é tão ruim que até o diabo a devolveu 15 vezes

Views: 3

Guida Silva

1 hr

ó pá nem sei que diga…..isto é dardê 😂😂😂😂😂😂😂
Então ela foi lá 15 vezes e voltou….. o diabo nem a quer lá… vai ver que é isso 😂😂😂😂😂😂

About This Website

 

Confira o depoimento.

Bem vindo ao Player Audima. Clique TAB para navegar entre os botões, ou aperte CONTROL PONTO para dar PLAY. CONTROL PONTO E VÍRGULA ou BARRA para avançar. CONTROL VÍRGULA para retroceder. ALT PONTO E VÍRGULA ou BARRA para acelerar a velocidade de leitura. ALT VÍRGULA para desacelerar a velocidade de leitura.Ouvindo: Pastora ex lésbica diz que foi ao Inferno 15 vezes e viu Vale de Homossexuais | Revista Lado A0:00100%Audima

Apesar da GULA ser pecado e a “pastora” estar bem acima do peso, ela ainda não encontrou (ou fingiu que não viu) o VALE DOS GORDOS, nem o VALE DAS INVEJOSAS, VALE DOS FOFOQUEIROS, VALE DOS POLÍTICOS, CAVERNA DO DRAGÃO, TERRA DO NUNCA, PATOLÂNDIA, FENDA DO BIQUINI, etc., Falou de Levítico mas fez de conta que não sabia do Coríntios 14:34-35: “As mulheres devem ficar em silêncio durante as reuniões na igreja. Não devem tomar parte nas discussões. Sejam submissas, tal como mandam as Escrituras.” Vamos aguardar as próximas viagens mentais dessa obreira de deus! Oremos!

Publicado por Jonas Estefanski
UNIVERSOALIENIGENABR.BLOGSPOT.COM
A ex lésbica, ex drogada ex traficante e agora pastora evangélica Yonara Santo, afirmou que já passeou pelo inferno 15 vezes, e l…

na construção civil é assim

Views: 2

Alguém precisa de um trabalhador sério e motivado?

Alguém precisa de um trabalhador sério e motivado?

No photo description available.
No photo description available.
No photo description available.
No photo description available.

No photo description available.
No photo description available.
No photo description available.
+21 EM https://www.facebook.com/grupobomdia/posts/10155533707077739?__tn__=-RHH-R
+21
Like

Comment

os novos analfabetos-Sabem ler, mas não compreendem o que estão a ler:

Views: 0

nota do editor chrys chrystello
há mais de dez anos que o ando a escrever..leia-se http://coloquios.lusofonias.net/XXXIV/chrys%20educa%C3%A7ao.pdf
Viriato Porto

1 hr

Image may contain: 2 people, people sitting, child and outdoor

Sabem ler, mas não compreendem o que estão a ler:

está a surgir uma nova espécie de analfabetos

Desde a redução assustadora do tempo na atenção até à supremacia absoluta dos meios informáticos e digitais, passando pela multiplicação de estímulos que dispersam e desorientam o cérebro, estamos a assistir à morte do texto escrito e à galopante incapacidade de compreender, construir e gerar conhecimento

Procuro…mas não encontro! vestígios doutros povos nos açores por andré thevet

Views: 0

andré thevet falou nisto…

Procuro…
mas não encontro!

No inicio do povoamento as ligações eram feitas por mar.
Certo dia um Batel (pequeno barco) com algumas pessoas abordo vendo o mar muito bravo entraram numa Praia para se abrigar encontraram uma abertura entraram e acenderam archotes e lá encontraram duas colunas com serpentes enroladas nas mesmas. Durante algum tempo iam a miúde visitar o local e o padre vendo que aquilo já era uma adoração aos monumentos ( que tinham letras que ninguém soube ler?) considerou pagão e mandou fechar por militares a dita estrutura alegando quem entrava lá desaparecia. Está escrito no livro Etnologia dos Açores volume I do Doutor Carreiro da Costa página nº 42
Curiosidades: desde de 2008 que ando á volta desta ilha de São Miguel Açores entrando em várias Grutas e até hoje dia 25 de Fevereiro do século XXI não encontrei nada. Não vou desistir enquanto puder andar, subir e descer vou procurar.O sonho alimenta a vida! M: J. C.
As colunas com serpentes bem podem ser Cartaginesas segundo o Doutor Gaspar Frutuoso escreveu nas Saudades da Terra livro IV página nº 5. Considero este historiador muito sério e credível escreveu que foram os primeiros descobridores de estas ilhas dos Açores e que setenta anos antes dos portugueses chegou a esta ilha de São Miguel um Grego cujo barco tinha Carneiros? que desgarrou de Galês e com o mau tempo chegou ao Porto de Carneiros.O melhor historiador de sempre escreveu sobre Portugal, Madeira, Canárias, Cabo Verde, Açores. Estou a seguir ( através do livro IV) os caminhos que ele precorreu nesta ilha de São Miguel Açores

Image may contain: plant, outdoor and nature

Estrutura do século XVI com marcas do século XX

Views: 0

Antigo Celeiro com séculos!

Image may contain: bridge and outdoor
Image may contain: sky, cloud and outdoor
Image may contain: outdoor

Estrutura do século XVI com marcas do século XX

Os povoadores depois de fazerem as moradias tiveram necessidade de fazer armazenamento de todos os tipos de Cereais não só para colheitas do ano seguinte como para alimentação familiar durante o ano tais como Trigo, Centeio, Cevada, Feijão, Ervilhas e outros. Esta estrutura tem dois Arcos. o maior para o carro de bois e o mais pequeno para animais de tração carro de bois, cavalo, burro para seus transporte pessoal o buro para senhoras e idosos, O primeiro piso para guardar os ditos Cerais. As estreitas janelas era para arejamento e dar claridade no interior. Esta estrutura era coberta de Palha só muito mais tarde quando começaram a fazer as Telhas de Canudo algumas no inicio de aparecer a dita Telha alguns de barro regional Lavradores os mais abastados é que as cobriram de Telha. As coberturas de Palha chegaram até aos anos 60 do século XX. A vida antiga foi assim nesta ilha de São Miguel Açores

Image may contain: bridge and outdoor
Image may contain: sky, cloud and outdoor
Image may contain: outdoor

BANDEIRANTES COLONIZADORES DO BRASIL

Views: 0

Joao Paulo Esperanca added a new photo to the album documentos (História, etc…).

7 mins

Image may contain: one or more people, possible text that says 'Bandeirante Domingos Jorge Velho'

Um dos malvados colonizadores brancos?
Partilho com alguma frequência notícias e textos sobre a situação dos indígenas no Brasil, é um assunto que me interessa. Mas em relação ao passado distante procuro aprender como foi, não fazer um julgamento dos envolvidos à luz dos nossos valores atuais.
Os acontecimentos no séc.XX e XXI, por outro lado, devem ser analisados usando os nossos valores atuais como parte da grelha de análise…

«(…) Não há dúvida, pois, de que foram o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho e seus comandados, os primeiros representantes da colonização lusitana a se estabelecerem no território que mais tarde constituiria a freguesia do Piauí. E o fizeram no verão de 1662, entrando pela atual fronteira pernambucana e se estabelecendo com arraial na margem do riacho Caatinguinha, subafluente do Poti, altura da hoje cidade de Valença do Piauí. O arraial recebeu o nome de S. Catarina, talvez por ter sido fundado ao final do verão, em 25 de novembro daquele ano, em homenagem a Santa Catarina de Alexandria. Mas sempre fora conhecido como “Arraial dos Paulistas”, em alusão à origem de seus fundadores. Cultivavam algumas lavouras de subsistência para o consumo diário e a principal atividade econômica de seus moradores era a caça ao índio para venderem-no como escravos aos moradores do litoral que corre de Pernambuco para a Bahia. Em face dessa atividade de caça ao índio não possuíam vida sedentária, se deslocando por grandes distâncias em busca de novas presas, durante o período de verão de cada ano, com considerável tropa. Sobre esse assunto já escrevemos anteriormente, razão pela qual será dado enfoque à figura de seu principal fundador.
Domingos Jorge Velho, era um típico bandeirante paulista da vila de Parnaíba, onde nascera provavelmente no ano de 1641. Eram seus pais Simão Jorge Velho e Francisca Álvares, sendo tetraneto de índios tupiniquins e tapuias cruzados com sangue lusitano. Por aquele tempo era a vila de Parnaíba um dos pontos de partida dos bandeirantes que saíam em busca de minerais, pedras preciosas e índios para venderem como escravos. Portanto, embora sendo escassos os seus dados biográficos, presumimos que sendo criado nesse ambiente, assistindo à partida de conterrâneos e parentes, ouvindo os comentários sobre as incertezas do retorno e, mesmo, assistindo ao retorno de muitos, uns frustrados, outros bem-sucedidos, fácil foi a Domingos Jorge Velho, cedo se integrar numa dessas bandeiras. E mal completados os vinte anos de idade, forma sua própria tropa reunindo alguns conterrâneos, entre esses Francisco Dias de Siqueira, e alguns índios, muitos destes incorporados na jornada, e parte em busca do norte, infletindo a meio caminho para o nordeste. Dessa forma se estabelece com arraial na bacia do Poti, na forma antes relatada. E aí permanece pelo espaço de quase 25 anos, fazendo paz com alguns índios para fortalecer sua tropa, e capturando outros para vender no Maranhão, em Pernambuco, Bahia e mesmo em S. Paulo. Durante esse período que demora até o ano de 1687, promovendo longas campanhas contra o aborígene varou o centro e norte do Piauí, podendo mesmo ter penetrado no Maranhão, Ceará, Paraíba e Pernambuco, mas sempre com domicílio no Piauí. Foi grande preador de índios. Afora os indígenas que trouxe de S. Paulo, no Piauí aliou-se a Aroases, Cupinharões e Tabajaras, segundo ele, de valor inigualável na arte da guerra. E com esse reforço combateu ferozmente diversas outras nações indígenas.
Entretanto, em face da fama angariada no combate ao elemento indígena, no ano de 1687, foi contratado pelo governador de Pernambuco, João da Cunha Souto Maior, para combater o Quilombo de Palmares, cujo líder naquela oportunidade era o negro Zumbi. Então, deixando para trás seu arraial, onde morara durante um quarto de século, com ranchos, alguma plantação e pequeno rebanho bovino, ovino e caprino, entre o final de julho e começo de agosto, parte com poderosa tropa, formada por cerca de 1300 indígenas e 80 brancos e mamelucos paulistas, em rumo das Alagoas. Contudo, ainda em 1688, quando se encontra no longo percurso é forçado a torcer caminho, por ordem do governador-geral Matias da Cunha, para combater os índios Janduins, rebelados no Rio Grande do Norte. E os combate ferozmente até o ano de 1691, quando é liberado e retoma seu destino para Alagoas, deixando em seu lugar o Mestre-de-Campo Matias Cardoso de Almeida. No entanto, sofrendo sérias agruras financeiras vende os índios capturados como escravos, no que sofreu forte oposição do capitão-mor do Rio Grande do Norte, que, inclusive o denuncia às autoridades superiores. Dessa forma, desgostoso segue para Alagoas, aonde somente chegou durante o verão de 1692, depois de passar todo o inverno anterior acampado nas margens desertas do riacho Paratagi. E por mais de três anos se dedicou ao cumprimento de seu dever, praticamente esmagando o quilombo de Palmares, que permanecera precariamente após a morte de Zumbi, seu último líder, no ano de 1695. Durante todas essas batalhas contou sempre com o decidido apoio de índios piauienses das nações indicadas.
Domingos Jorge Velho, durante os quase vinte e cinco anos em que viveu no Piauí, se conservara sempre amasiado com diversas índias, só se casando quinquagenário, em 1697, com Jerônima Cardim Fróis. Esta, em dezembro de 1704, em companhia de outros treze antigos moradores do arraial de S. Catarina, requer extensa sesmaria na bacia do Poti, que lhe foi deferida, não tomando, porém, posse da mesma. Após a guerra de Palmares, cansado e com esposa, esse destemido bandeirante, no posto de Mestre-de-Campo se estabeleceu com fazenda em Piancó, na Paraíba, onde faleceu em 1703 sem deixar filhos reconhecidos.
Sobre sua vida, hábitos, costumes e personalidade, interessante é o depoimento do bispo de Olinda, Pernambuco, D. Francisco de Lima, que com ele encontrou-se, datado de 29 de outubro de 1697:

“Este homem é um dos maiores selvagens com que tenho topado: quando se avistou comigo trouxe consigo Língua, porque nem falar [português] sabe nem se diferencia do mais bárbaro tapuia, mais que em dizer que é cristão, e não obstante o haver-se casado de pouco, lhe assistem sete índias concubinas, e daqui se pode inferir como procede no mais; tendo sido a sua vida desde que teve uso de razão — se é que a teve, porque se assim foi, de sorte a perdeu, que entendo a não achará com facilidade — até o presente, andar metido pelos matos à caça de índios, e de índias, estas para o exercício de suas torpezas, e aqueles para os granjeios dos seus interesses”(AHU-ACL-N-Pernambuco-D 1732).

Embora pareça severo esse julgamento do bispo pernambucano, sobretudo sobre o conhecimento do idioma, em face de Domingos Jorge Velho ter assinado alguns documentos firmados em português, era fato que metido na mata falava no seu dia-a-dia a língua geral. Sobre esse assunto observe-se o depoimento da historiadora e professora da Universidade Federal de Minas Gerais Adriana Romeiro:

“Por esta época(1708), os paulistas constituíam um grupo muito peculiar, dotado de uma identidade cultural formada ao longo de dois séculos. (…). … os paulistas preservavam a identidade de grupo. Falavam a língua geral, de origem indígena, tinham práticas culturais mestiças, como a arte de sobrevivência nos matos, vestiam-se de forma estranha, recusando-se a usar calçados, e, mais importante, pautavam-se por um código de valores assentado em ideais de bravura e honra” (Uma guerra no sertão – Revista Nossa História nº 25, p. 70 a 74).

No mesmo sentido é o parecer da pesquisadora Elisa Frühalf Garcia, doutoranda em História Moderna na Universidade Federal Fluminense, sobre o falar no Brasil colonial:

“Até a década de 1750, falar português não era o suficiente para se comunicar no Brasil. Na Colônia, predominava a chamada língua geral. Baseada originariamente no tupi, ela passou por modificações ao longo dos contatos entre os índios e os europeus, até tornar-se característica da sociedade colonial. A língua geral era, portanto, falada não apenas pelos índios, mas também por amplas camadas da população. Em algumas regiões da Colônia, como em São Paulo e na Amazônia, ela era utilizada pela maioria dos habitantes, a ponto de exigir que as autoridades portuguesas enviadas a esses lugares se valessem de intérpretes para se comunicar” (Guarani, a língua proibida – Revista de História nº 1, p. 73 a 77).

Portanto, embora Domingos Jorge Velho e os demais paulistas domiciliados no arraial de S. Catarina tivessem noção do idioma lusitano, era a língua geral que eles usavam cotidianamente, segundo se infere desses relatos. E a vida desregrada que levava, assim como o modo como dela retirava o sustento, escravizando indígenas, repugnou o grande bispo do Norte, benfeitor do Piauí, Dom Francisco de Lima.

É, porém, personagem importante no desbravamento do território e colonização do Piauí, assim como na formação do Brasil.»
http://www.portalentretextos.com.br/…/domingos-jorge-velho,…

Image may contain: one or more people

as boias da memória de Manuel Leal, visita virtual ao Faial

Views: 0

visita virtual ai faial as boias de manuel lealPages from 2019-02-24

Há 55 anos um jovem açoriano viajou no trem de aterragem de um avião para chegar à América.

Views: 0

https://www.iloveazores.net/2016/01/ha-55-anos-um-jovem-acoriano-viajou.html

HÁ 55 ANOS UM JOVEM AÇORIANO VIAJOU 3600 KM NO TREM DE ATERRAGEM DE UM AVIÃO PARA CHEGAR À AMERICA

 


Há 55 anos, o aeroporto de Santa Maria foi o ponto de partida de uma odisseia que entrou para a história da aviação comercial. Com apenas 16 anos, Daniel Melo viajou 3.600 quilómetros sobre o Atlântico escondido no trem de aterragem de um avião.

Objectivo: chegar à América

Ilustração : Walter Molino
Numa noite de lua cheia, a 9 de Setembro de 1960, Daniel Melo avista o Lockheed Super Constellation que se prepara para levantar voo no extremo da pista principal do aeroporto internacional de Santa Maria. A aeronave das linhas aéreas venezuelanas, um quadrimotor a hélice, reconhecível pelo leme triplo, aquece os motores para descolar rumo a Caracas, via Bermuda. Daniel, de apenas 16 anos, corre pela pista e sobe para o compartimento do trem de aterragem dianteiro. Depois de algumas tentativas falhadas, está em andamento o plano de atravessar o Atlântico e cumprir o objectivo final de chegar à América — como passageiro clandestino.

Daniel Melo, de baixa estatura, tenta ajeitar-se no compartimento exíguo, enquanto o avião atinge a velocidade de descolagem. O piloto da LAV (Línea Aeropostal Venezolana) faz subir o trem de aterragem. O equipamento hidráulico comprime o passageiro contra a parede de metal, a poucos centímetros da roda em circulação. O movimento repete-se meia dúzia de vezes, porque as portas do compartimento não fecham devidamente. De cada vez que o trem sobe, Daniel Melo quase sufoca. Quando o alçapão se fecha, Daniel abre uma porta interior para a área electrónica e hidráulica do avião – o que terá feito a diferença entre a vida e a morte.

Depois de algumas voltas à ilha, enquanto tenta resolver o problema do trem, o comandante vê o alerta da abertura da porta interior, que impede a pressurização correta da cabine. Pede autorização à torre de controlo para voar a uma altitude inferior até ao destino: o arquipélago das Bermudas, a cerca de 3.600 quilómetros de distância. O voo deveria decorrer a 18.000 pés, mas acaba por seguir a um nível de 8.000 pés. A porta aberta faz com que a temperatura se mantenha a níveis suportáveis, devido ao ar quente que chega do compartimento contíguo. Caso contrário, Daniel Melo poderia ter morrido devido à hipotermia e falta de oxigénio.

Daniel deita-se paralelo ao eixo do trem de aterragem. Apesar do barulho ensurdecedor dos motores e do vento, consegue adormecer. “Sonhei que estava em Nova Iorque”, contara anos mais tarde numa entrevista ao programa Gente Nos., da RTP Açores. Alimenta-se apenas com três “papo-secos” que levara consigo. Depois de nove horas e meia de viagem, em que esteve praticamente imóvel, o avião aterra na Bermuda, entre as 06h00 e as 6h30 da manhã, com o dia a raiar. O passageiro clandestino pensa em saltar enquanto o avião dá a volta lentamente, quando avista militares norte-americanos de um lado da pista. Do outro, vê o mar. Conseguira parte do objectivo, mas ainda estava longe da América.

Daniel Correia Melo nasceu a 22 de novembro de 1943 nas Furnas, na ilha de São Miguel, num meio familiar humilde. Em 1950, com apenas sete anos, acompanhou os pais e dois irmãos quando a família se mudou para Santa Maria. O aeroporto internacional, construído pelos norte-americanos como base militar, no final da II Guerra Mundial, estava no auge da actividade enquanto importante ponto de ligação entre a Europa e as Américas, onde as grandes companhias aéreas faziam escalas para reabastecimento nos voos intercontinentais. A família morava no Bairro Operário e o pai trabalhava no cinema do Aeroporto — onde Daniel via os filmes de Hollywood que o faziam querer procurar uma vida melhor na terra das oportunidades.

O planeamento da viagem começou aos 14 anos — Daniel aprendia o ofício de carpinteiro nas oficinas do Aeroporto e já ouvira relatos de tentativas semelhantes, nos aviões militares que partiam da Base das Lajes, na Terceira. Observou de perto os diferentes tipos de aeronaves, quando fazia incursões pela placa com os amigos, às escondidas da polícia. Escolheu o avião, a companhia aérea e o destino. “O meu plano foi perfeito”, recordou ao jornal Portuguese Times, de New Bedford, duas décadas depois da viagem. “Sempre gostei de aventura.”

A intenção passava por aterrar de noite na Bermuda e fugir para o porto, onde embarcaria clandestinamente num cargueiro para os Estados Unidos. Contudo, o atraso à saída dos Açores fez com que o avião aterrasse já de dia e fosse descoberto pela tripulação. “Ouvimos um ruído áspero e depois um outro, como se alguém estivesse a dar pancadas nalguma coisa”, contou o co-piloto, Eugene Moberg, aos jornalistas locais, que dão à história projecção internacional. “Pensámos que a porta se tivesse fechado, mas ao chegarmos à Bermuda um elemento da equipa de terra da LAV viu o Daniel agarrado ao eixo da roda como um macaco”, acrescentou.

Depois de conversarem entre si, a tripulação decide não o entregar às autoridades. Em vez disso, levam-no a uma casa de banho para retirar a sujidade do pneu e Daniel regressa ao avião, agora ao interior da cabine, onde lhe servem o pequeno-almoço. O voo para Caracas, o destino final, demora outras oito horas. Daniel fala com a tripulação, arranhando o castelhano, e anda descontraidamente pela cabine. Sem documentos à chegada, é levado para o consulado de Portugal. Perguntam-lhe o nome e a idade e o cônsul decide entregá-lo à polícia de imigração venezuelana. O comandante do avião propõe-lhe duas alternativas: pode perfilhá-lo ou oferecer-lhe uma das filhas em casamento, o que Daniel rejeita.

Após passar uma noite detido, regressa no dia seguinte a Portugal, mas a Lisboa, via Bermuda, noutro Constellation da LAV, onde é colocado à guarda das autoridades. A odisseia aérea chamara a atenção da imprensa internacional e à chegada Daniel tem à espera um grupo de jornalistas portugueses. É abordado por dezenas de pessoas, que o cumprimentam pela proeza. A façanha tem destaque de capa em dois dos maiores jornais portugueses – O Século e o Diário de Notícias – que salientam o seu ar franzino e relatam a viagem como um misto de espírito aventureiro e inconsciência juvenil. “O rapaz que viajou no vão da roda de um avião chegou a Lisboa e jurou que não repetiria a proeza”, titula o DN. “Tiveste medo?”, pergunta o jornalista de O Século. “Eu não senhor. Mas aquilo foi muito perigoso ao que me disse o capitão do avião, e poderia ter morrido.”

O feito continua a ser raro na história da aviação. Daniel é um dos 25 passageiros clandestinos que sobreviveram a um voo no compartimento do trem de aterragem de um avião — o que representa 24 por cento das tentativas. A maior parte sucumbe à hipotermia e falta de oxigénio. Os dados são de um relatório da Federal Aviation Administration (FAA), entidade que regula a aviação civil nos EUA e referem-se aos casos ocorridos desde 1947, a nível mundial.

No dia 13 pelas 22h00, quatro dias após a partida, Daniel está de volta a Santa Maria. O comandante da LAV informa o agente da PIDE de serviço no aeroporto que transporta um deportado e Daniel é interrogado sumariamente, de acordo com os documentos do processo depositados nos arquivos da Torre do Tombo. O chefe do posto da PIDE do aeroporto comunica com a sede, em Lisboa, a perguntar como deve proceder em relação ao passageiro clandestino, referindo-se à “ocorrência que foi largamente relatada nos jornais”. A resposta é desconcertante: trata o caso como se fosse um acontecimento banal. “O procedimento a adoptar com ele deve ser o mesmo que é tomado em casos idênticos.” Só no dia 15 é detido para prestar declarações. Diz à PIDE que não planeou a viagem nem sabia o destino do avião e que queria apenas fugir de casa devido a uma discussão familiar. Sai com termo de identidade e residência, acusado de emigração clandestina e o processo enviado para o Ministério Público — acaba condenado a três anos, com pena suspensa.

Recorte de jornal retirado da primeira página de O Século de 13/09/1960
Confinado a Santa Maria, Daniel Melo continua a trabalhar no próprio aeroporto, onde vê os aviões descolarem em direcção à América. Combate na guerra colonial, entre 1965 e 1967, como cabo atirador, em Angola. Só consegue emigrar legalmente para os EUA 10 anos depois da viagem clandestina, para trabalhar numa fábrica. E é na América que continua a viver, em Fall River, no estado de Massachusetts, passado mais de meio século do seu feito épico.

Texto: Pedro Barros Costa

Fonte: Revista LPAZ (vol. 1 | Maio de 2015)

Continuar a ler