açores acabaram as escandalosas borlas interilhas

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Encaminhamentos interilhas deixaram de ser gratuitos para não residentes

Desde 15 de novembro de 2021 que: “o encaminhamento interilhas passou a ser elegível apenas para passageiros residentes na Região Autónoma dos Açores (incluindo os residentes equiparados) e estudantes.”
Os turistas provenientes do Continente ou da Madeira (por não serem residentes nos Açores) deixaram de ter acesso aos encaminhamentos gratuitos interilhas, pelo que, de certa forma, as ilhas com menos ou mesmo nenhumas ligações ao exterior da Região (Corvo, Flores, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa e Santa Maria) passaram, do ponto de vista do custo da viagem, a ser menos atrativas. Agora qualquer turista que viajar na Ryanair e TAP onde não existe acordos com a Sata Air Açores têm de pagar valores desde 145€ se quiserem chegar às outras ilhas.
Encaminhamentos interilhas deixaram de ser gratuitos para não residentes
CAISDOPICO.PT
Encaminhamentos interilhas deixaram de ser gratuitos para não residentes
Entrou em vigor recentemente [mais propriamente no dia 15 de novembro de 2021] umas alterações ao regulamento do encaminhamento de pa…
Pierre Sousa Lima and 25 others
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  • Luís Silva Melo

    Até que enfim. Uma grande asneirada do anterior GRA.
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  • Carlos Leal

    Estranho a comunicação social açoriana não ter feito qualquer referência ao assunto…

tenista chinesa do assédio ao desaparecimento

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A CAUSA DAS COISAS
Após acusar de assédio sexual o ex vice-primeiro ministro chines Zhang Gaoli a tenista Shuai Peng está desaparecida há uma semana. A sua publicação nas redes sociais foi também ela apagada. É urgente questionar, gritar, fazer barulho. Queremos saber #WhereIsPengShuai.
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Após acusar de assédio sexual o ex vice-primeiro ministro chines Zhang Gaoli a tenista Shuai Peng está desaparecida há uma semana. A sua publicação nas redes so…

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arboricídio injustificado

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É só para lembrar as nossas entidades com responsabilidades na matéria que as podas arbóreas não são como capar suínos
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XXVIII – Drásticas Podas
As árvores que compõem as praças, estradas e avenidas e embelezam os jardins e parques são um elemento essencial de qualidade de vida. E, no entanto, é crítica a ausência de sensibilidade das autoridades e, muitas das vezes, das comunidades para o papel da Árvore em Meio Urbano.
Com a primavera chegam os cagarros, mas também as podas drásticas, que retiram a dignidade e o valor estético às árvores, tantas vezes ditas ornamentais, que marginam os arruamentos e estradas.
Estas podas drásticas ou radicais são comummente justificadas com base em preconceitos que continuam interiorizados na população, que muitas vezes as exige quando os responsáveis pela sua gestão e manutenção optam por outros modelos de condução. Embora erroneamente persistem mitos de que as podas drásticas ou “rolagens” rejuvenescem e fortalecem as árvores, ou que são a única forma económica de controlar a sua altura e perigosidade.
Francisco Coimbra, Ex – Vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Arboricultura, ajuda a desmitificar 5 concepções erradas acerca das podas drásticas ou “rolagens”.
A poda drástica rejuvenesce a árvore? – NÃO! São as folhas a “fábrica” que produz o seu alimento. Uma poda que remova mais do que um terço dos ramos da árvore – e as “podas” radicais removem a copa na totalidade – interfere muito com a sua capacidade de se auto-alimentar, desregulando o equilíbrio copa/tronco/raízes. O facto de as árvores apresentarem uma rebentação intensa após uma operação traumática – resultante do abrolhamento de gemas até então inibidas pelo controlo hormonal dos ápices agora removidos – não significa rejuvenescimento, mas sim uma “tentativa desesperada” de repor a copa inicial, à custa da delapidação das suas reservas energéticas. Nalguns casos, este “esforço” pode mesmo ser fatal, se à supressão de copa se somarem outros factores de stress, como um Verão seco ou ataques de parasitas.
A poda drástica fortalece a árvore? NÃO, pelo contrário, a poda radical é um acto traumatizante e debilitante, uma porta aberta às patologias. As pernadas duma árvore massacrada têm, pelo seu grande diâmetro, dificuldade em formar calo de “cicatrização”, e os cortes nestas condições são muito vulneráveis a ataques de fungos lenhívoros. Para além disso, a copa das árvores funciona como um todo, sendo as folhas periféricas um escudo para a parte mais interna, protegendo-a das queimaduras solares. O nosso país está cheio de tristes exemplos, árvores cujo estado sanitário decadente é o revoltante resultado destas práticas no passado, as quais deviam envergonhar os seus mandantes!
A poda drástica torna a árvores menos perigosas? – NÃO, estas “podas” induzem a formação, nas zonas de corte, de rebentos de grande fragilidade mecânica, pois têm uma inserção anormal e superficial no tronco. Como ao longo do tempo se desenvolvem podridões nesses locais, esta ligação fica ainda mais fraca, tornando estes ramos instáveis e potencialmente perigosos a longo prazo. Acresce ainda que nem todas as novas ramificações são viáveis, pelo que, após alguns anos de concorrência, surgem relações de dominância entre elas e as dominadas acabam por secar, aumentando o volume de madeira morta na copa.
A poda drástica é a única forma de a controlar em altura? – NÃO, a quebra da hierarquia – que estava estabelecida entre as ramificações naturalmente formadas – permite o desenvolvimento de novos ramos de forte crescimento vertical, mas agora de uma forma anárquica e muito mais densa! Não se resolve, assim, o motivo por que geralmente se recorre a esta supressão da copa, pois em alguns anos a árvore retoma a altura que tinha, sem nunca mais voltar a ter a mesma estabilidade nem a beleza característica da espécie.
A poda drástica é mais barata? – NÃO, se a gestão do património arbóreo for pensada a médio e longo prazo! Aparentemente parece ser mais económico recorrer-se a uma “rolagem” única do que fazer pequenas intervenções anuais e utilizar os princípios correctos de poda e corte, investindo na formação do pessoal ou recorrendo a profissionais especializados nas situações mais complexas. No entanto, esta economia é de curto prazo, pois se por um lado as árvores se desvalorizam a todos os níveis, por outro lado está-se a onerar o futuro, que terá que “remediar” uma decrepitude precoce ou resolver a instabilidade mecânica dos rebentos formados após os cortes. E a redução da esperança de vida das árvores implementa custos acrescidos para sua remoção e substituição.
Na primavera que passa, recomenda-se a muitos dos nossos responsáveis pelas nossas autoridades alguma bibliografia sobre o tema, nomeadamente: Drénou, C. 1999. La taille des arbres d’ornement. I.D.F., Paris, 268 p. e Shigo, A. 1994. Arboricultura moderna. Edição portuguesa publicada pela Sociedade Portuguesa de Arboricultura, 165 p.
Texto publicado no Jornal Correio dos Açores de 24 de Abril de 2014
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austria confina

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NYTIMES – ÚLTIMA HORA
ÁUSTRIA DECRETA CONFINAMENTO E VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA
sexta-feira, 19 de novembro
A Áustria entrará em um confinamento nacional já na segunda-feira. Também deverá impor um mandato nacional de vacinação, o primeiro da Europa.
É o primeiro confinamento desse tipo numa nação europeia desde a primavera. O mandato da vacina , se aprovado, entrará em vigor em fevereiro.
BREAKING NEWS
Austria will go into a nationwide lockdown on Monday. It also plans to impose a national Covid vaccine mandate, Europe’s first.
Friday, November 19, 2021 5:05 AM EST
It is the first such lockdown in a European nation since the spring. The vaccine mandate would take effect in February.
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COVID-19 vaccines go through many tests for safety and effectiveness and are then monitored closely.
Source: World Health Organization
Get Vaccine Info

Ana Maria (Nini) Botelho Neves, Amadeu Pinto da Silva and 31 others
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NO MEU TEMPO É QUE ERA MAU

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NO MEU TEMPO É QUE ERA MAU
«A televisão só tinha dois canais, éramos obrigados a ver o TV Rural e o 70×7; não havia computadores, nem Internet, não tínhamos acesso a quase nada; Portugal era ainda mais periférico, havia discos e livros que não chegavam cá, os artistas em geral também não passavam por aqui; perante um imprevisto ninguém conseguia avisar que afinal não poderia comparecer a um encontro, ao outro restava-lhe ficar especado à espera; os automóveis não tinham direção assistida e estacionavam-se em cima dos passeios; os condutores andavam com o autorrádio pela mão como se fosse um chapéu de chuva; os jogos do ZX Spectrum demoravam uma eternidade a entrar; as cassetes de vídeo eram de má qualidade e, no final, havia que as rebobinar; viajar era muito difícil, as passagens de avião caríssimas e a rede de autoestradas escassa, de Bragança a Lisboa eram nove horas de viagem; havia uma fila na fronteira para entrar em Espanha e outra para regressar; no desporto não ganhávamos nada a não ser no hóquei em patins; ficámos uma vez em terceiro lugar no Europeu e o Carlos Lopes ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos e festejámos como se não houvesse amanhã; as cidades estavam cheias de cães vadios e havia o hábito generalizado de cuspir para o chão; não se reciclava o lixo; toda a gente fumava, mesmo aqueles que não fumavam, porque não havia quaisquer restrições, fumava-se mesmo em espaços fechados com crianças por perto; a Medicina dava menos respostas; morria-se mais cedo.
Se olharmos mais para trás percebemos que as coisas ainda eram piores. Porque, nascido em 1974, já sou da geração que cresceu em democracia. Há outros que nem sequer isso. Assim, sempre que oiço alguém repetir a frase “no meu tempo é que era bom”, ponho-me a pensar. E chego à conclusão de que a chave para desvendar o verdadeiro significado da frase está no sujeito omisso. O que eu e todos eles realmente querem dizer é: “no meu tempo é que (eu) era bom”. Era bom porque era mais ágil, mais bonito, sem rugas, com menos preocupações, ia menos vezes ao médico, passava mais tempo na praia, o cabelo ainda estava todo lá, comia o que quisesse e não engordava, corria o dia inteiro e não me cansava, dormia mais de oito horas por dia, julgava-me imortal. E, além disso, todos os meus entes queridos ainda estavam vivos e todos os meus entes queridos eram mais novos. No meu tempo é que eu era bom, agora, enfim, cá se vai andando.
O que seria realmente bom era se tivesse acesso a tudo isto no tempo em que (eu) era bom. Como invejo os miúdos. Como gostaria de poder escolher, desfrutar, descobrir… E de ainda ter tempo. Só me faz confusão aqueles que, perante a enormidade da escolha, se fecham nos mesmos canais, nos mesmos temas, nos mesmos círculos. Apetece-me dizer-lhes: “Aproveitem, que no vosso tempo é que é bom”.»
Manuel Halpern, O Homem do Leme
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AÇORES, ENTERRARAM A CULTURA E O BE SÓ AGORA DESCOBRIU

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BE desmascara algumas realidades no setor cultural da região…
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|| Alexandra Manes alerta para atrasos nos apoios à cultura ||
👉 A deputada do Bloco de Esquerda alerta para o facto de, no final do ano, quase um terço dos projetos apoiados pelo Regime Jurídico de Apoio às Atividades Culturais ainda não receberam um cêntimo por parte da Direção Regional da Cultura. Associações e outras entidades que promovem atividades culturais viram, no ano de 2021, a sua programação comprometida, sendo que algumas delas tiveram de cancelar ou reprogramar atividades ao longo do ano.
📌 Notícia completa: https://tinyurl.com/4w5tf7
ESCREVI SOBRE ISTO ANTERIORMENTE
https://www.lusofonias.net/arquivos/413/AnaChronicAcores/1475/CRONICA-404-AQUI-JAZ-A-CULTURA-ACORIANA.pdf
https://www.lusofonias.net/arquivos/413/AnaChronicAcores/1469/CRONICA-403-CULTURA-INIGUALAVEL.pdf
https://www.lusofonias.net/arquivos/413/AnaChronicAcores/1477/Cronica-405-candidaturas-cultura-2021.pdf

CIENTISTA PORTUGUÊS DE TOPO

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May be an image of 1 person, standing and text that says "SIC nOtICIOS Investigador português Rui Costa lidera, em Nova lorque, o maior instituto de neurociências do mundo"
Chama-se Rui Costa, é português e um longo caminho de descobertas sobre o cérebro fez dele um dos mais premiados cientistas portugueses e um dos mais reconhecidos especialistas em movimento e aprendizagem a nível mundial. E ele contou-nos a sua história e explicou-nos como o cérebro funciona em alguns momentos.
Veja o segundo episódio de “Descobridores” e conheça mais uma história de um português com um percurso inspirador em https://bit.ly/3oyUupy

GERINGONÇA AÇORIANA E EXIGÊNCIA DO CHEGA

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Chega-Açores quer rever acordo que suporta o governo regional
O deputado único do Chega no parlamento açoriano quer tornar o acordo escrito, assinado há um ano, menos abstracto
As declarações do líder do Chega caíram com estrondo nos Açores. Depois de André Ventura ter anun-ciado, na quarta-feira, que pela direcção nacional o apoio do partido ao governo regional “morreu”, a res-ponsabilidade está agora do lado do deputado único do Chega no parla-mento açoriano, José Pacheco. Após a posição de Ventura, Jos Pacheco já conversou com o presi-dente do governo regional, José Manuel Bolieiro. Ao que o PÚBLICO apurou, o Chega-Açores quer rever o acordo escrito que firmou com os três partidos que integram o execu-tivo açoriano (PSD, CDS-PP, PPM). É uma das reivindicações exigidas pelo partido para continuar a fazer parte da maioria que suporta o Governo dos Açores, composta ainda pela IL e pelo deputado não-inscrito. Entende o Chega-Açores que o acordo de incidência parlamentar assinado em Novembro de 2020 é demasiado vago, uma vez que não inclui medidas nem metas concretas.
Nesse acordo existem quatro capítu-los: um “novo modelo de governa-ção”, a “reforma das leis eleitorais”, a “afirmação da transparência, pre-venção e combate à corrupção” e a “redução da subsidiodependência”. Os últimos dois são os que mais incómodo têm causado ao Chega. No capítulo referente à “redução da sub-sidiodependência”, lê-se, por exem-plo, que os partidos “se comprome-teram, durante a actual legislatura, a criar condições de desenvolvimento económico e de promoção da inclu-são social” para reduzir, “através da inserção social e laboral”, o “número
de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI), em idade activa com capacidade de trabalho, aumentando a sua colaboração com a comunidade onde estão inseridos”. As expressões citadas, aliás, constam também do acordo assinado entre o PSD e a Iniciativa Liberal, ipsis verbis, no outro documento que suporta o executivo açoriano. O deputado regional do Chega quer rever o acor-do para incluir objectivos específicos na redução do RSI. Também na área da corrupção, sabe o PÚBLICO, tem causado mal–estar no Chega açoriano o adiamen-
to da criação de um gabinete contra a corrupção, previsto no Plano e Orçamento da região para 2021, mas que ainda não está executado. Acres-ce que o actual acordo foi assinado pelo anterior líder do Chega-Açores, Carlos Furtado, que, em Junho, saiu da liderança regional e se desvincu-lou do partido no parlamento açoria-no, em colisão com André Ventura. Ontem prosseguiram as negocia-ções entre o deputado regional do Chega e as forças que suportam o governo açoriano. Durante a tarde, por exemplo, Pacheco encontrou-se com João Bruto da Costa, líder par-lamentar do PSD-Açores. Do lado do governo regional, tem existido aber-tura para acolher as posições do par-lamentar do Chega. O Presidente da República falou ontem sobre o assunto e frisou que é o representante da República para os Açores quem “tem competência para intervir”. Seja como for, Marce-lo Rebelo de Sousa garante estar atento: “Estou a acompanhar.” O tempo vai escasseando: na pró-xima segunda-feira começa a discus-são do Orçamento da região para 2022. José Pacheco — e o próprio Ven-tura — remeteram a posição final da estrutura regional do partido para uma conferência de imprensa que se realiza hoje em Ponta Delgada. Até lá, permanece o quadro de incerteza.
(Rui Pedro Paiva – Público de 19/11/2021)
Rui Pedro Paiva
O deputado único do Chega no parlamento açoriano quer tornar o acordo escrito, assinado há um ano, menos abstracto
As declarações do líder do Chega caíram com estrondo nos Açores. Depois de André Ventura ter anunciado, na quarta-feira, que pela direcção nacional o apoio do partido ao governo regional “morreu”, a responsabilidade está agora do lado do deputado único do Chega no parlamento açoriano, José Pacheco.
Após a posição de Ventura, Jos Pacheco já conversou com o presidente do governo regional, José Manuel Bolieiro. Ao que o PÚBLICO apurou, o Chega-Açores quer rever o acordo escrito que firmou com os três partidos que integram o executivo açoriano (PSD, CDS-PP, PPM). É uma das reivindicações exigidas pelo partido para continuar a fazer parte da maioria que suporta o Governo dos Açores, composta ainda pela IL e pelo deputado não-inscrito.
Entende o Chega-Açores que o acordo de incidência parlamentar assinado em Novembro de 2020 é demasiado vago, uma vez que não inclui medidas nem metas concretas.
Nesse acordo existem quatro capítulos: um “novo modelo de governação”, a “reforma das leis eleitorais”, a “afirmação da transparência, prevenção e combate à corrupção” e a “redução da subsidiodependência”.
Os últimos dois são os que mais incómodo têm causado ao Chega. No capítulo referente à “redução da subsidiodependência”, lê-se, por exemplo, que os partidos “se comprometeram, durante a actual legislatura, a criar condições de desenvolvimento económico e de promoção da inclusão social” para reduzir, “através da inserção social e laboral”, o “número
de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI), em idade activa com capacidade de trabalho, aumentando a sua colaboração com a comunidade onde estão inseridos”. As expressões citadas, aliás, constam também do acordo assinado entre o PSD e a Iniciativa Liberal, ipsis verbis, no outro documento que suporta o executivo açoriano. O deputado regional do Chega quer rever o acordo para incluir objectivos específicos na redução do RSI.
Também na área da corrupção, sabe o PÚBLICO, tem causado mal-estar no Chega açoriano o adiamen
to da criação de um gabinete contra a corrupção, previsto no Plano e Orçamento da região para 2021, mas que ainda não está executado. Acresce que o actual acordo foi assinado pelo anterior líder do Chega-Açores, Carlos Furtado, que, em Junho, saiu da liderança regional e se desvinculou do partido no parlamento açoriano, em colisão com André Ventura.
Ontem prosseguiram as negociações entre o deputado regional do Chega e as forças que suportam o governo açoriano. Durante a tarde, por exemplo, Pacheco encontrou-se com João Bruto da Costa, líder parlamentar do PSD-Açores. Do lado do governo regional, tem existido abertura para acolher as posições do parlamentar do Chega.
O Presidente da República falou ontem sobre o assunto e frisou que é o representante da República para os Açores quem “tem competência para intervir”. Seja como for, Marcelo Rebelo de Sousa garante estar atento: “Estou a acompanhar.”
O tempo vai escasseando: na próxima segunda-feira começa a discussão do Orçamento da região para 2022. José Pacheco — e o próprio Ventura — remeteram a posição final da estrutura regional do partido para uma conferência de imprensa que se realiza hoje em Ponta Delgada. Até lá, permanece o quadro de incerteza.
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