Eleições: Alemães escolhem hoje destino político do país(vamos ter saudade da Merkel)

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Os alemães vão hoje a votos para escolher a constituição do vigésimo Bundestag (Parlamento Federal) do pós-guerra, depois de 16 anos de governação de Angela Merkel.

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La Palma: autoridades decretam confinamento obrigatório devido às cinzas e gases tóxicos | TVI24

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Apesar de os cientistas manterem uma mensagem de relativa tranquilidade, ninguém pode prever se a atividade vulcânica do Cumbre Vieja vai diminuir. Ao longo destes seis dias de erupção, o cenário não tem vindo a melhorar. Foram evacuadas mais três localidades e foi encerrado o aeroporto da ilha.

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https://tvi24.iol.pt/videos/internacional/la-palma-autoridades-decretam-confinamento-obrigatorio-devido-as-cinzas-e-gases-toxicos/614f6e050cf29ea8606b376b?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=ed-tvi24

UM VOTO VALE MAIS QUE UM LIKE/GOSTO

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Por muito que se escreva a apelar ao voto e por muitas campanhas de sensibilização que se possam fazer, a taxa de abstenção tenderá a não baixar e quem criou o hábito de não votar dificilmente fará diferente hoje. Gostaria de estar errado e que no fim desta noite os números da abstenção provassem o erro de análise.
Os argumentos são os mesmos de sempre desde o popularucho “não voto porque não me revejo em nenhum partido/candidato” ao célebre ” não voto porque os políticos são todos uns malandrecos” ou ao filosófico argumento de que não votando se está a exprimir um voto de desagrado com o sistema!
A verdade é que uma boa parte dos eleitores não vota por indolência grave, uma maleita que afeta a sociedade no seu todo e tem reflexo direto nas sucessivamente altas e preocupantes taxas de abstenção.
A desculpa ou desculpas de sempre apenas servem de manto para cobrir a verdadeira razão de não votar e que radica num adormecimento preocupante do coletivo democrático. Um adormecimento que tem raízes em matérias que por ser dia de eleições não é possível aqui abordar, mas que não se esgotam na responsabilidade individual de cada eleitor, longe disso.
Vivemos numa sociedade de ecrãs, opinamos sobre tudo e sobre todos, muitas vezes sob a ignóbil e cobarde capa do anonimato, nas redes sociais abundam os especialistas de vão de escada, uma espécie de canivetes-suíços contrafeitos com opinião e solução para todos os males dos Açores, de Portugal da Europa, do Mundo. Desses quantos votam? Pela estatística menos de metade. Importa fazer um esforço para reeducar quem já se esqueceu ou nunca percebeu que um voto tem mais força do que um “like” num post numa qualquer rede social.
Votar ajuda a fazer a diferença! Pode fazer a diferença na vida de uma freguesia, de um concelho, de uma região e de um país.
Fizeram-se revoluções para conquistar o direito a que hoje a maioria dos portugueses e açorianos vira costas. O direito de votar é também o dever de quem goza da liberdade que as sociedades democráticas nos dão.
Mas tal como na Igreja, em matéria de voto também abundam os “não-praticantes”.
Desta vez seja diferente e convença um amigo ou familiar a ir votar.
(Paulo Simões – Açoriano Oriental de 26/09/2021)
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O PICO ESTÁ NA MODA

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Ao longo deste Verão temos dado a conhecer várias opções na restauração da ilha do Pico, desde restaurantes conceituados, novos projectos e também alguns sob nova gerência.
Na ponta este da ilha do Pico renasceu no final de 2020 o Restaurante Ponta da Ilha, sob a gerência de Lisa Machado e Fábio Lopes.
Este casal mudou-se para a ilha do Pico em plena pandemia. Para a Lisa foi um regresso desejado à terra que a viu nascer.
No encerramento desta rúbrica de Verão, vamos conhecer o Ponta de Ilha, localizado próximo do Farol da Manhenha (freguesia da Piedade), o maior e mais emblemático farol do Pico.
Quem dá alma ao Ponta da Ilha?
Lisa Machado: A alma do restaurante é criada por toda a nossa equipa. Eu trato da parte contabilística do negócio, sempre exerci contabilidade para empresas de terceiros enquanto contabilista certificada. O Fábio baseou todo o seu percurso profissional em restauração na área de Lisboa, mais concretamente Cascais.
Quando surgiu a ideia para este projecto? Como surge na sua vida a oportunidade de mudarem-se para a ilha do Pico e investir na área da restauração?
Surgiu de uma forma natural. Queríamos ter algo nosso e vimo o restaurante como a escolha natural.
Ambos tínhamos experiência na área: eu tinha toda a parte do backoffice e o Fábio a parte prática.
Sendo picarota, sempre tive o desejo de voltar à minha terra e com o restaurante seria a oportunidade certa. Decidimos enveredar por esta área visto o Pico ter lacunas na restauração. É frequente ouvir que “não existe muita escolha”.
No passado o Ponta da Ilha chegou a ser uma referência nos pratos de peixe na ilha do Pico. Continua a ser a aposta forte?
Apostamos em peixe local como por exemplo o típico atum, o lírio, a veja, o polvo. Da mesma forma a nossa carne é praticamente toda local. Temos uma pequena horta com produtos (rúcula, alface, tomate, pimento, cebola, espinafre) que utilizamos nos nossos pratos.
Para além do peixe e carne da ilha, têm parcerias com outros for necedores locais?
Temos uma parceria com o Lucas Amaral, um jovem produtor de vinho que está agora a começar, identificamo-nos com ele e decidimos apostar numa parceria.
O mercado alvo é o turista que visita a ilha? Estando a vossa porta aberta todo o ano, há receios em relação aos meses de Inverno (sazonalidade), ou estão preparados para essa eventualidade?
Não temos um público-alvo, toda a gente que queira vir visitar o nosso restaurante e desfrutar de uma excelente refeição é livre de o fazer, prova disso são os 10% de desconto para todos os locais.
Relativamente ao Inverno queremos apostar mais em eventos como festas/jantares temáticos para os locais de forma a chamar mais pessoas.
Como foi abrir em tempo de pandemia? Os clientes da ilha ajudaram a alavancar o projecto?
Sem dúvida que foram uma grande ajuda para nós, tivemos meses menos bons, mas sem eles não estamos onde estamos neste momento. Enfrentamos a pandemia como um teste: se fomos capazes de suportar estes meses menos bons com certeza que depois da tempestade vem a bonança e daqui para a frente será sempre a subir.
Entretanto este Verão construímos e abrimos a esplanada, com vista
para o mar e farol da ponta da ilha. A esplanada está a ter muita aceitação por parte dos nossos clientes.
Que desafios encontram enquanto empresários do sector da restauração? A vossa equipa é composta por quantas pessoas?
Existem alguns, desde a sazonalidade, à dificuldade de arranjar mão-de-obra com qualidade, sendo que a vida da restauração não é para toda a gente. Neste momento somos uma equipa de quatro pessoas.
Como vê a evolução do turismo na ilha do Pico?
Este ano foi muito bom em termos de turismo, mas ainda temos de melhorar bastante se queremos acolher este número de pessoas na nossa ilha, ainda falta muita oferta de serviços (restaurantes, hotéis, entre outros).
Posto isto creio que estamos no bom caminho, para o ano já estarmos mais bem preparados para tanta afluência de gente.
Têm outros projectos em mente? Sentem-se pessoas realizadas?
Temos mais um projecto em mente que já está em andamento, mas não queremos revelar até chegar à altura certa, mas podemos dizer que estará relacionado com o turismo.
Qual o horário de funcionamento do restaurante?
Estamos abertos todos os dias excepto à quarta-feira (dia de folga). Abrimos das 12:00 às 23:00, sendo que a cozinha fecha durante a tarde voltando a reabrir às 19:30. Aceitamos e recomendamos reserva por telefone (292 666 708).
Caminho de Baixo, Manhenha, Piedade
9930-209 Lajes do Pico
jornal@diariodosacores.pt
(Diário dos Açores de 26/09/2021)
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