Sutiã, soutien ou sutien: qual é o certo? – Guia do Estudante

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Sustentar seios? Com esta resposta, você também vai sustentar uma escrita mais correta!

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Breve história da letra C

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Breve história da letra C

A história das letras é muito curiosa. Hoje, olhamos para o C, que tem os seus caprichos.

Marco Neves

Jul 29

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Foto de Nikhil Mitra em Unsplash

O nosso alfabeto serve muito bem para representar o português, mas tem umas peculiaridades bem conhecidas. Uma delas é o C, que não só se lê de maneira diferente conforme a letra que se lhe segue, como tem uma outra letra a morder os calcanhares, que não seria, estritamente falando, necessária. Falo, claro, do Q — e nem precisamos de chamar ao palco o K, que raramente se usa. Além disso, e como se não bastasse, o C ainda se desdobra no famoso C de cedilha, só para confundir — C de cedilha esse que também se lê como outra letra: o S (claro que este também tem as suas complicações).

Para perceber de onde vêm estas atrapalhações alfabéticas, temos de recuar até ao tempo dos Fenícios — e temos ainda de saber que as nossas letras surgiram de uma viagem longa entre as letras fenícias, as letras gregas, as letras etruscas (já na Península Itálica), até terminarem no alfabeto latino que usamos hoje.

Tabela incluída no Atlas Histórico da Escrita.

Comecemos na antiga Fenícia.

Para representar um som semelhante a /k/, os Fenícios usavam duas letras que são os antepassados de K e Q: o kap e o qop.

Por que razão tinham duas letras para o mesmo som? Na verdade, não era o mesmo som – havia uma subtil diferença na posição da língua e estes dois sons parecidos eram representados por duas letras diferentes. Hoje, se ouvíssemos um fenício a falar, dificilmente detectaríamos a diferença. É um pouco como acontece com as vogais de «cheap» e «chip» em inglês: um português julga ouvir o mesmo som; para um inglês, são dois sons diferentes. Um linguista dirá que estas duas vogais, para um português, são duas realizações do mesmo fonema; para um inglês, são dois fonemas diferentes.

Além do kap e do qop, os Fenícios tinham ainda o antepassado da nossa letra C, o giml, que usavam para representar o som /g/.

Avancemos até à Grécia Antiga.

Quando transformaram as letras fenícias no seu famoso alfabeto, os Gregos importaram as três letras: C, K e Q. No entanto, como não faziam distinção entre K e Q, acabaram por deixar cair esta última — embora tenha perdurado durante algum tempo.

Na altura em que o Q desapareceu do alfabeto grego, já os Etruscos tinham começado a imitar o alfabeto grego para representar a sua língua. Os Etruscos não tinham o som /g/, mas sim três variações do som /k/. Pois bem: aproveitaram as três letras para representar essas três variações: C, K e Q passaram a representar sons muito semelhantes a /k/, mas suficientemente diferentes para merecerem letras diferentes no alfabeto etrusco (note-se que não temos a certeza de que sons seriam esses; a língua etrusca continua a ser um mistério).

Chegamos, por fim, ao nosso alfabeto.

Quando os Romanos copiaram os Etruscos, tiveram outro problema: não distinguiam três versões de /k/, mas precisavam de uma letra para representar /g/. Se tivessem copiado os Gregos directamente, teriam a solução: poderiam usar o C para o /g/ e o K ou Q para o /k/. Como o alfabeto latino nasceu do alfabeto etrusco e não directamente do grego, os Romanos acabaram por inventar uma pequena variação da letra C para representar o som /g/. Assim nasceu o nosso G.

Os Romanos tinham, ainda assim, três letras para o som /k/. Acabaram por abandonar o K, que ficou apenas para importações gregas, e reservaram o Q para uso antes do U (que, na verdade, se escrevia V) e de outra vogal. Esta solução talvez tenha sido influenciada pela variação do som /k/ antes de /u/ entre os Etruscos. Não temos a certeza — o que sabemos é que o alfabeto latino acabou por incluir um C e um Q a representar o mesmo som (e ainda um K em certas situações) e um G para representar outro som (diga-se que /k/ e /g/ são sons muito parecidos; a única diferença é a vibração das cordas vocais).

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Assim compreendemos porque temos um excesso de letras para representar o som /k/. Ainda falta explicar, no entanto, por que razão a letra C se comporta de forma tão estranha antes de I e E.

No latim clássico, o C tinha sempre o valor de /k/. O nome de Cícero seria lido como /ki.ke.ro/. Foi no final do Império que os falantes começaram a alterar o som antes de um /e/ ou de um /i/ – estas vogais obrigam a puxar a língua para a frente, pressionando o som consonântico anterior no sentido de uma consoante em que a posição da língua seja semelhante. O mesmo aconteceu, ao longo da Idade Média, com o som /g/.

Este fenómeno de mudança da consoante para facilitar a produção da vogal que se lhe segue criou uma diferença na leitura das letras C e G antes do E e do I em contraste com as outras vogais, uma peculiaridade partilhada por todas as línguas latinas, com a curiosa excepção do sardo e da antiga língua latina do Norte de África, hoje desaparecida, que mantiveram a leitura do C sempre como /k/. Estas mudanças são modas que se espalham por largos territórios, por imitação, mas têm mais dificuldade em invadir ilhas ou outros continentes…

Por razões que terão de ficar para outra altura, o desenvolvimento da escrita nas várias línguas ibéricas levou à criação de uma variação da letra C que permitisse usá-la antes de A, O ou U com o som /s/. Surgiu assim o C de cedilha, que na verdade se baseia numa forma do Z típica da escrita visigótica, uma variação do alfabeto latino que se usou na Península Ibérica. Esta forma do C veio a ser imitada por franceses e abandonada por castelhanos. Mas essa é uma história para outro dia…

Este texto baseia-se num capítulo do Atlas Histórico da Escrita.

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Nova School of Law já não tem este nome. Ministra proibiu – ECO

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Parecer de 2021 diz que em que é considerado “ilegal” a “utilização exclusiva do inglês na denominação da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa”. Ministra homologou.

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“Nós falamos Português ou Brasileiro?”: escritor lança dicionário para descomplicar idioma – Oeste Mais

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Dicionário possui mais de 2 mil palavras diferentes no Brasil e Portugal

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«Beijinhos grandes» é erro de português? – by Marco Neves

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Há quem aponte para a expressão «beijinhos grandes» e veja aí um grande erro de português. A lógica será esta: «beijinho» é diminutivo, logo não pode ser «grande».

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FORNICARE, FORNIX

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Onde está a fornicação?
🤭😄😁😅
Fornicar é um verbo engraçado. Nós o conhecemos e sabemos o que significa, mas não o usamos. No cotidiano, ninguém falaria algo como “nossa, você sabia que o vizinho manifestou desejo em fornicar comigo?”. Que absurdo… Sim, ‘fornicar’ é uma palavra engraçada, mas mais engraçada é a sua etimologia.
‘Fornicar’ tem origem arquitetônica. Na Roma Antiga, as estruturas em forma de arco que sustentavam pontes, galerias e portões eram chamadas de ‘fornix’. Era sob os fórnix que as meretrizes sem local adequado para desempenhar seu trabalho ficavam.
O verbo ‘fornicare’, inicialmente, significava cobrir com uma abóbada, um arco, um fórnix. Se um romano dissesse “o salão está quase pronto, só falta fornicar” não seria mal interpretado.
Com o tempo, as damas que atuavam na fórnix passaram a ser chamadas ‘fornicatrix’ (fornicária), um nome parecido com o ‘meretrix’, e fórnix passou a ser tanto a cúpula quanto a cópula. [Ah… O jogo de palavras! 😍]
‘Fornicare’ passou a significar ‘manter relação sexual ilegítima’, já que o coito não era com a própria esposa. Coitada… Inclusive, muitas traduções antigas da Bíblia apresentavam o sétimo dos Dez Mandamentos (Deuteronômio 5:18) como “Não fornicarás”. Aqui, tomava-se o sentido do adultério.
O ‘fornix’ sexual apareceu em português como fornício ou fornízio. Se o fornício resultasse numa gravidez, o filho da meretriz era pejorativamente chamado de fornizinho, um equivalente ao FDP atual. Hoje, fornízio, fornício e fornizinho são palavras obsoletas.
Sem o vínculo com a prostituição, ‘fornix’ adentrou à terminologia da Anatomia Humana. Fórnix (ou fórnice) é o nome de várias estruturas abauladas do nosso corpo, que lembrariam a envergadura dos arcos romanos.
Na cabeça, abaixo do corpo caloso, o fórnix cerebral une o hipocampo aos corpos mamilares. No olho, o fórnix da conjuntiva liga a pálpebra ao globo ocular. É no fórnix da faringe que aparece o problema da adenoide.
A região de encontro entre o canal vaginal e o colo uterino também se chama fórnix. É ali no fórnix vaginal que o contraceptivo diafragma fica encaixado para impedir a passagem dos espermatozoides para o útero.
Em resumo, as pessoas podem até tentar não pensar em ‘fornix’ (pecado!), mas o fórnix não sai de suas cabeças, eheheh. Ah, também da garganta, dos olhos e da vagina (de quem possuir uma, claro).
📚 Referências: ‘Novo diccionário da língua portuguesa’, por Cândido de Figueiredo (1913); e ‘Eponímia: glossário de termos epônimos em Anatomia’, por Geraldo Fernandes (1999).
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Sonia Borges de Sousa

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OMEGA

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Há algum tempo comprei, num determinado estabelecimento comercial, um relógio de pulso. Tentando explicar ao vendedor o tipo de objecto que me interessava, fui dizendo que de facto não pretendia um relógio Omega (sinónimo de grande qualidade e preço elevado) mas apenas algo que fosse funcional, modesto e de preço módico. De modo muito delicado, usando um tom de voz baixo e suave – decerto no receio de algum melindre – o jovem corrigiu-me: Ómega, minha senhora. Também temos.
Como além de ser provavelmente a única professora de ciências exactas viva (pelo menos nos círculos em que me movimento) que pronuncia nanometro ao invés de nanómetro – e não chego ao extremo de dizer “quilometro” porque ninguém me entenderia, evidentemente; isto muito embora todos entendam “quilograma” e não digam quilógrama – também devo ser das poucas pessoas, nos mesmos círculos, que pronuncia omega e não ómega.
Não aprendi grego, disciplina que no meu tempo já não se considerava como fazendo parte das aprendizagens essenciais que todo o aluno português deveria realizar, nem sequer latim, ambas as línguas fazendo bastante faltinha a um bom domínio do próprio e materno idioma – mas cheguei mais ou menos por conta própria, e por ter tido um pai que muitas e muitas vezes me mandou ir procurar assuntos às gramáticas e dicionários em vez de me dar papinhas feitas, a conhecer o alfabeto grego, bem como algumas palavras e estruturas frásicas simples. E foi assim que aprendi que no dito alfabeto existem dois “os”: um “o” breve, de curta duração pois, chamado omicrón (O, o), Ὀ μικρόν, e um outro “o”, longo, o omega (Ω, ω), Ὠ μέγα, cujo nome tem o significado exacto de “o” grande, no sentido temporal. As pequenas “vírgulas” antes das vogais iniciais são os chamados espíritos fracos, que não são acentos, não afectam a pronúncia nem obrigam a aspirar. Megalito (que alguns também pronunciarão megálito) e megalómano, e até o tão conhecido nos dias de hoje megabyte que nem português é (ainda) mas se percebe perfeitamente, apresentam o mesmo mega, como prefixo, sempre com o significado de “grande”.
Lá vim para casa, de relógio novo no pulso e alguma mágoa no coração, não por ter sido “corrigida” pelo vendedor nem sequer por não trazer comigo um belo relógio Omega em vez de uma cebolita que me custou vinte euros, mas sobretudo por não compreender como é que se instalam estes desacertos, e de tal maneira que enquanto estou a escrever estas linhas o próprio word, com o seu corrector automático, já me alterou a acentuação gráfica várias vezes, no omicrón retirando-a, quando eu quero exibi-la neste momento, e no omega colocando o negregado acento agudo no “o”, que não pretendo pôr, mas o programa entende que deveria.
Lá dei a voltinha às gramáticas de grego, às velhas gramáticas de meu pai, onde confirmei o atrás exposto, e também as dei na internet, onde a maior parte dos sites reza pela mesma cartilha do funcionário da relojoaria, sendo brasileiros grafando até “ômega”, e somente num encontrei tratar-se de palavra paroxítona, omega pois, tal como aprendi.
Vem algum mal ao mundo por se dizer ómega, nanómetro, megálito, leucémia, glicémia e mais umas pérolas assim? Sim, vem, pois revela a superficialidade do nosso ensino.
E aos meus apreciados colegas, professores de grego, latim e português, peço desde já perdão por este meter de foice em seara alheia.
Pode ser uma imagem de couro, relógio de pulso e texto
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Ana Galvao, Tomás Quental and 11 others

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Maria Antónia Fraga

No entanto já fui proprietária de um belo relógio Omega, que comprei com o meu primeiro ordenado (juntamente com outros objectos muito desejados, como por exemplo o meu primeiro gravador de som. Belos tempos!)
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CPLP manifesta vontade de ver o português como língua de pleno trabalho da Organização Mundial da Propriedade Intelectual – Balai

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O ministro da Cultura de Cabo Verde, em representação dos países da CPLP, manifestou, durante a 64ª Reunião dos Estados Membros da OMPI, a vontade de ver o português como a língua de pleno trabalho desta organização internacional.

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“MISTER”: E SE FALÁSSEMOS PORTUGUÊS

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SEMANÁRIO “RECONQUISTA” / CATA-VENTOS – 29 jun 2023
“MISTER”: E SE FALÁSSEMOS PORTUGUÊS?
Manuel Costa Alves
“MISTER”. Não sei como os jogadores ingleses de futebol tratam o respetivo “coach”, isto é, o treinador que é, como sabemos, o mister [leia mistér] do “mister”. “Coach” designa coche, carruagem e, até, diz-me o dicionário, explicador. Registo: não chamam “coachman” (cocheiro) ao treinador; teria a sua lógica. E presumo que, no Reino Unido, não tratarão o “coach” por “mister”, como tratam qualquer Mister Brown que se apreste a indicar-nos, por exemplo, o caminho para o Museu de História Natural em Londres. Com tantas horas a chover futebol no molhado, nunca a querida televisão portuguesa interrogou os jogadores sobre esta forma de tratamento. Pelo contrário, só ouço e vejo o nosso jornalismo a dobrar a língua, reverentemente, ante a suserania anglófona.
“INFLUENCERS”. Na década de 1980 falávamos de “yuppies”: jovens, vultos engravatados, pastas pretas de executivos a luzir, átomos da classe média a chegarem-se à roda da alta. Surgiam do nevoeiro do novo liberalismo para serviços do poder e, como em todas as modas, gastaram-se. Agora, em quadro ainda mais atomizador, fala-se de “influencers” e nunca se traduzem à letra por influenciadores. Recomendam um produto ou serviço e são recompensados financeiramente quando alguém compra esse produto ou serviço utilizando a ligação digital proposta. Nem se comovem com a tão próxima identificação gráfica da origem latina de como se designam. Tratam a língua materna como uma língua menor usando a sua imagem de máscara anglófona. Enfim, mais areia sobre a areia dos olhos.
“PORTUGAL CHEESE FESTIVAL”. Era a Feira do Queijo de Alcains desde 2005. Foi promovida este ano a Festival do Queijo de Portugal. Registo que os organizadores terão resistido à tentação de mimar o Allgarve (que Deus tem) com um Allcains; seria inenarrável. Mas não resistiram à megalomania maior de transformar o certame no que não é: de Portugal? É obra! O programa anunciava conferências, expositores, gastronomia, concertos, um concurso e… “showcookings”. Não sei se foram espetáculos refogados por exibições gastronómicas, mas a provinciana manifestação de colonialidade anglófona é que não podia faltar. Convoco Alexandre O’Neill para certificar o meu lamento: “Ó Portugal, se fosses só três sílabas / de plástico, que era mais barato!”
BULLYING. É uma palavra horrível; pensada, dita, escrita e acima de tudo, praticada. Nem a um touro (“bull”) agradará. Pelo menos a um touro português. Nem à campina nem ao campino. Tourear pessoas já era dos meus tempos de faculdade em Coimbra, por conta de uma tal praxe que se multiplicou e anda por aí à solta com demónios de violentas humilhações apregoadas como sendo de receção e integração. Todo o ano com o cabelo rapado e, quando apanhado, cem vergastadas nas mãos com uma colher de pau. E livrei-me de touradas ainda mais humilhantes fazendo de morto. Em economia, dizem os dicionários, a língua inglesa também emprega “bull” para sinalizar o especulador que tenta provocar a alta dos preços. E ainda para designar disparate e, até, bula papal. E bully? Bully é para aplicar a fanfarrão, valentão, mandão, rufia e até a escaramuças no futebol. Entretanto, estas práticas tauro-humanas desceram as escadarias para, à sua maneira, se intrometerem nas escolas dos menores de idade. Dados da UNICEF asseguram que, em 2021, cerca de 46% dos jovens portugueses entre 13 e 15 anos afirmam ter sofrido ou ter estado envolvidos, de forma continuada, em situações de agressão verbal, física ou por outros meios.
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LER A MINHA CRÓNICA DE 2019 PAROLICE AÇORIANA SOBRE O MESMO TEMA..
https://blog.lusofonias.net/shuttle-ou-parolice-acoriana-em-3-atos286571-2/
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shuttle ou PAROLICE AÇORIANA EM 3 ATOs

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“”

Orgulho no idioma português
A palavra inglesa “shuttle” significa em português “transporte”, como sabem. Bem sei que é uma tradução literal. Podemos aceitar, talvez, como “transporte organizado” ou “transporte específico”, mas sempre “transporte”.
Assim sendo, não vejo razão para o Governo Regional dos Açores designar oficialmente de “shuttle para a Lagoa do Fogo” o transporte que organizou para condicionar e ordenar as visitas àquela zona protegida na ilha de São Miguel.

 

 

 

18.21. PAROLICE AÇORIANA EM 3 ATOS, CRÓNICA 279 – 13.8.19

 

Há esta parolice açoriana de dar nomes estrangeiros (quase todos em inglês) a projetos, festas, etc., hoje vi um novo “CREACTIVITY?” na Lagoa. No Google não surge resultado algum para creACTivity)… e como bilingue que sou entendi a ideia “criativa” mas poupem-me, escrevam na língua oficial e deixem-se de parolices saloias de novos-ricos falidos… Escrever em inglês não é sinónimo de sofisticação ou classe, mas parolice… Atlantis Cup, Azores Today, Azores Burning Summer, Festival Folk Azores, Azores Triangle Adventure, SpotAzores, Walk & Talk Azores, Epic Trail Azores, Eco-Beach Resort, Azores Geopark, Azores Greenmark, Azores Trail Run, Lava Homes, Hotel Neat, Pink House Azores, Cow House, Lagoa Azores SUP Day, Lagoa promove Birdwatching, e tantos mais … Muitos, se fossem apresentados na versão bilingue eu até compreendia…como chamariz turístico, oh yeah! You know?

Há mais exemplos da dita parolice açoriana, no campo das festas anuais. São contratados para abrilhantarem musicalmente os eventos. Não consegui contabilizar os muitos milhares de euros que voam em cada verão para pagar a “artistas continentais,” alguns de qualidade dúbia e outros sobrevalorizados. Com honrosas exceções, quase todos em animação de festas paroquiais ou municipais, e sem a qualidade dos artistas locais (sejam cantantes, bandas, filarmónicas). Claro que os de fora cobram cachês de mais de dez mil euros cada e os da terra – quando não atuam graciosamente – cobram tuta e meia. Assim tem sido há muitos anos. Recordo que na Lomba da Maia no ano de 2013 contrataram o Quim Barreiros por 17 mil euros em vésperas de eleições para a Junta de Freguesia, a terrinha decuplicou a população por umas horas e os resultados das eleições foram os opostos ao pretendido.

Depois quando vierem as chuvas, desabamentos, inundações, ou outras obras necessárias quer as Juntas como as Câmara Municipais todos se vão queixar da falta de verbas. Ainda há não muito tempo houve um artista na capital do norte da ilha de S Miguel que parece ter cobrado 150 (mil) mais 55 mil euros da receita. Ao subirem ao palco já o dinheiro tilinta na conta enquanto os locais ficam tempos infindos à espera de serem pagos. Assim se fazem festas e festarolas com o erário público, dilapidando recursos numa manifestação de panem et circensis, tal como em Roma no século I da nossa era.

Outro exemplo da parolice acontece com o turismo, que tem levado o governo regional a abrir novos e maiores parques de estacionamento para os senhores turistas, prejudicando o equilíbrio ecológico e defenestrando paisagens para apaziguar a necessidade do bicho careta turista estacionar. Em tempos, sugerimos para os locais mais emblemáticos da ilha onde se verificava tal necessidade, que fossem criadas carreiras de minibus, preferencialmente ecológicos, em vez de criar parques enormes de estacionamento. Por exemplo na Lagoa do Fogo, iriam nas horas de maior afluxo de meia em meia hora, parando (por ex.º em pontos fixos) na Lagoa, Ponta Delgada e Ribeira Grande. Podia ser cobrada uma quantia (simbólica ou não) e o trânsito fluiria melhor (os carros dos turistas estacionariam em locais designados nas três cidades). O mesmo na Vista do Rei para evitar a imagem de carros estacionados dos dois lados da rodovia e mal se passando no espaço remanescente. Aqui, o minibus turístico podia partir de Ponta Delgada, subir à Vista do Rei, descer às Sete idades com paragens nas lagoas e regressar pela Covoada, aliviando os constrangimentos de trânsito.

E como amo os Açores não falarei de mais parolices hoje…

OBSERVATÓRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA

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OLP – Observatório da Língua Portuguesa

Dez ideias para usar melhor a língua portuguesa – Opinião – SAPO 24

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