Justiça europeia investiga dono da TVI. Mário Ferreira é alvo de dois inquéritos – Portugal – Correio da Manhã

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Em causa estão suspeitas relacionadas com a atribuição de fundos comunitários a empresas do grupo do empresário.

Source: Justiça europeia investiga dono da TVI. Mário Ferreira é alvo de dois inquéritos – Portugal – Correio da Manhã

A. M PIRES CABRAL

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AS COISAS VISTAS DAQUI — A MANTA
A. M. Pires Cabral
Doris Day, uma menina bonita do cinema americano dos anos 50 por quem muito adolescente se apaixonou, cantava, salvo erro no filme “O homem que viveu duas vezes”, uma canção com título italiano: ‘Che serà, serà’. Nela, conforme se depreende do título, a loira actriz punha em equação os enigmas do futuro, mas dum futuro previsivelmente risonho e imediato, pessoal. A canção, em tempo de valsa, ficava no ouvido. Era bonitinha, mas cor-de-rosa e obviamente inócua de um ponto de vista de inquietações existenciais.
Jorge de Sena abre um poema célebre, daqueles a que não podemos ficar indiferentes, com estas palavras terríveis: ‘Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso […]’.
É também uma interrogação testamentária sobre o futuro. Mas é já uma interrogação de sentido colectivo sobre um futuro que diz respeito a todos. Todavia, Jorge de Sena não se ocupa ainda, neste poema, das tremendas interrogações que se abatem hoje sobre o homem à face da terra: os seus dilemas angustiantes, a sua sobrevivência problemática, o seu destino, enfim. Reflecte antes sobre o esplendor da vida e a injustiça da morte.
Introduzindo-as embora num contexto diferente, faço minhas as palavras de Jorge de Sena. Também eu, por muito que o deseje, não posso dirigir a meus filhos outras palavras sobre o futuro que não sejam aquelas: ‘Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso’. É que não sei mesmo. Como todos os pais, desejo esse futuro alegre, de abundância e paz, de concórdia e solidariedade, de felicidade, em suma. Mas vejo acumular sinais de que talvez os meus filhos não venham a viver no mundo que lhes desejo.
Eu sei que há muito quem aposte que o futuro será um admirável mundo novo, fiados na rapidez e eficácia estonteantes com que a ciência vai resolvendo alguns problemas da humanidade. A ciência e a tecnologia, novíssimas panaceias… Mas, bem vistas as coisas, uma e outra são como uma manta curta: se tapa dum lado, destapa doutro.
Esta escassez da manta está evidente em tantos casos, que mal valeria a pena exemplificar. Mas exemplifiquemos, mesmo assim. A industrialização, por exemplo, filhote dilecto da ciência e da tecnologia, é hoje indispensável. Ela produz bens e riqueza para uns, dá trabalho a outros: é o tal tapar da manta. Mas lá vem o reverso, o destapar: a chuva ácida por que a industrialização é responsável destrói as florestas, que não são menos importantes do que a industrialização. Simplesmente, chamado a tomar partido, o homem vulgar dirá: ‘Tenha eu electrodomésticos e automóvel e as concomitantes comodidades, e as florestas que se lixem.’ Porque está condicionado para abrir pacoviamente a boca ante as maravilhas do progresso e para ambicionar uma vida repleta de bens de consumo, daqueles de usar e deitar fora, e para minimizar coisas de que, de tão discretas, nunca questionou a importância vital: a floresta e o oxigénio, por exemplo.
Há cinco anos, feitos por estes dias, aconteceu Chernobyl. Chernobyl é uma tremenda recordatória de outras fragilidades do progresso. Energia barata e limpa, diziam (hoje creio que já não se atrevem). Vai-se a ver — e um simples acidente num reactor pode comprometer a saúde e a vida dum continente inteiro. O que a manta tapa não vale um milésimo do que a manta destapa, afinal.
Podíamos falar ainda da destruição da camada do ozono, dos derrames de petróleo no mar, da desflorestação do Amazonas e do derretimento do gelo polar, de aquecimento global, da desertificação, dos excessos climáticos: tudo em nome do progresso e do bem-estar — e tudo a fazer lembrar a história do homem que gastou o último dinheiro que tinha a comprar uma carteira. Mas a verdade é que as catástrofes ecológicas não são o único efeito perverso, nem talvez o mais deletério, do progresso. A desorientação ética, a imposição de novos valores e códigos de comportamento à desproporção do homem, o ruir de quadros de referência estáveis e a sua substituição pelo vazio, são igualmente inquietantes filhotes do progresso. Empurrada por eles, a sociedade caminha para a desertificação moral, desumanizando o humano, reduzindo-o à componente vegetativa, dando razão, tragicamente razão, embora com uns anitos de atraso, a George Orwell, a Aldous Huxley e a outros a quem coube debruçar-se sobre o futuro e ter a lucidez de ver que as demasias científico-tecnológicas não podiam descambar senão em miséria e drama.
| “Repórter do Marão”, 3 de Maio de 1991 |
Apostila: Neste ano de 2019, parece que o mundo acordou enfim para uma realidade assustadora: a de que o Planeta A está em agonia e não há Planeta B que o substitua. E foi preciso uma adolescente sueca, Greta Thunberg, dar dois berros emocionados para o mundo começar enfim a perceber que está à beira do abismo. Espicaçados por manifestações, sobretudo de jovens, os governos começam atabalhoadamente a gizar planos de emergência. Mas estaremos ainda a tempo de arrepiar caminho? A dúvida é devoradora da esperança. E cada vez acho mais sentido aziago nas palavras de Jorge de Sena: «Não sei meus filhos [e agora já netos também] que mundo será o vosso…»
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FRANCISCO MADRUGA HISTÓRIA (DE)VIDAS

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Francisco Madruga shared a memory.

37 m
Quando te pedem para desistires é com medo que continues!
Passaram dois anos. Uma tarde com amigos de décadas, de cumplicidades familiares, de empenhamento cívico pelas causas da nossa terra.
“Maria Amélia Osório – Professora e Amiga
Francisco Madruga Já li o livro há uns tempos e gostei muito do que li. Aliás, o Chico sabe que eu gosto de o ler. Sob o ponto de vista formal, gosto das suas descrições, sobretudo das que faz da sua terra, das suas gentes, porque revelam muita sensibilidade e capacidade de observação. Quanto ao conteúdo, e porque “ le style c’est l’homme », eu fiquei a conhecer melhor uma pessoa com valores, com um ideal de vida pelo qual lutou porque acredita nele, amigo dos seus amigos. O seu livro, para mim, é essencialmente, uma história de amizades verdadeiras, de compromissos que se assumem para toda a vida. E a alegria de uma boa companhia numa boa jantarada…Acho que o seu livro é a memória que fica do percurso vivido por um homem de bem. Acha que li bem? Um abraço”

Partilhamos, neste álbum, as fotos do evento.
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do nosso associado MOISÉS DE LEMOS MARTINS

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Pode ser uma imagem de 8 pessoas e pessoas em pé
Na sessão sobre o livro Pensar Portugal: a modernidade de um país antigo, de Moises Lemos Martins, Augusto Santos Silva convocou A caverna, de José Saramago, para descrever as atuais práticas e políticas de ciência, em particular no que diz respeito aos sistemas de avaliação, incentivos e recompensas. E afirmou que, com o atual sistema focado no número de publicações e citações (que justamente sublinhou que podem ser, e são, manipuladas), nem ele próprio, nem o seu mestre Vitorino Magalhães Godinho, nem mesmo Fernand Braudel, ganhariam um concurso de promoção.
E eu, obviamente concordando com a análise, renovo a esperança que a crescente compreensão dos problemas e das consequências nefastas do atual sistema possa levar as lideranças e os membros da comunidade científica a ter a coragem e a determinação de mudar.
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aulas, cidadania, estado

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【A CAUSA DAS COISAS】
Quando a cidadania se transforma num “bicho de sete cabeças”…
Com critérios dúbios e dúbias virtudes, o Ministério Público quer que os dois estudantes sejam colocados à guarda da escola porque entende… que os pais põem em perigo a formação dos filhos.
Contudo, o Tribunal de Família e Menores de Vila Nova de Famalicão adiou, esta terça-feira de manhã, a audição das testemunhas no processo de promoção e proteção dos dois alunos. Ambos estão proibidos pelos pais, desde 2018/2019, de frequentarem as aulas de Cidadania e Desenvolvimento.
Artur Arêde and 6 others
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Most relevant

  • José Brandão de Sousa

    Antigamente havia uma coisa chamada “Ensino doméstico” em que as aulas eram dadas em casa. Não sei se ainda existe no atual sistema de ensino. Se os papás querem decidir sobre o que os filhos devem aprender deem-lhe as aulas em casa!
    • Artur Arêde

      José Brandão de Sousa temos que entender que a convicção da família Mesquita Guimarães de que “a disciplina faz opções em matéria de consciência que invadem o direito e a obrigação dos pais na educação dos seus filhos”, tem a protecção constitucional s…

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    • José Brandão de Sousa

      Artur Arêde o artigo 5o. não vem ao caso. Já se o artigo 43o está a ser violado, os pais apresentaram queixa contra o Estado?
    • Artur Arêde

      José Brandão de Sousa está a ser esgrimido judicialmente, veremos qual será o entendimento dos juízes!
    • José Brandão de Sousa

      Artur Arêde essa é a via, embora possa não haver decisão em tempo útil. De qualquer modo os pais têm sempre a possibilidade de debater os temas em casa com os filhos e darem-lhes outras perspetivas…
    • Mady Almeida

      José Brandão de Sousa poder sim. O ensino pode ser feito em casa e serem lavados a exames, ou provas de passagem, por professor autorizado. A condição é que os testes são os mesmos e a preparação tem de ser correspondente ou não terão valores para fa…

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    • Mady Almeida

      José Brandão de Sousa exactamente ! Eu e marido fizemos isso, segundo o nosso modo e vivências familiares dávamos mais ou menos importância e tb explicações se algo pudesse criar dúvidas.
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    • Mady Almeida

      Já parece uma novela, estes pais são os personagens principais … justifica-se ?
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SUICÍDIOS NAS PONTES DO NORDESTE

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No dia 3/7/2018 a Antena 1 Açores dava esta notícia em 1ª mão:
“Elevado número de suicídios nas pontes do Nordeste… leva psiquiatra do hospital de Ponta Delgada a apresentar proposta para que seja colocada rede protetora.
O financiamento seria através do primeiro orçamento participativo dos Açores…mas na volta do correio a resposta foi um redondo não.
A proposta nem sequer chega a votação dos açorianos.
“Incompreensivel … diz João Mendes Coelho, médico interno de Psiquiatria no Hospital de Ponta Delgada.
O Governo, através da equipa do Orçamento Participativo dos Açores, recusou a anteproposta “vedações nas pontes da Scut para o Nordeste”, apresentada como medida preventiva de suicidios.
O médico está preocupado com o número de suicídos naquele local… não percebe porque a ante-proposta nem sequer foi aceite para discussão e votação pública.
Ao primeiro não da equipa do Orçamento Participativo, o medico insistiu… e rebateu argumentos, mas na volta do correio a resposta, a que tivemos acesso, foi a mesma:
não será possivel rever a decisão tomada… a ante-proposta está fora das áreas temáticas.
Ora, o “I Orçamento Participativo dos Açores” está definido em 4 áreas, uma delas é a Inclusão Social… e por isso João Mendes Coelho não compreende a posição tomada.
A ante-proposta foi enviada a todos os partidos com assento parlamentar”.
A votação do Orçamento Participativo dos Açores já está a decorrer. Vai até 30 de Setembro.
Contempla 154 propostas …revelou o governo açoriano …mas a de João Mendes Coelho , médico psiquiatra no Hospital de Ponta Delgada foi excluída.
Não chega à votação dos açorianos. (CV)
Tiago Lopes, era o diretor e autoridade de saúde regional.
O que fez para contrariar aquela realidade quando um médico especialista propôs uma solução? Não teria o devido custo-benefício, como mais tarde Tiago Lopes nos esclareceu, num outro assunto?
Manuel Moniz and 7 others
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Açores aprovam compensação por caducidade de contrato para professores

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O parlamento dos Açores aprovou hoje, por unanimidade, uma revogação ao Estatuto de Pessoal Docente para que os professores tenham direito a compensação por caducidade de contrato.

Source: Açores aprovam compensação por caducidade de contrato para professores