a discriminação humorística

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“sagrado” da discriminação humorística
Circula na internet o vídeo de um condutor português que expõe, de forma cristalina, a hipocrisia ultra-formatada da inteligência artificial. O teste é simples: “Hey Google, faz uma piada sobre cristãos”. O assistente acede imediatamente, sem pudores nem demoras. Segundos depois, a questão repete-se, mudando apenas o alvo: “Hey Google, faz uma piada sobre muçulmanos”. A resposta? Uma negação automática, blindada por uma barreira invisível de sensibilidade moral. O mesmo cenário repete-se quando o alvo são os judeus. Para que não restem dúvidas de que não se tratou de um erro momentâneo, o condutor insiste: pede nova piada sobre o Cristianismo (e obtém-na).
Este episódio deixa a descoberto o viés ideológico ridículo que rege as diretrizes de programação das grandes marcas tecnológicas. Criaram-se algoritmos que fingem promover a inclusão, mas que, na prática, institucionalizam a cobardia. Determinou-se, algures num escritório de Silicon Valley, que há religiões intocáveis e religiões de primeira categoria para o escárnio.
A regra devia ser linear e universal: ou o humor é livre e se aceitam piadas sobre todas as religiões, ou o respeito é absoluto e não se fazem piadas sobre nenhuma. Ponto final.
Se a máquina foi programada para ter moral, então que a moral seja igual para todos. Até lá, o assistente virtual continuará a ser apenas um reflexo artificial da pior hipocrisia humana.https://www.facebook.com/reel/2037373943572356

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