AUTONOMIA 44 ANOS DEPOIS JOSE GABRIEL AVILA

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44 anos depois…

Foi há 44 anos que o primeiro Governo Regional dos Açores iniciou a administração autónoma do arquipélago.
No início, o processo não foi consensual, pois os habitantes destas ilhas tinham razões de queixa para duvidar de que os interesses e direitos das nove, seriam tratados com equidade.
Na mente do cidadão comum, persistia – e ainda subsiste – a dúvida de que os governantes sediados nas ex-capitais de distrito iriam, com o rodar dos anos, envolver as restantes seis na partilha administrativa do poder, disponibilizando aos quadros e técnicos entretanto formados, a possibilidade de integrarem os novos serviços públicos continuando a viver no torrão natal e promovendo a fixação das jovens gerações.
Tinham razão os que assim pensavam, pois em quatro décadas, a tripolaridade cimentou-se e afirmou-se nas três ex-capitais, todavia os serviços não foram distribuídos pelo arquipélago, como se esperava.
E não vale a pena apontar o dedo a esta ou àquela ilha e seus habitantes.
O poder político tem por missão a defesa da justiça, da equidade, do progresso e do bem-comum, cabendo-lhe satisfazer – o que não tem acontecido – as aspirações legítimas de ilhas cada vez menos povoadas e mais envelhecidas. Por falta de coragem, certamente, o que aumenta o desânimo dos lesados há décadas com esta estruturação administrativa.
O centralismo não existe apenas na mentalidade do poder de Lisboa. Ele manifesta-se, nos Açores, de formas diversas e atende sobremaneira à concentração do eleitorado em prejuízo das “insignificantes” ultraperiferias açorianas, cada vez mais carecidas do essencial.
A compreensão da singularidade e do querer de cada ilha e de cada localidade, a aceitação dos problemas por que passam os seus habitantes, é a única forma capaz de promover a necessária unidade das nossas ilhas e de alterar este estado de coisas.
Quem não entende as nossas especificidades insulares, normalmente designa por bairrismo, reclamações antigas, direitos não satisfeitos vindos de pequenas ilhas e de comunidades sem-voz, que mais não pretendem senão aceder a satisfatórias condições de vida existentes noutras localidades.
Assim promove-se a desunião, a fuga de jovens para os centros urbanos maiores, a emigração – clandestina ou não.
As ilhas pequenas ficam, normalmente, a perder no seu crescimento e tardam em aproximar-se dos lugares da frente, apesar das suas potencialidades.
Felizmente, os que nelas ficam, não desarmam e são resilientes. Agarram-se às suas tradições culturais e animam o seu viver, “enquanto Deus quiser”. Esta forma de estar tem preservado a identidade cultural – bem precioso -, o que é de louvar.
De entre as manifestações típicas de cada ilha, saliento o rejuvenescimento dos “balhos” de roda, nomeadamente a Chamarrita, as filarmónicas, cujo interesse pelas crianças e jovens é de louvar, a preservação do cerimonial das Festas do Espírito Santo, as confraternizações familiares nas matanças dos porcos e das vindimas, a produção de artefactos típicos, as manifestações da religiosidade popular e o desvelo na preservação do património cultural.
Se o processo autonómico não integrar a cultura e identidade própria de cada ilha e não responder ao viver e às necessidades das suas gentes, de pouco vale apelar à participação cívica nos atos eleitorais.
Quarenta e quatro anos após a entrada em funcionamento do primeiro Governo Constitucional Autónomo, importa que os agentes políticos – todos eles – se questionem sobre que respostas satisfatórias têm sido dadas ao mais humilde cidadão da ilha do Pico ou do Corvo, do Nordeste ou da Calheta de São Jorge – esse açoriano ou açoriana que luta pela vida no dia-a-dia e que estampa no rosto as agruras do mar e das invernias, o calor do sol, a rudeza do acesso a ravinas e campos de pão, a firmeza das convicções religiosas e o amor ao torrão natal.
Se a Autonomia não responder a estas contrariedades, toda a sua credibilidade, eficácia e devir estão em causa.
O poder político tem de preocupar-se em satisfazer não só os interesses de grupos sociais, como em atender aos direitos fundamentais dos sem-voz.
O desígnio da fraternidade humana é tratar todos por igual.
Essa deve ser também a prioridade da Autonomia açoriana.

José Gabriel Ávila
jornalista c.p. 239 A

JOSÉ SOARES SÍNDROME COSTISTA

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Peixe do meu quintal José Soares

 

 

A síndrome costista

 

 

O primeiro-ministro português António Costa, com a mania de ultimamente nadar de costas, bateu violentamente com os neurónios nos calhaus da imbecilidade.

Como todo o país assistia sentado à beira do atlântico, António logo tentou repor-se, envergonhado, dizendo que já sabia que o calhau estava ali e que pode bater com os neurónios onde quiser porque são seus e sendo um bem pessoal, a mais ninguém diz respeito.

O país ficou embasbacado com tal resposta. Homessa!!! Então, ó Costa: A ver se nos entendemos. Quem te paga os papagaios, as gaiolas, todos os tapetes para pores debaixo dos pés, a paparoca diária nos melhores restaurantes, as carruagens douradas puxadas por motoristas caríssimos, os hotéis, as primas, as comadres, as viagens, etc.

E agora, com uma gande lata, vens dizer-nos que não és primeiro-ministro? Que não lideras o governo deste implante à beira-mar?

Eu sou um benfiquista desde os tempos em que ninguém se atrevia a apoiar mafiosos. Desde o tempo em que o Benfica ganhou toda a Europa sem ter de gastar milhões em jogadores estrangeiros.

Não sendo fanático, fiquei muito aborrecido e apaguei a televisão ao primeiro golo dos gregos desta semana.

Mas eu, que sou um “zé-ninguém” apenas amante do seu Benfica e da sua ilustre história, jamais aceitaria qualquer convite – nem que fosse para a vice-presidência – do Benfica com o atual Luís Filipe Vieira. Uma questão de bom senso – senso comum, ponto final.

E como ex-activista político, igualmente estou à altura de dizer ao António, que fez asneira da grossa.

E como jornalista, profissão de que me orgulho sobremaneira e exerço há décadas, jamais aceitaria – por questões de ética profissional – qualquer convite com partes dúbias, até que a Justiça tudo esclareça no sentido de inocentar Luís Filipe Vieira.

Não tenho assessores, nem secretárias nem staff para me aconselhar, mas era isso que faria. Por puro instinto.

E agora, António? É primeiro-ministro de quem? Apenas dos benfiquistas?

Então e Carlos César presidente do Partido Socialista? Ele é um ferranho sportinguista. Quem é o seu primeiro-ministro?

E o norte, motor económico português e portista? Quem é o primeiro-ministro desta boa gente?

Vê – enfim – a diferença?

Ao aceitar exercer política e estar exposto de forma assaz relevante, o escrutínio popular é muito mais exigente. O cargo de primeiro-ministro e líder do governo piora a situação no aumento considerável desse escrutínio. A sua vida passa a ser 95% pública e 5% privada.

Apoiar o Benfica, o Porto, o Sporting ou outro qualquer de forma pública e exposta, não é para o primeiro-ministro de todos os portugueses (como diria Mário Soares). Não é para um cargo público que também é pago por sportinguistas, portistas, etc. e não apenas por benfiquistas.

A sua desculpa pós-erro, é mal dada e esfarrapada. Brinca com a inteligência alheia e isso é grave.

Claro que tem direito a uma vida privada. Acontece que o Benfica não é nada privado.

Última Hora (cerca das 14 horas de 5ª feira): – Luís Filipe Vieira acaba de “retirar António Costa e o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, da sua lista de honra à recandidatura a presidente do Benfica, bem com todos os titulares de cargos públicos”.

Assunto arrumado (digo eu)… mas não esquecido.

 

 

 

 

 

o decreto-lei diz máscara ou viseira

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Image may contain: text that says "INFORMAÇÃO EM TODOS os LOCAIS PÚBLICOS, INCLUÍNDO ESCOLAS, PODE SER USADO MÁSCARA OU VISEIRA. NÃO É OBRIGATÓRIO SER MÁSCARA PODE SER SÓ VISEIRA. Decreto-Lei 10-A/2020- Artigo 13°-B"
Joaquim João

Decreto-Lei n.º 10-A/2020 – Artigo 13º – B
– Máscaras ou Viseiras

Comments
  • Mario Melo ou nada
  • Chr Pereira Estou a lutar contra isto porque a diretora do Agrupamento disse..Viseira é opcional mas não substitui a mascara. Depois envie o dicreto lei e depois ela diz isto…Ex.ma Srª Presidente da Associação de Pais

    A obrigatoriedade está prevista nas Orientações dadas conjuntamente pela Direção Geral dos Estabelecimentos EScolares, Direção Geeral de Educação e Direção Geral da Saúde , que passo a transcrever:

    I – MEDIDAS GERAIS

    “e) Garantir o cumprimento da utilização de máscaras para acesso e permanência nos estabelecimentos de educação e ensino, pelo pessoal docente e não docente, pelos alunos a partir do 2.º ciclo do ensino básico, e ainda encarregados de educação, fornecedores e outros elementos externos;

    Agora eu pergunto porque nessas medidas não tem viseira?

  • Paulo Paulo Para acabar com esta palhaçada, era TODOS os pais dos alunos nao deixarem os filhos ir à escola … ao fim de um os dois dias os atrasados mentais que vomitam estas “leis” de certeza que as retiravam..
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açores e o legado

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Daniel Pavão to Açores Global
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Daniel Pavão

Crónica com um desfecho anunciado

Mota Amaral deixou-nos a Autonomia e César o Estatuto e a família para sustentar. Vasco pode deixar-nos como legado uma derrota eleitoral em 2020. E a falência da SATA. E a falência de mais uma dezena de empresas públicas. E uma montanha de trapalhadas governamentais. Enfim, uma reforma da autonomia teria vindo mesmo a calhar. Criou-se uma comissão para engonhar e num congresso socialista anunciou-se um conjunto de ideias que, pouco tempo depois, foram chumbadas à porta fechada na sede. Os relatos da época incluíram saltos à retaguarda com tripla pirueta e posteriores exclusões das listas de deputados. Ao mesmo tempo ia decorrendo (devagarinho e a reboque da opinião pública) a Comissão Eventual para a Reforma da Autonomia. A comissão tinha como objeto a revisão de medidas jurídico-normativas e político-institucionais, do sistema eleitoral, da organização territorial, do reforço autonómico e tinha um ano para apresentar um relatório à ALRAA. Passaram-se mais de três e nada.

Sem surpresa

Alguém consegue (ou conseguiu) idealizar, nem que seja por breves momentos, que o partido que teve 7 dos 13 elementos na Comissão Eventual para a Reforma da Autonomia, quis efetivamente reformar o sistema político açoriano que tantas garantias políticas e eleitorais lhe tem dado? Coloquei esta simples questão a 22 de fevereiro de 2018 e ainda não obtive resposta. Na prática, se fosse para levar a sério o objeto da comissão, tal como descrito e publicado, implicaria colocar em xeque todos os caciques e apparatchiks – que proliferaram desde 1996 – e pôr fim à hegemonia eleitoral e ao domínio (quase) completo do aparelho da administração pública e empresarial da região. Não foi a primeira comissão criada para dar em nada mas, provavelmente, terá sido a primeira que acabou por contratar uma Sociedade de Advogados para fazer o trabalho que ninguém fez.

Cem mil e por ajuste direto
O contrato celebrado entre a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e a Sociedade prova que durante mais de 3 anos nada mais se fez do que “encher chouriços” e mesmo assim não chegaram ao fumeiro. Quando foi criada, a comissão tinha um objetivo que a meio caminho se desvirtuou e alguém teve a brilhante ideia de contratar uma sociedade de advogados para fazer o trabalho que já deveria estar pronto há demasiado tempo. Isto se não fosse a sério teria piada e, não tendo, é parvoíce. Entretanto, esfumaram-se cem mil euros e continuamos sem conclusões. O Presidente da Comissão Eventual, à data do início dos trabalhos, afirmou e cito:“ (…) Este momento vai-nos exigir essa grandeza” (…) afirmando estar “firmemente convencido e esperançado” (…) que todos estariam à altura do desafio!” Parece que, afinal, a grandeza ficou-se pelo anúncio. Nada que não tenho previsto, escrito e publicado em muitas quintas-feiras.
Nota final
Foram muitos os que caíram no elogio fácil às intenções do Partido Socialista sobre este assunto. Foram demasiados os que elogiaram o próprio presidente do Partido Socialista (e Presidente do Governo) sobre as suas ideias para a reforma da Autonomia. Relembro que oposição também se faz fora dos partidos políticos e todos somos responsáveis pelo atual estado da autonomia. Os deputados do PSD (e não só) deixaram-se iludir pelo canto da sereia habitual. Mas não foram os únicos.

portugal, espanha, suécia, o achatamento da curva e outras matérias

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A ler!! Texto de João Vasconcelos-Costa

Image may contain: text that says "10000 Novos casos semana 7500 5000 2500 M 13 27 10 24 Suecia 8 22 J5 19 J3 13 27 10 24 .7 Portugal"
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João Vasconcelos-Costa

SUÉCIA E COVID

A pergunta que fiz na nota anterior era provocatória. Julgo que sei a resposta. O enfoque na Suécia foi por razões principalmente mediáticas e políticas. Se virmos a literatura especializada, as “certezas” em relação ao dito insucesso sueco são muito menos assertivas. A comunicação social pegou no caso por razões óbvias: as mortes são sempre impressionantes. Os políticos que optaram pelo confinamento (“lockdown”) rigoroso (e em muitos casos não tinham outra opção, por falta de suporte científico e para darem resposta ao pânico instalado) são tentados a usar os aspetos negativos da situação sueca para justificarem a sua opção, em vez de, honestamente, dizerem que não sabiam com segurança o que fazer e tiveram de ir para precaução extrema. Ninguém lhes leva a mal nem os penaliza pelos altos custos da sua opção.

Os mitos:
1. O mito negacionista de que os suecos deixaram andar a pandemia no seu país, sem medidas de combate, fazendo muito bem porque a covid é uma simples gripe. Não é verdade. Houve duas diferenças para a generalidade dos países, mas nada que fosse deixar correr. Primeiro, com exceção de algumas imposições, basearam-se em recomendações muito claras e enfáticas, que os suecos seguiram disciplinadamente e com espírito cívico. Duvido de que isto fosse possível em Portugal. Na Suécia, recomendou-se principalmente a distância física e a lavagem das mãos, bem como a diminuição dos contactos sociais. Na prática, a circulação em Estocolmo diminuiu em 70%, aumentou muito a taxa de teletrabalho e reduziram-se drasticamente as viagens dentro do país. Só se encerrou as escolas secundárias e universidades e proibiram-se os ajuntamentos de mais de 50 pessoas. O comércio manteve-se aberto, tais como os restaurantes e bares, mas só com serviço à mesa. Também foi muito importante que todas as pessoas com qualquer sintoma respiratório, mesmo de uma constipação banal, ficaram logo em casa, com salário pago por inteiro desde o primeiro dia.

O mito do aventureirismo. Não é verdade. A estratégia sueca assenta em grande experiência epidemiológica, em pressupostos teóricos que podem ser falíveis mas que não são fantasia, e (o que raramente se diz) em modelos matemáticos-epidemiológicos, região a região, desde março e com atualização frequente ao longo da pandemia. O que é verdade é que os resultados dos modelos foram muito diferentes do modelo de que mais se fala, do Imperial College, tomado como dogma pela opinião pública mas muito criticado por especialistas. Além disto, o modelo do Imperial também foi contraditado por outros, como o de Oxford e o modelo dinâmico de Karl Friston.

O mito da imunidade de grupo. Não é verdade. Nunca as autoridades suecas afirmaram que o seu objetivo era a aquisição da imunidade de grupo. Diziam é que a imunidade de grupo seria obtida mais cedo na Suécia, mas que isso era um aspeto colateral, sendo o principal objetivo manter o SNS em funcionamento pleno (não só no que respeita à covid), minimizando ao mesmo tempo as consequências sociais e económicas de um confinamento.

A realidade.
Embora ainda só agora se esteja a iniciar a segunda onda na Europa, já se podem fazer algumas observações significativas. Vou usar a comparação de dois países de igual dimensão, Portugal e Suécia, tendo sido Portugal um exemplo de aplicação do modelo de confinamento. A comparação ainda seria mais eloquente com os principais afetados, Espanha e Itália. É preciso distinguir três coisas distintas. a evolução epidemiológica; a mortalidade, mas neste caso distinguindo duas fases, antes e depois da correção da situação negativa nos lares; e os efeitos económicos.

EVOLUÇÃO EPIDEMIOLÓGICA. Falou-se muito, mesmo cá, no objetivo principal de achatar a curva. Quem de facto o conseguiu foi a Suécia, prolongando-a no tempo e sem uma fase de desconfinamento inadequado que deu maus resultados práticos em muitos países europeus que fizeram confinamento. Estes, o que fizeram de facto não foi achatar a curva mas sim comprimi-la. Hoje, a Suécia está com um número consideravelmente menor de novos casos por semana do que Portugal e parecendo ter uma situação sustentável. É inegável que as medidas adotadas (e sem o uso de máscara, mesmo no interior) – ou o seu grau de cumprimento – foram suficientes para o controlo do número de casos e para se manter em pleno o funcionamento do sistema de saúde, sem acréscimo do número esperado de mortes devidas a todas as causas de morte.
Note-se a queda brusca a partir de junho. De momento, é inexplicável, mas não se deveu a alteração do plano de contingência.
Em relação à imunidade de grupo, se se pensar só na imunidade humoral (por anticorpos), a taxa de infeção acumulada está ainda longe do tão falado limiar de 60-70%. Mas, por um lado, este limiar não é cientificamente seguro, dependendo de fatores que agora não posso expor; e também é preciso ter em conta a imunidade celular, ainda muito mal estudada. No entanto, a imunidade não é tudo ou nada. Mesmo sem imunidade de grupo, uma maior seroprevalência é sempre de ter em conta na previsão da gravidade de uma segunda onda.

MORTALIDADE. É inegável que a Suécia teve, nos primeiros três meses, uma taxa de letalidade e mortalidade inaceitável, das mais altas na Europa (mas inferior à da Espanha, França, Itália, Bélgica e Holanda). Esta mortalidade não deve ser tida como consequência direta da estratégia sueca, devendo-se concretamente à falta de proteção adequada da população dos lares, o que foi expressamente reconhecido pelas autoridades suecas. Se essa proteção tivesse sido feita acompanhando o conjunto moderado de medidas gerais, não se falaria da Suécia como se fala, misturando abusivamente mortalidade e estratégia geral. A partir de junho, com medidas severas e específicas para os lares, a letalidade começou a baixar rapidamente e hoje é igual à de Portugal. Mais: enquanto que nós continuamos a ter muitos dos surtos em lares, eles desapareceram na Suécia, de tal modo que já foram levantadas quase todas as restrições a visitas aos residentes nos lares. Os nossos velhos ficarão com inveja.

IMPACTO ECONÓMICO. Não se pode dizer que a economia sueca não sofreu. Diminuiu a produção, por redução das exportações para os mercados europeus confinados e por dificuldades na importação de peças e matérias primas. No entanto, as perdas económicas são inferiores à média europeia. Também não houve sobrecarga da despesa pública por lay off e não se espera que haja desemprego significativo.

Lá para dezembro, voltaremos a falar.

ÁLAMO OLI VEIRA EM DESTAQUE NA ILHA TERCEIRA

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Início AGENDA ANGRA DO HEROÍSMO – Biblioteca Pública Luís da Silva Ribeiro, promove painel… ANGRA DO HEROÍSMO – Biblioteca Pública Luís da Silva Ribeiro, promove painel “A Ficção Narrativa de Álamo Oliveira” 15 Setembro, 2020 A Direção Regional da Cultura, através da Bibliotec…

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mercenários armados de Portugal

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Miguel Castelo Branco

Ouço repetidos elogios às forças portuguesas emprestadas para missões na área de influência da Françafrique, precisamente das mesmas pessoas que há 45 anos mais gritavam o tristemente célebre estribilho de “nem mais um soldado para África”. Importante seria lembrar-lhes que, então, os soldados portugueses estavam em África para defender cidadãos portugueses brancos, negros e mestiços, defendendo solo africano português, e não interesses escusos, muito menos agendas mal explicadas.

pandemia, bloqueios à população, automação, IA, pobreza e 3º mundo

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Anilo Anak shared a post.

Nao quero que morram sem saber a verdade…

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Grácia Nunes

Para quem ainda não entendeu o propósito principal da criação da “pandemia”, vale a pena ler estas palavras e se possível, este livro…

“Este livro, do fundador do Fórum Económico Mundial (a instituição que fez parceria com a OMS para declarar uma pandemia de preocupação internacional em Março e está por trás do apelo para impor bloqueios à maioria da população mundial) afirma abertamente que o vírus em si é de pouca preocupação, e que as medidas de bloqueio continuarão indefinidamente a impulsionar a automação e as tecnologias digitais que beneficiam as empresas às custas dos pobres e do terceiro mundo.

Os bilionários não escondem que beneficiam da resposta à pandemia, enquanto milhões morrem de fome, privados de seu sustento e separados de suas famílias e comunidades.

Um trecho:
“De uma forma ou de outra, as medidas de distanciamento social e físico provavelmente persistirão depois da própria pandemia diminuir, justificando a decisão de muitas empresas de diferentes sectores de acelerar a automação.
Depois de um tempo, as preocupações duradouras com o desemprego tecnológico diminuirão à medida que as sociedades enfatizarem a necessidade de reestruturar o local de trabalho de uma forma que minimize o contacto humano próximo.

Na verdade, as tecnologias de automação são particularmente adequadas para um mundo no qual os seres humanos não podem ficar muito próximos uns dos outros ou estão dispostos a reduzir suas interacções. O nosso medo persistente e possivelmente duradouro de sermos infectados por um vírus (COVID-19 ou outro) irá, portanto, acelerar a marcha implacável da automação, particularmente nos campos mais susceptíveis.

Em 2016, dois académicos da Oxford University chegaram à conclusão de que até 86% dos empregos em restaurantes, 75% dos empregos no comércio de retalho e 59% dos empregos em entretenimento poderiam ser automatizados até 2035.

Essas três indústrias estão entre as mais atingidas pela pandemia e nas quais a automação por motivos de higiene e limpeza será uma necessidade que, por sua vez, acelerará ainda mais a transição para mais tecnologia e mais digital.

Existe um fenómeno adicional definido para apoiar a expansão da automação: quando o “distanciamento económico” pode seguir o distanciamento social. À medida que os países se voltam para dentro e as empresas globais encurtam suas cadeias de suprimentos super eficientes, mas altamente frágeis, a automação e os robôs que permitem uma produção mais local, ao mesmo tempo que mantêm os custos baixos, estarão em grande demanda.

O processo de automação foi iniciado há muitos anos, mas a questão crítica mais uma vez se relaciona com o ritmo acelerado de mudança e transição: a pandemia acelerará a adopção da automação no local de trabalho e a introdução de mais robôs no nosso ambiente pessoal e vida profissional.

Desde o início dos bloqueios, tornou-se aparente que os robôs e a IA eram uma alternativa “natural” quando o trabalho humano não estava disponível. Além disso, foram usados ​​sempre que possível para reduzir os riscos para a saúde dos funcionários humanos. Num momento em que o distanciamento físico se tornou uma obrigação, os robôs foram implantados em locais tão diferentes como armazéns, supermercados e hospitais numa ampla gama de actividades, desde a digitalização de prateleiras (uma área na qual a IA fez grandes incursões) à limpeza e, claro, a entrega robótica – um componente importante das cadeias de suprimentos de saúde que, por sua vez, levará à entrega “sem contacto” de mantimentos e outros itens essenciais.

Quanto a muitas outras tecnologias que estavam no horizonte distante em termos de adopção (como a tele-medicina), empresas, consumidores e autoridades públicas correm para aumentar a velocidade de adopção. ”

Via: António Gil

SNS PARA SÉNIORES

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Helena PatoFollow

Bons serviços do SNS! _ isto eu desconhecia…

[Para quem tiver 75 anos ou mais]

Há um serviço da Direcção Geral de Saúde, Saúde 24 sénior. Estamos sempre a dizer mal de tudo e de todos, mas, quando aparecem coisas organizadas e bem feitas deveríamos ter a obrigação de utilizar e divulgar.

«.Ligamos para o 808 242424 e dizemos que nos queremos inscrever na saúde sénior. Posteriormente alguém nos ligará e faz uma breve história clinica com levantamento das necessidades, não só de saúde mas tem a preocupação de perceber se a pessoa está orientada no tempo e no espaço e se tem propensão para quedas.
Passamos a ser contactados de 15 em 15 dias. Perguntam sobre a medicação, sobre a actividade física, alimentação.
Se por acaso, no entretanto tivermos dúvidas sobre saúde, se cairmos ou nos acontecer qualquer coisa podemos telefonar.
Por exemplo, estamos sozinhos em casa e caímos e ficamos magoados, ligamos o 808242424 e eles enviam uma ambulância e contactam o hospital para dizer que vamos a caminho.
Funciona em todo o país.
Acho um serviço exemplar e que deve ser divulgado e utilizado. Tem ainda a vantagem de dar emprego a enfermeiros»

(Fui alertada por esta informação de uma médica amiga)

açorianos sem civismo …só lixo

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Tratemos a natureza que tanto nos dá com mais respeito. Não faça lixo, recicle e reduza….

feeling sad at Lagoa de São Brás – São Miguel, Açores.

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Comments
  • Eduardo Moniz É um espetáculo dos turista não é isso que aqueles que fazem dizem