TANTA GENTE PARA NADA SIDONIO BETTENCOURT

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TANTA GENTE PARA NADA O sol a pique no meio desta nuvem de gente. Nunca vi tanta, tanta nuvem de gente, tropeçando nas pedras e nos sinais proibidos,nas línguas de fogo e de fora; no inglês, francês, americano, italiano, no português açoriano. Muito mais gente do que máscaras e óleo de gel. Mãos lavadinhas e sapatilhas para correr, água na mochila, e o dilema entre o céu e as profundezas do mar. Subir a montanha, ver a baleia, e mergulhar na caça ao tesouro. Ontem não havia gente hoje há muita gente e não há gente, para trabalhar. O pão esgotou cedo e hoje é domingo não há cozinheira.. e o melhor é fechar, sim fechar porque há muita gente. Fica a nu a nudez da solidão dos tempos por cumprir.Já não sei se é sazonal ou viral.Pode ser uma crise de crescimento, uma crise de lamúria, uma simples crise de qualquer coisa, mas é uma crise…afinal o futuro era o “Moinho das Galinhas”do avô Papuda, cancelar o barco e diminuir a factura das passagens aéreas. Tanto colóquio tanto aprofundamento da autonomia, tanta discussão para lamentar, e afinal era o moinho, o ex líbiris perdido no juncal da vila. Tanto debate para não haver pão, cozinheira, gente para trabalhar… continuo a preferir o silêncio do pôr-do- sol, e as noites vagas e vazias das ruas sem ninguém…e o muro para ouvir da escuridão a música das das aves nocturnas de sempre, em inglês, francês, italiano.. unhá unhá unhá unhá… Cagarras. Com ou sem barco, com ou sem alojamento, com ou sem carro, com ou sem cozinheira, com ou sem pão, elas as cagarras estão de novo aqui no próximo a ano…grandes clientes da marca Açores. S.B.
Pedro Paulo Camara, Jose Lopes de Araújo and 36 others
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Governo dos Açores nomeia João Paulo Constância para Museu Carlos Machado – Açoriano Oriental

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A Secretaria Regional da Cultura, Ciência e Transição Digital dos Açores nomeou João Paulo Constância como diretor do Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, sucedendo a Duarte Melo.

Source: Governo dos Açores nomeia João Paulo Constância para Museu Carlos Machado – Açoriano Oriental

cronica de JOÃO BENDITO

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22 m
CRÓNICA AOS SALTINHOS
1 – Saltos Olímpicos
Já escrevi tantas vezes sobre os Jogos Olímpicos que, quem se atreve a ler as minhas crónicas, já sabe que eu sou um maluquinho por estas coisas. Como não posso lá estar, enfio-me em frente à televisão horas seguidas. Resmungo quando interrompem para os anúncios comerciais e refilo quando transmitem algum evento dos que me interessam menos.
Este quarto onde vos escrevo, a que a minha neta chama avô‘s office, está equipado com um sofá-cama (para quando vários netos passam cá a noite), uma secretária com o computador e uma estante cheia dos livros da Alice, mas com espaço para uma televisão. Contudo, a peça principal do mobiliário é a cadeira rotativa onde me sento. É verdade, a cadeira permite-me assistir aos Jogos em conforto e facilita-me o vaivém de e para a secretária, onde preencho os intervalos com olhadelas ao Facebook ou com a leitura ou escritura de mensagens. O termo moderno multitasking aplica-se muito bem aqui, é um tal fazer várias coisas ao mesmo tempo.
ÁH!, mas há um outro instrumento muito importante, no centro destas manobras todas. Pequeno, mas eficiente, o comando da televisão ou controle remoto, como lhe queiram chamar, pena os olhos da cara na minha mão. Clique aqui, muda para ali, o desgraçado tem tido uma vida estafada nesta última semana. E ainda restam mais uns dias desta loucura para sofrer. A NBC, que detém o contrato para transmitir os Jogos nos Estados Unidos, está a fazê-lo, ao mesmo tempo, em pelo menos três canais. Os meus dedos, principalmente o polegar, já sabem o movimento de cor, saltam do 703 para o 720 e dele para o 724. Não perco tempo com os comerciais, mudo de um para outro de modo a não perder um segundo de ação, utilizando ao máximo até o botãozinho do “last”, que me permite voltar ao canal anterior.
Não, não sou assim tão fanático como pareço pela descrição que fiz acima. Gosto muito de desporto, mas não engulo o programa inteiro dos Jogos Olímpicos. Há especialidades que não me entusiasmam nada, como, por exemplo, a esgrima, de que nem entendo as regras; outras, como o hipismo, dispenso bem porque acho que deveriam pôr medalhas também no pescoço dos cavalos; mas há umas que tento não perder, como o andebol de sete, que é um desporto que gosto muito, mas não vejo senão nos Olímpicos, porque, aqui nos EUA, é pouco praticado, não tem visibilidade nacional. As modalidades do atletismo são as minhas preferidas, só as perco porque… a diferença horária (16 horas) é muito grande. Só se ficasse acordado toda a noite para poder assistir a tudo em direto e isso é coisa que não faço, gosto muito dos Jogos, mas gosto mais de dormir.
Vamos, agora, esperar outros três anos, a ver se os Jogos de Paris se realizam a tempo e horas e se não há vírus para incomodar. Foi pena, de facto, não permitirem espetadores nas bancadas dos estádios e das arenas, o povo japonês fez um grande trabalho de organização e os recintos eram muito bonitos, modernos e funcionais. Teriam ficado ainda mais bonitos com a moldura humana. Cá estarei, em 2024, a rodopiar na minha cadeira rotativa e a criar calos nos dedos, a premir botões do comando.
2 – Quando há fome, não se pode saltar
É um tópico muito delicado para trazer a estas crónicas. Não que eu me dedique apenas a assuntos leves ou de agradável leitura, lá de vez em quando tento encher umas linhas com algo que pode ser mais pesadinho e menos galhofeiro. Explico o que me fez trazer isto a terreiro.
Na edição da revista National Geographic para o mês de Agosto, há uma reportagem que mexeu comigo. Intitula-se America‘s Hunger Crisis, uma viagem pelos labirintos do problema da fome nos Estados Unidos. Os responsáveis por este magnifico (mas triste) trabalho até nem falam muito em fome, expressam-se mais com o termo insegurança alimentar, estudam e descrevem-nos a realidade que atinge milhares de famílias americanas. Notam que um em cada oito americanos – mais de 42 milhões de pessoas – são atingidos por esta insuficiência e se pensarmos que 13 milhões de crianças estão incluídos nestas contas, então ainda ficamos mais chocados. Pelo menos eu fiquei.
A situação criada pela epidemia de Covid19 agravou ainda mais o problema. Com o desemprego que originou, milhares de pessoas passaram a depender dos Bancos Alimentares e de organizações de assistência social para assim poderem ter comida nas suas mesas. Há grupos ativos que até pretendem alertar para que se evitem os desperdícios, conseguem reunir toneladas de alimentos que depois distribuem pelos necessitados. Vejo isso mesmo aqui perto de mim, o pequeno Food Bank da Salt Mine, de Lincoln, serve e ajuda centenas de pessoas, tudo com comida doada pelos grandes supermercados. Lá está o meu amigo faialense Renato Silva, garboso voluntário que todas as semanas dedica aos outros muitas horas do seu tempo. Se fosse para descrever aqui as coisas que ele já me contou, esta crónica ocupava o jornal inteiro.
Eu nunca passei fome. Não éramos ricos, mas, graças ao árduo trabalho dos meus pais, nunca fui para a cama de barriga vazia. Alturas houve em que não comi bem, por exemplo quando estudava em Lisboa e o dinheiro não dava para tudo ou quando estive na tropa e a comida do rancho, às vezes, nem para porcos servia. Compensava-se um jantar menos bom com outro melhorzinho, no dia seguinte. Portanto, não posso avaliar o que sente quem passa fome dias a fio. Mas marcou-me muito uma das últimas conversas que tive com pessoa muito querida, quando tentávamos animá-lo e incentivá-lo a comer melhor, já que era evidente a acentuada degradação física provocada pela maldita doença que o minou. “Sabes, João, eu queria era sentir fome”, disse-me, num suave murmúrio. “Eu queria antes estar a passar fome em vez de não sentir vontade ou apetite para comer”. Só quem passa pelas coisas é que lhes dá o valor.
3 – O trampolim
Esta malvada epidemia salta mais do que a nossa Patrícia Mamona ou o Pedro Pichardo, os novos heróis do atletismo português. Mas, de saltos atléticos já falei acima. E de epidemias, de máscaras, de vacinas e de variantes virais já está toda a gente a ficar farta. Contudo, nunca é demais acentuar que este vírus não nos dá tréguas, muito menos se andamos cada um a puxar para o seu lado, sem armarmos uma defesa concertada e baseada em factos científicos. Já tivemos tempo bastante para isso, mas, pelo contrário, parece que estamos a brincar aos saltos num trampolim, com estatísticas a descerem numa semana e a subirem na seguinte, com teorias às cambalhotas e malabarismos de certos governadores estatais que são de arrepiar os cabelos.
Já vos disse que nunca deixei de usar máscara, seja no trabalho, seja quando vou ao mercado ou qualquer outro lugar público. Mesmo quando a minha companhia levantou a obrigação de usarmos proteção facial, eu continuei a fazer como dantes; agora, voltam a impor o uso da máscara. Oxalá também obrigassem os empregados a vacinarem-se. Se não te queres vacinar, então não podes trabalhar aqui. Sei que seria uma decisão extrema, mas na minha opinião, necessária. Vamos a ver se, com as alarmantes notícias dos avanços da “Delta”, muitos mais americanos se convencem que é, de facto, a melhor coisa a fazer, para proteção de cada um e de todos.
E pronto, vou dar mais uma voltinha na minha cadeira e virar-me para a televisão, andam ali umas meninas aos saltos. Gosto muito destes Jogos, mas bem bom que estão a chegar ao fim, para ver se me concentro a fazer outras coisas.
Cuidem-se! Vacinem-se! Mascarem-se!
Lincoln, Califórnia, Agosto 4, 2021
João Bendito
May be an image of indoor

TALIBÃS NO PODER

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Newsletter diária • 16 ago 2021

 

 
 
 

 

 

Afeganistão ou o fim do Homem

 

 

Edição por Pedro Soares Botelho

  • Que é o fim do Homem? É a dúvida que assola quem veja as imagens vindas do Afeganistão. Qual o propósito da humanidade que observa, à distância sanitária, o fim das promessas?
  • O Conselho de Segurança da ONU reúne-se hoje para debater a situação no Afeganistão, um dia depois de os talibãs tomarem Cabul, reunião em que o secretário-geral, António Guterres, apresentará um relatório.
  • O secretário-geral da ONU instou no domingo os talibãs e todas as outras partes afegãs “à maior contenção”, algumas horas depois da entrada em Cabul dos combatentes do movimento islâmico radical.
  • “O secretário-geral está particularmente preocupado com o futuro das mulheres e das meninas, cujos direitos duramente adquiridos devem ser protegidos”, disse a ONU em comunicado.
  • António Guterres frisou que as Nações Unidas continuam “determinadas a contribuir para uma solução pacífica do conflito”.
  • Vinte anos depois da entrada das forças internacionais nos territórios afegãos, a saída é feita à pressa, à frente da tomada de controlo dos talibãs.

 

 

 

 

Atualidade

 

Situação no aeroporto de Cabul é caótica — milhares de afegãos tentam fugir do país

 

Os militares norte-americanos em Cabul tentam organizar operações de retirada de diplomatas e civis numa cidade patrulhada pelas forças talibãs que controlam a capital desde domingo. Pelo menos cinco pessoas terão morrido.

 

 

 

 

 

 

Estes taliban poderão ser diferentes?

 

Francisco Sena Santos

 

 

O que vai acontecer nos próximos tempos no Afeganistão? Vai voltar a valer a interpretação mais cruel da Sharia, como aquela que chama à lapidação de mulheres que alguém acusa de serem adúlteras ou a que faz decepar a mão de quem se presume ter roubado? As meninas vão voltar a ser proibidas de ir à escola? As mulheres voltarão a estar obrigadas ao uso da burqa e a ficar proibidas de trabalhar e de sair de casa sem a tutela de um homem? Continuar a ler

 

 

 

 

 

Atualidade

 

António Lacerda Sales: “A melhor resposta que posso dar aos negacionistas é a ciência”

 

O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, disse hoje, em Lousada, que a melhor resposta que tem para os negacionistas da vacina contra a covid-19 é a evidência científica.

 

 

 

 

 

 

 

Atualidade

 

Incêndios. Distritos de Castelo Branco, Faro, Guarda e Portalegre passam para alerta vermelho

 

O estado de alerta nos distritos de Castelo Branco, Faro, Guarda e Portalegre foi hoje agravado, passando para vermelho, devido ao risco de incêndio.

 

 

 

 

 

Atualidade

 

Haiti: Portugueses “estão bem e não foram afetados pelo sismo”

 

Todos os cidadãos portugueses que se encontram no Haiti “estão bem e não foram afetados pelo sismo”, disse hoje à Lusa o gabinete da secretária de Estado das Comunidades Portuguesas.

 

 

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BBC anchor receives surprise call from Taliban live on air

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An Afghan-born BBC anchor received a startling call from a Taliban spokesman while she was reporting live on air after the extremist group toppled the government.

Source: BBC anchor receives surprise call from Taliban live on air

Australia is desperately trying to negotiate a landing spot at KabUL

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Australia is desperately trying to negotiate a landing spot at Kabul airport to rescue hundreds of Australians and Afghans, after cabinet gave the green light for a mission to Afghanistan’s Taliban-controlled capital.
Australia negotiating landing spot at Kabul airport for rescue mission
smh.com.au
Australia negotiating landing spot at Kabul airport for rescue mission
Australia is desperately trying to negotiate a landing spot at Kabul airport to rescue hundreds of Australians and Afghans after the Taliban captured the capital.

Afghans desperate to flee Taliban takeover mob Kabul airport | Taliban News | Al Jazeera

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At least five people are reported dead after panic rush of crowds at Kabul airport as Taliban seize power.

Source: Afghans desperate to flee Taliban takeover mob Kabul airport | Taliban News | Al Jazeera

The Latest: Hamas congratulates Taliban on Afghan takeover | World | smdailyjournal.com

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KABUL, Afghanistan (AP) — The latest on Afghanistan where the Taliban have seized power, two weeks before the U.S. is set to complete its troop withdrawal after a costly two-decade

Source: The Latest: Hamas congratulates Taliban on Afghan takeover | World | smdailyjournal.com

“Caixa negra” obrigatória nos automóveis novos a partir de 2022. Que dados que vai recolher?

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Obrigatória nos carros novos lançados a partir de 2022, a “caixa negra”, também conhecida como sistema de registo de dados, tem dado muito que falar.

Source: “Caixa negra” obrigatória nos automóveis novos a partir de 2022. Que dados que vai recolher?

O XADREZ É RACISTA

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Está a ser estudada a proibição do Xadrez, por se tratar de um jogo “racista”: as brancas contra as pretas, onde também as brancas começam primeiro. Existem peões que são sacrificados, típicos do capitalismo; há também um sério “abuso animal” ao brincar com Cavalos em movimentos rígidos, sempre em L; e Bispos ao “serviço” de uma Monarquia. Como se tudo isso não bastasse, nos deparamos com uma ação deliberada do Machismo e do Patriarcado, já que a Rainha é quem mais tem que trabalhar no jogo, em benefício de um Rei que mal se move. Estamos estudando seriamente um jogo mais “inclusivo. E depois há aquela rebaldaria toda dos bispos, da rainha e dos peões se andarem a comer uns aos outros! Até metem cavalos ao barulho!!! Uma indecência! Uma vergonha! Um escândalo!