Views: 2

Views: 2

Views: 1
“Alemanha oferece ensino e emprego a Portugueses.” Comentei: primeiro roubam-lhes o futuro e depois aliciam-nos para irem enriquecer quem lho sequestrou. Há erros estruturais na governação, desde há mil anos, um belo ramalhete de erros criando um permanente estado de bancarrota, de falência das instituições. Eça e Antero definiam o país (há mais de 120 anos) “uma permanente crise endémica que se propaga de geração para geração, sem nunca melhorar.”
Há a guerra da banca que domina a economia, crises abafadas pelos EUA na especulação, e manipulação da economia mundial, imprimem papel-moeda, usam a Goldman Sachs, consórcio, sem cara nem nome, para colocar testas-de-ferro, a chefiar as democracias da Europa.
O proletariado desaparece (os trabalhadores pomposamente chamados colaboradores, melhor designação mas baixam vencimentos), retiram regalias, despedem como se de um trapo usado se tratasse. A desumanização vai para além das políticas da falecida baronesa Thatcher e Ronald Reagan; ultrapassa o nepotismo da clique de George Bush, Dick Cheney e a firma Halliburton. Os meios de comunicação social expressam a voz do dono, produzindo notícias catastróficas, balões de ensaio sobre o que está para vir, anestesiando a população com medo e entretendo-as com telenovelas, Casas dos Segredos, e outras manifestações de atraso mental.
A tática (politicamente correto, uma espécie de duplipensar orwelliano) é branquear a história, cultura, conhecimento científico tradicional, filosofia e disciplinas capazes de levar a pensar. Olho em volta, tento dialogar, poucos se importam e menos estão interessados.
Outros sentem-se ofendidos pela forma, que consideram indigna, como os trato ao criticar a falta de conhecimentos, mesmo admitindo que a culpa não é deles mas do sistema que os formatou. Falta-lhes, o conhecimento histórico, o sentido crítico, a capacidade de discernir e questionar, e, a formação generalista que lhes permita a visão global e desfragmentada das manobras de bastidores, do embrutecimento das pessoas, do ensino, da manipulação, da cultura do medo (sugerindo sempre que amanhã será pior!), da visão repetida até à exaustão de violência.
De tanto repetirem as patranhas o povo, iletrado e inculto, acredita, na enorme lavagem ao cérebro, e vota nos que prometem mundos e fundos até serem eleitos e depois fazem o contrário culpando os antecessores. Entretanto, arranjam-se bodes expiatórios, ameaças de terrorismo, a causarem mais medo e progressiva redução das liberdades em nome da luta contra o inimigo, o terrorista. Temos um complô de teias intricadas que desafiam a credulidade, americanos a matar cidadãos seus? Isso só o inimigo fazia. Como ninguém acredita (atribui-se a Teorias da Conspiração) prepararam terreno para guerras, invasões, em nome do sagrado deus do lucro.
O futuro virá com milhões de desempregados, apartamentos vazios sem comprador, pessoas com fome e sede no meio de butiques da última moda, campos por cultivar e será importada comida (geneticamente modificada da Monsanto). Os ricos cada vez mais ricos, podres de ricos, tão ricos que nem sabem o que fazer ao dinheiro e pobres tão pobres que terão de pagar o ar que respiram e a água que não têm nem bebem.
Views: 0

Não são 10.43. Escrevo do “bunker” sob o torreão do castelo. Pelo periscópio vejo o céu cinza escuro, vento forte e chuva impiedosa. Não consigo ver o alinhamento dos planetas nem explosões solares. Temo que as previsões do fim do mundo sejam como as do ministro das Finanças.
Ao almoço vou sair, que nem tomei o mata-bicho e preciso de um banho quente pois os “mestres” do bunker esqueceram-se de ligar a água ao poço artesiano no quintal. Do tubo lávico Fogo-Congro se exalam cheiros diabólicos, a natureza profunda!
Na R P da China prenderam as pessoas da seita que anunciou o fim do mundo.
Na Lomba da Maia não houve manifestações, mas preparativos do natal, que costuma vir a horas todos os anos.
O Presidente do Governo Regional não foi à RTP apelar à calma. Só às 17 horas temos notícias locais. Mais espertos, os deputados do parlamento regional, em vez de fingirem que resolvem problemas, foram de férias com a família, juntinhos no fim do mundo.
A Casa-Real não deu conta que D. Pedro foi o vencedor das guerras liberais e teme que o fim do mundo seja o regresso de D. Sebastião, o que prejudica os interesses do pretendente ao trono que não existe, e para o qual não tem direitos como descendente do vencido D. Miguel.
Os invejosos do “El País” noticiam que o país está à venda. É mentira, pois já se vendeu tudo a retalho e o que sobra mal dá para pagar o café e um maço de tabaco.
A programação não está a ser cumprida, deve ter sido organizada por portugueses, que nunca estão a horas nem cumprem horários. Não entendo os Maias a dizerem há centenas de anos que isto ia acabar, e logo hoje que até está sol. Os únicos Maias que conheci eram os do Eça de Queirós (gente fina que não se metia nisto) e uma colega na Faculdade mas essa não era da família. Diziam as más línguas, que o Governo adiara a venda da TAP para os ministros voarem para longe. Era boato sem fundamento, não havia classe executiva suficiente. Nem todos garantiram “tachos” para abandonar a ação misericordiosa, mal compreendida e mal paga que é estar no Governo, e bem mais espinhosa que governar!
Também não é verdade que se esteja a tentar acabar com o SNS. O que parece ser verdade é que uns empresários, finos para o negócio, descobriram que se abrirem hospitais privados podem colher lucros do SNS, nas incontáveis listas de espera, no demorado atendimento e na marcação de consultas daqui a 12 meses.
Igualmente falsa é a asserção de que o Governo pretende privatizar o ensino público. Os privados são coutada de privilegiados que nada acrescentam ao saber nacional, a acreditar nas licenciaturas do Sócrates, Relvas e outros que nunca tiveram tempo de estudar para doutor devido aos afazeres político-partidários.
Na justiça, temos um dos sistemas mais bem preparados em todo o mundo, o país que mais leis fabrica, com a flexibilidade necessária para interpretar de forma diametralmente oposta.
A justiça, a investigação criminal e a preparação dos processos, têm um longo prazo a fim de se apurarem as responsabilidades de todos, e as “fugas ao segredo de justiça” são uma forma elaborada de se descobrir os verdadeiros criminosos.
As inúmeras formas de apelação, os prazos legais que expiram sem acusação, as datas que prescrevem como se fossem prazos de validade de produtos alimentares, as limitações ao tempo de detenção e prisão preventiva permitem a todos os que foram injustamente acusados como o major Valentim, o Isaltino Morais e outros, se defenderem de cabalas monstruosas montadas por aqueles que os não conseguem vencer de forma limpa em eleições livres!
Mas este fim do mundo pode ser a salvação da banca e dos problemas de liquidez depois de lavarem os capitais em ativos tóxicos, mas tudo se cura.
Se a crise continuar, somente dois bancos ficarão operacionais: o Banco de Sangue e o Banco de Esperma! Mais tarde serão fundidos no “The Bloody Fucking Bank” e é com eles que contamos para a retoma financeira e o aumento das taxas de natalidade.

Views: 5
A Islândia ensinou que é preferível deixar os credores perder investimentos especulativos a reduzir pensões, benefícios sociais e caos na sociedade. Em vez de salvar bancos, deixou-os falir de forma controlada, salvando a economia. Não creio que surjam líderes capazes de se oporem à oligarquia do lucro na América, com agendas secretas de aniquilar a Europa e salvaguardar o dólar. Os EUA mais falidos que a Europa, a dívida nas mãos dos chineses.
A Europa, envelhecida arrisca ficar deserta de europeus. A ministra dos direitos da mulher em Marrocos (23 jul. 2012) disse que “não há motivo para se preocuparem com as violações das mulheres e o casamento abaixo da idade por que isso não são problemas da sociedade marroquina.” Nem nos apoquentemos por estarem na Idade Média, ao apedrejarem uma mulher até à morte no Afeganistão, por adultério, que se veio provar não existir. Devemos calar e respeitar.
Almeida Garrett em “Viagens na Minha Terra” perguntava aos economistas se “calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico, cada um custa centos de infelizes, de miseráveis.” Claro que não, nem sabem da sua existência, algarismos desgarrados, sem família nem existência, casas decimais nas folhas de cálculo de lucro. Aqui ao lado, sem sabermos, nem vermos, nem ouvirmos, famílias que eram pilares da comunidade morrem asfixiadas na miséria, pobreza e humilhação…A terceira guerra (sem tiros nem tanques nem aviões) é mais impiedosa que a depressão de 1929, mas nem por isso menos mortífera. E o povo, licenciado com canudo, tratamento por doutor, assiste refugiado numa telenovela. As elites não lideram, nem os militares. A revolução está fora de questão. Nem acreditem em referendos que funcionam bem no papel, mas na prática não. Se tiverem idade respeitável, emigrar está fora de questão e alternativas são poucas… 

Views: 2

Views: 3

Views: 2
Listen…there’s nothing hotter than a well-dressed news anchor. Especially when they get the weather forecast right.
Views: 3
Levantei-me cedo, como é usual, fui levar a minha mulher à escola, para as infindáveis reuniões de começo de ano. O filhote foi ver o horário do Liceu onde vai frequentar o 10º ano.
Existe um recanto na costa norte, onde encontro a minha versão do Éden, a praia quase deserta, dez pessoas, na maioria turistas. A esplanada toda para mim, para a “italiana” (“Ristretto” na Austrália e EUA) e água sem gás, gelada, companheiras fiéis das leituras. Uso tanta água gelada como oxigénio. A escolha de leitura recaiu em Martins Garcia, prolífico autor, liberto de penar no mundo. Apesar de notável, a obra hoje serve para deleite dos curiosos e estudiosos, no qual me incluo, malgrado os esforços do Urbano Bettencourt para maior divulgação.
O dia radioso como foi apanágio neste verão. A terra lançada como grão de poeira, é um mero escolho no Grande Oceano, a colorir o mar em tons de verde, a cor da ilha. Neste matrimónio desigual, a terra é finita, mais nova e apelativa, saída das entranhas do fogo, em eflúvios de magma, a mágica lava que encanta e seduz, à distância segura de um qualquer abrigo. O mar, condescendeu a envolver a ilha num manto de espuma, a burilar as abruptas escarpas, numas baías acedeu a depositar areia fina e enegrecida, sem jamais deixar de as banhar, pondo e tirando a seu bel-prazer. Para resguardar o brinquedo não dotou a ilha de angras, dificultando o acesso a corsários, obstando a que a perturbassem com seus botes. Nem sempre com sucesso, que a arte da pirataria tinha meios de violar as ilhas que se querem sem invasores. Repeliram investidas de fenícios, berberes, corsários, franceses, ingleses e outros, remetidos à proveniência depois de raziarem as terras, tomarem cativos para escravos e usando as mulheres para fins soezes como era hábito. Os que ficaram, tementes a deus, escravos dos elementos, volveram a cultivar a terra, arando os solos úberes, que a fúria dos fogos e tremores das entranhas ia vomitando, tentando aplacar a fúria e o castigo divino com preces, procissões e romarias.
Na ilha micaelense, olham para o umbigo, seja de vacas leiteiras que poluem montes, lagoas e ribeiras, sejam campos de milho, batata, beterraba, inhame, que as generosas chuvas insistem em regar de forma copiosa, até conseguirem mais do que uma colheita.
Não se pode confiar no mar que os invernos agrestes trazem ventos e marés de virar barcos, como em março 2011 o “Ana da Quinta”, de Âncora que desapareceu sem rasto, a 150 milhas das Flores. Não houve contacto e nunca apareceu.
Enquanto noutras ilhas as pessoas vivem do mar e para o mar, nesta, de costas para ele, ignoram-no, esquecem o único passaporte de saída para a alforria do feudalismo que impera e as agrilhoa. Na baía dos Moinhos sem baleias, golfinhos ou tubarões, as ondas cumprem o ritual lunar. Parado, a vê-las deixo-me encantar com a cadência incerta que as leva para onde só o pensamento conta e a vontade dos homens não domina. Hoje, nem náufrago nem perdido, mero marinhante, embalado pelos ventos, à deriva. Gostava de perpetuar momentos destes e torná-los permanentes, libertar-me da escravatura que nos impõem como preço de viver.
Neste paraíso que o inverno torna inclemente, as palavras fluem e vêm desaguar numa qualquer folha de papel. A mente liberta-se das peias do quotidiano e voga, como se viver fosse útil ou necessário. Por vezes, preciso sair das ameias do “castelo” e libertar-me da prisão sem grades que as ilhas tendem a ser. Podemos ser livres. Não precisamos de voar como os pássaros, nem nadar como os peixes, basta mar e sol, e a mente a vaguear no salgado eflúvio. A ilha é linda, mas, digo-vos, do outro lado só há mar.
Ouço as ondas aqui
onde o mar é rei
e senhor de todas as horas.
fui ao lado outro da ilha
lá onde nunca ninguém vai
e vi que era verdade
só há mar, nada mais
por todos os lados menos por um



Views: 4
BRAGANÇA 2008 NO 10º COLÓQUIO QUANDO ME CHAMOU “POETA”
11º COLÓQUIO LAGOA 2009
20º COLÓQUIO BELMONTE 2018
DEPOIS DE O LEVARMOS AO 10º COLÓQUIO, BRAGANÇA 2008 ACABARIA POR DOAR O SEU ESPOLIO A BRAGANÇA ONDE FICOU NA BIBLIOTECA ADRIANO MOREIRA, FACTO DE QUE EU E OS COLÓQUIOS MUITO NOS ORGULHAMOS
Views: 0
Views: 2
Views: 4

Views: 1

Views: 7
Detenção no âmbito de operação mais ampla de investigação a empresas ou indivíduos ligados a redes de tráfico humano envolvidas no envio de trabalhadores timorenses para Portugal.
Source: Detido em Timor-Leste suspeito de ligação a caso de migrantes em Portugal – Renascença