Faleceu o Padre Mário Pais de Oliveira, conhecido por padre Mário da “Lixa”.

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no dia em que recomeça a guerra na europa deixa-nos um homem que me ensinou a paz….,

um dos meus primeiros mentores deixou-nos hoje

 

Pode ser uma imagem de 2 pessoas, pessoas sentadas e pessoas em pé
Faleceu o Padre Mário Pais de Oliveira, conhecido por padre Mário da “Lixa”.
8 de Março de 1937 – 24 de Fevereiro de 2022.
Neste dia, após 35 anos da morte de Zeca Afonso, o Mário, não conseguiu resistir a um acidente de viação.
Desapareceu um homem bom. Um homem que foi preso pela PIDE de Salazar. Um homem que incomodava os poderes.
Um homem que pregou contra a guerra no ultramar e a carnificina de milhares de jovens. Pregou contra a miséria daqueles que a salto fugiram para o estrangeiro por uma vida melhor.
Um homem que defendeu a Liberdade, a Justiça, a Fraternidade numa terra que desejava, sem muros!
Um homem que foi punido, discriminado e ostracizado pelos poderes instituídos, designadamente pela igreja, por uma única razão; a sua Verdade.
A sua conduta fez tremer os alicerces do fascismo e a oligarquia da igreja.
O Mário, foi meu padrinho de batismo.
Recordo na minha infância, o primeiro livro que li, às escondidas, foi por sua iniciativa e que mo ofereceu, depois de o discutirmos em conjunto. Tinha eu 13 anos em 1969.
Disse-me – “Mário, não podes mostrar o livro a ninguém”!
O livro, “Esteiros” de Soeiro Pereira Gomes”.
Homem polémico, irreverente, sábio, de caráter inquieto.
Seguir o seu exemplo com a maior dignidade é prestar-lhe a melhor homenagem pelos valores do 25 de Abril.
Esta foto é uma sessão onde fiz a apresentação, em Guimarães, de um dos seus livros mais vendidos.
Até Sempre!

Adiante na imagem, sentado ao meu lado esquerdo (de que lado mais poderia ele sentar-se?). Tudo isto nas imagens se passa em maio 1967 escassos meses antes de ele ser enviado como Capelão Militar para a Guiné em novembro desse ano, e onde esteve até março 1968 quando foi expulso de Capelão Militar por pregar o direito dos povos colonizados à autonomia e independência.

 

foto 1 jorgealvarez e j.chrystello ao lado do padre mário, à esquerda o professor de história, ao centro o de inglês, e na direita a de filosofia e o de geografia. foto 2 tó paim, chico nazaré, carlosmacedo, mário dessa na primeira fila, atrás jorgealvarez e j.chrystello ao lado do padre mário., à direita rui terrasseca, ao lado da prof.ª de filosofia e do de inglês (gomes da torre). foto 3 carlosvillas-boastavares, o??? (era um rapaz tão pacato e calado que até o nome se lhe perdeu na memória dos tempos), o filho do dono da papelaria papélia (?), jorgealvarez e eu

 

Um dos professores que mais me marcou, foi o Padre Mário de Oliveira, de 1965 a 1967, quando foi meu professor de Moral no antigo 6º e 7º ano do Liceu Normal D. Manuel (hoje, Rodrigues de Freitas, no Porto), o famoso padre Mário de Macieira da Lixa (Felgueiras) mais tarde conhecido como o Padre da Lixa, preso pela PIDE pouco depois e autor de vários livros contestatários da linha oficial do Vaticano. Este padre não fazia sabatinas como o velho Padre Brochado do outro liceu. Falava de temas que compreendíamos e nos interessavam e estava sempre muita gente à porta do quarto num anexo do Hospital Infantil de Maria Pia a tentar falar com ele. As aulas eram partilhadas com interesse por muitos e nelas aprendi mais do que em muitas outras cadeiras. É a ele, talvez, que devo o despertar da consciência cívica e politica que mais tarde marcou a minha vida

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O EXEMPLO DE D. HÉLDER DA CÂMARA – 21 MAIO 2006

 

A trajetória de vida do ‘arcebispo dos pobres’, não se afastou da meta de levar os pobres e miseráveis à categoria de cidadãos. Os quatro anos do Concílio Vaticano II (1962 a 1965) o transformariam, do pouco conhecido arcebispo auxiliar do Rio de Janeiro, num dos personagens mais influentes na igreja contemporânea. Durante o Concílio, Dom Hélder Câmara surpreendeu e movimentou cardeais e bispos a favor da inserção da Igreja nos setores populares. Fez mais: propôs ao papa João XXIII entregar o Vaticano e obras de arte aos cuidados da UNESCO, como património cultural da humanidade, enquanto o papa passaria a morar, na qualidade de bispo de Roma, numa paróquia da capital. Este era o “arcebispo dos pobres”, como ficou conhecido. Sonhava com a Igreja menos imperial e mais parecida com a comunidade dos pescadores da Galileia

Isto representa o que gostaria de ter visto no Santo Cristo e não vi. Esta afinal é a terra que sempre aceitou a escravatura nas ilhas com um feudalismo atroz e a Inquisição e mais recentemente se deitou na cama do alegado fascismo «soft» português do séc. XX. Todos no Campo de São Francisco, em silêncio à espera do Santo Cristo, o Espírito Santo ou N. Sra. de Fátima. Talvez no inconsciente, de umas sacas de roupa da América, agora em versão Bruxelas. A mesma que faz manifestações e abaixo-assinados a favor de alegados criminosos violadores de crianças. Tudo sabiam e tudo era em silêncio. Talvez seja por isso o atraso que ninguém fala. Talvez cada povo tenha o que mereça. Pode ser que as tradições encerrem nelas algo de mais sinistro.

Quando nos confrontamos com a preservação de tradições centenárias podemos deparar-nos com situações antagónicas como esta. A extrema religiosidade do povo açoriano assenta nas mesmas premissas que tantas outras de que enferma a sociedade portuguesa em geral: a religião é também o ópio do povo. Já António de Oliveira Salazar dizia “quanto mais ignorantes mais felizes” e de facto, se nada se contestar pode-se obter a aparência de felicidade. A tradição é, afinal, quem mais ordena, seja ou não, a tradição da sujeição à superstição e à escravatura, exigindo-se, ao mesmo tempo que seja aceite pelo obscurantista e opressor como parte do sistema que lhe permite obscurecer a verdade e, perpetuar a opressão.

Embora muitos autores clássicos tenham pesquisado e escrito sobre religião e festas, o seu estudo não é considerado prioritário, especialmente em regiões subdesenvolvidas, onde diante da escassez de recursos, há temas mais urgentes. Religiosidade e festas populares parecem a muitos, tema de menor importância. Para o povo são temas importantes, como podemos constatar no quotidiano. Nos locais mais remotos do Portugal e nas ilhas, constituem assunto fundamental. A rotina diária é interrompida ao longo do ano, pela organização ou a participação em festas, que assinalam a quebra periódica da rotina. Para os que as organizam, elas não representam momentos de lazer, mas de trabalho, intenso e prazeroso, no seu preparo e na sua realização.

A relação estreita entre religião e festas foi apontada por Durkheim (Émile. As formas elementares da vida religiosa. São Paulo: Ed. Paulinas, 1989.) para quem (1989: 372), “nos dias de festa, a vida religiosa atinge grau de excecional intensidade”…. “as festas teriam surgido da necessidade de separar o tempo em dias sagrados e profanos” (1989: 373). Referindo-se ao descanso religioso, lembra (1989: 372/273) que “o caráter distintivo dos dias de festa corresponde, em todas as religiões, à pausa no trabalho, suspensão da vida pública e privada à medida que estas não apresentam objetivo religioso”. Adiante afirma: “O que constitui essencialmente o culto é o ciclo das festas que voltam regularmente em épocas determinadas”. (Id. 419). Assim a repetição do ciclo das festas constitui elemento essencial do culto religioso.

O autor salienta (1989: 452), a importância dos elementos recreativos e estéticos para a religião, comparando-os a representações dramáticas e mostrando (1989: 453), que às vezes é difícil assinalar com precisão as fronteiras entre rito religioso e divertimento público. Este autor estabelece, portanto, relações íntimas entre religião e festas, entre recreação e estética, mostrando o parentesco ou a proximidade entre o estado religioso e a efervescência, o delírio, os excessos ou exageros das festas.

Como escrevia, há pouco tempo, o Padre Mário de Oliveira, meu professor de Religião e Moral nos 6º e 7º anos do Liceu Normal D. Manuel II:

“De Jesus, o de Nazaré, sim, a Igreja católica afastou-se quase cem por cento.

Também se afastou quase cem por cento de Cristo, mas apenas daquele Cristo Crucificado pelo Império e pelo Templo, que era, afinal, o próprio Jesus de Nazaré, pelo menos, no desassombrado testemunhar das suas discípulas e dos seus discípulos, que não hesitaram em colar para sempre esse título messiânico, libertador, ao seu nome histórico. Jesus, como testemunha o Evangelho, resistiu até ao sangue contra o Império e as suas seduções. A Igreja, ao contrário, acabou por cair nos braços do Império e disse sim a todas as suas seduções. Felizmente, sempre houve, através dos tempos, Igreja que resistiu até ao sangue contra o Império, concretamente a Igreja dos mártires assassinados e de muitos outros mártires incruentos, alguns deles, martirizados como “hereges” pela perseguição assassina da própria Igreja oficial, amancebada com o Império e que, numa postura de manifesta traição, aceitou transformar-se de via ou caminho de libertação para a liberdade, que inicialmente era, em religião, e, depois, pior ainda, em religião oficial do Império. Foi uma Igreja assim, em estado de completa traição ao Evangelho, que acabou a identificar Jesus, o Crucificado pelo Império, com o Cristo divinizado pelo Império. É por isso que o que hoje chamamos Cristianismo é sobretudo Paganismo, melhor, Cristianismo paganizado. Quase não tem nada a ver com Jesus, o de Nazaré, que o Templo e o Império mataram, depois de o terem prendido e julgado sumariamente. É neste ponto que estamos ainda hoje.”

AS SAIAS E OS COLÓQUIOS DA LUSOFONIA – CRÓNICA 295 – 30.10.2019

 

Andei dias na dúvida se devia abordar tão candente tema da política portuguesa que tudo faz esquecer, mesmo as questões mais prementes. Escreveu o Padre Mário de Oliveira “O papa usa saias. Os cardeais usam saias. Os bispos católicos usam saias. Ninguém acha mal, pelo contrário. São clérigos, por isso, uns seres estranhos e separados dos demais. Parecem humanos, mas não são. São clérigos = separados. E um assessor de deputada não pode usar saias?!”

O problema não é a saia, ele usa o que quiser e não deve ser criticado, ou impedido, mas temos de conhecer as verdadeiras intenções desse uso. Já as tinha usado antes em público? No quotidiano anda de saias ou apenas se serviu disso para se exibir e provocar atenção mediática. Será que os membros do partido Livre querem protagonismo pelo que vestem para ocultar o que pensam? Ou são seguidores dos métodos populistas?

Bob Dylan – Masters of War – lyrics – YouTube

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Os Senhores ( e os negócios) da Guerra
Quem entenda esta canção de Bob Dylan perceberá quem faz a guerra
Venham senhores da guerra
Vocês que constroem todas as armas
Vocês que constroem os aviões mortais
Vocês que constroem as bombas grandes
Vocês que se escondem atrás de paredes
Vocês que se escondem atrás de mesas
Eu só quero que vocês saibam
Que eu vejo através das suas máscaras
Vocês que nunca fizeram nada
A não ser construir para destruir
Vocês brincam com meu mundo
Como se ele fosse seu brinquedinho
Vocês põem uma arma na minha mão
E se escondem dos meus olhos
E se viram e correm para longe
Quando as balas rápidas voam
Como Judas do passado
Vocês mentem e enganam
Uma guerra mundial pode ser vencida
Vocês querem que eu acredite
Mas eu vejo através dos seus olhos
Eu vejo através dos seus cérebros
Como eu vejo através da água
Que escorre pelo meu ralo
Vocês apertam os gatilhos
Para os outros atirarem
Então vocês se sentam e assistem
Quando a contagem de mortos aumenta
Vocês se escondem em suas mansões
Enquanto o sangue de jovens
Jorra de seus corpos
E é enterrado na lama
Vocês promoveram o pior medo
Que pode ser lançado
Medo de trazer crianças
Para o mundo
Por ameaçarem meu bebê
Não nascido e sem nome
Vocês não valem o sangue
Que corre em suas veias
O quanto eu sei
Para falar de mudança
Vocês poderiam dizer que sou jovem
Vocês poderiam dizer que sou ignorante
Mas há algo que eu sei
Embora eu seja mais novo que vocês
Mesmo Jesus nunca iria
Perdoar o que vocês fazem
Deixem-me fazer uma pergunta
O seu dinheiro e tão bom?
Ele irá comprar o seu perdão?
Vocês acham que ele poderia?
Eu acho que vocês irão descobrir
Quando o sino das suas mortes dobrarem
Todo o dinheiro que vocês fizeram
Jamais irão comprar de volta suas almas
E eu espero que vocês morram
E suas mortes chegarão logo
Eu seguirei seus caixões
Na tarde pálida
E assistirei enquanto vocês descem
Para o seu leito de morte
E eu ficarei sobre o seu túmulo
Até me certificar de que vocês estão mortos
Bob Dylan - Masters of War - lyrics
YOUTUBE.COM
Bob Dylan – Masters of War – lyrics
via YouTube Capture

as riquezas ucranianas

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MOTIVAÇÕES
Haverá seguramente complexos argumentos históricos, etnológicos e linguísticos úteis para explicar a disputa violenta pelas províncias de Luhanks e Donetsk, entre outras regiões orientais da Ucrânia agora invadida pela Federação Russa. Para este entendimento é decerto útil consultar mapas ilustrativos da sucessão dos estados que aqui existiram ao longo dos últimos mil anos, assim como a actual distribuição dos idiomas e das confissões religiosas. As “comunidades imaginadas” com base em narrativas da fé, da língua ou da ideologia constituem motivações imateriais para a beligerância.
Restam as motivações materiais, sem as quais nenhuma motivação imaterial se sustenta. Para isso talvez faça falta contemplar o mapa dos recursos minerais que jazem no subsolo ucraniano.
Que se observa? Crude e petróleo no nordeste do país. Níquel, titânio, urânio e alumínio no centro-leste. Dezenas de outros minerais metálicos e não-metálicos.
Os substratos geológicos não têm nação, nem linguagem, nem credo, nem doutrina política.
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De onde vem a ideia de que a Ucrânia pertence à Rússia | Nexo Jornal

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Argumentos de Putin para invadir e anexar país vizinho têm raízes que se estendem por mais de 12 séculos. Presidente russo considera a ideia do Estado ucraniano um experimento mal-sucedido

Source: De onde vem a ideia de que a Ucrânia pertence à Rússia | Nexo Jornal

A invasão militar da Rússia à Ucrânia explicada em 5 mapas | Nexo Jornal

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Avanço de Putin sobre o território da vizinha Ucrânia teve início em 2014, com a anexação da Crimeia, e progrediu até bombardeios e investidas terrestres ordenados pelo Kremlin em 2022

Source: A invasão militar da Rússia à Ucrânia explicada em 5 mapas | Nexo Jornal

Acordo permite aos EUA utilizarem base das Lajes para operações militares da NATO – Jornal Açores 9

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O Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos autoriza os norte-americanos a utilizarem a base das Lajes, na ilha Terceira, Açores, para operações militares no âmbito da NATO. “Sem prejuízo da plena soberania e do controlo sobre o seu território, mar territorial e espaço aéreo, Portugal concede ao Estados Unidos da […]

Source: Acordo permite aos EUA utilizarem base das Lajes para operações militares da NATO – Jornal Açores 9

FUGA UCRANIANA

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https://www.rtp.pt/noticias/mundo/quilometros-de-fila-de-ucranianos-em-fuga-de-kiev_v1386910?fbclid=IwAR2wt5WXF_qonKK9OQepcoXJpSY9Zce14AdP-LguAYE3js2EikybaJ3BfNs

 

Desde a madrugada desta quinta-feira que ucranianos oriundos de diferentes pontos do país estão a passar a fronteira com a Polónia, à procura de segurança.
Quilómetros de fila de ucranianos em fuga de Kiev
RTP.PT
Quilómetros de fila de ucranianos em fuga de Kiev
Desde a madrugada desta quinta-feira que ucranianos oriundo

TAP SALDOS PARA OS AÇORES

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Bilhetes comprados até 4 de março para voos entre Lisboa ou Porto e Ponta Delgada ou Terceira têm valor de 69 euros. Crianças entre os dois e os 11 anos só pagam taxas aeroportuárias e até aos 23 meses pagam 1 euro pela tarifa a que se somam as taxas do aeroporto
TAP com viagens para os Açores a 69 euros
JORNALDENEGOCIOS.PT
TAP com viagens para os Açores a 69 euros
Bilhetes comprados até 4 de março para voos entre Lisboa ou Porto e Ponta Delgada ou Terceira têm valor de 69 euros. Crianças entre os dois e os 11 anos só pagam taxas aeroportuárias e até aos 23 meses pagam 1 euro pela tarifa a que se somam as taxas do aeroporto
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inundações em Díli 1973-2022

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685 dili inundado, 6, fevº 2016

 

maromác zangou-se

as ribeiras transbordantes

em dili nada mudou

tudo alagado como dantes

 

décadas depois

nem os milhões do petróleo

dominam as águas

passados quarenta anos

sem dinheiro para voltar

dominam-me as mágoas

a minha saudade

rima com verdade

chrys c 2016

 

Dili. Loron 23/02/22 Mota boot Loron rua ne’e resulta sobu Escola Secundaria Tecnica Vocacional Hera.