FLORES | Governo dos Açores articula com a Força Aérea novo transporte de mercadorias – Rádio Ilhéu

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A Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas informa que hoje, às 14h00, a Força Aérea Portuguesa fará um voo Ponta Delgada-Flores, para transporte de 5.000 kg

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IDOSOS A MORRER NO LAR DO COMÉRCIO

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REPORTAGEM: Idosos sem cuidados no Lar do Comércio estão “a morrer aos bocados”, dizem funcionários
*** Vânia Moura, da agência Lusa ***
Matosinhos, Porto, 03 mar 2023 (Lusa) – Há utentes com lugar vitalício no Lar do Comércio, em Matosinhos, a abandonar, perante ausência de condições, a instituição apelidada por alguns funcionários de “casa fantasma” e onde, dizem, se está “a morrer aos bocados por falta de cuidados”.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou à Lusa que foi instaurado um inquérito que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Matosinhos para averiguar as denúncias de alegados maus-tratos apresentadas por um grupo de sócios que dizem que os “maus-tratos nunca deixaram de acontecer”.
O caso foi também já denunciado junto da Segurança Social.
Refugiando-se no anonimato, os funcionários e utentes que decidiram falar à Lusa, descrevem um cenário em tudo idêntico ao que as autoridades de saúde encontraram em 2020, ano em que morreram, segundo números oficiais, 24 utentes de covid-19 e em que até o Exército teve de intervir.
À data, perante a incapacidade da instituição para travar a progressão da doença, as autoridades transferiram os idosos para outras instituições. Após a desinfeção das instalações, os utentes voltaram depois para o Lar do Comércio, sítio já naquela altura investigado por suspeitas de maus-tratos. Ouvidos pela Lusa, funcionários e utentes perguntam, reiterando que nada mudou, porque nada está a ser feito.
Os relatos repetem-se, como se de um eco se tratassem: “os idosos estão a morrer aos bocados por falta de cuidados”, conta um funcionário à Lusa.
Diz não entender a razão pela qual as autoridades não intervêm. Há utentes com lesões, alguns de vários anos que precisavam de outros cuidados, outros que se queixam de ter assaduras causadas por horas com fraldas sujas e alguns a quem se esquecerem de dar o jantar ou a medicação.
“O lar parece uma casa fantasma”, descreve um outro funcionário da instituição que traça um cenário dramático, com idosos, mais de cem, mais de metade dos quais acamados ou sem autonomia, “deixados à sua sorte”.
Dentro e fora de portas, no apoio domiciliário, as refeições são, relata, de má qualidade e em quantidade insuficiente.
As queixas, diz, são frequentes, mas não há ninguém para as ouvir. A diretora de Serviços da Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) “aparece uma vez por semana, se tanto”, e nem sempre está disponível por telefone.
Relata ainda que houve utentes que “não tomaram banho durante meses porque foi detetada, em fevereiro de 2022, a bactéria da legionela no sistema de abastecimento de água”. Situação que hoje diz não saber se está resolvida. Conta que foram colocados filtros em alguns chuveiros, mas não em todos, e instalado um contentor das obras com diversos chuveiros de forma provisória.
“Se tomaram lá banho 50 pessoas, e alguns mais do que uma vez, foi muito. A utilidade que teve foi para encher garrafões com água quente para dar banho aos utentes”, denuncia, referindo que a situação do Lar do Comércio que “estava mal, ainda ficou pior”.
A doença dos legionários, comummente conhecida como Legionella, é uma forma de pneumonia que pode, entre outras consequências, ser fatal. As pessoas com mais de 50 anos estão entre o grupo com maior risco de complicações.
Entre os residentes vitalícios do Lar Comércio, ouvidos pela Lusa, impera a tristeza. Apesar de terem os seus espaços, pelo qual pagam cerca de 350 euros mensais, decidiram sair devido à falta de condições.
“Fomos obrigados a sair para viver”, afirmou um dos residentes, acrescentando que “andam a brincar com a vida humana”.
Quando investiram num lugar vitalício no Lar do Comércio para garantir tranquilidade no fim da sua vida, estavam longe de imaginar um cenário como o que descrevem hoje.
À Lusa, outro dos residentes diz ter assistido na primeira pessoa, a situações de abandono, falta de cuidados e maus-tratos reiterados. Utentes abandonados em salas sem assistência a suplicarem por água, utentes com chagas “onde cabia um punho” ou que passaram meses doentes sem que lhes fossem perguntadas coisas mais básicas – se estavam bem, se tinham comida, ou se precisam de cuidados de enfermagem.
Conta como um senhor na ala dos residentes foi abandonado à sua sorte, durante três anos. Quando deixou de se alimentar, “partiram-lhe os dentes para o entubar”.
Não é caso único. Outros como este senhor, sublinha, também foram abandonados. Equipas de auxiliares sem formação, enfermeiros e médicos em constante mudança explicam em parte, garantem, a situação em que se encontram os idosos.
“Não quer dizer que antes [em anteriores direções] estivesse tudo bem, mas agora está pior”, afirmou, lamentando a degradação dos cuidados prestados, que já em 2020 levantava dúvidas.
A Lusa questionou o Lar do Comércio sobre estas acusações, mas até ao momento não obteve qualquer esclarecimento.
Foram também pedidos esclarecimentos à autoridade de saúde local de Matosinhos, que ainda não prestou informações sobre esta matéria.
Em 2020, mais de 100 idosos foram infetados com covid-19, 24 dos quais acabaram por morrer. A atuação do lar, levou o Ministério Público a abrir um inquérito já em fase de julgamento.
O antigo presidente da direção, a ex-diretora de serviços e a própria lar estão acusados de 67 crimes de maus-tratos, 17 dos quais agravados pelo resultado morte. A acusação sustenta que os arguidos, atuaram “com a consciência de que a omissão dos cuidados aos utentes poderia causar-lhes a morte, como veio a suceder”.
VSYM (JGS)//LIL
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Empresários da ilha das Flores denunciam caos no abastecimento e economia estagnada – Jornal Açores 9

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Os empresários da ilha das Flores, nos Açores, denunciaram hoje o “caos” no abastecimento e a rutura de ‘stocks’ em vários produtos, incluindo gás, alertando para uma economia estagnada devido aos constrangimentos no porto. “O abastecimento está péssimo. Falta muitíssima coisa. Mais de 50% das referências. Falta de tudo, praticamente. Ainda temos leite para mais […]

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delta vs nespresso

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Delta vai abrir lojas próprias em Madrid e Paris para competir com a Nespresso.
Com presença em 40 países, o grupo Delta fechou o ano passado com “uma faturação de 460 milhões de euros”, o que representa “um crescimento de 12% a nível global”, adianta ainda Rui Miguel Nabeiro.
A Delta quer “competir com as grandes marcas de cápsulas” de café.
Por isso, prepara-se para abrir novas lojas próprias em Madrid e Paris.
“A ideia é vender um produto diferente e de alta qualidade, mas também oferecer experiências em torno do café”, revelou Rui Miguel Nabeiro, CEO do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, em entrevista ao jornal espanhol El Economista.
“Queremos competir com as grandes marcas de cápsulas, como a Nespresso”, sinaliza Rui Miguel Nabeiro.
Com quatro lojas próprias em Portugal, denominadas The Coffee House Experience, o grupo pretende agora expandir o negócio além-fronteiras.
“Vamos agora entrar em Espanha e França com a abertura de lojas em Madrid e Paris”, aponta o CEO da Delta,
explicando que a ideia passa por “vender um produto diferente e de alta qualidade, mas também oferecer experiências em torno do café”.
Com presença em 40 países, o empresário adianta ainda que o grupo Delta fechou o ano passado com “uma faturação de 460 milhões de euros”, o que representa “um crescimento de 12% a nível global”, face ao período homólogo, sendo que mais de um terço (35%) do negócio “vem da área internacional e destes 40% do mercado espanhol”.
“O último ano foi um ano de recuperação depois dos maus anos (2020 e 2021) em que fomos penalizados pela pandemia e pelas restrições ao setor hoteleiro”, afirma Rui Miguel Nabeiro, em entrevista ao jornal espanhol.
O CEO revela ainda que no canal horeca (hotéis, restaurantes e cafetarias), o grupo atingiu 10 mil clientes e tem “30 distribuidores” com os quais tem “mais 5.000 clientes indiretos”.
Em Portugal, “55% das nossas vendas são em hotéis, mas 45% são em lojas“, diz.
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RAMOS HORTA CRITICADO

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PR timorense rejeita críticas às suas deslocações ao estrangeiro que considera essenciais
Díli, 02 mar 2023 (Lusa) – O Presidente da República timorense rejeitou hoje críticas à sua agenda internacional, com várias deslocações desde que tomou posse, considerando as viagens internacionais essenciais para recolocar Timor-Leste no palco internacional.
“Se alguém puder substituir-me para compensar por 10 anos de falta da presença do nosso chefe de Estado em várias conferências internacionais, se querem substituir-me em palestras nas maiores universidades, nos maior ‘think thanks’, a mobilizar simpatia e apoio internacional, se puderem fazer melhor do que eu em atrair boa vontade e investimentos em Timor-Leste, estou mais do que disponível para a troca”, disse José Ramos-Horta, em declarações à Lusa.
O Presidente reagia a comentários críticos de alguns deputados, feitas esta semana, e de organizações da sociedade civil citadas pela comunicação social timorense, relativamente à agenda internacional do chefe de Estado.
Os comentários no Parlamento Nacional surgiram durante o debate e votação do pedido de autorização para a viagem, exigido pela Constituição, que acabou por ser aprovado por unanimidade dos deputados presentes.
O Presidente, que falava à margem da condecoração do diretor cessante da Escola Portuguesa de Díli com a Medalha da Ordem da Liberdade, parte de Díli na sexta-feira para uma viagem que o levará a Doha e ao Azerbaijão.
Em Doha, o chefe de Estado disse que vai participar numa cimeira dos Países Menos Desenvolvidos (LDC, na sigla em inglês), grupo de que Timor-Leste faz parte e no qual Ramos-Horta considera que o país deve continuar “pelo menos mais 10 anos”.
“Terei várias intervenções formais na cimeira, mas também já estão agendados vários encontros bilaterais”, explicou.
“Depois sigo para o Azerbaijão, um dos países petrolíferos mais ricos do mundo onde participarei numa conferência académica, com a expetativa de eventualmente conseguir apoios aos meus programas humanitários e sociais”, disse.
ASP // VM
Lusa/Fim
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Rosa Horta Carrascalao

Criticam? Então se o parlamento autoriza as viagens..
santa paciência 😳
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ATÉ BREVE RUY CASTELAR

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Um autêntico “Dinossauro” da comunicação… Saudades do “Fantástico” da Comercial. Ficava “madrugadas em claro” a ouvir este senhor… com quem tive o privilégio e orgulho de privar. Obrigado e… Até breve Ruy Castelar!
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TIMOR E O PETRÓLEO

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TIMOR GAP rejeita acusações de violação de obrigações contratuais
Díli, 03 mar 2023 (Lusa) – A petrolífera estatal timorense TIMOR GAP rejeitou hoje as acusações da Timor Resources de que viola as suas obrigações contratuais no que diz respeito ao projeto de exploração a decorrer a sul do país.
“A TIMOR GAP cumpre sempre as suas obrigações contratuais e rejeita completamente quaisquer falsas alegações da Timor Resources Pty Ltd, uma empresa privada de petróleo e gás da Austrália, de que deve qualquer dinheiro nos termos do Acordo de Operações Conjuntas”, refere um comunicado enviado à Lusa.
Na nota, a empresa timorense afirma que opera “em conformidade com os mais elevados padrões de integridade e transparência e continua empenhada no Estado de direito e no cumprimento de todas as suas obrigações contratuais”.
O comunicado da TIMOR GAP surge em resposta a uma notícia avançada na quinta-feira pela Lusa de que a empresa Timor Resources, envolvida na exploração de vários poços no interior sul do país, vai processar a petrolífera Timor GAP, parceira no projeto, por falta de pagamento da sua contribuição financeira.
“Advogados da Timor Resources reuniram-se esta semana com advogados em Timor-Leste e o projeto vai parar quando a perfuração teste se concluir enquanto o operador legalmente processa a Timor GAP pelo não-pagamento da sua contribuição, contratualmente exigida”, disse fonte oficial da empresa à Lusa.
Em causa, segundo a mesma fonte, está o pagamento em atraso de 11 milhões de dólares (10,33 milhões de euros) correspondente ao que a Timor Resources diz serem obrigações contratuais de injeção financeira da Timor GAP, parceira a 50% no consórcio do projeto.
“A TIMOR GAP não fez o pagamento referente aos anos civis de 2022 e 2023 e estão agora em risco de perder a sua participação no projeto”, explicou.
A petrolífera timorense considera que a notícia “reproduz várias afirmações produzidas pela empresa Timor Resources que são inteiramente falsas e atentatórias do bom nome” da empresa.
“A TIMOR GAP não tem qualquer obrigação contratual de suportar quaisquer custos de exploração e desenvolvimento, pelo que não se encontra em situação de incumprimento conforme falsamente alegado pela Timor Resources”, refere o comunicado.
“Pelo contrário, é a Timor Resources que se encontra em grave violação das suas obrigações contratuais ao se recusar a financiar a totalidade das operações petrolíferas”, sublinha.
A petrolífera timorense refere-se aos contratos de partilha de produção, assinados pela Timor Resources com o Estado timorense, e ao acordo de operações conjuntas assinado com a TIMOR GAP, segundo os quais, sublinha, “a Timor Resources assumiu a obrigação de financiar a totalidade (100%) dos custos incorridos nos referidos blocos, incluindo os custos relativos ao interesse participativo da Timor Gap (50%) durante a fase de exploração e desenvolvimento e até à primeira produção de petróleo”.
Uma obrigação, refere ainda a nota, “habitualmente designada na indústria petrolífera por ‘Carry’” e que “é normalmente assumida pelas companhias petrolíferas estrangeiras em relação às empresas petrolíferas nacionais” como é o caso da TIMOR GAP.
Assim, vinca, a empresa australiana “está obrigada a suportar a totalidade dos custos incorridos, e a incorrer, nos referidos blocos, até que seja atingida a primeira produção de petróleo caso a atividade de exploração em curso seja bem-sucedida e resulte numa declaração de descoberta comercial”.
Essa obrigação, sublinha, está definida nos termos “absolutamente inequívocos” dos contratos.
No comunicado, a TIMOR GAP acusa a empresa australiana de impedir a sua participação nas reuniões da Comissão de Operações, e de ter bloqueado o acesso “a qualquer informação geológica, técnica ou financeira, o que constitui igualmente uma violação grave das suas obrigações” contratuais.
“Durante a negociação dos referidos PSC [contrato de partilha de produção] e JOA [acordo de operações conjuntas], a Timor Resources produziu várias afirmações, incluindo por parte da respetiva CEO, assumindo o compromisso de suportar a totalidade das operações de pesquisa e desenvolvimento, afirmando dispor dos recursos financeiros para tal”, explica.
“A Timor Resources está obrigada perante o Estado de Timor-Leste a prosseguir as operações nos referidos blocos nos termos do PSC, independentemente de qualquer disputa com a TIMOR GAP, não podendo suspender essas operações conforme terá sido anunciado pela Timor Resources”, sublinha.
Nesse sentido, alega, “qualquer suspensão ou interrupção injustificada das operações resultaria numa violação grave” do acordo de partilha de produção, o que poderá “resultar na rescisão desse contrato por parte do Estado de Timor-Leste”.
“Enquanto parceira da Timor Resources, a TIMOR GAP espera que a Timor Resources consiga reunir os recursos financeiros para prosseguir as atividades nos referidos blocos e honrar as obrigações que assumiu, enquanto investidor estrangeiro, perante a TIMOR GAP e o Estado de Timor-Leste”, conclui.
ASP // CAD
Lusa/FIm
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