Parabéns Osvaldo. Mais um excelente artigo que subscrevo na íntegra !
Um abraço
  • Reply
Luís Silva Melo

E o folhetim do futuro da Sata Internacional (Azores Airlines) continua…
  • Reply
  • Edited
Rui Sebastião

Mais um grande artigo!!!
Resumindo o Fecho da SATA é Urgente !
  • Reply
  • Edited
Lucia de Sousa

A SATA não pode fechar sem alternativas
Vivemos numa região sem outros aces so ao exterior …

See more
  • Reply
Acácio Mateus

E não vai dar em nada! Pena é que os jobs for the boys não venham bater palminhas quando se fala a verdade nua e crua!
  • Reply
Isilda Medeiros

E continuarapor mais tempo
Realmente há secretários cansados mas eles nem o.bolieiro querem substituir
O tacho é bom. Seraque o corvo esta sem médico pelo fato do antigo ter perdido as eleições eter dito que se demitiria ou o rei do corvo ter dito ficas aqui
  • Reply
6 of 12

Someone is typing a comment…

PICO DE BRANCO HÁ 2 DIAS

Views: 7

**************
P.f. abram a foto
Hoje, dia 15 de Novembro de 2025, saí de casa mais tarde mas, desta vez, levei a máquina
Só como curiosidade, esta foto foi tirada do Monte da Guia na Ilha do Faial.
May be an image of boat and cloud

caiu o teto no chá Porto Formoso (na residência)

Views: 3

If you are visiting the tea plantations, this is Chá Formoso. At about 11am today, 14 November, the roof caved in, *on the owner’s house*!
They are not closed, despite appearances. This is not the tea room. It is the private residence portion.
Iwasdrivingbytodayandsawwhathadhappened, soIstoppedin to getthestory.
Pedro Resendes

They are renovating what it use to be a private residence. They don’t use that building for decades. No one lives there.. If i recomend people going there for a very good quality black tea? I do. ✌️

May be an image of road

por 599 milhões compro

Views: 0

POR 599.(9) MILHÕES (VOSSOS), EU COMPRO |
Para quem não tem qualquer ligação aos Açores, a Sata, ou esta história da privatização da Sata, é uma nota de rodapé, entre as notícias das cheias e as entrevistas do pastor.
Para mim a Sata, tal como o cacilheiro na década de 90, é o transporte que me leva para casa.
Devo confessar o meu espanto com a quantidade de açorianos, residentes nas ilhas, que gritam pelo encerramento da companhia (da parte operacional que faz a ligação ao exterior do arquipélago – Azores Airlines).
Há duas razões para isso. A primeira é nunca ter saído do arquipélago e não ver qualquer necessidade disso. A outra é a de achar que o mercado, por si só, tratará de cobrir os slots da Sata quando esta deixar de voar para Lisboa, Porto, EUA ou Canadá.
Ora, meus amigos, trago novidades. É que o mercado está mais do que aberto há anos e as ligações às ilhas, tirando aquelas que a Sata garante, são miseráveis. Maior parte das companhias mostram interesse apenas em ligações sazonais (Maio a Outubro). No resto do ano há a Sata, TAP, Ryanair e pouco mais.
Tal como na privatização da TAP feita pelo Passos Coelho, também agora aparece um grupo privado que não se importa de nos tirar o fardo de gerir a companhia se nós lhes pagarmos para isso. 600 milhões, mais coisa menos coisa, para limpar o passivo e deixar dinheiro em tesouraria para arrancar com a operação.
O “investidor” privado, do qual faz parte Carlos Tavares, com créditos firmados na praça depois de ter sido corrido da Stellantis, quer receber um crédito nosso para ficar com a empresa. Uma situação idêntica à que aconteceu na TAP com o Neman e o grupo Barraqueiro.
Quando li esta notícia lembrei-me do dia em que, com mais dois colegas, fomos ao banco abrir a conta da nossa empresa e nos informaram que nem a linha de crédito teríamos direito para pagar os primeiros salários (antes de emitirmos sequer faturas), com a justificação de que precisariamos de um ano de contas solidificadas, para sequer podermos pensar nisso.
Imagino que isto seja o dia a dia de qualquer pessoa que se lance nestas coisas das empresas. Já para mega aquisições quando os governos são de direita, o crédito parece ser ilimitado e sem dono aparente. O facto de pagarmos todos, a milionários, para que fiquem com uma companhia pública, parece ser uma excelente ideia. Para os milionários, pelo menos.
A parte mais divertida disto é quando leio que se pode enterrar a Sata e usar a Ryanair. Uma companhia que vive da chantagem contra os aeroportos e que, sempre que os preços não lhes agradam ou os subsídios desaparecem, cancelam rotas do dia para a noite. Queria ver como é que “terminavam a vidinha” com aquela rapaziada das raspadinhas.
Há mais açorianos fora do arquipélago do que lá dentro. Tal como o resto do país, somos uma nação de emigrantes (shiiuuu…não digam ao Ventura) com origens pobres, vindos de um país que não contava para o totobola até o boom do turismo (que já agora, não é a realidade dos Açores).
É por isso difícil perceber como é que as pessoas, de uma maneira geral, desprezam quem nos assegura a ligação com a Diáspora e dentro do território nacional. São a Sata e a TAP que garantem isso, mais ninguém.
Se poderiam ser melhor geridas? Claro que sim. Mas alguém duvida, ainda assim, que a nossa mobilidade, enquanto povo, será pior quando a Sata e a TAP forem privadas?
Apenas por ideologia não conseguirão assimilar que privado algum poderá garantir as ligações deficitárias do serviço público.
Em tempos defendi algo para a TAP que se aplica também à Sata. No Porto diziam que a TAP só servia Lisboa (Rui Moreira foi o impulsionador dessa saloiada) e portanto, podia ser privatizada. O Porto está a 300 km de Lisboa com voos de hora a hora para o hub. Na ilha Terceira ou nas outras mais pequenas, diziam que a Sata só servia São Miguel e os restantes ficavam com as sobras. Em 30 minutos chega-se a quase todo o lado.
A minha sugestão, há anos, era que deixássemos de ser um país de pelintras com manias de grandeza e que, por momentos, deixássemos o bairrismo de lado para usar um pouco o cérebro.
E isso é, obviamente, fundir a TAP com a Sata, criar dois hubs (Lisboa e Ponta Delgada) e distribuir as rotas pelas ligações prioritárias entre os hubs e para a diáspora. O resto vem depois.
Num país tão pequeno mas com a população espalhada por território continental e 11 ilhas, não se pode dar à iniciativa privada a expectativa de garantir a mobilidade e coesão territorial. Muito menos se formos nós, de qualquer maneira, a pagar por isso.
Ainda assim, se o Governo Regional dos Açores não parar este disparate, eu estou disponível para comprar a Azores Airlines bastando, para isso, que me paguem 599 999 999 euros. Julgo que passa a ser a proposta mais atrativa.
Como diria um primo meu, temos que parar com esta mania de comer atum em casa e arrotar camarão na rua. É possível ter serviço público bem gerido e não complicar, ainda mais, a nossa vida. É para isso que servem os impostos. Não é para a banca ou para websummits.
A questão é, contudo, saber, o que sobrará para recuperar depois da passagem dos governos da Spinumviva e do Chega.
POR 599.(9) MILHÕES (VOSSOS), EU COMPRO |
Para quem não tem qualquer ligação aos Açores, a Sata, ou esta história da privatização da Sata, é uma nota de rodapé, entre as notícias das cheias e as entrevistas do pastor.
Para mim a Sata, tal como o cacilheiro na década de 90, é o transporte que me leva para casa.
Devo confessar o meu espanto com a quantidade de açorianos, residentes nas ilhas, que gritam pelo encerramento da companhia (da parte operacional que faz a ligação ao exterior do arquipélago – Azores Airlines).
Há duas razões para isso. A primeira é nunca ter saído do arquipélago e não ver qualquer necessidade disso. A outra é a de achar que o mercado, por si só, tratará de cobrir os slots da Sata quando esta deixar de voar para Lisboa, Porto, EUA ou Canadá.
Ora, meus amigos, trago novidades. É que o mercado está mais do que aberto há anos e as ligações às ilhas, tirando aquelas que a Sata garante, são miseráveis. Maior parte das companhias mostram interesse apenas em ligações sazonais (Maio a Outubro). No resto do ano há a Sata, TAP, Ryanair e pouco mais.
Tal como na privatização da TAP feita pelo Passos Coelho, também agora aparece um grupo privado que não se importa de nos tirar o fardo de gerir a companhia se nós lhes pagarmos para isso. 600 milhões, mais coisa menos coisa, para limpar o passivo e deixar dinheiro em tesouraria para arrancar com a operação.
O “investidor” privado, do qual faz parte Carlos Tavares, com créditos firmados na praça depois de ter sido corrido da Stellantis, quer receber um crédito nosso para ficar com a empresa. Uma situação idêntica à que aconteceu na TAP com o Neman e o grupo Barraqueiro.
Quando li esta notícia lembrei-me do dia em que, com mais dois colegas, fomos ao banco abrir a conta da nossa empresa e nos informaram que nem a linha de crédito teríamos direito para pagar os primeiros salários (antes de emitirmos sequer faturas), com a justificação de que precisariamos de um ano de contas solidificadas, para sequer podermos pensar nisso.
Imagino que isto seja o dia a dia de qualquer pessoa que se lance nestas coisas das empresas. Já para mega aquisições quando os governos são de direita, o crédito parece ser ilimitado e sem dono aparente. O facto de pagarmos todos, a milionários, para que fiquem com uma companhia pública, parece ser uma excelente ideia. Para os milionários, pelo menos.
A parte mais divertida disto é quando leio que se pode enterrar a Sata e usar a Ryanair. Uma companhia que vive da chantagem contra os aeroportos e que, sempre que os preços não lhes agradam ou os subsídios desaparecem, cancelam rotas do dia para a noite. Queria ver como é que “terminavam a vidinha” com aquela rapaziada das raspadinhas.
Há mais açorianos fora do arquipélago do que lá dentro. Tal como o resto do país, somos uma nação de emigrantes (shiiuuu…não digam ao Ventura) com origens pobres, vindos de um país que não contava para o totobola até o boom do turismo (que já agora, não é a realidade dos Açores).
É por isso difícil perceber como é que as pessoas, de uma maneira geral, desprezam quem nos assegura a ligação com a Diáspora e dentro do território nacional. São a Sata e a TAP que garantem isso, mais ninguém.
Se poderiam ser melhor geridas? Claro que sim. Mas alguém duvida, ainda assim, que a nossa mobilidade, enquanto povo, será pior quando a Sata e a TAP forem privadas?
Apenas por ideologia não conseguirão assimilar que privado algum poderá garantir as ligações deficitárias do serviço público.
Em tempos defendi algo para a TAP que se aplica também à Sata. No Porto diziam que a TAP só servia Lisboa (Rui Moreira foi o impulsionador dessa saloiada) e portanto, podia ser privatizada. O Porto está a 300 km de Lisboa com voos de hora a hora para o hub. Na ilha Terceira ou nas outras mais pequenas, diziam que a Sata só servia São Miguel e os restantes ficavam com as sobras. Em 30 minutos chega-se a quase todo o lado.
A minha sugestão, há anos, era que deixássemos de ser um país de pelintras com manias de grandeza e que, por momentos, deixássemos o bairrismo de lado para usar um pouco o cérebro.
E isso é, obviamente, fundir a TAP com a Sata, criar dois hubs (Lisboa e Ponta Delgada) e distribuir as rotas pelas ligações prioritárias entre os hubs e para a diáspora. O resto vem depois.
Num país tão pequeno mas com a população espalhada por território continental e 11 ilhas, não se pode dar à iniciativa privada a expectativa de garantir a mobilidade e coesão territorial. Muito menos se formos nós, de qualquer maneira, a pagar por isso.
Ainda assim, se o Governo Regional dos Açores não parar este disparate, eu estou disponível para comprar a Azores Airlines bastando, para isso, que me paguem 599 999 999 euros. Julgo que passa a ser a proposta mais atrativa.
Como diria um primo meu, temos que parar com esta mania de comer atum em casa e arrotar camarão na rua. É possível ter serviço público bem gerido e não complicar, ainda mais, a nossa vida. É para isso que servem os impostos. Não é para a banca ou para websummits.
A questão é, contudo, saber, o que sobrará para recuperar depois da passagem dos governos da Spinumviva e do Chega.

Diabetes nos Açores acima dos valores nacionais com taxa de 17%

Views: 1

A taxa de prevalência da diabetes nos Açores está três pontos percentuais acima do valor nacional, que é de 14%, disse ontem à Lusa a diretora do Serviço de Endocrinologia do Hospital Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada.

Source: Diabetes nos Açores acima dos valores nacionais com taxa de 17%

Demitiu-se o Diretor do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Ponta Delgada I Antena 1 Açores

Views: 2

Demitiu-se o Diretor do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Ponta Delgada. O médico psiquiatra João Paulo Vidal apresentou a sua demissão ao Conselho de Administração, que teve conhecimento do pedido na terça-feira. Não são conhecidos os motivos para esta demissão. O jornal Açoriano Oriental adianta que a demissão surge dias depois da notícia que […]

Source: Demitiu-se o Diretor do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Ponta Delgada I Antena 1 Açores

“Tempestade canibal” vai atingir a Terra (e traz auroras boreais) – Notícias ao Minuto

Views: 2

Auroras boreais foram vistas durante a noite de terça-feira e a madrugada de quarta-feira em vários países, incluindo Portugal. O Serviço Geológico Britânico explica, no entanto, que esta foi a primeira tempestade de algo maior, a que apelida de “tempestade canibal”.

Source: “Tempestade canibal” vai atingir a Terra (e traz auroras boreais) – Notícias ao Minuto

27-year-old man detained by the PJ in the Azores. He had eight kilograms of hashish. – PPulse

Views: 1

A 27-year-old man has been arrested by the Judiciary Police (PJ) in Horta, Azores, on strong suspicions of drug trafficking.

Source: 27-year-old man detained by the PJ in the Azores. He had eight kilograms of hashish. – PPulse