Sismo de magnitude 3,4 (Richter) registado na ilha de Santa Maria – Jornal Açores 9

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O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) informou hoje, que às 09:42 (hora local = hora UTC-1), do dia 24 de março foi registado um evento com magnitude 3,4 (Richter) e epicentro a cerca de 73 km a E de Santo Espírito, ilha de Santa Maria. De acordo com a informação disponível […]

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Pedro Paes substitui Berto Cabral na direção regional da Saúde dos Açores – Jornal Açores 9

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O enfermeiro Pedro Paes vai substituir Berto Cabral na direção regional da Saúde dos Açores, mas os diretores regionais do Desporto e do Combate às Dependências serão reconduzidos, avançou hoje à Lusa a nova secretária regional da Saúde. A médica e vice-presidente do PSD/Açores Mónica Seidi tomou posse como secretária regional da Saúde e Desporto […]

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Paula Cabral · Cadeia de Ponta Delgada condenada ao esquecimento

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Artigo de hoje no CA.
Cadeia de Ponta Delgada condenada ao esquecimento
“- A sra. professora não tenha medo. Somos seres humanos como a senhora.”
Estas foram as palavras que me marcaram logo no primeiro dia em que entrei no Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, incumbida de dar aulas a uma turma de reclusos que pretendiam completar o 3° ciclo.
Há treze anos, logo no primeiro ano em que fui colocada na Secundária Antero de Quental, escola que cumpre um protocolo na educação com o referido estabelecimento, foi-me dada uma distribuição de serviço que incluía lecionar Português aos alunos matriculados da cadeia.
Como é evidente, a tarefa assustou-me e procurei saber, junto de quem já lá tinha estado, como era o ambiente. A resposta foi, digamos, icónica: “Sentes-te mais segura na cadeia do que na sala de aula duma escola regular!”.
A medo, e com a angústia que me atormenta desde sempre, lá me apresentei no primeiro dia.
Bati à porta, passei pela receção, onde tive de deixar o telemóvel, fui revistada, bem como a minha pasta, e lá segui o guarda para a sala destinada à lecionação dos presos.
Era uma escada de pedra de lavoura estreita, íngreme. As paredes altas, húmidas. Sentia o frio de um edifício velho, degradado, medonho pelo destino que lhe fora dado: privar da liberdade seres humanos que se perderam nos enredos da existência. Serão os mais fortes ou os mais fracos? Que histórias de vida terão aquelas paredes testemunhado durante gerações? Guardariam segredos inconfessáveis de toda uma sociedade? Erros irremediáveis, arrependimentos genuínos, transtornos da mente e da alma? Paredes grossas de lava seculares condenavam à dimensão de escória um cortejo de gente esmagada na sua dimensão humana. O purgatório terreno.
O sobressalto daquela subida nunca me abandonou durante todo aquele ano e mesmo depois. O barulho metálico das portas de ferro que se fechavam atrás de mim. As vozes dos reclusos mais exaltadas que ecoavam no desconforto daquele edifício sem réstia de acolhimento. Não imagino o que poderá ser a falta de liberdade por muitos anos, muito menos em condições tão lúgubres como as que pude presenciar.
Tinha quatro alunos na sala, vigiada à porta por um guarda prisional. O que se revelou mais falador percebeu o meu desconforto e acolheu-me com aquela frase que nunca esqueci. Agradeci o reparo, que precisava ouvir, e desculpei-me. O preconceito é também uma forma de prisão.
Viria a ser o meu melhor aluno. Participativo, curioso, perspicaz na interpretação, competente a aprender, mas, a meio do ano, teve de abandonar a escola, sendo transferido para a cadeia da Madeira. Mais uma condenação acrescida, pois ainda me confessou a dor de se afastar da mulher e dos filhos. Um recluso só veio à primeira aula e outro, mais jovem, órfão de pai e mãe, criado no orfanato, era irrequieto, não se concentrava, ia e vinha, consoante a disposição, até que desistiu, acusado pelos outros de “traficar” as canetas e as borrachas da escola nas trocas que faziam entre os reclusos. Acabei só com um aluno, sempre assíduo. Nunca me esqueci dele. Sempre bem educado, mas muito nervoso. Tremia às vezes, tinha dificuldade em expressar-se, mas com vontade de alcançar o seu objetivo. Tinha servido o Exército português na guerra da Bósnia e era claramente um homem traumatizado. Noutras circunstâncias, seria um doente psiquiátrico numa instituição para o efeito ou numa ala psiquiátrica de uma cadeia, digna deste nome. Todavia, estava ali, esquecido pela família e pelo sistema. Esperava há tempos uma resposta para sair em liberdade condicional do advogado que lhe fora atribuído pelo Estado, mas não sabia quando o veria. Fosse rico, nem ali estaria.
Nunca soube do destino de nenhum deles. O que farão agora, se recuperaram as suas vidas, se emigraram, se continuam na ilha, se terão voltado àquele lugar.
Eu não quis mais voltar no ano seguinte, porque não conseguia. Não poderia arrastar aquela angústia comigo sempre que dali saía, revoltada pelas condições desumanas daquele lugar, havia catorze homens na mesma cela – diziam eles -, incomodada por saber a indiferença dos responsáveis e da sociedade, impotente pelos fracos recursos no domínio da reabilitação, pelo esquecimento a que eram condenados. Mesmo ali, no centro da cidade. No centro do nosso olhar. Ninguém quer ver nem saber. Só se aponta o dedo para acusar quem nunca ajudas teve. Porque muitos têm culpa de ser pobres, têm culpa de reincidir nos crimes, têm culpa das perturbações mentais… e, por isso, têm de regressar ao tempo das masmorras medievais.
Li, na semana passada, que a Força Aérea pede 45 mil euros para transportar os reclusos em sobrelotação na cadeia de Ponta Delgada para o continente. O mesmo é dizer que o Estado português cobra a si próprio uma conta para resolver um problema da sua responsabilidade e que até agora não resolveu. O GRA limita-se a assistir, não mostrando provas da eventual pressão que é urgente fazer numa área, fora do domínio da autonomia, mas que afeta os mais elementares direitos humanos de portugueses dos Açores.
O silêncio e a acomodação a que se assiste sobre este assunto são a prova do que referi. São os esquecidos, os desvalidos da vida, desprovidos da liberdade e de voz, que ali se encontram.
As desigualdades sociais, afinal, fazem cair a máscara ou a venda à justiça, supostamente cega, para não pesar nos pratos da balança a importância social dos julgados.
Nos casos dos Ricardos Salgados desta vida, são os criminosos que se fazem de esquecidos e a sua riqueza, pobreza dos que espoliaram, paga a liberdade eternamente prerrogada.
Os políticos já aprenderam também que o esquecimento compensa.
May be an image of 1 person and text that says "Cadeia de Ponta Delgada condenadaao esquecimento Viria Participativo, Por: Paula abral scolat professora tenha medo. foram reclusos pretendiam para o continuam àquele dominio propno sobre para social Saleados preconceito espoliaram, 2/3"
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José Viegas

fogo….
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convite lançamento de 3 livros a 5 abril 21.00 Lajes do Pico(50 ANOS DE VIDA LITERÁRIA)

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Na próxima quarta-feira, 5 de Abril, às 21:00h, serão lançados os mais recentes livros, e mais pessoais que nunca, de Chrys Chrystello: “Crónica do Quotidiano Inútil: 50 Anos de Vida Literária”, “Liames e Epifanias Autobiográficas: ChrónicaAçores V (1949-2005) – Uma Circunavegação” e “Alumbrame

 

 

José Soares, Sacos de gatos

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Transparência José Soares, jornalista

 

Sacos de gatos

(Cats)

 

 

Foi nisto que se transformou a atual política por todo o país. Sacos de gatos departamentais. Todos os ministérios os têm. Todas as Direções, Secretarias, Belém, São Bento, todos. Assanhados como jamais. Gatos insulares ou nacionais. É só ver quem consegue deixar crescer mais as unhas para melhor arranhar o próximo. Autêntico rally unhal.

Aqui por estas Ilhas, veja-se o caso do Chega, da Iliberal e dos Monárquicos. Os primeiros foram encontrados na rua e recolhidos. Bem tratados, comidos e bebidos, logo de seguida zangam-se e separam-se. Mas não abandonam o saco e as unhas crescem…

O segundo entra no saco sem contar, quase por engano ou distraidamente. Quando se viu lá dentro, começou logo a ‘partir louça’. Presunçoso e narcisista, convencido que a democracia o meteu no saco por desígnio divino, está sozinho mas faz-se acompanhar de grande alarido, grita e ameaça cortar o cordão umbilical de todos os gatos. É assanhado por natureza, com tiques de gato de raça, anti rafeiro e de soberba com excessos de arrogância. A minha gata siamesa faria melhor.

Quanto ao terceiro deste saco em particular, continua com o pensamento e atitude sebastianista, à espera da coroa penhorada pelos republicanos nos inícios do século XX. Soberano-sem-coroa, refugia-se numa pequena ilha onde se concentram os respetivos e únicos apoiantes de todo o reino, através dos quais entrou para o saco.

E há ainda outro saco com gatos que, a nível nacional, desapareceram do grande saco parlamentar mas que, nos Açores, conseguiram sobreviver e até cogovernam e são parte executiva. Estes estão calmos, mudos e surdos e fazem tudo para irem até ao fim do contrato eleitoral. Lá vão indo por entre os pingos da chuva.

A nível nacional, os gatos continuam numa interminável arranhadura entre gatos-mandões absolutos e gatos-povo. Um desses gatos é o que distribui as promessas financeiras. Derrotado nas autárquicas em Lisboa, imediatamente resgatado para o saco financeiro pelo gato-chefe. Foram entretanto criadas as mais variadas distrações, propositadamente controversas algumas delas, para desviar as atenções e os assuntos das polémicas criadas na Câmara Municipal da capital dos gatos, pelo então presidente daquele município e agora ministro financeiro do principal saco-de-gatos que governa os restantes.

Outro gato assanhado, é o que fala mentindo com a máscara da verdade e se dá pelo nome de gato-galamba. Basta que abra a boca e todos sabem que mente ou vai mentir (diante das câmaras ou em público). Se houvesse um óscar para a mentira verdadeira, este gato-galamba não teria rival. José Sócrates teria ciúmes… e até são parecidos. Simpáticos, articulosos, expressivos e com a dialética em dia. Argumentação engenhosa e subtil. Este é um gato cheio de flores de retórica e pode ser concorrencial para a chefia dos gatos socialistas. Tem muito para arranhar, mas chega lá.

Esta casta de gatos cada vez mais assanhados virou moda na política e pondera mesmo arranhar cada vez mais.

De fedorentos e vira-latas, passaram à sofisticação das unhas afiadas por tudo e por nada.

Os eleitores, a seu tempo, vão ter que lhes cortar as unhas rente…

 

 

Pás eólicas de toda a Europa vêm para o Minho para serem transformadas em mobiliário

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Empresário galego criou alternativa à queima ou enterramento dos equipamentos em fim de vida

Source: Pás eólicas de toda a Europa vêm para o Minho para serem transformadas em mobiliário

este mundo ensandeceu……Diretora de escola demite-se após serem mostradas imagens da estátua de David a alunos do 6.º ano – Cm ao Minuto – Correio da Manhã

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Pais dos estudantes com 11 e 12 anos consideram a obra “pornográfica”.

Source: Diretora de escola demite-se após serem mostradas imagens da estátua de David a alunos do 6.º ano – Cm ao Minuto – Correio da Manhã

Inês Sá · Estranho silêncio este…

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Estranho silêncio este…
Os últimos tempos têm sido pródigos em episódios que nos deviam, no mínimo, fazer parar, pensar, indagar, questionar, conversar, transtornar, ou se preferirem, numa palavra só, preocupar.
De forma aleatória, começo por abordar a estranha e surpreendente exoneração do Conselho de Administração da Lotaçor (relembro ser esta uma empresa pública), um ano após a sua nomeação, presidida pela Dra. Catarina Martins, unanimemente considerada uma das técnicas mais competente na Lotaçor, com décadas de experiência no setor, reconhecida pelo seu enorme profissionalismo e dedicação. Mais difícil fica de perceber, pelo facto de, até à presente data, não serem conhecidas razões plausíveis e credíveis que nos levem a nós, comuns cidadãos e cidadãs, a perceber a decisão do atual Sr. Secretário Regional do Mar e das Pescas, bem como a fuga de informação que levou a que a notícia tenha saído da esfera da tutela, antes mesmo de ter sido oficializada. Mas, perante tanta estranheza, um silêncio ensurdecedor.
Passando das pescas para a educação, parece que a empresa que fornece diversas cantinas escolares denominada EUROESSEN RESTAURAÇAO SERVIÇOS LDA, fornecida, por sua vez, por diversas empresas locais, vem somando dívidas para com estas, fragilizando e comprometendo de forma inaceitável o comércio local, alegadamente por não receber atempadamente, por parte do Governo Regional, aquilo que lhe é devido pelo serviço prestado. Parece que há até fornecedores locais que, já em desespero, enviaram para a Presidência e Vice-Presidência do GRA um email a alertar para a situação, mas, do lado de lá, até ao momento, nem confirmam, nem desmentem. Sobre o assunto, um silêncio ensurdecedor.
Ainda na educação, não consigo deixar de partilhar, uma vez mais (e eventualmente até à exaustão!), a minha perplexidade com o encerramento do auditório da Escola Secundária Manuel de Arriaga, desde março de 2020. Seria injusto, se aqui não fizesse um agradecimento, em nome da Associação de Pais e Encarregados de Educação da ESMA, à pronta disponibilidade da Sra. Secretaria Regional da Educação e dos Assuntos Culturais, Dra. Sofia Ribeiro, para reunir com esta associação, sobre as imensas intervenções de que este estabelecimento escolar necessita, bem como da sinceridade e honestidade com que todos os assuntos foram abordados. Bem-haja! Não obstante, custa-me de facto perceber como se continuam a construir na nossa Região enormes edifícios, com recurso a fundos europeus, sem que fique desde logo garantida a existência de verbas no erário público, para a manutenção de que, naturalmente, e à semelhança das nossas casas, estes carecem. Esta garantia, deveria ser um dos principais requisitos para se recorrer a estes fundos, porque sem esse compromisso, o resultado está à vista de todos, bastando para tal que se atente ao estado de conservação do Parque Escolar da Região.
E depois das pescas e da educação, não resisto a dar uma olhadela na Solidariedade Social… Pois é, também parece que, durante a legislatura anterior, promessas não faltaram por parte do maior partido da oposição (PSD) para com a Residência Sénior – HP, uma empresa privada, sediada na freguesia dos Cedros, ilha do Faial, devidamente licenciada para acolher 12 pessoas idosas. Dizem por aí que, à época, a celebração de um Protocolo com a Segurança Social era coisa que mereceria todo o apoio e prioridade, não fosse o executivo do Partido Socialista, mas sim do Partido Social Democrata. E não é que o dia finalmente chegou? Não foi fácil, é certo, entre acordos e desacordos, coligações ou boa-fé, a verdade é que a empresa endereçou, há quase 1 ano, um ofício à Secretaria Regional da Solidariedade Social, ao qual (7 meses depois), a sua Chefe de Gabinete respondeu: “não está prevista a formalização de contratos de financiamento com empresas privadas (apenas com instituições privadas sem fins lucrativos)”. Dúvidas não hajam de que não estou, de todo, a expressar a minha concordância ou não com o teor desta troca de correspondência, apenas não posso deixar de constatar que o tempo transforma, e só não muda de opinião quem não vive, ou não pensa, por isso é que o povo diz e bem “Promessas engodos são”, mas sobre o assunto…um silêncio ensurdecedor.
Haja saúde, e já agora, algum ruído! Ou será que já enterramos a democracia?
May be an image of 1 person and text that says "ilhamaior março 2023 Estranho silêncio este... InêsSá Opinião últimos tempos episódios saído esfera antes mesmo questionar, tutela, oficia- deixar partilhar, aleatória, te, com encerramento semelhanca carecem. garan- finalmente chegou? Não acordos de- ligações vista endere- inaceitável meses Ribeiro, olha- (GRA), prevista def durante anterior, partido atual mação freguesia levou Cedros, que notícia nem Ainda educação, europeus, garantidaa con- unão que, priorida- executivo doPartido cedor. saúde, quejá enterramos"
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