Lusodescendentes do Sri Lanka com “interesse crescente” em salvar o crioulo – Primeiro diário caboverdiano em linha – A SEMANA

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colonizados

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2 d
Colonizados dóceis e subservientes anglõfilos.
Pode ser uma imagem de papagaio e texto
Isto não é Puerto Rico, nem o Panamá
Se há coisa mais provinciana e digna de desapreço, agora muito em voga em Portugal, são os frisos de oradores portugueses em conferências maioritariamente assistidas por portugueses a produzirem comunicações em inglês – a língua do império das mentiras e do globalismo – pois que não falar publicamente em inglês é hoje uma posição política. Por três ou quatro alunos Erasmus e por um estrangeiro na mesa, não se pode recusar à língua portuguesa – uma língua de cultura – o lugar que lhe compete. Se preferirem, arranjem um tradutor ou, então, falem em francês, outra língua de cultura. Assisti há momentos através da internet uma dessas conferências e saí após 5 minutos. O ar de colonizados dóceis e subservientes da plateia e da mesa era espantoso.
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Margarita Correia no “Diário de Noticias” sobre a inexistência de uma política da língua

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Muito oportuno (e bem atual) o mais recente artigo de Margarita Correia no “Diário de Noticias” sobre a inexistência de uma política da língua entre nós.
—————-
« (…) Países com estruturas de planificação linguística mais desenvolvidas, como a Finlândia, têm vindo a consubstanciar uma quarta vertente da planificação, a da tecnologia da língua, fundada na crença de que línguas que não se digitalizem terão tendência a morrer, num processo semelhante ao das línguas ágrafas aquando da invenção da imprensa. A Espanha, embora país do Sul, já lançou os alicerces desta vertente, com a atribuição de mil milhões de euros do seu plano de recuperação e resiliência à língua digital.
Em Portugal e na CPLP, tirando vozes de resistentes, progressivamente mais roucas, a gestão da(s) língua(s) e da sua planificação continua entregue a mangas de alpaca e outros curiosos, sem qualquer pensamento informado, nem sentido de Estado e de missão, nem visão de futuro. As diferentes intervenções que se conhecem continuam a mais não ser do que iniciativas ad hoc, desenquadradas, realizadas a despeito de, sem metas nem objetivos claros e não sujeitas a avaliação.
Ah! E na sexta-feira, lá passou um cinzento e deprimente Dia Mundial da Língua Portuguesa.»
{Margarita Correia, “Diário de Noticias”, 8/05/2023]
Planificação linguística – o que é, onde existe e onde não
DN.PT
Planificação linguística – o que é, onde existe e onde não
A planificação linguística (language planning) como área de estudo teve início na década de 1960, para responder a problemas linguísticos de países novos, em desenvolvimento e/ou pós-coloniais. O termo foi cunhado em 1959, por Einar Haugen, em artigo sobre a estandardização do norueguês,…
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CRIOULOS LUSOS NA ÍNDIA

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KORLAI PORTUGUESE
«The Genesis of a Language The Formation and Development of Korlai Portuguese», by Joseph Clancy Clements
Professor Emeritus, Spanish and Portuguese; Professor Emeritus, Linguistics – Indiana University Bloomington, The College of Arts & Sciences Department of Spanish and Portuguese

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José Bárbara Branco

O Português ainda falado em Korlai (que tive o privilégio de visitar quando fui à fortaleza do Morro de Chaul) insere-se numa longa série de crioulos, herança perdurável que deixamos desde Cabo Verde até aos confins da Indonésia. Sobre este tema vale a pena ler também o excelente estudo do prof. David K. Jackson:

May be an image of text that says "DE CHAUL A BATTICALOA As marcas do império marítimo português na Índia e no Sri Lanka Κ. David Jackson MAR DE LETRAS EDITORA"
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Dia Mundial da Língua Portuguesa, quarto idioma mais usado no mundo – Acorda Cidade – Portal de notícias de Feira de Santana

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Outro objetivo da data é afirmar a língua portuguesa enquanto língua global de ciência, cultura, economia, diplomacia e paz.

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Dia Mundial da Língua Portuguesa.

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PORQUE RAZAO A AICL NÃO CELEBRA ESTE DIA? pois há décadas que pedimos uma política da língua e todos os anos o que nos dão é este folclore, por isso não celebramos

 

Na AICL, a LUSOFONIA diz respeito a todos os que trabalham, falam e escrevem a língua portuguesa, independentemente da nacionalidade

A AICL constitui um instrumento institucional para a promoção de fins de interesse geral…que se dedica ao bem-estar da comunidade …

pelo que determino : Declarar de utilidade pública a AICL

3 de dezembro de 2015.

A AICL promove a Investigação Científica para a defesa, preservação, ensino e divulgação da língua portuguesa e todas as suas variantes, em qualquer país, região ou comunidade

Dia Mundial da Língua Portuguesa com atividades em 60 países

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PORQUE RAZAO A AICL NÃO CELEBRA ESTE DIA? pois há décadas que pedimos uma política da língua e todos os anos o que nos dão é este folclore, por isso não celebramos

Centenas de atividades nas embaixadas e consulados de Portugal espalhados pelo mundo assinalam, na sexta-feira, o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Em Portugal, data será marcado pela entrega do Prémio Camões à escritora moçambicana Paulina Chiziane e pelo espetáculo “Um Português e um Brasileiro entram num Bar”, protagonizado pelos humoristas Ricardo Araújo Pereira e Gregório Duvivier.

Source: Dia Mundial da Língua Portuguesa com atividades em 60 países

As palavras do 1.º de Maio, a correção do termo ex-cunhado, a origem e significado de alcar e a colocação do pronome clítico – Ciberdúvidas da Língua Portuguesa

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pelé do disparate

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O PELÉ DO DISPARATE NA LEXICOGRAFIA
A palavra do momento é ‘pelé’ recentemente incorporada ao léxico do dicionário Michaelis. Muitos gostaram e até comemoraram a nova unidade léxica do dicionário, mas alguns gramáticos já torceram o nariz e identificaram incongruências. Teve quem não concordasse com a “homenagem”. Eu vou além: o problema não está na palavra ou em Pelé, mas na forma como a ação foi feita; acredito que esse seja um bom motivo para nos preocuparmos quanto ao mau uso que os dicionários podem fazer de seu poder influenciador.
Vamos à análise.
O amigo Fernando Pestana, autor de livros de Gramática e colunista desta página, entende que não há motivo para ‘pelé’ ter sido apresentado como adjetivo. Alguém consegue imaginar uma frase já usada por aí em que ‘pelé’ tivesse funcionado como adjetivo? “Essa nadadora é pelé; um cozinheiro pelé.” Seria isso? Esquisito… Alguém fala assim?
Usar ‘Pelé’ como uma metáfora para ‘extraordinário; de alta qualidade’ é algo comum. O analgésico Mirador, por exemplo, já usou o ‘slogan’ “Mirador, o Pelé dos comprimidos” numa comercial de 2009. Chico Buarque e Roberto Carlos já foram chamados de ‘Pelé da Música’; Jorge Amado, o ‘Pelé da Literatura’; Washington Olivetto, o Pelé da Propaganda.
Até dentro do futebol a comparação rolou solta. Zico já foi chamado de ‘Pelé branco’ pela mídia internacional. Leônidas era o ‘Pelé dos anos 30’. O jogador português Eusébio não gostava que os jornais o tratassem por ‘o Pelé da Europa’; ele retrucava: “Por que não dizem que Pelé é o Eusébio do Brasil?”.
Até aqui, os casos apresentados não passam de metáforas – a designação da qualidade de um objetivo pela comparação implícita a outro objeto, mais conhecido. Para tanto, então, ‘Pelé’ precisa ter inicial maiúscula. Para ficar com minúscula, o processo linguístico é outro.
A passagem de um substantivo próprio (inicial maiúscula) a substantivo comum (inicial minúscula) é conhecida pelos gramáticos como ‘derivação imprópria’. É o que aconteceu, por exemplo, com a marca Gillete que se transformou em gilete, como sinônimo de ‘lâmina de barbear descartável’; Cotonete → cotonete; Xerox → xerox; Judas → judas; Caxias → caxias.
Isso bem poderia ter acontecido a ‘Pelé’. A grande dúvida sobre esse ocorrido está num dos quesitos mais importantes para que uma palavra apareça num dicionário (critério de lexicalização): a frequência do uso pelos falantes. Palavras e expressões pouco empregadas (por serem obsoletas ou neologismos recentes ou limitadas a um pequeno grupo de pessoas) não costumam figurar o léxico dos dicionários.
Então, surge-nos a questão: o quão frequente foi ‘pelé’ (com inicial minúscula) nos textos em Português para que participasse do léxico dum dicionário? Numa rápida pesquisa no Google, não encontrei ‘pelé’ (no sentido de ‘excepcional, incomparável’) em nenhum resultado com a sequência “o pelé da/do”. Apenas com inicial maiúscula, o que denota a metáfora, não a derivação imprópria. Com “a pelé da/do”, no feminino, nem metáfora.
A falta de familiaridade com a palavra ‘pelé’ fez com que alguns cogitassem: um dicionário pode emplacar uma palavra pouco usada? Um dicionário pode ‘prestar homenagem’ lexicalizando um novo termo?
Segundo o jornal ‘Folha de S. Paulo’, houve uma campanha iniciada pela ‘Pelé Foundation’ que conseguiu um abaixo-assinado com 125 mil assinaturas. A agência ‘End to End’ desenvolveu a campanha e o chefe de márquetim Bruno Brum comemorou: “Perceber um jargão que já estava no cotidiano das pessoas e através da oficialização dele prestar essa homenagem é uma celebração incrível.”
Não mesmo. Primeiro, o termo ‘pelé’, como substantivo comum (portanto, com inicial minúscula) nunca esteve no cotidiano brasileiro. Segundo, quem oficializa palavras em nossa língua, em tese, é o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) publicado pela Academia Brasileira de Letras. O verbete ‘pelé’ não consta em nenhum outro dicionário além do Michaelis.
Minha preocupação aqui, meus amigos, se dá pela arbitrariedade do referido dicionário em incluir uma palavra em sua composição lexical baseada numa campanha e/ou num abaixo-assinado, desconsiderando a frequência do uso do terno pela população. Se for assim, qualquer figura pública pode contar com um fã-clube que pressione algum dicionário a incluir o nome do ídolo como ‘nova palavra’. Se isso for para área da Política, nem quero imaginar as consequências.
No mais, quem tem o poder de atribuir a Pelé como “o maior atleta de todos os tempos”?! “O maior atleta”? Ganhando de todos os atletas de todos os esportes de todo o mundo? Eu, por exemplo, sou bem mais o Ayrton Senna, do Automobilismo, e o Oscar Schmidt, do basquete. Cristiano Ronaldo e Messi fizeram bem mais gols que Pelé em jogos oficiais. Outros jogadores foram igualmente importantes.
Melhor considerando as categorias masculino e feminino? Em Copas do Mundo, Marta fez mais gols que Pelé.
O valor da qualidade de alguém é algo subjetivo demais para que um único dicionário assuma a autoridade para decidir quem é o melhor. Eu reconheço que Pelé foi um ícone brasileiro, um esportista ímpar, mas até para ele há de se ter ponderação. No mais, espero que a lexicalização de ‘pelé’ no Michaelis não funcione como precedente para outros personagens públicos; que os dicionários prossigam como ‘espelhos da sociedade’ sem ceder a pressões públicas ou à vaidade dos holofotes.
_________________
RAFAEL RIGOLON
Professor de Ensino de Ciências na UFV. Publica no Facebook e no Instagram pelo perfil @nomescientificos.

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  • Eduardo Rado

    “Por que não dizem que Pelé é o Eusébio do Brasil?” – Por motivos mais do que óbvios…
    (Ia comentar outras coisas, mas tive que ficar só nessa frase aí… 😅)

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Português X Romeno – Semelhanças e diferenças – Observatório da Língua Portuguesa

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Constituído em Junho de 2008, o OLP – Observatório da Língua Portuguesa é uma associação sem fins lucrativos que tem por objectivos contribuir para: o conhecimento e divulgação do estatuto e projecção no Mundo da Língua Portuguesa; o estabelecimento de redes de parcerias visando a afirmação, defesa e promoção da Língua Portuguesa; a formulação de políticas e decisões que concorram relevantemente para a afirmação da Língua Portuguesa como língua estratégica de comunicação internacional.

Source: Português X Romeno – Semelhanças e diferenças – Observatório da Língua Portuguesa

Dia da língua

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Este ano, o dia da Língua Portuguesa comemora-se em Olivença.
Foi também a cidade onde apresentei pela primeira vez o «Era uma vez um homem», prémio literário UCCLA, curiosamente no dia 10 de junho, dia de Portugal, em 2016.
(Deixo algumas fotos desse dia nos comentários.)
May be an image of map and text that says "DIA MUNDIAL DA LÍNGUA PORTUGUESA PORTUGUÊS POTENCIALECONÃMICO POTENCIAL ECONÓMICO LÍNGUA GLOBAL APROJEÇÃO INTERNACIONAL LÍNGUA DE PRESENTE EDE FUTURO OLIVENZA OLIVENÇA SÍMBOLO INTERNACIONAL DE PAZ E DE CONVIVENCIA DE CULTURAS zç RCANAM ORGANIZAM: AYUNTAMIENTO DE OLIVENZA E UCCLA OLIVENÇA Convento de São João de Deus 5 de maio de 2023 UCCLA"
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João Nuno Azambuja

E aqui a minha ilustríssima patroa, em frente à Câmara Municipal de Olivença (estilo manuelino, e lá estão as quinas).
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língua portuguesa e galega

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Citação de Victor Vasconcellos
“Minha posição
Diante do exposto, claro que tenho uma posição. E creio que está mais do que evidente, entretanto, farei questão de explicá-la. Minha posição como investigador é que a língua portuguesa e o galego, hoje línguas independentes (embora irmãs), são a mesma língua. Claro que há diferenças, que não são maiores do que as diferenças entre as variantes do inglês que correm o mundo ou do próprio português falado em 4 continentes. Claro que a língua é a marca cultural de um povo e vai se moldar de acordo com a realidade local, o que não impede a comunicação com outras regiões que tenham a mesma estrutura linguísitica.
A situação da perda de falantes do galego, na Galiza, incomoda-me muito, pois é uma região que preserva muitos traços do período galego-português. Faço defesa do galego, mas não quero distorcer a história ou fazer falsas dissertações. Simbólica (e historicamente), a região da Galaecia é o berço do romance que originou o galego e o português (na atual divisão) ou a língua que é falada por mais de 250 milhões de pessoas. O português, de fato, é o galego que surgiu no norte e desceu para o sul. De defender essa unidade, eu não abro mão. Viva Galego! Viva Galiza!”
Depois de ter iniciado o erro, fruto do seu acolhimento fraterno no seio da Galiza lucense, corunhesa ou compostelana, o senhor Vasconcellos afirmava com o título pomposo e um pouco ambíguo, para não dizer parvo, que “a língua Galega era nai da Lusofonia”.
Esta parvada de associar algo maternal na Galiza com a Lusitânia, mas ao mesmo negar a existência desta é algo que me desassossega por ser tendenciosa de uma outra negativa subliminar, a da lingua portuguesa falada, escrita e materna no Brasil desde há 523 anos.
O senhor Vasconcellos surge agora a corrigir o erro infantil inicial, mas quer novamente insistir no berço de dois irmãos gémeos. Já não a Galiza inicial nai, mas agora a Gallaecia.
Obrigado Guel de Miranda pela sugestão dada ao senhor Vasconcellos.
Mas entretanto, e não vá o terreno galego fugir dos pés do senhor Vasconcellos, nota-se uma condescendência para com a língua portuguesa materna, porque evidentemente é a única que o senhor Vasconcellos conhece desde que nasceu.
Mesmo assim, o senhor Vasconcellos não abdica em afirmar que o português nasceu exclusivamente no Norte, não precisando onde, e que depois desce (escorrega) para o Sul, que na sua sapiência e douta inteligência não sabia falar, escrever ou soletrar qualquer tipo de linguagem que se pudesse sequer aproximar do vernáculo galego, ou galego-português exclusivo desse Norte berço galaico über alles.
Eu já tentei explicar aos galeguistas nacional-socialistas do Reino, como a senhora Margarida Bermudes Vasques, que num reino Suevo de 585, dito Reino da Gallaecia ou na parte lucense corunhesa, Reino da Galiza, que existem 4 importantes dioceses pertencentes ao conventus scalabitano da Lusitânia e que são constantemente citadas nos anais da história medieval como Coimbra, Lamego, Viseu e Idanha. Desde os Suevos até chegados ao ano da confirmação do reino de Portugal de 1179.
E parecendo que não, neste espaço geográfico, lusitano por sinal da história geográfica e cronológica, também se falava, escrevia e soletrava uma linguagem, que tudo indica era tão percebida no Norte, como no Sul e no Leste, não sendo contudo galego, mirandês ou asturo-leonês ou castelão.
Como nas crónicas medievais tanto muçulmanas como cristãs esse território era denominado como Burtugali, Portugal, Portugalensis Territorium, Portugaliae, penso que em vez de trazer uma parvada galego-brasileira de Lusofonia, seria muito mais interessante e justo chamar à linguagem desse território de Português.
E como Portucale a norte do Douro é Porto e é Gallaecia, Portugal a sul do Douro é Gaia e Coimbra e ficam na Lusitânia.
Mais justiça para denominar a linguaige comum como Português.
Claro que isso vai criar desconforto aos galegos da Galiza corunhesa ou compostelana.
Mas para que os galegos se sintam mais confortáveis com a sua língua, que a falem primeiro, acordem com ela na cabeça, a escrevam e a espalhem pelo mundo.
Quando isso acontecer, eu estou cá a aplaudir.
ALOUCURAESENSATA.BLOGSPOT.COM
Uma explicação sobre o texto de 09 de março de 2023
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a çlíngua no norte em capa de disco de rui veloso

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Tirei isto, há anos, da capa de um LP de Rui Veloso. Ainda acho das coisas mais bonitas que se tem escrito acerca do falar do Norte.

 

No photo description available.

Humberto Fernando Martins Oliveira

Ola francisco. A partir de 2006 quando fui para a FLUP soube logo isto, mas neste texto ha erros devido a falta de conhecimentos, a fronteira e o rio douro da falta de conhecimento do ve porque no laboratorio de linguistica distingue se isso perfeitamente um habitante a sul do douro basta pouca distancia como sabes era terra de ninguem ja conhece o ve, porque o ve e arabe por isso e que os habitantes do norte e galiza nao o conheciam. Ainda hoje os galegos quase desconhecem o ve, a minha mulher como portuense notava se que nao pernunciava o ve muito disfarcado claro. Eu ainda me lembro que quando vim para o porto, os miudos perguntavam a professora e com be de boi ou be de baca. Muito mais havia a dizer sobre este assunto, julgo que o leonhes tambem nao tem o ve de onde alguns entendidos nos dizem que veio o portuguese nao o galaico duriense, claro que sao teorias, uma coisa e certa entende se perfeitamente o leonhes como o galego.abraco.
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molete

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Só quem é do Porto sabe o que é um Molete!

É voz corrente ouvir, entre as gentes do Porto, em geral, e entre as de Valongo, em particular, que a palavra molete será um neologismo português, com base no estrangeirismo francês Mollet, que entrou para o nosso vocabulário por alturas do ataque do General francês Soult à cidade do Porto, em 1809. Mais: seria, sem dúvida, interessante e até mesmo romântico acreditar que havia um militar de alta patente, de seu nome Molet, grande apreciador de pão, que não dispensava, ao pequeno-almoço, o saboroso pão, o que teria levado os valonguenses, quando, pela manhãzinha, colocavam as cestas nas carroças que iam abastecer o Porto, a dizer algo como isto:
– Lá vai o pão para o Molete, num aportuguesamento do nome francês. E que, assim, os pequenos pães de Valongo começaram a chamar-se simplesmente moletes.
E, como quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto, outros vão mais longe na fantasia, afirmando que o tal Molet teria mesmo trazido de Paris o seu próprio padeiro, que fazia um excelente pão, a que os tripeiros rapidamente chamaram moletes. Uma outra versão, igualmente efabulada, coloca o suposto militar, sitiado com as suas tropas por terras de Valongo, confrontado com um sério período de crise, em que é forçado a proceder a racionamento de mantimentos. Então, numa atitude extrema, ordena aos seus responsáveis pela distribuição de víveres que procedam ao corte em quatro partes do pão, na altura algo parecido com as actuais sêmeas (um pão bastante grande), em quatro partes, dando assim origem a pequenos pãezinhos, evidentemente, os moletes.
No entanto, a verdade é que não conseguimos descortinar quaisquer registos da existência desse tal militar de alta patente chamado Mollet. E a tese de que a palavra terá tido origem em Portugal, no início do século XIX também cai por terra quando se consulta o “Elucidário das Palavras, Termos e Frases que em Portugal antigamente se usaram”, de Frei Santa Rosa de Viterbo, datado de 1865, que regista o uso da palavra já em 1512 em associação ao pão, como adjectivo, ou seja, descrevendo as suas qualidades.
Certo, certo é que molete deriva do francês molette, não do nome, que tem significados completamente diferentes, mas sim do adjectivo, o adjectivo mollet, no feminino mollette, diminutivo de mole, agradável. À letra, em português, “molzinho”, pão molzinho, tenrinho.
Mas ainda em relação à ficção de Molet, poder-se-á colocar a hipótese da criação da palavra molete, enquanto nome, ser efectivamente uma invenção das gentes do Porto, com base na substantivação do adjectivo francês já existente. E é bem possível que tenham sido os franceses, em terras de Valongo em contacto com os valonguenses, durante a invasão napoleónica de Soult, a dar origem ao molete, quando, ao descreverem as famosas qualidades dos nossos pequenos pães, o apelidavam de pain mollet, molzinho. Daí ao aportuguesamento da palavra poderá ter sido um pequeno passo, sabendo-se que existe uma enorme tendência para simplificar a designação das coisas. De pão mollet para simplesmente molete!
Mas que o molete, nome masculino, singular, comum e concreto é nosso património exclusivo disso não há dúvida e, já agora, para terminar, também é bem provável que o mollete espanhol, cujo significado é exactamente o mesmo, tenha sido inspirado no molete do Porto.
João Carlos Brito, Falar à Moda do Porto

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Eu falo português, e não é Portugal que vai me dizer o contrário! – 13/04/2023 – UOL ECOA

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