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A matemática do fracasso educativo

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A matemática do fracasso educativo
Na semana passada, voltaram a sair as “notas” do sistema educativo e, mais uma vez, os Açores ficaram na pior fila da turma. Enquanto o país discute médias e rankings como quem comenta resultados de futebol, por cá o resultado é o mesmo de quase sempre, ou seja, estamos no fundo da tabela.
Em português e em matemática, as provas finais do 9.º ano voltam a mostrar-nos com total clareza aquilo que muitos preferem continuar a empurrar para debaixo do tapete: continuamos na cauda do país e, em termos europeus, na cauda da cauda. Em português, a média regional é de 55%, abaixo dos 58% nacionais e em matemática, o retrato é ainda mais duro: 45,5% nos Açores, face a 51,8% a nível nacional. E assim continuamos em frente, apesar de sermos os últimos dos últimos, até porque na verdade a sensação que fica é de que já quase ninguém se espanta.
E é exatamente nestes momentos que o contraste dos resultados oficiais e o discurso político se torna mais evidente, socorrendo-se da habitual estratégia de transformar a frieza dos dados, num discurso mais ou menos aquecido.
Perante estes resultados, o Governo Regional dos Açores não resistiu a falar em “tendência consistente de convergência” com a média nacional e em “melhor resultado desde 2012” a matemática. De facto, não deixa de ser curioso, que perante a constatação de que os nossos alunos continuam com médias negativas a matemática e abaixo da média nacional a português, o enquadramento oficial seja quase de uma perigosa celebração.
Sejamos responsáveis… se é verdade que as médias melhoraram face a anos anteriores, também é verdade que continuam abaixo do limiar desejável e abaixo da média nacional, pelo que aquilo que releva para o caso, não é saber se estamos um pouco menos mal do que ontem, mas sim saber porque é que à data de hoje, continuamos tão atrás.
Talvez já esteja mais do que na altura de deixarmos esta narrativa de “vitória na derrota”, até porque ela não serve nem os alunos, nem as famílias, nem os professores, nem qualquer interveniente da comunidade escolar. A servir para alguma coisa, será apenas para a necessidade de maquilhar uma realidade que incomoda, que preocupa, que entristece, e que só se conseguirá modificar, quando for encarada por todos, como a principal batalha de uma sociedade saudável.
A educação é, talvez, o maior fator de mobilidade social e de desenvolvimento económico de uma região periférica como a nossa. Num arquipélago marcado pela insularidade, pela pobreza e pela desertificação, cada ponto percentual perdido nas aprendizagens representa oportunidades que se fecham: menos jovens a prosseguir estudos, menos qualificações, menos capacidade de atrair investimento e criar emprego qualificado.
Cabe, por isso, ao Governo Regional assumir com transparência a gravidade destes resultados. Reconhecer o problema não é um fatalismo, mas sim o primeiro passo para a mudança. Isso implica olhar para as condições reais das escolas, para os recursos disponíveis, para a estabilidade das equipas docentes, para o apoio às famílias, para o combate às desigualdades entre ilhas e até mesmo dentro das próprias ilhas.
Os açorianos não precisam de comunicados otimistas, mas sim de um compromisso político claro de colocar a educação no centro da agenda, com metas exigentes, investimento consistente e avaliação séria das políticas implementadas. Enquanto a prioridade for controlar a narrativa em vez de transformar a realidade, continuaremos a aplaudir pequenos avanços, enquanto nos mantemos no fim das tabelas nacionais e europeias, permitindo que o futuro de uma geração inteira fique, literalmente, abaixo da média.

limões e invisivibilidade?

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In 1995 McArthur Wheeler robbed two banks with lemon juice on his face believing it would make him invisible to security cameras like invisible ink. He even smiled at the cameras and was caught within hours. His case inspired the research that led to the discovery of the Dunning Kruger effect.
In the spring of 1995, McArthur Wheeler walked into two banks in Pittsburgh, Pennsylvania, to carry out robberies. What made the case unusual wasn’t the crime itself but his belief in a bizarre “getaway tactic.” Wheeler had smeared lemon juice on his face, convinced it would render him invisible to security cameras. His reasoning came from the fact that lemon juice can be used as invisible ink, only becoming visible when exposed to heat. He mistakenly assumed the same principle applied to surveillance footage.
When police reviewed the tapes, Wheeler was easily identifiable, he even looked directly at the cameras and smiled, confident in his “invisibility.” Within hours, police arrested him. Shocked at being caught, Wheeler reportedly exclaimed: “But I wore the juice!”
The case caught the attention of psychologists David Dunning and Justin Kruger. They were fascinated not just by Wheeler’s flawed logic but by his absolute confidence in it. This became the foundation for their groundbreaking research into cognitive bias. In 1999, they published their study on what is now called the Dunning-Kruger effect: a psychological phenomenon where people with limited knowledge or skill greatly overestimate their competence.
Wheeler’s lemon-juice blunder has since become a textbook example of this effect. It demonstrates how ignorance isn’t simply the absence of knowledge, it can foster misplaced certainty. His case, though humorous in hindsight, underscores a universal human flaw: the less we know, the more likely we are to overestimate our abilities.
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Lusa passa a ser 100% detida pelo Estado e novo modelo de governação está concluído – CNN Portugal

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O Estado “detém agora 2.129.690 ações, a totalidade do capital social da Lusa, que representa o montante global de 5,3 milhões de euros”

Source: Lusa passa a ser 100% detida pelo Estado e novo modelo de governação está concluído – CNN Portugal

Cantata e Outros Poemas Errantes”, de Vasco Pereira da Costa,

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Apresentação do livro “Cantata e Outros Poemas Errantes”, de Vasco Pereira da Costa, que teve lugar no passado dia 20 de novembro, na Sala de Projeção da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.
✨ Esta obra integra o V volume da coleção “Seleção Editorial Vamberto Freitas”, continuando a homenagear e divulgar vozes distintas da literatura açoriana.
️ A sessão contou com a apresentação do Professor Onésimo Teotónio Almeida.
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DOIS POEMAS A TIMOR (CHRYS C)

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  1. lágrimas por timor, até quando? (lomba da maia) 16 julho 2012

 

confesso sem vergonha nem temores

hoje os olhos transbordaram

lágrimas em cascata como diques

pior que a lois quando chove

 

o coração bateu impiedoso

os olhos turvos a mente clara

as mãos trémulas de impotência

 

nas covas e nas valas comuns

muitos se agitaram com a morte gratuita

mais um casal de pais órfão

mais um filho varado às balas

sem razões nem justificações

 

poucas vozes serenas se ouviram

velhos ódios, vinganças acicatadas

o povo dividido como em 1975

 

sem alguém capaz de congregar o povo

sem alguém capaz de governar para todos

sem alguém acima de agendas pessoais

sem alguém acima de partidos

 

temos de ultrapassar agosto 75

udt e fretilin, a invasão

a indonésia e o genocídio

 

faça-se ou não justiça

é urgente um passo em frente

 

é urgente alguém com visão

um sonhador, um utópico

um poeta como xanana já foi

 

alguém que ame timor

mais do que as suas crenças

mais do que a sua família

maos do que as suas memórias

 

talvez mesmo uma mulher

sensível e meiga

olhar almendrado

pele tisnada

capaz de amar

impulsiva para acreditar

 

talvez mesmo uma mulher

liberta de injustiças passadas

solta de ódios, vinganças e outras dores

capaz de depor as armas todas e liderar.

 

 

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lágrimas por timor, até quando? 16 julho 2012
lágrimas por timor, até quando? (lomba da maia, julho 2012)
confesso sem vergonha nem temor
os olhos transbordaram hoje
lágrimas em cascata como diques
pior que a lois quando chove
o coração bateu impiedoso por timor
os olhos turvos a mente clara
as mãos trémulas de impotência
nas covas e nas valas comuns
muitos se agitaram com a violência
mais uma morte gratuita
mais um casal de pais órfão
mais um filho varado às balas
sem razão nem justificação
poucas vozes serenas se ouviram
velhos ódios, vinganças acicatadas
o povo dividido como em 1975
sem alguém capaz de congregar o povo
sem alguém capaz de governar para todos
sem alguém acima de agendas pessoais
sem alguém acima de partidos
temos de superar agosto 75
udt e fretilin, a invasão

escravatura nos açores

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Apontamentos sobre a escravatura nos Açores
O tema da escravatura nos Açores, ou mesmo no todo nacional, é quase tabu. Na sociedade quase não se fala no assunto e ainda não foi devidamente tratado nas nossas escolas. Com efeito ao longo de 11 anos de escolaridade, primária, segundo ciclo, terceiro ciclo e ensino secundário, nunca ouvi falar no assunto e este ano tendo perguntado aos meus alunos do 9º ano de escolaridade da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, a resposta foi a de que não tinham conhecimento da existência de escravos nos Açores.
Pelos vistos, o silêncio mantinha-se apesar da legislação que proibia que se falasse em escravos, referida por Ana Barradas, no seu livro “Ministros da noite- Livro negro da Expansão Portuguesa”, que abaixo se transcreve, ser muito antiga e não estar em vigor:
“Todo o português como todo o indivíduo de outra nacionalidade residente no território português que intencionalmente, por discursos pronunciados em reuniões públicas ou por manifestos, brochuras, livros, jornais, ou outras publicações destinadas a ser vendidas ou distribuídas gratuitamente ao público, difundam falsas informações a fim de demonstrar a existência da escravatura ou do tráfico de escravos nas colónias portuguesas, será punido com multa de 2 000$ a 20 000$ ou com prisão maior até dois anos, e poderá ainda se expulso do território português. (Código de Trabalho dos Indígenas das Colónias Portuguesas da África, 6 de dezembro de 1928)”
Na qualidade de professor da disciplina referida, onde um dos temas a abordar é o dos direitos humanos, comecei a pesquisar sobre o assunto, tendo no passado mês de dezembro assistido à gravação do 7º Encontro com História, promovido pela Históriasábias-Associação Cultural, sobre a “Escravatura nos Açores (séculos XV-XIX).
Ao ouvir a Professora Doutora Margarida Vaz do Rego Machado falar sobre o testamento de um dos maiores negociantes dos Açores do seu tempo, NMRA-Nicolau Maria Raposo do Amaral (1737-1816), onde este pedia que uma sua escrava fosse mantida e bem tratada pelos seus filhos nas suas enfermidades, lembrei-me que possuía alguns documentos que me foram cedidos para consulta por um descendente daquele homem de negócios.
Todos os exemplos referidos abaixo, foram extraídos da documentação referida.
Em carta de 7 de fevereiro de 1777, dirigida a Manuel Correia Branco, NMRA lamenta não poder ser útil porque não existe na ilha uma mulata como a pretendida, mas que fará as diligências para “comprar alguma que não eceda (?) de 14 anos, e que não seja feia, e se a puder comprar a mandarei ensinar nesta sua Casa de forma que fosse servir a Fidalga Minha Senhora.”
Num documento intitulado “Do 4º Copiador de NICOLAU MARIA RAPOSO DO AMARAL (PAI) cópia em 25 de Julho de 1782) a propósito das instalações do “Colégio que foi dos denominados Jesuítas da ilha de São Miguel”, aquele homem de negócios queixava-se de que “vem a ficar dos sobreditos 18 cubículos, 12 para acomodação da minha família”.
E para ele o que era a família?
Aqui fica a resposta: “minha mulher, cinco filhas, quatro filhos, uma ama, duas criadas, quatro escravas, e criados e três escravos…”
A 12 de maio de 1784, em carta dirigida a João Filipe da Fonseca, NMRA escreve que poderá mandar um navio de Angola para o Rio de Janeiro com escravos.
No dia 6 de agosto de 1785 NMRA, em carta dirigida ao mesmo destinatário, depois de escrever que sentia “que o espírito da lei deve ser conservado nestas Ilhas para a liberdade dos Negros conduzidos da nossa América” acrescenta o seguinte: “É incomparável o incómodo que aqui se padece com a falta dos Escravos: a minha casa não pode servir-se doutro modo, e visto que V.M. me diz, parece que estou na rigorosa obrigação de dar a liberdade a uns poucos que me acompanharam do Brasil há anos debaixo da boa fé.”
Numa carta datada de 6 de agosto de 1785, dirigida a João Filipe da Fonseca, NMRA volta a referir-se à escravatura na ilha de São Miguel, do seguinte modo:
“Sinto a notícia que V.M. me deu, que o espírito da Lei deve ser conservado nestas Ilhas para a liberdade dos Negros conduzidos da nossa América.
É incomparável o incómodo que aqui se padece com a falta dos Escravos: a minha casa não pode servir-se doutro modo, e visto que V.M. me diz, parece que estou na rigorosa obrigação de dar liberdade a uns poucos que me acompanharam do Brasil há 17 anos debaixo de boa fé.”
Numa carta datada de 20 de março de 1796, dirigida a José Inácio de Sousa Melo, da ilha da Madeira, a dado passo pode-se ler o seguinte:
“Remeto mais a V.M. uma Negra minha escrava, por nome Rosa, que se criou de pequena nesta Casa donde aprendeu todo o serviço, cuja Negra comprei a uma filha de Dionísio da Costa o Marchante, como consta da Escritura que remeto a V.M. com a certidão da sua idade, e Procuração para que faça esta Venda, ou na Praça, ou por ajuste particular o mais breve que V.M. puder, e logo que ela chegar.
Esta escrava não teve vício algum até agora: mas eu a mando vender porque me consta que ela se desonestou com um escravo desta Casa de que penso vai pejada, e a não lhe acontecer esta desgraça, eu a não venderia por todo o dinheiro que, por ela me oferecessem, e seria forra por minha morte, e de minha Mulher.
O que eu digo a V.M. é a mesma verdade, e estimarei que ela ache uma boa Casa que a compre.
O seu líquido rendimento empregará V.M. na receita que peço, podendo mandar-me tudo por este Navio, ou por outro que fique a partir para esta Ilha: aliás: o remeterá V.M. em letras para Lisboa como lhe recomendo. Se V.M. quiser ficar com esta Escrava, o pode fazer por menos dez mil reis do maior preço que por ela lhe oferecerem: isto é, no caso que ela lhe agrade.”
A 6 de outubro de 1797, em carta dirigida a Jerónimo José Carvalho, menciona que possui três escravos. Caso contrário seria ele obrigado a varrer a cavalariça e a carregar água para a sua casa.
A 8 de março de 1800, em carta dirigida a João Filipe, NMRA menciona a libertação de escravos “pelo indulto da Lei não obstante algumas Sentenças do Tribunal da Relação que os obriga à escravidão, fundadas em que a Lei se não estende para estas ilhas, mas só sim para o reino” e prossegue afirmando que ninguém se arrisca a mandar vir negros do Brasil pois correm o risco de os perder.
Em 1802, em carta de 8 de agosto, dirigida a Manuel Tomás, escreve que “pensa mandar a Lisboa um escravo pardo para aprender a boleeiro.”
Em carta enviada para João do Rego Falcão, de Pernambuco, escreve sobre dois escravos que comprou na Ribeira Grande pedindo que os venda, porque “degeneraram no vício de amancebados com diversas concubinas” e porque passaram a querer revoltar-se contra ele.
Em carta dirigida ao já referido João do Rego Falcão, datada de 14 de novembro de 1804, faz uma série de encomendas, como mel, algodão, paus de jacarandá, etc. e “um escravo Molecão bem feito de pé, e perna , e que possa carregar já um barril de água: sendo de boa Nação, que não seja Cabondá, Moxecongo ou Mujólo e outras Nações reprovadas, mas sim das melhores Nações, bem como “três negras moleconas de boa cara, raparigas de doze a quinze anos de idade pouco mais ou menos, para que possam amassar pão, e servir bem uma casa, sendo de boas Nações como levo recomendado, e nada das raças reprovadas.”
A 6 de outubro de 1805, NMRA escreve a João do Rego Falcão acusando a receção dos escravos pedidos. Assim, segundo ele “o Moleque, e Negrinhas chegaram vivos. O Moleque não se sabe da sua pátria, e só sim que é da Costa da Malagueta ou Cafraria. Uma Negrinha Cabondá, sendo das mais péssimas nações, e duas com efeito Benguelas”.
Em 1807, continuava o tráfico de escravos. Com efeito, NMRA em carta dirigida a Joaquim José da Fonseca, escreve que “quer vender uma escrava negra porque desatendeu a uma neta”. Não quer que a mesma fique na ilha e pede que aquele “a venda para casa caridosa ainda que seja por menos do seu valor”.
Quando se aborda a questão da abolição da escravatura, o primeiro passo terá sido dado em Portugal, em 1761, através de um alvará que ordenava a libertação de todos os escravos negros que chegassem à metrópole. A abolição completa, em todo o território controlado por Portugal, pelo menos no papel, só ocorreria a 25 de fevereiro de 1869.
Apesar da legislação aprovada, na prática a exploração extrema da força de trabalho humana continuou de tal modo que num livro publicado em 1944, Norton de Matos que foi governador de Angola, escreveu o seguinte: “Manteve-se (…) a escravatura em Angola e noutras colónias africanas, quase até aos presentes dias. Encoberta, camuflada, sofismada, ela continuava a existir, e por certo, desmereceria se não afirmasse que a fui encontrar sob diversos nomes ou disfarces na província do Ultramar português que, em 1912 e anos seguintes, governei”.
A história não pode ser apagada, nem julgada com os olhos de hoje, tanto mais que a escravatura continua existindo, havendo nos nossos dias mais pessoas em situação de escravidão do que no passado. De acordo com a associação ACEGIS-Associação para a Cidadania, Empreendedorismo, Género e Inovação Social, no mundo existem 40,3 milhões de pessoas vítimas da escravatura moderna, sendo um quarto delas crianças.
Se não podemos corrigir os erros do passado, podemos agir de modo a impedir que os mesmos se perpetuem no presente e evitar que continuem no futuro, o primeiro passo a dar é estudar a história, não esconder nada às novas gerações e denunciar todas as situações de escravidão mais ou menos camufladas.
Para saber mais:
Barradas, A. (1991). Ministros da noite-Livro Negro da Expensão Portuguesa. Lisboa: Antígona.
Casas, B. (1990). Brevíssima Relação da Destruição das Índias. Lisboa: Antígona.
Mendes, L. (1977). Memória a respeito dos escravos e tráfico da escravatura entre a Costa d´África e o Brasil. Porto: Publicações Escorpião.
Teófilo Braga

José Cirne

As datas de 1761, para a Metrópole, e a de 1866 para os restantes territórios ultramarinos portugueses estão corretas, pelo que o assunto já não é de novo. Atente-se porém que no Brasil, entretanto independente, a escravatura prolongou-se muito para al…

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Lusa Ponte

José Cirne Vejo que sabe deste assunto. Aconselha-me algum livro em português? Estive muitos anos em Toulouse e regressei agora; aos poucos vou-me reintegrando na sociedade portuguesa; e estes temas interessam-me.
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̧̃SALAZARISMO E CORRUPÇÃO

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Salazar não era honesto, nunca foi, e se fechava a porta do quarto para comer sopa de legumes, se dormia numa cama estreita que parecia de hospital, se escrevia discursos de contabilidade seca em folhas de papel almaço, isso não significava honestidade nenhuma, significava apenas método e disciplina, o mesmo método com que organizou a mais eficaz rede de favores e corrupção que Portugal conheceu. Um padre laico que rezava com a mão direita e com a esquerda assinava decretos que davam fortunas a uns e arruinavam outros, um sacerdote do poder que se alimentava de cartas, milhares de cartas, cartas que lhe chegavam a São Bento como se chegassem ao confessionário, cartas de ministros a pedir-lhe indulgência, cartas de empresários a pedir-lhe monopólios, cartas de militares a pedirem promoções, cartas de bispos a pedir silêncio para escândalos de alcova, cartas de amigos, de conhecidos, de gente anónima, todos a mendigar, todos de joelhos, todos convencidos de que o ditador não roubava porque não exibia, e no entanto o verdadeiro roubo estava ali, na transformação da cidadania em súplica, na substituição da lei pela cunha, no apodrecimento lento e organizado de um país reduzido à mendicidade moral.
E por trás do silêncio a máquina: a Constituição de 1933 que concentrava tudo num só homem, o Parlamento transformado em marioneta, juízes que recebiam sentenças já escritas, a censura com o lápis azul a cortar notícias, a PIDE a cortar gargantas, o país inteiro de boca fechada, e atrás dessa boca fechada a gargalhada abafada das famílias que enriqueciam à sombra, os Mello com a CUF, uma teia de químicos, bancos, tabacos, seguros, os Espírito Santo com a SACOR, petróleo transformado em monopólio, Champalimaud, o menino de província que casou com Cristina de Mello e de repente, por obra e graça de um despacho, recebeu de Salazar o monopólio dos minérios e outro despacho que o isentava de impostos sobre cimento exportado para Angola, fortunas em duas folhas assinadas com a serenidade de quem abençoa, Cupertino de Miranda no Banco Português do Atlântico, os Borges no Banco Borges & Irmão, os Burnay no Banco Fonsecas & Burnay, sete grupos a controlarem três quartos da economia e um país inteiro a obedecer-lhes como servos, porque era disso que se tratava, Portugal convertido em feudo com decretos de Lisboa como cartas de foral, cada monopólio um presente, cada fortuna uma recompensa, cada recompensa um prego no caixão da concorrência, da inovação, do mérito.
Os escândalos ferviam como água em panela tapada. O Banco Nacional Ultramarino, salvo em 1931, o primeiro resgate financeiro, os prejuízos privados atirados para cima do povo, o “BES de Salazar” antes de haver BES. Em 1943, Caetano, o sucessor, escreveu-lhe aflito, denunciando o escândalo Sain, comissões ilegais nos negócios de petroleiros, denunciando o escândalo Meira, o Banco de Portugal manipulado. Não era propaganda da oposição, não eram comunistas, era o próprio herdeiro a dizer que o regime apodrecia, que a corrupção lhe minava as bases, e Salazar respondia com silêncio, sempre o silêncio, porque o silêncio era a melhor forma de governar. A Ponte Salazar, inaugurada em 1966, custou 2,2 milhões de contos, um país pobre endividado até ao pescoço, e matou homens, muitos homens, quatro admitidos, onze provados, talvez mais, talvez corpos engolidos pelo betão dos pilares, e o regime a apagar nomes para que a inauguração fosse limpa, para que a fotografia tivesse apenas ministros, engenheiros e bandeiras, nenhuma mancha de sangue a estragar a propaganda, a corrupção também é isto: não apenas dinheiro, mas mentira, manipulação, cadáveres escondidos.
E no entanto, quando se fala do regime anterior, há sempre quem repita que ali não havia corrupção, que não se falava dela, como se o silêncio fosse prova de honestidade. Não se falava porque estava proibido falar, não se denunciava porque denunciar era crime, não se investigava porque investigar significava prisão. A corrupção estava lá, fazia parte da engrenagem, era o sangue que fazia o motor girar. Compare-se com o presente: hoje fala-se, expõe-se, há jornais, há televisões, há redes sociais, e o que se descobre não é pouco, mas só não se vai mais longe porque a justiça emperra, arrasta-se, bloqueada por processos intermináveis, por códigos e por interesses cruzados. Porra, até um primeiro-ministro foi acusado e está a ser julgado. A diferença é esta: antes abafava-se e fingia-se que não existia, agora mostra-se, ainda que com freios. O mal, porém, continua a ser o mesmo: uma cultura que aprendeu a viver da cunha e do compadrio.
E depois o Ultramar, o território onde o roubo deixava de fingir. A Diamang em Angola, cinquenta e dois mil quilómetros quadrados de concessão privada, exército próprio, polícia própria, tribunais próprios, a vida de dezenas de milhares de africanos controlada por uma empresa estrangeira com selo português, e a riqueza arrancada à força, homens recrutados como gado, mulheres e crianças usadas como peças descartáveis, trabalho forçado disfarçado de contrato, os brancos no conforto do Dundo, piscinas, clubes, luxos de colónia, os negros em barracões miseráveis, segregação como se fosse lei natural, a corrupção elevada a regime político, soberania entregue a uma companhia de diamantes, lucros que sustentavam a metrópole, diamantes trocados por silêncio, silêncio comprado com sangue. Em Moçambique, Jorge Jardim, engenheiro agrónomo, administrador de empresas do grupo Champalimaud, agente diplomático paralelo, espião, mercenário, senhor feudal com telefone directo a Salazar, enriquecia enquanto organizava milícias, enquanto tratava de alianças com Rodésia e Malawi, enquanto misturava negócios privados com política colonial, um homem só que simbolizava toda a podridão: a fusão absoluta de interesse público e privado, Estado e fortuna, ditadura e negócio.
E como se não bastasse, havia ainda o cortejo grotesco dos ex-ministros reciclados em administradores de bancos, companhias de seguros, empresas coloniais e industriais. Ortins de Bettencourt, Rafael Duque, Mário de Figueiredo, J. Soares da Fonseca, Albino dos Reis, Martinho Nobre de Melo, J. Pires Cardoso, Francisco Leite Pinto, Teixeira Pinto, Daniel Vieira Barbosa, Pedro Teotónio Pereira, Castro Fernandes, Manuel Cavaleiro de Ferreira, Pinto Barbosa, Ulisses Cortês, Ulisses Vaz, Arantes e Oliveira, Frederico Ulrich, Sarmento Rodrigues, Raul Ventura, Lopes Alves, Manuel Lopes de Almeida, Arnaldo Schulz, Correia de Oliveira, Alexandre de Sousa Pinto, Alfredo dos Santos Júnior, José do Canto Moniz, Joaquim da Luz Cunha, Almeida Fernandes, Francisco Neto de Carvalho, Pedro Soares Martinez, Francisco Vieira Machado, Antunes Varela, Supico Pinto, Santos Costa, Gomes de Araújo, Henrique Martins de Carvalho, João Pinto da Costa Leite, Sebastião Garcia Ramires, Vitório Pires, J. de Araújo Correia, Marcelo Matias, Franco Nogueira, uma procissão de nomes que enchia páginas inteiras de conselhos de administração. Cada ministério um degrau, cada decreto um trampolim, cada carreira pública a antecâmara de um banco, de uma companhia de seguros, de uma petrolífera, de uma empresa colonial. O livro de Raul Rego, “Os Políticos e o Poder Económico”, não lista, denuncia: mostra que o poder político foi sempre a antecâmara do poder económico, e que os mesmos homens que governavam eram depois pagos para administrar os monopólios que ajudaram a criar. Que esses mesmo homens, muitos deles listados acima, faziam negócios escusos e promoviam corrupção.
E esta lista, interminável e sufocante, mais parece uma ladainha de corrupção dita em missa negra, um inventário de vícios onde cada nome traz consigo o retrato de um país capturado. Nenhum deles saiu do poder para descansar: todos foram premiados. Era a porta giratória antes do nome, a promiscuidade antes da teoria. A ditadura foi isto: ministros que se tornavam banqueiros, banqueiros que se tornavam ministros, generais que entravam em conselhos de empresas, académicos que trocavam cátedras por lugares em seguradoras. O Estado era apenas a antecâmara do saque, e o saque apenas a continuação natural do Estado. Um círculo fechado, um círculo vicioso, uma engrenagem perfeita para se manterem eternamente os mesmos a mandar e os mesmos a enriquecer.
Chegou Caetano e prometeu Primavera. Mas a Primavera foi apenas mais uma estação de sombras. Liberalizou-se a economia, abriram-se as portas, e o que se seguiu foi a guerra entre plutocratas. Champalimaud, já foragido, a conspirar, Miguel Quina, Jorge de Brito, Cupertino de Miranda a disputarem bancos, jornais, fábricas, cada um a usar o governo como arma contra o outro, a política reduzida a ringue de magnatas. Os tecnocratas, jovens, formados fora, falavam de Europa, de modernidade, mas saltavam entre ministérios e conselhos de administração como se fosse a mesma coisa, confundiam cargos com propriedade, confundiam Estado com carreira pessoal. A corrupção deixou de ser pacto gerido por um árbitro único e tornou-se guerra aberta, mas sempre a mesma guerra: quem fica com o país, quem come a carne e quem rói os ossos.
E se hoje assim somos, é porque a herança ficou, não se limpa uma infecção destas de um dia para o outro. A cunha, o compadrio, a opacidade continuaram entranhados. E o mito do ditador honesto sobreviveu, porque Salazar não exibia, não tinha palácios nem iates, porque a sua cama era estreita e o prato frugal, mas a verdade é outra: Salazar roubava para o regime, não para si, e isso é pior, porque fez da corrupção uma instituição, uma doutrina, uma herança envenenada.
Inventou a corrupção moderna portuguesa, ensinou-a às famílias que ainda hoje a praticam, fez do Estado um balcão de favores, fez do país um quintal, e deixou-nos esta crença resignada de que a corrupção é inevitável, de que só muda de mãos, de que nunca desaparece. Salazar, o homem que alguns ainda chamam honesto, foi apenas o mais frio arquitecto de uma cleptocracia organizada, e o resto, o resto é saudade mal curada, é memória torta, é a incapacidade de olhar de frente o país que fomos e o país que ainda somos.
Outubro/Novembro 2025
Nuno Morna

Um festival de pessoas a revirar o lixo durante todo o dia, hoje na freguesia de São José em Ponta delgada

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Thais’s post

Um festival de pessoas a revirar o lixo durante todo o dia, hoje na freguesia de São José em Ponta delgada.— in Ponta Delgada.
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Erica Viveiros

As pessoas fazem as limpezas colocam brinquedos roupas etc no lixo e as outra ficam a revirar para depois venderem pelas portas
Até ao Natal vai ser uma vergonha os lixos
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Maria Lima

Necessidade ao que obrigas!
Nunca opinar sobre a causa de que não temos conhecimento!!!!!
A realidade está à frente do que fingimos não querer ver.
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Rosa Martins Inacio

Que horror
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Stefanie Farias

Look for mail in trash..with names ..
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Armindo Pereira

Top contributor
Ao que chegamos na dignidade dos humanos .
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Jose Aguiar Medeiros

All-star contributor
Completamente fora de controle.
Câmara Municipal de Ponta Delgada
Câmara Municipal de Ponta Delgada

Câmara Municipal de Ponta Delgada

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Maria Silva

Transformaram a via publica numa autentica lixeira . Deveria haver fiscalização e aplicação de multas a quem deita o lixo no chão. Um cenário deplorável.
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Claudia Soares de Sousa

Devia de haver um piquete para estas situações.
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Fatima Freitas

As pessoas é que têm culpa
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Elisabete Oliveira

Que horror
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Aqui Vale

Uma Câmara Municipal que nem para mandar recolher lixo tem capacidade
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Fernando Cunha

Não é uma questão de necessidade. Se querem ajuda têm quem os ajude. São porcos mesmo.
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António Emanuel Barreto

Havia algum boletim do euromilhoes premiado e deitado fora por engano?
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Hugo Costa

Desgraça
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Dina Meneses

Esses contentores já deviam ter sido substituídos pelos subterrâneos.
A CMPD tem que ser célere a adaptar-se às novas realidades, porque quem faz isso, já faz há algum tempo, não é educável e vai continuar a fazer!
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Tania Rodrigues

Não só nesta freguesia.
Mas em outras também.
Deixei de depositar o lixo à noite.
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Pedro Guilherme

Impressionante….
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Paulo Eurico Costa

Parece que passou um tornado. Na realidade, ao lixo vão parar coisas de valor de uma sociedade de consumo imediato. Contentores subterrâneos resolvem o assunto e talvez um centro de recolha de artigos reutilizáveis em mais larga escala em cada freguesia. Quem anda no lixo andava mais limpinho.
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Luis Martins

Onde anda a Polícia Municipal???
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Anesio Araújo

Eu vi um par de cuecas bons
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Ruben Miranda

Este tipo de contentores já não são rentáveis e há falhas no que toca à sua recolha .
Há muito que é um facto.
Já deveriam ter sido substituídos por contentores subterrâneos.
No entanto, também haja civismo por parte de quem coloca o lixo, sabendo que já estão a transbordar .
Quanto ao que aconteceu , neste local, é só deplorável.
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Gwen Ann Ambrosio

Oh my God what a mess
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Sandra Rebelo

Terrível
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Neli Moniz

senhor senhor a que pontos estamos a chegar
isto tem que haver maneira de acabar com isto parece favelas do brasil oh governo abre olhos estamos ficado desgovernados
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K Rod K Rod

This isn’t a very nice thing to look at. What is happening to this beautiful island?
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Herondina Lemos

Tal desgraça senhor
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Joe Santos

Mas podem fazer de outra maneira se precisam coloca o lixo para dentro do contentor
Vergonha e às vezes é pessoas que não precisam
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Evie Raposo

E falta de trabalho
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Ilda Meneses

Isso deixava de acontecer se começasse a deixar de existir esses contentores
E cada qual o lixo posto na sua porta
Pois onde moro já existiram esses contentores
Foi retirado
E foi o melhor que aconteceu
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Dee Camara

I was very upset last year and disappointed to have seen trash all over our city
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Deolinda Da Silva Franca

Fazendo isto soʻ mostram o que sao , pior que o proprio lixo .VERGONHA
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Francisco Dutra

Rising contributor
E so por câmaras de vigilância e cadeia com eles.. Tolerância zero…..
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Cristiano Medeiros

Tem uma aqui que a família toda vai ao lixo todos os dias e está a falar mal dos outros
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Bruno Asprilla

Tanta gente a criticar e são os mesmos que educaram essa geração Nutella… santa ignorância…
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Luis Filipe Oliveira

E eu mais os meus dois homens é que limpamos
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Maria Correia

Vergonha
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Andreia Alegre

São os animais….os humanos
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Maria Jose Cabral

Que vergonha na cidade Ponta Delgada estas jentes cada vez estão pior da cabeça que nojeira cada vez estão pior
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Homem Encarnacao Home

Não é gente são porcos
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Ana Marques

Isto foi horrível será que as pessoas tem fome ho que des graça que aí por aí
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Oliver Bagaco

SOCIALISMO NO SEU MELHOR A CRIAR DEPENDÊNCIA MESMO ROUBANDO UMS PARA DAR A OUTROS
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João L. M. Lopes

Rising contributor
Qual é a necessidade de haver esses contentores por todo o lado?! Viajam tanto mas nunca aprendem nada…
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Maria Pereira

Mas afinal,de onde saiu tanto lixo.
Será que não há recolha de lixo ,algo deveria ser feito para que assim isto pudesse ser evitado,qual o porquê da camara municipal não por mãos à obra!!!
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Maria Pereira

.cidade abandonada pela câmara municipal,aspecto deplorável.
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Fatima Pinheiro

Eu ontem passei pôr aí, vi o lixo todo no chão, foi uma senhora loura,que fez isso tudo, levou 3 sacos cheios, parece que não é normal, fiquei de boca aberta,como foi capaz de deixar todo aquele lixo no chão.
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Otilia Rabaça

Credooooo que gente sem civismo
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Sandra Melo Cardoso

Pior e revira e deixa tudo espalhado devia por no contentor o ke não kereem
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Bernardete Silva

Chama lhe um festival. Coitada das pessoas.ao que chegámos
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Susana Rego

Aqui nos Arrifes de igual modo, reviram o lixo, espalham tudo no chão e lá fica, enfim
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Daniela Oliveira

Para não falar das vezes que as lojas perto desta zona estão a ser regularmente vítimas de vandalismo e roubos.
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Diana Soares

Qual necessidade de fazer isso
Também há que ver há muita maldade humana aqui nessa situação
Já não há respeito e civismo aqui ,
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Maria Goreti Vaz

Que tristeza quem faz isto faz outras coisas mais gente porca depois são os primeiros a dizer que as juntas de freguesias é que não limpam nada como podem ter as freguesias limpas com gente sem princípios e sem educação
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Carlos Basto

Para quando a revolta ? ; nunca vi Povo mais obedientemente abúlico.
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Antonio Oereira

O que estes asnos aprenderam ou aprendem em casa
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Manu Manu Santos

HÁ muita miséria escondida muita fome,a direita não quer saber do apoio social,detroi a dignidade dos mais necessitados
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Eulália Bernardo

Lindo cenário!
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Fábio Martins

Quem faz isso é pessoal que vive nas ruas, e das sintéticas e álcool é do pior, só não vê isso quem não quer, ponta delgada já nem é seguro à noite, quanto mais durante o dia… Não dá para entender como não conseguem resolver isso, e esses problemas tentam aumentar ao passar do tempo…
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Darlan Oliveira

BOM dia povo dê DEUS LIXO E CULTURA DÊ UM POVO TEM K VIM BERÇO ASS DARLAN EX COMBATENTE DÓ EB CLASSE 1952
May be an image of one or more people, people smiling and hat
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Sonia Martins Ledo

Selvagens!!!
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Fatima Borges

A junta de freguesia tem obrigação de manda verificar com o que se passa com este assunto e falar com quem de direito é vergonhoso ver este lixo nas ruas, não é só ganhar eleições e pelar às pessoas cuidado como pôr lixo na rua..
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Nandinha Soares

Uma vergonha
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Tony Ventura

WTF… The people who DID THIS SHOULD BE ACCOUNTABLE!
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Jose Rebelo

Isto é só de porcos era apanhar estes sacanas e dar-lhes um encher te de porrada porcos
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Rute Medeiros

Estamos assim pela ilha toda… infelizmente
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Rafael Coutinho

Solução… Ecopontos subterrâneos.
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Marco Teixeira

O que é isto
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Carlos Silva

O meu comentário pode contar e pode não contar para que serve a Polícia Municipal em vez de fazer ronda nas freguesias ou é para andar na Avenida a passar multas para isso temos a Polícia de a segurança Pública concordo que não possam ver tudo e como podem ver se lá não passam
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Maria Pineu

isto sao os ativistas do clima
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Nuno Oliveira

Quem sabe se a maior parte dessas pessoas são drogados???. Ninguém vi nada???. Eu penso que isso é democracia mal interpretada. Então se é por necessidade o que não acredito, porque não deixaram o lixo no seu lugar?? A palavra que explica isso direita para essa ação, é uma. Porcos no curral. Não me digam que é preciso fazer uma lei específica para esse comportamento?? Porque é que o governo não compra terra e põe essa gente num estabelecimento para recuperação ? e caso não se recuperam ficarem sempre lá? Lá mas a trabalhar não para comerem o trabalho de quem é honesto. Para grandes males grandes remédios. VOU FAZER UM ESFORÇO PARA NÃO DIZER MAIS NADA, SE NÃO FICO COM UM NUMERO QUE É O 666 MAS ISSO É OUTRO ASSUNTO QUE NÃO INTERESSA HÁ MAIOR PARTE DAS PESSOAS. Até ao Novo Mundo que este está perdido.—-DEMOCRACIA MAL INTERPRETADA PELOS MENINOS DA MAMÃE,—-N.O.
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Natalia Lemos

Que vergonha
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Pedro Duarte

Parece em Coimbra muitos cenários iguais pela cidade e o município não quer saber! Está uma vergonha Portugal ! Os órgãos municipais não estão para se incomodar a trabalhar e os cidadãos não têm civismo e gente porca! Aqui é igualzinho!
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Fernanda Batista

Que tristeza
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Jorge Ganhão

Atão ⁉️ Parece a rua do Benformoso.
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Fernando S. Pereira

Vieram fazer a bandalheira que conheceram na selva onde viveram.
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Hagna Faria

Há anos que discutimos o mesmo problema, que só piora, e a culpa é nossa por mantermos sempre os mesmos no poder!
Ponta Delgada tornou-se o lixo da toxicodependência à luz do dia. Ninguém quer esta desgraça na sua porta! Até quando vamos sofrer com as escolhas dos outros?
Sim, esta gente precisa de ajuda! Mas a solução não é dar-lhes a dose diária e largá-los na rua para a população local lidar com o problema. Nenhuma entidade assume o controlo destas pessoas?
Não podemos continuar a achar que está tudo bem! Chegam cada vez mais pessoas à Ilha, sem respostas, e temos de aceitar tudo o que já cá nem se identifica como açoriano? Ponta Delgada está uma desgraça.
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Joao Silva

Que triste….
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Antonio Abrantes

Que vergonha
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Luana Jardel

Muita falta de trabalho…
Trabalho faz falta só dão trabalho aos que descontem pra miseráveis.
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M Amélia Figueiredo

Cada vez as pessoas estão anormais.
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Ana Mac

Animais errantes sempre foram um problema grave… era recolher e deixar numa jaula para aprenderem que em sociedade existem regras. Quem nao cumpre nao pode andar à solta.
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Simone Pereira

Nao e so rabo de peixe com esta sempra falar mal
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Nelia Maria Moura Sousa

Coitado de quem precisa
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Anabela Martins Machado

Cada dia e Anos a passar, rápido! Pergunto, onde anda os seres humanos, a terem atitudes da pré -história ou homem das cavernas. Neste caso dos caixotes lixo
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Filomena Furtado

Vergonhoso gente porca
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Dorvalina Pimentel

Pouca vergonha
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Samuel Godinho

Que vergonha, Ainda bem que tive o privilégio de nascer na ilha terceira , ♥️
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Carlos Cunha

Depois falam de Angola etc…um pais na europa, que usufruiu de 500 anos de colonização, que roubou biliões em ouro, diamantes, etc…que comercializou especiarias, que arrancou 5 milhoes de pessoas das suas terras para torna-las escravas e assim usufruir de mao de obra gratis, que beneficiou de decadas de subsidios europeus, que beneficia de juros baixos quando se vai financiar ao banco central europeu, tem gente a comer do lixo! P…ta que pariu…!
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Livia Santos

Este Natal, podemos fazer a diferença com pequenos gestos.
De 17 de novembro a 7 de dezembro, o Natal com Gratidão III está de volta, com vários pontos de recolha em Ponta Delgada, Ribeira Grande e Lagoa.
Cada doação ajuda e conta, mesmo a mais pequena.
Vamos espalhar um pouco mais de cuidado nesta época tão especial.
Muito obrigada desde já por todas as mensagens que já temos recebido.
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Diogenia Bonnet

Que tristeza eu obrigava eles a limpar
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Antonio Almeida

Se fossem civilizados, cada um trata do seu lixo.
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Maria Cabral

Os Canibais existe por todo o lado é por os Governos a limpar as porcarias que fazem não os semeou por aí agora vistam a farda e toca a limpar , é bom que isto apareça , não qiseram uma cidade fantasma os imigrantes que vejam o que se tornou Ponta Delgada