1926 triste dia

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*** 28 DE MAIO ***

A 28 de maio de 1926, iniciava-se um levantamento militar que levaria ao fim da I República Portuguesa (1910-1926) e iria dar início a uma nova fase da História de Portugal, a Ditadura Militar (1926-1932).
O General Carmona, em 1928, foi eleito Presidente da República. Iniciava-se assim a Ditadura Nacional em Portugal. Carmona, numa tentativa de resolver os problemas económico-financeiros de Portugal, convidou o Professor António de Oliveira Salazar para Ministro das Finanças.
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marina da horta sobrelotada

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IATES SOBRELOTAM PORTO DA HORTA
O porto da Horta encontra-se, por esta altura, superlotado de veleiros, que fazem escala na ilha do Faial, no arquipélago dos Açores, durante a travessia entre a América e a Europa.
Nos meses de abril, maio e junho, principalmente, intensifica-se o movimento diário de embarcações ao largo da costa sul do Faial (onde se situa o alojamento BELO CAMPO), de oeste para leste, em direção à mais abrigada baía das ilhas açorianas, em pleno Atlântico Norte. De velas enfunadas em dias ventosos aproando às ondas, mastros despidos ou pano indolente em tempo de calmaria, os “aventureiros” (barcos e tripulantes que chegam em iates de recreio, assim apelidados na gíria local) anseiam pela cosmopolita Horta, que encontram, após longos dias e curtos sonos de viagens sem paragens, com os braços abertos da Espalamaca e da Guia (montes que desenham o ancoradouro tranquilo e seguro responsável pela projeção secular que o Faial alcançou na história da navegação atlântica), à sua espera.
O casario em anfiteatro, que parece uma sala de espera; as araucárias, em sentinela, que velam pela cidade; as igrejas, altivas, que escondem estórias imemoriais; a marina, que acolhe de forma única e o “Armandinho”, que sorri e se tornou um símbolo da mítica hospitalidade faialense e, finalmente, um gin, poliglota, no bar mais procurado do mundo, tornam a cidade da Horta no fim e no princípio de tudo para qualquer marinheiro.
A atração deste lugar especial faz da cidade da Horta e da ilha do Faial, quer se queira sorver o mar em múltiplas atividades marítimo-turísticas (observação de baleias no seu “habitat” natural e passeios de bote baleeiro ou em lanchas rápidas, vela, mergulho, pesca desportiva, expedições científicas), quer se procure simplesmente a contemplação da simbiose perfeita terra-mar, a escolha perfeita. |X|
[ texto escrito a 28 de maio de 2022, inserido no portal belocampo.pt ]
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autor comercial na feira do livro

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Excerto aproximado de uma entrevista oral que ouvi fazer a um autor comercial :
-Porque começou a escrever?
– Ninguém me conhecia e eu queria ser conhecido.
– Mas o que o motivou?
– Nas aulas de Filosofia eu tinha lá as minhas teorias.
– Mas foi algum autor em concreto?
– Ouvia os professores a falar do Fernando Pessoa e tal.
– Mas como explica ser tão novo e ter publicado tantos livros?
-Só levo 3 meses a escrever o livro e tem de estar pronto antes do Natal.
– E não faz auto-censura no que escreve?
– A minha editora trata disso.
– A sua formação não tem nada a ver com Literatura.
– Mas nunca exerci a minha formação.
– Tem muitos leitores…
– Sou um dos mais vendidos e a minha mãe ainda me diz que tenho de arranjar uma profissão!
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    • 47 m
  • Leonor Sampaio Silva

    É uma tristeza. As editoras deviam ser regidas por um código deontológico.
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    • 43 m
  • Ines Thomas Almeida

    Infelizmente, é um retrato fiel do país em tantas áreas, não apenas da literatura comercial (e ainda estou a digerir a Feira do Livro e os teatros fechados por causa de um jogo de futebol).

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    • 42 m
  • Irene Domingues

    Teresa hoje não é dia 1 de abril.
    🙈🙈🙈

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    • 42 m
  • Cristina Sobral

    Fácil adivinhar : o nome começa pr R e o apelido tem uma elisão.
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    • 37 m
  • Ernesto Rodrigues

    Transcrição fidedigna do que também eu ouvi. A entrevista foi uma dor de alma: além de inanidades, o escrevedor não dominava a sintaxe. Confessou, sim, que a editora se responsabilizava por compor e melhorar um romance escrito em três meses.

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    • 36 m
  • José Vieira

    Conheço o município que apadrinha e institui esse escritor e acha muito bem e normal. Se alguém comenta ou critica, é imediatamente rotulado de invejoso ou snob. “Assim se fazem as cousas”, já dizia o velho Gil Vicente. Aliás, é amicíssimo da autarca e responsável ou curador pelo “festival literário “. Como sei tudo isto: venho desse famigerado concelho
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    • 21 m
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  • Joaquim Leal

    Está certo!…
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    • 20 m
  • Graça Rodrigues

    Pois… linha de montagem. Lamentavelmente alargada a diversos sectores culturais
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    • 14 m
  • Odete Coelho

    Parece anedota, é inacreditável. ☹️
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    • 10 m
  • Vítor C. da Silva

    Qual o nome do escriba?
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    • 10 m
  • Luís Manuel Farinha

    Só pode ser um texto cómico…Aposto!
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    • 1 m

 

Excerto aproximado de uma entrevista oral que ouvi fazer a um autor comercial :
-Porque começou a escrever?
– Ninguém me conhecia e eu queria ser conhecido.
– Mas o que o motivou?
– Nas aulas de Filosofia eu tinha lá as minhas teorias.
Mas foi algum autor em concreto?
– Ouvia os professores a falar do Fernando Pessoa e tal.
– Mas como explica ser tão novo e ter publicado tantos livros?
-Só levo 3 meses a escrever o livro e tem de estar pronto antes do Natal.
– E não faz auto-censura no que escreve?
– A minha editora trata disso.
– A sua formação não tem nada a ver com Literatura.
– Mas nunca exerci a minha formação.
– Tem muitos leitores…
– Sou um dos mais vendidos e a minha mãe ainda me diz que tenho de arranjar uma profissão!

 

 

COMPANHEIROS DE VIAGEM AO CORVO (NÃO TIVE ESTE PRAZER)

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COMPANHEIROS DE VIAGEM AO cORVO (N~~AO TIVE ESTE PAZER)

exame de admissão aos liceus

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Em 26 de maio de 1863, faz hoje precisamente 160 anos, era publicado o programa dos exames de instrução primária para admissão à primeira matrícula nos liceus nacionais.
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telmo nunes sobre nuno costa santos

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«COMO UM MARINHEIRO EU PARTIREI – UMA VIAGEM COM JACQUES BREL»
Uma viagem aos últimos anos de vida de Brel, à sua passagem pela Horta, à fuga aos holofotes e a tudo o que de mais pernicioso a fama pode transportar: eis o primeiro ancoradouro e talvez o mais evidente dos vários que compõem este livro. Todavia, a riqueza literária não se esgota e vai robustecendo, à medida que se desenham outras escalas, sobretudo aquela que decorre num mapa interior, a viagem ao íntimo, até ao quadrante mais pessoal e mais oculto do narrador e para o qual nenhum azimute o poderá carrear. Neste âmbito e num registo emocionado, somos levados a recordar que escolher é deixar de fora, e que optar, para além de um risco, implica sempre uma perda.
Este é um livro de exceção, que merece ser amplamente lido pelas mais variadas geografias, mas particularmente nos Açores e pelos açorianos, já que é narrado um naco de história que, possivelmente, será desconhecido da maior parte das pessoas. Ademais, representa uma viagem emocionante que resulta de uma forma de estar e de “viver perigosamente”. É preciso ir ler, “é preciso ir ver”.
Nuno Costa Santos, «Como Um Marinheiro Eu Partirei – Uma Viagem Com Jacques Brel», Penguin, 2023
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