Lojas CTT dos Açores e Madeira alteram horário para prestação do serviço de pagamento do Subsídio Social de Mobilidade – Jornal Açores 9

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Os CTT – Correios de Portugal informam que entraram em vigor na quinta-feira, dia 01 de fevereiro, novos horários nas Lojas CTT dos Arquipélagos dos Açores e da Madeira, para a prestação do serviço de pagamento do Subsídio Social de Mobilidade (SSM). Face à significativa subida no número de operações de pagamento do SSM, a […]

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Curiosidades fronteiriças: Estrada da Petisqueira

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Curiosidades fronteiriças: Estrada da Petisqueira
A Raia está cheia de pequenas curiosidades fronteiriças que costumam passar desapercebidas para quem não liga a estas coisas ou quem não repara em pequenos pormenores a não ser que seja uma pessoa viciada em fronteiras, é claro!
É o caso da EM1039 que liga a Petisqueira à EN308 e daí a Deilão, sede da junta de freguesia, e a Bragança, capital do concelho. Esta estrada não é mais do que uma pequena estrada municipal que parece mesmo um caminho a nenhures, em uma região de lombas (não é por acaso que esta região recebe o nome de Lombada), com um pequeno planalto que em esta parte do território entra em um declive suave mas contínuo que faz com que a altitude, que no entroncamento com a EN308 é de 900 m., desça até os 690 m. já na Petisqueira.
Segundo a antropóloga Paula Godinho, Professora na Universidade Nova de Lisboa e talvez a melhor especialista em contrabando e fronteiras da Península Ibérica, esta estrada era conhecida por «estrada das forças armadas» e foi construída no PREC (Processo Revolucionário em Curso, que decorreu entre Abril de 1974 e Novembro de 1975), já que até esse momento o único elo de ligação com o território português era um caminho que só dava para a passagem de burros. Daí a forte interacção entre esta aldeia e as aldeias vizinhas de Riomanzanas e Villarino de Manzanas, na região alistana, muito mais próximas, o que se reflecte nas tradições populares, muito semelhantes, como tem posto em relevo o estudioso das tradições transmontanas António Tiza. Um exemplo disso é a celebração conjunta da festa em honra de Nossa Senhora de Fátima com Villarino nas margens do rio Maçãs, ou os falares raianos (ou o que resta deles) da Petisqueira, dentro do chamado dialecto maçaneiro, de origem asturo-leonesa.
Mas tem uma particularidade: uma boa parte da estrada está limitada pela fronteira de forma que podemos observar vários marcos fronteiriços ao longo da mesma e, ao lado, uns sinais de reserva de caça da Junta de Castela e Leão, já que estamos mesmo no limite com a província de Zamora, na região de Aliste. Parar nesta estrada, desligar o carro e ficar em silêncio faz com que, de repente, sintamos uma estranha solidão, uma sensação de sermos insignificantes, de estarmos mesmo sós, no meio daquelas lombas cheias de urzes, giestas e tojos, absolutamente sem árvores nenhumas, sem vermos aldeias por perto (ficam escondidinhas no fundo dos vales) e onde não há vivalma. Imaginem isso em uma manhã de Inverno, com um vento frio de rachar a passar pelo meu rosto. Eis que foi assim que eu me senti, mas em paz comigo mesmo. Afinal estava mesmo numa terra de ninguém e era possível usufruir de uma certa aura de liberdade, mesmo que fosse apenas uma ilusão, abstraindo-me do resto do mundo. Se puderem, experimentem no vosso local favorito. Vale a pena!

in:historiasdaraia.blogspot.pt

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uma fronteira esquecida que era apenas portugal

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Fronteiras: Moimenta da Raia/S. Cibrão de Hermisende
Entrando de novo no terreno do esquecimento, lá vai uma fronteira muito pouco conhecida. Trata-se da fronteira existente entre Moimenta da Raia, freguesia e aldeia do concelho de Vinhais, e São Cibrão de Hermisende (San Ciprián, na toponímia oficial). É pouco conhecida porque de Moimenta sai apenas um caminho rural de terra batida, enquanto de S. Cibrão há um desvio pavimentado de apenas uns 200 m. até ao mesmo limite fronteiriço que parte da estrada ZA-L 2698, que liga Hermisende com Castromil, aldeia que está partida em duas partes porque uma pertence ainda à província de Zamora e a outra faz parte já da Galiza, mais exactamente da província de Ourense e do concelho de A Mezquita.

Partindo de Hermisende, temos de atravessar a ponte da Veiga, ponte medieval situada sobre o rio Tuela, um dos dois rios, que junto com o Rabaçal formam o Tua pouco antes de chegar a Mirandela. Daí há uma subida íngreme na que S. Cibrão fica de lado, visto que temos de passar de pouco mais de 790 m. no fundo do vale até quase os 1 000 m. passando a meia encosta da Serra do Marabón, serra que separa a província de Zamora da Galiza. Daí chegamos a um planalto granítico que desce em suave declive entre os 1 100 e os 900 m., flanqueado pela Serra do Marabón e a Serra da Coroa, situando-se Moimenta da Raia a uma altitude algo inferior aos 900 m., na parte mais baixa do planalto pouco antes de chegarmos às íngremes encostas quase em arribas do vale do Tuela.

Esta situação entre a Galiza, Leão e Portugal deu lugar a pontos como o chamado Penedo dos Três Reinos, não muito longe deste ponto fronteiriço, se bem na realidade o reino da Galiza tinha o seu limite oriental na Portela do Padornelo e as províncias do Antigo Regime mantiveram esta situação até 1833, com a reforma provincial de Javier de Burgos, que deu o território entre esta portela e a Portela da Canda, à província de Zamora. Os penedos graníticos fazem, pois, parte da paisagem deste planalto porque a sua elevada altitude faz com que abundem afloramentos rochosos e uma paisagem quase desoladora de estevas, urzes, giestas ou tojos, ou seja, grandes extensões de mato açoitados por um vento geado no Inverno e pelo calor intenso no Verão.

Daí a importância do fumeiro na região, aquém e além fronteiras, que beneficia destas temperaturas baixas que resultam ideais para o fabrico de enchidos e, no concelho de Vinhais, da cria do porco bísaro, verdadeira iguaria e marca identificadora da região. Como muitas aldeias, esta região sofreu com intensidade a emigração, mas manteve certos usos comunitários hoje em declínio e que, infelizmente, decerto morrerão com a extinção das gerações mais velhas, dedicadas à agricultura e à pecuária, numa economia típica de subsistência.

Do ponto de vista cultural importa salientar o facto de as relações transfronteiriças terem sido muito intensas, o que se traduziu numa mistura de traços do ponto de vista etnográfico e linguístico. As fronteiras na região realmente não foram bem delimitadas até ao Tratado de Limites de 1864. Já as Inquirições de D. Afonso III de 1258 mostravam que Portugal estava na posse da aldeia de Manzalvos e metade da aldeia de Cádavos, actualmente do concelho de A Mezquita, na Galiza. Relativamente à S. Cibrão é comummente aceite que esta aldeia junto com Hermisende e Teixeira pertenceram à coroa portuguesa até 1640, se bem Francisco Manuel Alves, Abade de Baçal e grande estudioso do distrito de Bragança, mostra que a documentação histórica não nos permite afirmar tal hipótese, sendo que talvez tenham sido perdidas ao longo do século XVI.

Seja como for, a dominação portuguesa deixou a sua marca na língua falada na região. A mal chamada Alta Sanábria ou Sanábria galega é na realidade a região das Portelas e o galego é a língua principal de uso, para além do castelhano oficial. No entanto, nestas três aldeias de S. Cibrão, Hermisende e Teixeira há quem afirme que é falado um galego com traços portugueses ou um português em descomposição, com traços galegos. Do ponto de vista filológico, S. Cibrão pertencerá ao grupo do chamado «portelego central», tendo perdido o uso do esse sibilante sonoro, que ainda se mantém nas aldeias de Hermisende e Teixeira, do grupo do «portelego oriental». Os seus habitantes não se consideram sanabreses, mas antes porteixos.

Em resumo, uma região de confluência de culturas que vale a pena visitar quanto mais não seja que pelas suas paisagens, o contacto com a Natureza ou o património cultural e humano. Embora o Verão seja a melhor estação para visitar, quer pelas suas melhores condições meteorológicas, quer pelo facto de haver uma vida mais animada com os emigrantes que voltam de férias e as romarias, eu gosto particularmente no Inverno, quando esse vento frio acaricia o meu rosto e sinto algo de purificador nisso, no meio do cheiro do mato e o fumo da lenha das casas lentamente queimada na lareira para aquecê-la ou até mesmo cozinhar pratos fortes e consistentes. Vai um bom cozido ou umas fatiazinhas de salpicão de porco bísaro?

in:historiasdaraia.blogspot.pt

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Via Estreita

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Nota muito importante: até à Restauração de 1640, São Cibrão, Ermisende e Teixeira ERAM parte do Reino de Portugal.
Aconteceu que, tal como em outra medida à cidade de Ceuta, permaneceram unidas à coroa de Espanha.
Daí o seu dialecto único com raiz portuguesa.

dia de vénus

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dia de vénus

Hoje é o dia da deusa Vénus, e só na língua portuguesa se conseguiu alterar a designação pagã para um nome cristão, assim como nos restantes dias da semana. Sexta-feira é, portanto, o sexto dia de «feria» (festa religiosa católica). O autor da proeza foi São Martinho de Dume, que foi bispo de Braga, no tempo dos Suevos. Ele achava indigno que os dias tivessem nomes de divindades romanas, principalmente na Semana Santa. Em mais nenhuma língua se conseguiu essa alteração. É obra. Martinho quis também mudar os nomes dos sete planetas, que são precisamente os nomes dos sete dias, mas tal façanha já não foi capaz de levar a bom termo. Lua, Sol, Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno assim continuaram (planeta era, na Antiguidade, um astro que se movia no céu, daí a inclusão de Sol e Lua). Não consigo imaginar que se chamasse Nossa Senhora à Lua, por exemplo, ou Deus Pai ao Sol, ou planeta São Pedro a Júpiter. Os meses também mantiveram a designação latina original (estamos em fevereiro, do latim Februarius), e julho ainda traz o nome de Júlio César. Nem a Revolução Francesa logrou tal sucesso, uma vez que tendo mudado todos os nomes dos meses, os antigos títulos regressaram em 1806. Agora estaríamos no mês Pluvioso, se vigorasse o calendário revolucionário. A seguir à revolução republicana portuguesa, em 1910, Afonso Costa quis acabar com a religião. Passaram mais de cem anos e ainda hoje vamos à missa; além disso, as seitas cristãs proliferam como uma praga («Eu via a luz, Senhor!» Deves ter visto, deves. O Espírito Santo foi-te ao bolso e nem piaste). A revolução francesa pretendeu igualmente exterminar a crença religiosa, e até transformou belas igrejas em armazéns e palheiros (não as terem deitado abaixo já não foi mau). Em vão agiram os vanguardistas, assim como na revolução soviética. Não é só a religião que é o ópio do povo, é qualquer fanatismo (o futebol é um deles). Hoje, a Rússia até tem lá um patriarca cristão todo xispeteó a dizer que o senhor Putin é um enviado de Deus à Terra para salvar a humanidade. O filho da Putin (a mãe dele era a senhora Putin) deve ser o novo Messias. Bendito seja o santo homem, que só tem feito bem ao mundo. Interessante foi o caso dos nomes dos papas. Até João II, os papas mantinham o seu nome de nascimento quando eram eleitos, só que João II chamava-se Mercúrio, o nome de um deus gentio, algo incómodo para a Igreja. Então tratou de escolher outro, conservando-se esta tradição até hoje, uma vez que o nosso querido pontífice Francisco não se chama Francisco, mas sim Jorge. Acho que devia ter mantido Jorge, já que é o nome de um deus argentino, tal como ele é argentino: Jorge Luis Borges. Deus até escreveu direito por linhas tortas, porque o nome completo de Borges é Jorge Francisco Luis Borges. Eu não creio em bruxas, mas que as há, há).
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Tinha 77 anos, estava reformado e vivia nos Açores. Morreu às mãos de uma mulher de 43 anos com quem mantinha um caso amoroso.

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REMINISCÊNCIAS DA HELENA

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SEMPRE QUE PODIA, TODAS AS SEMANAS A HELENA IA VER O QUINTAL E AS NOSSAS PARCAS PLANTAS MAS A AMEIXIEIRA ERA UMA FAVORITA,

EM 2023 DEU UMA CENTENA DE FRUTOS QUE ELA ADORAVA….um semana depois dela partir a ameixieira está a dar frutos…e as suculentas estão com excelente aspeto..ela ia gostar…

frutos em fevereiro!!!!!

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Calado exigiu deslocar-se num Bentley na sua visita a Londres no âmbito das comemorações do 10 de Junho no ano passado. O ex-presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado, foi o centro das atenções durante a celebração do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, no ano passado, a convite da comunidade madeirense de Londres. A deslocação do então autarca à capital britânica, acompanhado pela esposa e uma comitiva, ficou marcada pela escolha de um luxuoso Bentley como o meio de transporte, um detalhe que não passou despercebido e está agora a levantar questões sobre

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