CASTELO DE PENAS RÓIAS um dos meus favoritos

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CASTELO DE PENAS RÓIAS
Imagem: Vista do Castelo de Penas Róias, Portugal. Gravura, Duarte de Armas, “Livro das Fortalezas”, c. 1509, prancha 60.
O “Castelo de Penas Róias” localiza-se na povoação e freguesia de Penas Róias, concelho de Mogadouro, distrito de Bragança, em Portugal.
Antigo castelo da Ordem do Templo na região de Trás os Montes e Alto Douro, integrava, à época da constituição da nacionalidade portuguesa, juntamente com os de Algoso, Bragança, Miranda do Douro, Mogadouro, Outeiro de Miranda e Vimioso, o chamado núcleo duro do nordeste transmontano. Hoje compreendido na Área Turístico-Promocional de Montanhas, de seu sítio contempla-se a Igreja Matriz de Santa Maria de Azinhoso e, ao longe, Mogadouro.
O topónimo deriva de penha (penedo ou rochedo), sendo possível que Róia tenha derivado de “roja” (vermelha).
História
Antecedentes
Pouco se sabe acerca da primitiva ocupação humana desta área. Os testemunhos arqueológicos apontam uma ocupação proto-histórica do local, que poderá estar relacionada a um castro. À época da Invasão romana da Península Ibérica, encontrava-se abandonado.
O castelo medieval
À época da Reconquista cristã da península, a região foi inicialmente conquistada pelo reino de Leão.
Com a afirmação do reino de Portugal, diante do estabelecimento da capital em Coimbra, tornou-se imperativa a sua defesa ativa. Para esse fim, Afonso I de Portugal (1143-1185) delegou aos cavaleiros da Ordem do Templo o encargo de fortalecer os acessos a sul e a leste do rio Mondego, doando-lhes, a partir de 1145, diversos domínios como os de Mogadouro e outros, na região de Trás-os-Montes.
Os domínios de Penas Róias foram doados à Ordem logo em 1145 por Fernão Mendes de Bragança, “tenens” da Terra de Bragança, circunscrição na qual a localidade estava inserida. Essa época coincide com testemunhos arqueológicos da sua ocupação no século XII, ou um pouco antes, já ao final do XI, o que sugere, para alguns autores, a prévia existência de um reduto defensivo no local, fato que poderia ser atestado pelos vestígios de torreões de planta circular (típicos de estruturas leonesas na margem direita do rio Côa, nesse período) que subsistem nos vértices do castelo.
Em posse da Ordem, o castelo sofreu significativas alterações, entre as quais se destaca a construção de uma torre de menagem de planta em losango. Embora tradicionalmente se afirme a data de 1166 como a de início da construção do castelo, sob a direção do 4.º Grão-Mestre da Ordem, D. Gualdim Pais, a inscrição epigráfica na torre de menagem encontra-se bastante deteriorada. É possível, entretanto, ler-se a data como “Era 1210” (da Era Hispânica, correspondente ao ano de 1172 da Era Cristã) ou ainda “Era 1219” (correspondente a 1181). Francisco Manuel Alves (1940) e Cordeiro de Sousa (1948), pretenderam ler nela o nome de Gualdim Pais, o que não é plenamente verificável. De qualquer modo, os trabalhos contaram com o seu patrocínio direto, uma vez que a torre (e o castelo) inscreve-se no movimento maior de construção de castelos templários no país, todos assinalados por inscrições epigráficas e empreendidos por Gualdim Pais, como os de Almourol, Longroiva, Tomar e outros.
Sob o reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211), empreendeu-se novo esforço de repovoamento da vila, que passou a sede de concelho, tendo recebido carta de foral em maio ou junho de 1187. Nesta fase, a Ordem deslocava a sua atuação mais para o sul, para a Beira Baixa, tendo recebido em agradecimento pelos seus serviços, os domínios de Idanha-a-Velha e de Monsanto em 1165 (os da primeira confirmados em 1197), e uma parcela, junto à Vila Velha de Ródão, em 1199. Em troca de Idanha-a-Velha, o soberano recebeu os castelos de Penas Róias e de Mogadouro (1197). Dois anos depois (1199), em troca da herdade de Azafa, o soberano recebeu da Ordem as igrejas de Mogadouro e de Penas Róias.
Posteriormente, sob o reinado de Afonso III de Portugal (1248-1279), nas Inquirições de 1258, faz-se alusão a Penas Róias e ao “tenens” de Bragança, D. Fernando Mendes de Bragança, que ocupou a tenência de Penas Róias entre 1128 e 1145, quando a doou aos Templários. A vila recebeu carta de foral, juntamente com Mogadouro, em 1272, foral esse confirmado a Penas Róias no ano seguinte (1273).
Diante da extinção da Ordem do Templo, Dinis I de Portugal (1279-1325) transferiu os domínios de Penas Róias para a Ordem de Cristo (1319), acreditando-se que tenham tido lugar trabalhos de recuperação e reforço das defesas à época, que estará na origem da configuração registada por Duarte de Armas no início do século XVI.
O domínio da povoação e seu castelo foram adquiridos por Álvaro Pires de Távora (1457), que também detinha a alcaidaria dos castelos de Mogadouro e de Miranda do Douro.
Sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521) o castelo e a povoação encontram-se figurados por Duarte de Armas no seu “Livro das Fortalezas” (c. 1509). O soberano outorgou o Foral Novo a Penas Róias em 1512.
Do século XVIII aos nossos dias
As “Memórias Paroquiais” (1758) referem que o castelo, a norte da vila, encontrava-se arruinado, com muros “de pedra de seixo bruto”, estando a torre, “de quatro esquinas”, ainda “bem segura e fabricada do mesmo seixo bruto” com paredes altas e porta “levantada mais de trinta palmos” com um letreiro ilegível.
No ano seguinte (1759), na sequência do processo dos Távora, a povoação passou para a Coroa.
Em 1836 registou-se a extinção do concelho e consequente declínio da povoação. Neste período, a população reaproveitou os materiais de construção do antigo castelo.
No início do século XX ainda eram visíveis alguns dos cubelos que integravam o castelo e a antiga cerca da vila, bem como de uma porta que ligava o castelo à povoação.
Com a cerca da vila de há muito desaparecida, o castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto n.º 34.452, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 59, de 20 de março de 1945.
Em 1977, quando se lavrava um terreno próximo, vieram à luz restos de colunas. A intervenção do poder público fez-se sentir entre 1977 e 1978, quando foram procedidos trabalhos de consolidação e reparos nas muralhas e na torre de menagem, a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).
Em 1992 o imóvel foi afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR), pelo Decreto-lei nº 106F/92, publicado no Diário da República, I Série A, nº 126, em 1 de junho de 1992.
Em 2007-2008, no âmbito de uma candidatura apresentada pelo IPPAR ao programa comunitário Interreg IIIA, foi desenvolvido um projeto de valorização que incluiu intervenções de conservação e restauro da torre de menagem e dos restos das muralhas do castelo.
Atualmente são visíveis apenas uma torre (fechada ao público) e os vestígios de antigas muralhas e cubelos medievais.
Características
Castelo roqueiro, na cota de 719 metros acima do nível do mar, foi erguido em estilo românico, tendo as suas muralhas sido reforçadas por quatro cubelos (dois facetados e dois cilíndricos). O material em que foi construído assemelha-se ao do Castelo de Algoso.
Ao centro da praça de armas ergue-se a torre de menagem, de planta em losango com lados de dimensões variáveis – entre 7 e 8 metros de largura -, de muros espessos, em aparelho simples de xisto quartzítico, argamassado. Internamente era dividida em três pavimentos. Nos alçados leste e sul, rasgam-se janelas em cantaria. A oeste rasga-se a única porta, retangular, a cerca de três metros de altura, também em cantaria. Era primitivamente acedida por uma escada de madeira, amovível. No lintel, inscreve-se a cruz pátea templária e uma inscrição epigráfica, muito erodida, onde de lê: “INCIPIUNT FUNDAMENTO CASTELO DE PENA ROIAS […] MENSE[(?)] ERA Mª CCª Xª[…] [ano de 1172] TEMPORE REGE [ALFONSO] […]”. (BARROCA, Mário Jorge. “Epigrafia Medieval Portuguesa (862-1422), vol. II”. Porto: Fundação Calouste Gulbenkian, 2000. pp. 376-379)
Próximo a esta torre encontram-se os restos de um dos cubelos cilíndricos que integravam o castelejo. Subsistem ainda alguns troços da sua muralha, a leste.
Finalmente, um recinto murado de maiores dimensões correspondia a uma zona de habitação, atividades artesanais e currais de gado.
in:fortalezas.org

CASTELO DE PENAS RÓIAS
Imagem: Vista do Castelo de Penas Róias, Portugal. Gravura, Duarte de Armas, “Livro das Fortalezas”, c. 1509, prancha 60.
O “Castelo de Penas Róias” localiza-se na povoação e freguesia de Penas Róias, concelho de Mogadouro, distrito de Bragança, em Portugal.
Antigo castelo da Ordem do Templo na região de Trás os Montes e Alto Douro, integrava, à época da constituição da nacionalidade portuguesa, juntamente com os de Algoso, Bragança, Miranda do Douro, Mogadouro, Outeiro de Miranda e Vimioso, o chamado núcleo duro do nordeste transmontano. Hoje compreendido na Área Turístico-Promocional de Montanhas, de seu sítio contempla-se a Igreja Matriz de Santa Maria de Azinhoso e, ao longe, Mogadouro.
O topónimo deriva de penha (penedo ou rochedo), sendo possível que Róia tenha derivado de “roja” (vermelha).
História
Antecedentes
Pouco se sabe acerca da primitiva ocupação humana desta área. Os testemunhos arqueológicos apontam uma ocupação proto-histórica do local, que poderá estar relacionada a um castro. À época da Invasão romana da Península Ibérica, encontrava-se abandonado.
O castelo medieval
À época da Reconquista cristã da península, a região foi inicialmente conquistada pelo reino de Leão.
Com a afirmação do reino de Portugal, diante do estabelecimento da capital em Coimbra, tornou-se imperativa a sua defesa ativa. Para esse fim, Afonso I de Portugal (1143-1185) delegou aos cavaleiros da Ordem do Templo o encargo de fortalecer os acessos a sul e a leste do rio Mondego, doando-lhes, a partir de 1145, diversos domínios como os de Mogadouro e outros, na região de Trás-os-Montes.
Os domínios de Penas Róias foram doados à Ordem logo em 1145 por Fernão Mendes de Bragança, “tenens” da Terra de Bragança, circunscrição na qual a localidade estava inserida. Essa época coincide com testemunhos arqueológicos da sua ocupação no século XII, ou um pouco antes, já ao final do XI, o que sugere, para alguns autores, a prévia existência de um reduto defensivo no local, fato que poderia ser atestado pelos vestígios de torreões de planta circular (típicos de estruturas leonesas na margem direita do rio Côa, nesse período) que subsistem nos vértices do castelo.
Em posse da Ordem, o castelo sofreu significativas alterações, entre as quais se destaca a construção de uma torre de menagem de planta em losango. Embora tradicionalmente se afirme a data de 1166 como a de início da construção do castelo, sob a direção do 4.º Grão-Mestre da Ordem, D. Gualdim Pais, a inscrição epigráfica na torre de menagem encontra-se bastante deteriorada. É possível, entretanto, ler-se a data como “Era 1210” (da Era Hispânica, correspondente ao ano de 1172 da Era Cristã) ou ainda “Era 1219” (correspondente a 1181). Francisco Manuel Alves (1940) e Cordeiro de Sousa (1948), pretenderam ler nela o nome de Gualdim Pais, o que não é plenamente verificável. De qualquer modo, os trabalhos contaram com o seu patrocínio direto, uma vez que a torre (e o castelo) inscreve-se no movimento maior de construção de castelos templários no país, todos assinalados por inscrições epigráficas e empreendidos por Gualdim Pais, como os de Almourol, Longroiva, Tomar e outros.
Sob o reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211), empreendeu-se novo esforço de repovoamento da vila, que passou a sede de concelho, tendo recebido carta de foral em maio ou junho de 1187. Nesta fase, a Ordem deslocava a sua atuação mais para o sul, para a Beira Baixa, tendo recebido em agradecimento pelos seus serviços, os domínios de Idanha-a-Velha e de Monsanto em 1165 (os da primeira confirmados em 1197), e uma parcela, junto à Vila Velha de Ródão, em 1199. Em troca de Idanha-a-Velha, o soberano recebeu os castelos de Penas Róias e de Mogadouro (1197). Dois anos depois (1199), em troca da herdade de Azafa, o soberano recebeu da Ordem as igrejas de Mogadouro e de Penas Róias.
Posteriormente, sob o reinado de Afonso III de Portugal (1248-1279), nas Inquirições de 1258, faz-se alusão a Penas Róias e ao “tenens” de Bragança, D. Fernando Mendes de Bragança, que ocupou a tenência de Penas Róias entre 1128 e 1145, quando a doou aos Templários. A vila recebeu carta de foral, juntamente com Mogadouro, em 1272, foral esse confirmado a Penas Róias no ano seguinte (1273).
Diante da extinção da Ordem do Templo, Dinis I de Portugal (1279-1325) transferiu os domínios de Penas Róias para a Ordem de Cristo (1319), acreditando-se que tenham tido lugar trabalhos de recuperação e reforço das defesas à época, que estará na origem da configuração registada por Duarte de Armas no início do século XVI.
O domínio da povoação e seu castelo foram adquiridos por Álvaro Pires de Távora (1457), que também detinha a alcaidaria dos castelos de Mogadouro e de Miranda do Douro.
Sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521) o castelo e a povoação encontram-se figurados por Duarte de Armas no seu “Livro das Fortalezas” (c. 1509). O soberano outorgou o Foral Novo a Penas Róias em 1512.
Do século XVIII aos nossos dias
As “Memórias Paroquiais” (1758) referem que o castelo, a norte da vila, encontrava-se arruinado, com muros “de pedra de seixo bruto”, estando a torre, “de quatro esquinas”, ainda “bem segura e fabricada do mesmo seixo bruto” com paredes altas e porta “levantada mais de trinta palmos” com um letreiro ilegível.
No ano seguinte (1759), na sequência do processo dos Távora, a povoação passou para a Coroa.
Em 1836 registou-se a extinção do concelho e consequente declínio da povoação. Neste período, a população reaproveitou os materiais de construção do antigo castelo.
No início do século XX ainda eram visíveis alguns dos cubelos que integravam o castelo e a antiga cerca da vila, bem como de uma porta que ligava o castelo à povoação.
Com a cerca da vila de há muito desaparecida, o castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto n.º 34.452, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 59, de 20 de março de 1945.
Em 1977, quando se lavrava um terreno próximo, vieram à luz restos de colunas. A intervenção do poder público fez-se sentir entre 1977 e 1978, quando foram procedidos trabalhos de consolidação e reparos nas muralhas e na torre de menagem, a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).
Em 1992 o imóvel foi afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR), pelo Decreto-lei nº 106F/92, publicado no Diário da República, I Série A, nº 126, em 1 de junho de 1992.
Em 2007-2008, no âmbito de uma candidatura apresentada pelo IPPAR ao programa comunitário Interreg IIIA, foi desenvolvido um projeto de valorização que incluiu intervenções de conservação e restauro da torre de menagem e dos restos das muralhas do castelo.
Atualmente são visíveis apenas uma torre (fechada ao público) e os vestígios de antigas muralhas e cubelos medievais.
Características
Castelo roqueiro, na cota de 719 metros acima do nível do mar, foi erguido em estilo românico, tendo as suas muralhas sido reforçadas por quatro cubelos (dois facetados e dois cilíndricos). O material em que foi construído assemelha-se ao do Castelo de Algoso.
Ao centro da praça de armas ergue-se a torre de menagem, de planta em losango com lados de dimensões variáveis – entre 7 e 8 metros de largura -, de muros espessos, em aparelho simples de xisto quartzítico, argamassado. Internamente era dividida em três pavimentos. Nos alçados leste e sul, rasgam-se janelas em cantaria. A oeste rasga-se a única porta, retangular, a cerca de três metros de altura, também em cantaria. Era primitivamente acedida por uma escada de madeira, amovível. No lintel, inscreve-se a cruz pátea templária e uma inscrição epigráfica, muito erodida, onde de lê: “INCIPIUNT FUNDAMENTO CASTELO DE PENA ROIAS […] MENSE[(?)] ERA Mª CCª Xª[…] [ano de 1172] TEMPORE REGE [ALFONSO] […]”. (BARROCA, Mário Jorge. “Epigrafia Medieval Portuguesa (862-1422), vol. II”. Porto: Fundação Calouste Gulbenkian, 2000. pp. 376-379)
Próximo a esta torre encontram-se os restos de um dos cubelos cilíndricos que integravam o castelejo. Subsistem ainda alguns troços da sua muralha, a leste.
Finalmente, um recinto murado de maiores dimensões correspondia a uma zona de habitação, atividades artesanais e currais de gado.
in:fortalezas.org

património apodrecido nos açores

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Carlos Augusto Furtado

Estamos a falar de um estado pobre, que cobra impostos a uma população ainda mais pobre, onde parte dela vive de auxílios do estado pobre, numa nação que não produz o suficiente para manter o edificado existente, nação esta que já há muito tempo não “produz” filhos em quantidade para travar o envelhecimento da população. Há tanto para fazer neste triste país.
May be an image of street
Chrys Chrystello lembra-me macau sob admin port quando lá vivi 1976-1982, quandoa china tomou conta, recuperou e manteve…uma vergonha açores…
Rui Machado de Medeiros

Carlos Augusto Furtado, se é tudo tão pobre eu ofereço a lata de tinta para pintar as janelas.

como o estado maltrata o património

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A nossa Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, está em estado degradante, precisa urgentemente de manutenção, a humidade avança a “olhos vistos”, ali está depositada toda a nossa História, toda a nossa Identidade!
A humidade cria as condições para o surgimento de fungos que são um dos principais inimigos da boa conservação dos livros ali depositados.
É urgente a manutenção de tão nobre lugar!!!
Chrys Chrystello

Isto faz-me lembrar MaCAU quando lá vivi entre 76 e 1982, os edifícios do Estado degradados, foi preciso a China tomar conta daquilo para serem renovados e mantidos… Aqui não sei qual será a solução, energumenos…
Gualter Correia

O projecto de recuperação e consolidação estrutural, beneficiação e organização dos espaços com base num programa funcional especifico para biblioteca e arquivo, foi de autoria do Prof. Arquitecto José Lamas, nos finais dos anos oitenta. A obra foi adjudicada à Engil, após concurso internacional, nos inícios dos anos noventa. Para os históricos edifícios, houve boas decisões públicas e adequado esforço orçamental.
A imagem acima ilustra ausência de programas de manutenção e conservação corrente e periódica, a traduzir má gestão pública.

Luís Miguel Rodrigues Martins

Concordo em absoluto com o teor deste post, é escandaloso! Outro dia era o elevador que não funcionava, está tudo muito degradado! E o custo da tutela estar na Terceira. Alguém duvida?
Tomás Quental

Há relativamente pouco tempo publiquei um artigo no Diário dos Açores sobre o mau estado de conservação do edifício ou edifícios da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada. Isto é mais do que uma vergonha: é um escândalo!

António Bulcão Carta a Donald Trump

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Carta a Donald Trump
Caro Donald: escrevo-lhe esta cartinha porque há muita gente aqui na Terceira com medo de que o senhor também nos queira anexar. Quer dizer, há também muita gente que gostaria disso, até já rezaram para o seu país ter mais guerras, para haver muitos americanos na Base, imensas casas arrendadas acima de mil euros e dinamização comercial da Praia. Mas eu sou dos que não gostariam de ser americano, pelo que lhe peço pelas almas: tire isso do juízo e deixe-nos em paz.
O receio será justificado, e o senhor é que deu pau para as colheres, com aquilo da Faixa de Gaza poder ser Riviera (temos uma praia com esse nome), por querer ficar com a Gronelândia e isto agora do petróleo da Venezuela. Acho até que, no seu primeiro mandato, falou na possibilidade de ficar com a ilha de Jasus, por razões geoestratégicas.
Daí estas curtas linhas, que são para lhe fazer um convite: antes de tomar decisões drásticas, venha passar uns tempos à ilha. Vai ver que não vale a pena tomar este calhau de assalto. Aqui vive gente doida, Donald (creizi pipol, em inglês).
Começa logo no Natal, com um ritual bárbaro, que dá pelo nome de “o menino mija” (de lital bói pisses). Quando cheguei aqui também fiquei confuso, toda a gente me dizia que o seu menino mijava, e eu a perguntar-me “ok, e o que tenho eu a ver com isso?” (what the fuck?), é natural que mijem os meninos, faz parte da natureza para não reterem líquidos e darem cabo da bexiga e dos rins. Só com o tempo me apercebi de que querem é pretextos para se encharcarem com aguardentes e licores em casa uns dos outros.
A seguir vem o Carnaval. Aí é que os nativos perdem completamente a cabeça. Uns a tocar, outros a representar, correm a ilha toda e ai povaredo nas sociedades para rir com bailinhos, chorar com danças, abarrotados com vinho de cheiro e filhoses, ai Donald, nem imagina a quantidade de homens que adoram vestir-se de mulheres, ia ser um perigo para os seus marines.
Depois vêm os bodos, os bezerros enfeitados com boninas amarelas e mais comezaina maluca pelas freguesias todas, com mordomos e tudo, muito prezados. E as touradas (bullfaites), os bichos dentro de gaiolas, depois a correr amarrados com cordas, gajos com guarda-chuvas a fintá-los, um ou outro turista a ir pelo ar e o povo a encher ruas, a não deixar passar carros, sempre com uma bujeca na mão?
E o que esta gente come, senhor Donald? Atiram-se por essas pedras à beira-mar, armados de fachos e martelos, e apanham caranguejos fidalgos (gentleman crab), mais cracas (creiques), que são animais que vivem em buracos e, depois de cozidos, são extraídos com pregos e engolidos junto com água do mar, já viu coisa mais medieval?
Espetam facas em porcos e, mal acaba a guincharia da pobre vítima, comem-no todo, das orelhas ao rabo, passando pelas tripas e pelo sangue, chamando-lhes morcela e linguiça, nada de fast food por aqui…
Se o senhor decidir anexar a ilha também vai anexar estes selvagens. E os americanos que para cá vierem, das duas uma: ou não aguentam e vão querer voltar para os States no primeiro avião que pousar nas Lajes; ou gostam tanto que nunca mais querem sair daqui para fora, vão espalhar palavra pelos 50 estados de V. Exa, que rapidamente ficarão despovoados e a gente não tem terra para albergar tanto milhão.
Venha ver com os seus olhos, senhor Donald. E traga a Melania. Acho que ela vai adorar isto. E se for mútuo, se esta gente engraçar com a sua mulher, podemos nomeá-la embaixadora da ilha Terceira, juntamente com a Sofia Ribeiro. Que dupla, senhor Donald, que dupla fantástica.
(publicada hoje no Diário Insular)
 

Joana Félix

Fez-me recordar o “Papalagui”. Outro que também já não está nas minha estantes e dos que comprei era novinha

Judite Parreira é a nova Diretora Regional da Cultura | RTP Açores

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… da Cultura.

Source: Judite Parreira é a nova Diretora Regional da Cultura | RTP Açores