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morreu um poeta

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Faleceu o Nuno Júdice
Grande Poeta que me marcou e que teve o seu 1º livro de poesia A Noção de Poema’ e no mesmo ano do meu 1972 Crónica do quotidiano inútil
——
11 m 
“No último fragmento, fixa
o efémero e repousa.”
Nuno Júdice partiu 😪
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NUNO JÚDICE

Formou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa. É Professor Jubilado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde se doutorou em 1989 com uma tese sobre Literatura Medieval O espaço do conto no texto medieval (Vega, 1991). Publicou antologias da Poesia do Futurismo português e da poesia de Guerra Junqueiro e fez as edições de Novela despropositada de Frei Simão António de Santa Catarina (Regra do Jogo, 1997), dos Sonetos de Antero de Quental (Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1994), do Cancioneiro de D. Dinis (Teorema, 1998) e dos Infortúnios trágicos da Constante Florinda de Gaspar Pires Rebelo (Teorema, 2005). Tem uma colaboração regular em jornais e revistas com crítica literária e crónicas. No campo do ensaio sobre temas de poesia, ficção e teoria literária publicou A era do Orpheu (Teorema, 1986), O espaço do conto no texto medieval (Vega, 1991), O processo poético (Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1992), Viagem por um século de literatura portuguesa (Relógio d’Água, 1997), As máscaras do poema (Aríon, 1998), A viagem das palavras (Colibri, 2005), O fenómeno narrativo (Colibri, 2005), A certidão das histórias (Apenas Livros, 2006). Em janeiro de 2009 assumiu as funções de diretor da revista Colóquio-Letras da Fundação Calouste Gulbenkian. É poeta e ficcionista. [Produção científica do investigador]

URBANO BETTENCOURT, Manuel Zerbone ELEIÇÕES NA QUARESMA

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MANUEL ZERBONE
(acerca de eleições durante a Quaresma)
(…)
Ponhamos, porém, de parte estas questões de uma ordem
muito secundária e procuremos apreciar as vantajosas condições em que se encontram os Srs. trunfos políticos, para
trabalhar as próximas eleições.
Se eu ainda acreditasse em fadas, diria desde já que os
ditos Srs. trunfos tinham sido bafejados à nascença por algum daqueles misteriosos espíritos subtis que fazem brotar,
com as suas varinhas de condão, pérolas finas das bocas das
raparigas boas e trabalhadoras – como nos velhos contos que
tanto me entretinham noutros tempos – e caudas de burro
das testas daquelas que eram más e preguiçosas. Porque seria realmente impossível arranjar uma quadra mais propícia
para o grande acontecimento eleitoral, do que aquela em que
ele vai ter lugar.
A Quaresma!
Sabem o que isto representa? A abolição completa da carne e da fressura para as campestres refeições dos votantes, o que tanto significa uma prodigiosa economia de dinheiro. Bacalhau, o clássico bacalhau, é que vai fazer todas as despesas dos estômagos eleitorais.
Consta por aí que se anda tratando de ajustar a compra do bacalhau avariado dessa escunazinha francesa que aí
está. Que pechincha e que bela ocasião! Nem de propósito!
O Sr. Doutor Arriaga Nunes, porém, querendo mostrar a
sua liberalidade e o seu fino gosto artístico, já deliberou pôr
de parte o bacalhau e, de combinação com alguns dos seus braços direitos na política, resolveu «trabalhá-las» com sardinhas de Nantes e besugos «aux fines herbes».
Eu estou intimamente convencido que, mesmo à boca da urna, muitos votantes hão de vacilar entre a posta de bacalhau com batatas do governo e a lata de sardinhas ou a cabeça do besugo da oposição independente.
Esta lembrança do Sr. Dr. Arriaga foi magnífica; e, muito embora não consiga alcançar-lhe uma cadeira em S. Bento, alcança-lhe com toda a certeza um caloroso agradecimento do Sr. Martel, com fábrica de sardinhas em Lorient, «lieu de pêche».
«O Açoriano», 31.01.1887
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Elvira Gomes

Interessantíssimo e que coincidência apesar da distância temporal

Maria Teresa Horta: A ditadura tremeu com “o poder das palavras” – Revolução dos Cravos

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O livro “Novas Cartas Portuguesas”, de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, foi uma revolução que, em 1972, ajudou a denunciar o regime ditatorial português ao mundo. A obra…

Source: Maria Teresa Horta: A ditadura tremeu com “o poder das palavras” – Revolução dos Cravos

Português preso no México após fuga louca – Portugal – Correio da Manhã

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Homem de 30 anos é suspeito de integrar um grupo de assaltantes que aterroriza estado de Oaxaca.

Source: Português preso no México após fuga louca – Portugal – Correio da Manhã

Burlões detidos nos Açores passeavam-se em ‘bomba’ Lamborghini – Portugal – Correio da Manhã

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Criaram agências de viagens para enganar o Estado em mais de três milhões de euros com subsídios.

Source: Burlões detidos nos Açores passeavam-se em ‘bomba’ Lamborghini – Portugal – Correio da Manhã

uma vida amorosa vazia

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CRONOLOGIA DE UMA VIDA AMOROSA
Longo e atribulado é o caminho das mulheres que têm dificuldade em gerir os afectos.
Vejamos a história de George Sand (pseudónimo de Amandine Dupin- 1804) . Ela passa de uns amantes para os outros sem nunca saber verdadeiramente o que quer nem quem quer. Por fora parece uma mulher forte e assumida. Por dentro é frágil e infeliz.
Casa em 17 de Setembro de 1822 com Casimir Dudevant, que conhecia apenas desde Abril.
Em 30 de Junho de 1823 nasce o seu primeiro filho Maurice.
Em 1827 envolve-se com Stéphane Ajasson de Garndsagne, jovem culto cujas características físicas é possível encontrar no personagem Sténio de LÉLIA e… na sua filha Solange que nascerá no ano seguinte.
Em 30 de Julho de 1830 conhece Jules Sandeau e tornam-se amantes. Ele tem 19 anos e ela 26.
Em 1831 deixa os filhos com o marido e vai para Paris vivendo com os rendimentos da propriedade que herdou da Avó paterna.
Em meados de Julho de 1831 instala-se com Jules Sandeau no nº 35 do Quai Saint-Michel. Sandeau abandona os estudos de Direito e juntos escrevem ROSE ET BLANCHE. O livro é publicado em Dezembro sob o pseudónimo de J. Sand.
Em 1832 vai buscar a filha a Nohant, leva-a para Paris, escreve sozinha INDIANA, com o pseudónimo de G. Sand. Grangeia notoriedade imediata.
Em Março de 1833, rompe com Jules Sandeau. Em Abril tem uma breve relação com o escritor Merimée e em Junho conhece Musset. Tornam-se amantes.
Em Dezembro de 1833 partem para Itália. Em Janeiro-Fevereiro de 1834, em Veneza, Musset fica doente com tifo. O médico Pietro Pagello trata o doente e torna-se amante de George Sand .
Em 29 de Março, Musset volta para Paris e George Sand e Pietro Pagello viajam para Treviso e Castelfranco. Em Julho vão ambos para Paris.
Em Agosto, George Sand não sabe o que fazer para se desembararçar de Pagello . A 25 de Outubro manda-o de volta para Itália.
A instabilidade emocional da escritora é visível neste trecho do seu Diário Intimo, em que ela se dirige a Alfred de Musset :
«25 de Novembro de 1834:
Quando esgotares o teu afecto e quando regressar a tua irritação. manda-me embora, maltrata-me, mas nunca utilizes essa terrível palavra :
” última vez”.
Sofrerei tudo o que desejares, mas permite-me vir de vez em quando, nem que seja uma vez por semana, procurar uma lágrima, um beijo que me devolva a vida e a coragem. Mas és incapaz. Ah! Estás cansado de mim e também tu encontraste depressa a cura.
Ai de mim, meu Deus! Cometi certamente graves faltas que tu não cometeste em Veneza, altura em que eu me consolei. Mas tu não me amavas, e a razão egoísta e maliciosa segredava-me: “Fazes bem”.
Agora, sou culpada aos teus olhos — mas sou-o no passado; o presente ainda é belo e bom. Eu amo-te, submeter-me-ia a todos os suplícios para ganhar o teu amor, e tu abandonas-me! Ah! pobre homem, estais louco…
George Sand, Journal Intime- Diário Íntimo. Tradução de Carla Silva Pereira, Antígona, 2004, pp. 50-51.
Musset ainda reata com George Sand, mas a convivência é intempestiva. A ruptura definitiva acontecerá em Março de 1835. Ela continuava casada com Casimir Dudevant de quem se separa apenas em Julho de 1836.
Durante o processo de divórcio envolve-se com o seu advogado Michel de Bourges.
Entre Março e Abril mantém um relacionamento com Charles Didier, um genovês a viver em Paris. Leva uma vida dupla entre Michel de Bourges e Charles Didier .
Em finais de Agosto de 1836 vai com os dois filhos para a Suíça e aí conhece Chopin que lhe é apresentado por Liszt.
Em 1837 rompe com Michel de Bourges e com Charles Didier.
Está apaixonada por Chopin, que chama «Chopinet», que, todavia, a acha demasiado masculina. Enquanto espera, busca consolação nos braços de actor Bocage e também nos do preceptor de seus filhos Félicien Malefitte.
Em finais de Junho de 1838 George Sand atinge os seus objectivos com Chopin.
Em 1845 escreve (dizem que em apenas 4 dias! ) LA MARE AU DIABLE
Em Novembro de 1846 Chopin abandona Nohant e parte para Paris. Os filhos de George Sand azedaram a relação dos dois . A filha Solange encarna a mulher provocadora e o filho Maurice não tolera bem a rivalidade masculina.
Em 19 de Maio de 1847 Solange, com 19 anos, casa-se com o escultor Jean-Baptiste Clésinger, 15 anos mais velho.
A 27 de Julho de 1847 George Sand rompe definitivamente com Chopin.
Em 1848 a relação de George Sand com a filha e o genro degrada-se cada vez mais.
Em 1 de Dezembro de 1848 publica LA PETITE FADETTE.
Em 1850 inicia a sua relação mais duradoura e também a mais discreta com Alexandre Manceau, seu secretário.
Em 1854 a filha Solange separa-se do marido.
A 15 de Janeiro de 1859 a Revue des Deux Mondes começa a publicar ELLE ET LUI, onde Sand narra a sua relação com Musset.
Em resposta, a 10 de Abril, , Paul Musset irmão de Alfred Musset, publica LUIE ET ELLE em Le Magasin de Librairie.
1860- publicação de MARQUIS DE VILLEMER, na Revue des Deus Mondes.
Em Maio de 1861 Napoleão III oferece a George Sand um prémio pecuniário de 20 mil francos que ela recusa.
Em 1863 – início da troca de correspondência com Flaubert.
1863- Maurice , o filho de George Sand, também não se entende com Manceau, tal como já acontecera com Chopin.
Em Setembro de 1864 George Sand torna-se amante do jovem pintor Marchal, amigo do seu filho Maurice.
A 21 de Agosto de 1865 morre o amante Alexandre Manceau, com 48 anos.
1966 e 1968 é visita da casa de Flaubert em Croisset .
Em Dezembro de 1869 Flaubert visita Nohant. Não consta que tenham sido amantes.
Em 1871 morre o seu ex-marido, o barão Casimir Dudevant.
Em Abril de 1873 Flaubert volta a visitar Nohant, em companhia de Tourgueniev.
Em 8 de Junho de 1876 George Sand morre com 72 anos devido a uma obstrução intestinal.
A 10 de Junho as exéquias têm lugar em Nohant e contam com a presença de Renan, Flaubert, Dumas Filho e Victor Hugo. A pedido da filha Solange a cerimónia foi religiosa.
Renan escreve em Le Temps:” A sua morte empobreceu a humanidade:”
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não era uma vida fácil…a das prostitutas de luxo no Renascimento? – Mega Curioso

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Conheça a histórias das cortesãs de alta classe que viveram na Veneza renascentista

Source: Como era a vida das prostitutas de luxo no Renascimento? – Mega Curioso

8 pontos turísticos que você nunca mais terá a chance de visitar – Mega Curioso

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Esses locais proibiram visitantes temporariamente ou de maneira definitiva pelos mais variados motivos.

Source: 8 pontos turísticos que você nunca mais terá a chance de visitar – Mega Curioso