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CHRYS CHRYSTELLO 07/09/2026
Tenho cidadania portuguesa e australiana e, neste ocaso de vida, custa ver o fim da civilização ocidental orquestrada pelos seus próprios imperadores, piores que Nero, Calígula, etc…. Já não finjo que não tenho uma opinião só porque alguém possa ficar ofendido com ela.
ADORO ESTE PAÍS onde vivo agora e adoro o país que deixei Austrália. Adoro as pessoas que aqui vivem e as nossas comunidades. Adoro a nossa história. Adoro as nossas tradições. Adoro o facto de as gerações que nos precederam terem trabalhado, se terem sacrificado e lutado para construir o país que herdámos. E porque me importo, não estou disposto a ficar à margem a ver os políticos a minar a confiança do público nas nossas fronteiras, nas nossas leis e nas nossas instituições, enquanto se espera que as pessoas comuns se calem e aceitem tudo isso.
Não. Já estou farto. Não odeio ninguém só por ser estrangeiro. Eu também já por muitas vezes. Não me interessa a cor da pele de ninguém. A minha pele já teve várias cores. Não me interessa em que país alguém nasceu, nem eu sei onde nasci, tantos foram os sítios que escolhi para viver e ser feliz. Mas interessa-me, sem dúvida, se as pessoas cumprem a lei. Interessa-me quem entra neste país. Interessa-me se as nossas fronteiras são controladas. Interessa-me se as pessoas que vêm para cá foram devidamente identificadas e submetidas a controlos de segurança. Interesso-me pelas famílias ue lutam para pagar as suas contas enquanto vêem os governos a tomar decisões que as fazem sentir-se completamente ignoradas. Seja nos combustíveis, no valor das rendas exorbitantes para estrangeiros ricos, seja no cabaz de compras do supermercado. E interesso-me pelas vítimas de crimes. Sempre tive esta noção de equidade, desde muito novo, em que fico desorientado quando assisto a injustiças sejam elas em tribunais ou na vida real. Alias ha anos que me insurjo no primeiro dia de cada ano contra as INJUSTIÇAS.
Se alguém entrar no país ilegalmente e cometer um crime grave contra uma pessoa inocente, não me importo nem um pouco se falar sobre isso incomoda alguém. A vítima importa. A lei importa. A segurança pública importa. E as pessoas que dirigem este país precisam de se lembrar para quem trabalham. Porque estou absolutamente farto de ver os cidadãos comuns a serem tratados como se fossem o problema por fazerem perguntas totalmente legítimas. Dizem-nos para ficarmos calados. Dizem-nos para sermos compassivos. Dizem-nos para não «alimentarmos as tensões». Dizem-nos para ter cuidado com o que dizemos. Dizem-nos para confiarmos no sistema. Dizem-nos para não sermos racistas ou islamófobos ou outra coisa qualquer conforme a ementa do dia. Dizem-nos que está tudo sob controlo.
Olhem as pessoas nos olhos, porra, e digam-lhes isso. Digam à família que luta para conseguir uma consulta no Serviço Nacional (Regional) de Saúde (SNS ou SRS) que está tudo bem. Digam à pessoa com medo de voltar a pé para casa à noite que está tudo bem e que não prestem atenção a drogados e outros que esperam em qualquer esquina. Digam ao contribuinte que vê o seu dinheiro a desaparecer que está tudo bem. Digam às comunidades a quem se pede para suportar cada vez mais pressão que está tudo bem. Digam às vítimas de crimes graves que as suas preocupações não são importantes porque alguém pode achar a conversa desconfortável. As pessoas não são estúpidas. Elas conseguem ver o que se passa à sua volta. Elas sabem tirar as suas próprias conclusões. E estão furiosas. Eu também. Não vou fingir o contrário.
Nunca afirmei ter um filtro. Digo o que acredito e, às vezes, digo-o com raiva porque estou furioso. E não me interessa que digam que agora em velho mudei e sou de direita ou de extrema-direita, que qualquer dia voto no Chega. Estou furioso porque acredito que este país é capaz de muito mais. Estou furiosa porque todos os países deviam ter fronteiras que funcionassem. Estou furioso porque os políticos passaram anos a fazer promessas e depois a perguntar por que razão as pessoas já não confiam neles. Quer o PSD quer o PS são os principais responsáveis pela viragem à direita, não só aqui, mas na maioria dos países europeus. Tanto quiseram agradar às franjas que se converteram nelas, mas sem fé nem convicção.
Estou furioso porque se espera constantemente que as pessoas comuns façam concessões, enquanto quem está no poder parece completamente alheio às consequências das suas decisões. E estou furioso porque amar o próprio país se tornou, de alguma forma, algo pelo qual se espera que nos peçamos desculpa. Ao contrário do Reino Unido ainda não somos presos por dizer o que pensamos e sentimos, ou por andar com a bandeira nacional, ou por ofender quem veio para destruir a nossa civilização e publicamente afirma que está escrito no seu (deles) livro sagrado que têm de converter ou aniquilar os infiéis
Que se lixe isso. Não vou pedir desculpa por me orgulhar de ser português australiano e europeísta. Não vou pedir desculpa por querer fronteiras seguras. Não vou pedir desculpa por querer que a imigração seja devidamente controlada. Não vou pedir desculpa por querer que os criminosos sejam responsabilizados. Não vou pedir desculpa por exigir que os cidadãos sejam protegidos. E não vou, de forma alguma, pedir desculpa por desafiar os políticos quando acredito que estão errados.
Se isso te ofende, o problema é teu. Se achas que sou demasiado barulhento, baixa a porra do volume. Se não gostas das minhas opiniões, contesta-as. Se discordas de mim, defende o teu ponto de vista. Mas não me digas para me calar. Porque não vou fazê-lo. Não me importo nem um pouco se devo ficar calado para que alguém se sinta à vontade. Não me interessa se algum comentador político acha que sou demasiado irritado. Não me interessa se alguém me chama de controverso porque me recuso a amenizar aquilo em que acredito.
Preocupo-me com o país, a Europa, a civilização ocidental. É essa a questão. Não estou a fazer isto porque quero que fracasse. Estou a fazê-lo porque quero que tenha sucesso. Quero que os nossos filhos cresçam orgulhosos das suas origens. Quero que as pessoas se sintam seguras ao andar nas suas comunidades. Quero que a lei seja devidamente aplicada. Quero fronteiras que realmente signifiquem alguma coisa. Quero políticos que ouçam o público em vez de lhes darem sermões.
Quero um país onde o trabalho árduo seja recompensado e onde as pessoas comuns não sejam constantemente levadas a sentir que estão no fim da porra da fila. E se defender essas coisas me tornar impopular, que assim seja. Prefiro ser odiado por dizer a verdade tal como a vejo do que ser amado por dizer o que quer que seja que mantenha toda a gente confortável. Isto não tem a ver com odiar as pessoas. Tem a ver com amar a civilização ocidental o suficiente para lutar pelo tipo de país que queremos que seja. E vou continuar a falar e escrever. Vou continuar a fazer perguntas. Vou continuar a desafiar o sistema. Vou continuar a defender aquilo em que acredito ser certo.
Podem chamar-me revoltado. Podem chamar-me controverso. Podem chamar-me o que lhes der na cabeça. Mas uma coisa que não vão conseguir é convencer-me de que devo deixar de me importar. Porque eu importo-me com este país, com a Europa, com a civilização ocidental. E recuso-me a ser silenciado por isso. Penso com tristeza nas imagens (de islamização) que me chegam de França, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Itália, Grécia, EUA, e outros, e prefiro a abordagem polaca ou eslovaca, mesmo que possam parecer menos compreensivas e menos solidárias. Continuo a não me sentir bem neste mundo que já não é o meu, e pergunto “Vai crer no Islão ou ser assassinado? É esse o dilema que os muçulmanos apresentam aos cristãos quando conquistam um país”.
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Nunca tive dúvidas de que pensar é a coisa mais perigosa que existe. Nem tive dúvidas de que imaginar é a atividade mais subversiva de todas. Todas as ditaduras nasceram de promessas de liberdade e de luta contra a corrupção. O chamado fascismo futurista promete abalar o sistema e substituí-lo por outro, mais podre, dependente e corrupto. Uma das inúmeras razões pelas quais a maioria da população, dita culta e educada, não se apercebe das nuances do dia a dia que vão afetar o nosso futuro sendo desenhadas pelos donos do mundo — as elites que nos dominam e nos escravizam — prende-se às necessidades falsas que nos são incutidas desde pequenos. Dos 3 ou 4 aos 18 anos, não estás a ser educado, mas sim treinado. Ficas quieto e calado, sentado numa cadeira, pedes para ir ao WC, fazes o que te mandam e não bufas. Depois, se arranjares trabalho ou emprego (não é bem o mesmo, mas, para já, serve), podes, inconscientemente, tornar-te um escravo nos próximos 40 anos. Recebes o salário mínimo, pois não precisas de mais para sobreviveres e viveres endividado na rotina que te obriga a ir trabalhar diariamente, até poderes reformar-te como uma peça de vestuário usada e rota. Já sem forças, nem saúde, recebes uma esmola para gozar a velhice (desculpa o verbo irónico). E então já não dizem “não tenho tempo para respirar”. O cansaço de toda uma vida impende sobre os teus ombros curvados; deste, finalmente, conta dos anos que passaras sem estares com amigos e família. Se calhar já nem existem. Estavas ocupado a trabalhar, nem era por ti, era para a família. Trabalhamos e fazemos horas extraordinárias para “ganhar a vida” que logo perdemos à nascença. Depois, vai-se gastando com os nossos adiamentos imperiosos: “é só esta semana”, “logo que este projeto terminar” e nunca chega a vez. Quando chegar será tarde, tarde demais. Depois da promoção, do casamento, dos filhos, da estabilidade, depois da reforma. Esperamos pelo momento indicado para viajar, mudar de emprego, passar mais tempo com quem amamos ou simplesmente descansar. E esse momento nunca chegou, nem jamais haveria de chegar. Como aqueles e-mails a que nunca respondes porque hoje não, talvez amanhã, precisas doutra disposição, doutro modo de ver, doutros estímulos para responder. Sem culpa. É como a tua vida que ficou adiada para sempre, até sempre, porque amanhã tratas disso e esse amanhã nunca chegou. Depois, descobres que já não irás a tempo e que a vida ficou para trás. Nada a fazer exceto isto: alertar quem te lê para evitar ser a cópia de vida escrava. O sistema usou-te a vida inteira e fez-te acreditar que isso era viver. Todos trabalhamos para termos mais bens materiais, mais isto e aquilo (no fundo, isso serve apenas para nos meter no círculo eterno do endividamento). Seja para comprar carros mais caros e melhores (?), seja para roupas mais na moda, seja para frequentar locais (restaurantes, clubes, etc.) mais na moda, seja para mandar os filhos para as melhores escolas e colégios, para termos a melhor saúde privada, e por aí adiante, num rol de falsas necessidades que nos escravizam ainda mais.
A TV e infindáveis anúncios, todos com mensagens subliminares (Mensagens subliminares são estímulos que entram no cérebro abaixo do limite da consciência). Isso significa que vemos ou ouvimos algo tão rápido, ou tão baixo que não percebemos conscientemente. A ideia é que essas mensagens afetem as escolhas e as emoções sem que saibamos o porquê.
Não sei a razão, mas comigo não funcionam; deve faltar-me uma molécula qualquer (penso que a deixei ficar em Macau com o vício – aliás adição – do jogo). Além disso, como os meios de comunicação estão todos nas mãos dos mesmos, a informação que proporcionam destina-se a criar mais consumidores e ilusões sobre os acontecimentos que raramente correspondem à realidade tal como a imaginamos. Veja-se o exemplo de qualquer guerra em que ambas as partes estão sempre a somar vitória sem aniquilarem o inimigo. A desenfreada evolução tecnológica que nos domina por smartphones e mil e um aparelhos (desnecessários que, alegadamente, fazem a vida mais simples, embora, na prática, nos escravizem mais, nos controlem mais e nos tornem mais dependentes deles, como a IA foi preparada para nos programar).
Fui escravo desse novorriquismo na fase trabalhólica (viciado no trabalho) de falso jet set durante muitos anos do meu casamento com a minha mulher macaense. Além disso, há coisas difíceis de aceitar, interpretar e acreditar, como algumas narrativas do caso Epstein (canibalismo, transplantes, fábrica de bebés, enriquecimento genético, despejar corpos em ácido e no mar, etc.). Ninguém consegue imaginar que haja na elite gente cujo único propósito é reduzir a população mundial, injetar-nos vírus e doenças chamadas vacinas, envenenar o ar e os céus, fabricar alimentos artificiais que causam doenças e morte. Na comida, o perigo está nas carnes processadas (como os enchidos). Para manter a cor rosada, usam-se nitritos e nitratos de sódio (E 250, E 251), que podem se transformar em nitrosaminas. A Organização Mundial da Saúde classificou a carne processada no Grupo 1 de agentes que causam cancro. Outro aditivo é o dióxido de titânio (E 171). É um corante utilizado para clarear pastilhas elásticas, doces, molhos. A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos proíbe o E 171. O aspartame (E 951) é um adoçante artificial presente em produtos sem açúcar ou light, refrigerantes e iogurtes. A Agência Internacional para a Investigação do Cancro classifica o aspartame como possivelmente causador de cancro em humanos.
Tudo já é feito à vista de todos, e quem discorda desaparece da face da terra ou é suicidado. A Agenda 2030 é um plano de ação global adotado pela ONU em 2015, alegadamente focado na erradicação da pobreza e no desenvolvimento sustentável. Estruturada em torno de 5 pilares (Pessoas, Planeta, Prosperidade, Paz e Parcerias), orienta governos, empresas e a sociedade civil por meio de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Compreende 169 metas desenhadas para criar um mundo mais justo, inclusivo e ambientalmente equilibrado até o final desta década. A teoria da conspiração da Agenda 2030 afirma que uma elite global secreta utiliza os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU como fachada para criar um governo mundial totalitário. Os teóricos acreditam que o plano real inclui o controle total da sociedade e a redução da população:
Controle Populacional: A teoria afirma que a elite planeia reduzir drasticamente a população mundial.
Governo Único: Sugere que a ONU se torne um governo global que elimine a independência dos países.
Fim da Propriedade Privada: Acredita-se que as pessoas serão forçadas a alugar o que usam, sem possuir nada
Vigilância em Massa: O uso de tecnologia verde serviria para rastrear e controlar cada passo do cidadão comum.
Grande parte das teorias da conspiração é atribuída à direita, ao contradizerem o plano engendrado pela elite dominante. Uma das formas pelas quais o termo “Nova Ordem Mundial” passou a ser associado à teoria da conspiração foi o livro “None Dare Call it Conspiracy (Ninguém se atreve a chamar isso de conspiração) ”, do americano Gary Allen, publicado em 1972.
«Ele expôs uma teoria conspiratória de que o movimento ambientalista, o movimento pacifista, o da liberação feminina, a maioria da média, o comunismo soviético internacional e as Nações Unidas estavam todos confabulados com os Rockefeller que buscavam controlar o mundo por meio do Conselho de Relações Exteriores.» Como informou a revista Galileu, a Nova Ordem Mundial é uma “superconspiração”, segundo o cientista político norte-americano Michael Barkun, que fala sobre uma hierarquia de conspirações. Além das “super”, acrescenta, há conspirações “eventuais”, ligadas a eventos específicos, como os atentados de 11 de setembro, e as “sistémicas”, em que um sistema inteiro (militares, políticos, cientistas) estaria envolvido. “Teorias da Nova Ordem Mundial” alegam que os eventos do passado e do presente devem ser compreendidos como resultado dos esforços de um grupo imensamente poderoso, mas secreto, para controlar o mundo”, afirmou Barkun à Galileu. Ainda, como explica a revista, dependendo do objetivo dos conspiracionistas, esse grupo superpoderoso pode ser composto por diferentes pessoas, como judeus, banqueiros, o Vaticano, maçons, a ONU e alienígenas (com predominância de reptilianos). Essa maioria de gente só se aperceberá da mudança demográfica de nativos para imigrantes e refugiados quando as forças da lei deixarem de as proteger e já estiverem em minoria. A substituição populacional e a rápida islamização da Europa parecem já difíceis de conter, tal como aconteceu há mais de mil anos. Mas chamam-me alarmista e outras coisas ligadas à Teoria da Conspiração. Denigrem os que falam e escrevem sobre isto, tentando desacreditá-los como extremistas de direita. Já escrevi algumas vezes que essa distinção entre “direita” e “esquerda” é artificial e serve apenas para confundir e baralhar as pessoas, colocando umas contra outras, mas trata-se duma agenda comum à direita e à esquerda. Isto vale mesmo quando digo que continuo a pensar como de esquerda (social-democracia sueca, à Olof Palme, como me defino quando falo politicamente). Dito isto, é normal que a maioria das pessoas nem se aperceba de como foi lavada ao cérebro (politicamente, a direita e a esquerda são duas faces da mesma moeda, para nos convencerem de que temos livre-arbítrio e de que o voto serve para alguma coisa).
A História repete-se: era isso que acontecia em 1974-75, quando, em Timor Português, alertei para o movimento de barcos indonésios ao largo e os radiotelegrafistas não monitorizavam as comunicações, numa preparação da “Operasi Komodo”, que havia de conduzir à invasão da ilha em 7 de dezembro de 1975 e a 24 anos de sangrenta ocupação militar.
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Norovírus nos Açores. Há alguns meses, um navio de cruzeiro em Bordéus teve a presença de norovírus. Agora, as autoridades de saúde dos Açores alertaram para a presença deste vírus em alguns casos de gastroenterite. Também no Faial houve uma situação epidemiológica atípica, mas sem norovírus. Na maioria das situações, a gastroenterite é autolimitada e melhora em poucos dias, mas pode causar desidratação e é um vírus altamente contagioso. “O norovírus transmite‑se por via fecal‑oral, ao comer alimentos ou beber água contaminados, ao tocar em superfícies que têm o vírus e depois levar as mãos à boca, ou contacto com uma pessoa infetada.” O período de incubação é de dois dias. Sintomatologia: diarreia, vómitos, febre e arrepios, náuseas e cólicas abdominais, fadiga, dores musculares e dores de cabeça. O tratamento do norovírus é feito de através de beber água com frequência, descansar e evitar esforços. Na ausência de alergia previamente conhecida, o paracetamol pode ser utilizado.”
Evolução é imprevisível. Tenham receio, como convém. Corram e acumulem algo profundamente irracional. Não é papel higiénico — já evoluímos, são pêssegos enlatados. Ou pilhas. Ou sapatos esquerdos. Ou chinelos verdes. Ninguém sabe porquê, mas se não tiveres 300 na garagem, não levas isto a sério. Desinfeta as compras como se as preparasses para a cirurgia. Limpa cada uva individualmente. Coloca o correio em quarentena por três dias. Veio de fora. Viu coisas. Desenvolve fortes convicções morais sobre atividades que, na semana passada, não te importavam. Ficar perto de alguém? Imprudência. Fazer paddleboard sozinho ao “Nascer do Sol”? Loucura. Sentar-te calmamente num banco de jardim? Basicamente, bioterrorismo. Volta para os colegas de trabalho e partilha vídeos coreografados, gravados em hospitais. Publica-os regularmente. Ninguém solicitou, mas todas as pessoas precisam e, assim, nos ajudamos uns aos outros. Mantém a distância da família, única forma de mostrar que os amas. Especialmente a avó. Protege-a a todo o custo, nunca mais a vendo. Lembra aos outros que o comportamento deles está «literalmente a matá-la», mesmo que não a visites desde que pesquisaste «Norovírus ou hanta vírus, ou….». Alerta as autoridades se os vizinhos estiverem alegres. O riso é suspeito. Mais de três pessoas num quintal? Vai e denuncia. Estás a salvar vidas. Obedece às setas no supermercado. Não são sugestões. São um estilo de vida. Se alguém for na direção errada no corredor não te envolvas. Atualiza os painéis de controlo como se fossem os segundos finais de um jogo de campeonato. Afasta-te lentamente e alerta a gerência. Acompanha as estatísticas. Podes não perceber, mas isso não importa. O que interessa é a vigilância. Escolhe um lado em discussões que nem sabias existirem. Torna-te um especialista muito rapidamente. Cita fontes que ninguém verifica. Muda a foto de perfil para promover o que te queiram injetar. Utiliza a máscara, publica uma selfie, atualiza a biografia, fica em casa. Apoia as pequenas empresas à distância. Lembra-te: estamos todos nisto, permanece isolado em todos os momentos. O cumprimento das regras é a forma de demonstrar que nos importamos e de manter-te com muito medo.
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