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Sustentar seios? Com esta resposta, você também vai sustentar uma escrita mais correta!
Source: Sutiã, soutien ou sutien: qual é o certo? – Guia do Estudante
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Breve história da letra CA história das letras é muito curiosa. Hoje, olhamos para o C, que tem os seus caprichos.
Foto de Nikhil Mitra em Unsplash O nosso alfabeto serve muito bem para representar o português, mas tem umas peculiaridades bem conhecidas. Uma delas é o C, que não só se lê de maneira diferente conforme a letra que se lhe segue, como tem uma outra letra a morder os calcanhares, que não seria, estritamente falando, necessária. Falo, claro, do Q — e nem precisamos de chamar ao palco o K, que raramente se usa. Além disso, e como se não bastasse, o C ainda se desdobra no famoso C de cedilha, só para confundir — C de cedilha esse que também se lê como outra letra: o S (claro que este também tem as suas complicações). Para perceber de onde vêm estas atrapalhações alfabéticas, temos de recuar até ao tempo dos Fenícios — e temos ainda de saber que as nossas letras surgiram de uma viagem longa entre as letras fenícias, as letras gregas, as letras etruscas (já na Península Itálica), até terminarem no alfabeto latino que usamos hoje. Tabela incluída no Atlas Histórico da Escrita. Comecemos na antiga Fenícia. Para representar um som semelhante a /k/, os Fenícios usavam duas letras que são os antepassados de K e Q: o kap e o qop. Por que razão tinham duas letras para o mesmo som? Na verdade, não era o mesmo som – havia uma subtil diferença na posição da língua e estes dois sons parecidos eram representados por duas letras diferentes. Hoje, se ouvíssemos um fenício a falar, dificilmente detectaríamos a diferença. É um pouco como acontece com as vogais de «cheap» e «chip» em inglês: um português julga ouvir o mesmo som; para um inglês, são dois sons diferentes. Um linguista dirá que estas duas vogais, para um português, são duas realizações do mesmo fonema; para um inglês, são dois fonemas diferentes. Além do kap e do qop, os Fenícios tinham ainda o antepassado da nossa letra C, o giml, que usavam para representar o som /g/. Avancemos até à Grécia Antiga. Quando transformaram as letras fenícias no seu famoso alfabeto, os Gregos importaram as três letras: C, K e Q. No entanto, como não faziam distinção entre K e Q, acabaram por deixar cair esta última — embora tenha perdurado durante algum tempo. Na altura em que o Q desapareceu do alfabeto grego, já os Etruscos tinham começado a imitar o alfabeto grego para representar a sua língua. Os Etruscos não tinham o som /g/, mas sim três variações do som /k/. Pois bem: aproveitaram as três letras para representar essas três variações: C, K e Q passaram a representar sons muito semelhantes a /k/, mas suficientemente diferentes para merecerem letras diferentes no alfabeto etrusco (note-se que não temos a certeza de que sons seriam esses; a língua etrusca continua a ser um mistério). Chegamos, por fim, ao nosso alfabeto. Quando os Romanos copiaram os Etruscos, tiveram outro problema: não distinguiam três versões de /k/, mas precisavam de uma letra para representar /g/. Se tivessem copiado os Gregos directamente, teriam a solução: poderiam usar o C para o /g/ e o K ou Q para o /k/. Como o alfabeto latino nasceu do alfabeto etrusco e não directamente do grego, os Romanos acabaram por inventar uma pequena variação da letra C para representar o som /g/. Assim nasceu o nosso G. Os Romanos tinham, ainda assim, três letras para o som /k/. Acabaram por abandonar o K, que ficou apenas para importações gregas, e reservaram o Q para uso antes do U (que, na verdade, se escrevia V) e de outra vogal. Esta solução talvez tenha sido influenciada pela variação do som /k/ antes de /u/ entre os Etruscos. Não temos a certeza — o que sabemos é que o alfabeto latino acabou por incluir um C e um Q a representar o mesmo som (e ainda um K em certas situações) e um G para representar outro som (diga-se que /k/ e /g/ são sons muito parecidos; a única diferença é a vibração das cordas vocais). Assine para receber todos os artigos e apoiar o meu trabalho. Obrigado! Assim compreendemos porque temos um excesso de letras para representar o som /k/. Ainda falta explicar, no entanto, por que razão a letra C se comporta de forma tão estranha antes de I e E. No latim clássico, o C tinha sempre o valor de /k/. O nome de Cícero seria lido como /ki.ke.ro/. Foi no final do Império que os falantes começaram a alterar o som antes de um /e/ ou de um /i/ – estas vogais obrigam a puxar a língua para a frente, pressionando o som consonântico anterior no sentido de uma consoante em que a posição da língua seja semelhante. O mesmo aconteceu, ao longo da Idade Média, com o som /g/. Este fenómeno de mudança da consoante para facilitar a produção da vogal que se lhe segue criou uma diferença na leitura das letras C e G antes do E e do I em contraste com as outras vogais, uma peculiaridade partilhada por todas as línguas latinas, com a curiosa excepção do sardo e da antiga língua latina do Norte de África, hoje desaparecida, que mantiveram a leitura do C sempre como /k/. Estas mudanças são modas que se espalham por largos territórios, por imitação, mas têm mais dificuldade em invadir ilhas ou outros continentes… Por razões que terão de ficar para outra altura, o desenvolvimento da escrita nas várias línguas ibéricas levou à criação de uma variação da letra C que permitisse usá-la antes de A, O ou U com o som /s/. Surgiu assim o C de cedilha, que na verdade se baseia numa forma do Z típica da escrita visigótica, uma variação do alfabeto latino que se usou na Península Ibérica. Esta forma do C veio a ser imitada por franceses e abandonada por castelhanos. Mas essa é uma história para outro dia… Este texto baseia-se num capítulo do Atlas Histórico da Escrita. Aqui fica o mais recente episódio da Pilha de Livros:
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© 2023 Marco Neves |
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Parecer de 2021 diz que em que é considerado “ilegal” a “utilização exclusiva do inglês na denominação da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa”. Ministra homologou.
Source: Nova School of Law já não tem este nome. Ministra proibiu – ECO
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Dicionário possui mais de 2 mil palavras diferentes no Brasil e Portugal
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Há quem aponte para a expressão «beijinhos grandes» e veja aí um grande erro de português. A lógica será esta: «beijinho» é diminutivo, logo não pode ser «grande».
Source: «Beijinhos grandes» é erro de português? – by Marco Neves
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Sonia Borges de Sousa
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Ana Galvao, Tomás Quental and 11 others
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O ministro da Cultura de Cabo Verde, em representação dos países da CPLP, manifestou, durante a 64ª Reunião dos Estados Membros da OMPI, a vontade de ver o português como a língua de pleno trabalho desta organização internacional.
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Há esta parolice açoriana de dar nomes estrangeiros (quase todos em inglês) a projetos, festas, etc., hoje vi um novo “CREACTIVITY?” na Lagoa. No Google não surge resultado algum para creACTivity)… e como bilingue que sou entendi a ideia “criativa” mas poupem-me, escrevam na língua oficial e deixem-se de parolices saloias de novos-ricos falidos… Escrever em inglês não é sinónimo de sofisticação ou classe, mas parolice… Atlantis Cup, Azores Today, Azores Burning Summer, Festival Folk Azores, Azores Triangle Adventure, SpotAzores, Walk & Talk Azores, Epic Trail Azores, Eco-Beach Resort, Azores Geopark, Azores Greenmark, Azores Trail Run, Lava Homes, Hotel Neat, Pink House Azores, Cow House, Lagoa Azores SUP Day, Lagoa promove Birdwatching, e tantos mais … Muitos, se fossem apresentados na versão bilingue eu até compreendia…como chamariz turístico, oh yeah! You know?
Há mais exemplos da dita parolice açoriana, no campo das festas anuais. São contratados para abrilhantarem musicalmente os eventos. Não consegui contabilizar os muitos milhares de euros que voam em cada verão para pagar a “artistas continentais,” alguns de qualidade dúbia e outros sobrevalorizados. Com honrosas exceções, quase todos em animação de festas paroquiais ou municipais, e sem a qualidade dos artistas locais (sejam cantantes, bandas, filarmónicas). Claro que os de fora cobram cachês de mais de dez mil euros cada e os da terra – quando não atuam graciosamente – cobram tuta e meia. Assim tem sido há muitos anos. Recordo que na Lomba da Maia no ano de 2013 contrataram o Quim Barreiros por 17 mil euros em vésperas de eleições para a Junta de Freguesia, a terrinha decuplicou a população por umas horas e os resultados das eleições foram os opostos ao pretendido.
Depois quando vierem as chuvas, desabamentos, inundações, ou outras obras necessárias quer as Juntas como as Câmara Municipais todos se vão queixar da falta de verbas. Ainda há não muito tempo houve um artista na capital do norte da ilha de S Miguel que parece ter cobrado 150 (mil) mais 55 mil euros da receita. Ao subirem ao palco já o dinheiro tilinta na conta enquanto os locais ficam tempos infindos à espera de serem pagos. Assim se fazem festas e festarolas com o erário público, dilapidando recursos numa manifestação de panem et circensis, tal como em Roma no século I da nossa era.
Outro exemplo da parolice acontece com o turismo, que tem levado o governo regional a abrir novos e maiores parques de estacionamento para os senhores turistas, prejudicando o equilíbrio ecológico e defenestrando paisagens para apaziguar a necessidade do bicho careta turista estacionar. Em tempos, sugerimos para os locais mais emblemáticos da ilha onde se verificava tal necessidade, que fossem criadas carreiras de minibus, preferencialmente ecológicos, em vez de criar parques enormes de estacionamento. Por exemplo na Lagoa do Fogo, iriam nas horas de maior afluxo de meia em meia hora, parando (por ex.º em pontos fixos) na Lagoa, Ponta Delgada e Ribeira Grande. Podia ser cobrada uma quantia (simbólica ou não) e o trânsito fluiria melhor (os carros dos turistas estacionariam em locais designados nas três cidades). O mesmo na Vista do Rei para evitar a imagem de carros estacionados dos dois lados da rodovia e mal se passando no espaço remanescente. Aqui, o minibus turístico podia partir de Ponta Delgada, subir à Vista do Rei, descer às Sete idades com paragens nas lagoas e regressar pela Covoada, aliviando os constrangimentos de trânsito.
E como amo os Açores não falarei de mais parolices hoje…
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