Google prevê cheias e inundações uma semana antes

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Sim, com ajuda da IA. Estudo mostra o seu poder para avaliar e prever desastres naturais – com antecedência e com altíssima precisão.

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Não bate certo: Salgado dá três sinais de não ter Alzheimer

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Não saber o nome dos filhos, a resposta “não sei, não me lembro”. Ricardo Salgado tem apresentado “baixo esforço” em tribunal.

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Tratamento caseiro para conjuntivite está a cegar dezenas de pessoas em Moçambique – ZAP Notícias

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A conjuntivite é, neste momento, um grave problema de saúde pública em Moçambique. Para agravar a situação, vários tratamentos caseiros para a infeção já terão cegado, pelo menos, duas dezenas de pessoas. Moçambique está a ultrapassar um momento complicado de saúde pública graças à conjuntivite – e o que se julga ser uma “emenda” está a ser pior do que o “soneto”. 20 já pessoas ficaram cegas, na província de Cabo Delgado, após recorrerem a “tratamentos caseiros”. A informação foi avançada esta sexta-feira pelo diretor clínico do Hospital Provincial de Pemba, Cristóvão Matsinhe, reportando mais 11 casos, depois de outros

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Quanto custa reconstruir Gaza? – ZAP Notícias

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Gaza demoraria até 2035 para que “voltasse ao ponto em que estava antes do bloqueio de 2006”, com a indústria da construção, agricultura e pesca praticamente falidas. Este abril assinala o sexto mês após a ofensiva lançada pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro, seguida por operações de resposta do Exército israelita que já soma mais de 33 mil mortes. Na mira da reconstrução, as Nações Unidas e os seus parceiros acreditam ser demasiado cedo para dizer quanto custará o processo de reconstrução da Faixa, uma vez que a destruição continua. Para já, o Banco Mundial calcula um valor

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Seis meses de guerra em Israel. Guterres “moralmente forte, politicamente fraco” – ZAP Notícias

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O analista Richard Gowan, do International Crisis Group (ICG), considera que o secretário-geral da ONU, António Guterres, foi “moralmente forte, mas politicamente fraco” durante os seis meses de guerra entre Israel e o Hamas em Gaza. Passam este domingo seis meses desde o ataque do Hamas que deu início à guerra entre Israel e a organização terrorista palestiniana. Em entrevista à Lusa, Richard Gowan, especialista no sistema das Nações Unidas, Conselho de Segurança e em operações de manutenção da paz, observou que apesar da reputação de ser um secretário-geral extremamente cauteloso, Guterres tem sido “muito ousado” nas suas declarações sobre

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A MENINA NUA

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A “Menina Nua”.
Uma estátua que todo o Porto conhece, que abordamos em 2012 e já mais recentemente.
Chamava-se, Aurélia Magalhães Monteiro, e era conhecida por Lela, Lelinha ou pela «Ceguinha do 9» – para a eternidade ficará sempre a ser a «Menina Nua» da Av. dos Aliados, ou ainda uma estátua que toda a cidade conhece e aprecia.
Nasceu no dia 4 de Dezembro de 1910, na freguesia do Bonfim, e pouco tempo antes de falecer, dizia-me «que tinha sido uma das mulheres mais apreciadas e cobiçadas do seu tempo…».
Vivia no rés-do-chão do Bloco 9, do Bairro da Pasteleira, numa casa simples e humilde com flores a enfeitarem a entrada e a sala de jantar.
Um dia convidou-me a entrar e contou-me um pouco da história da «Menina Nua»: – «Tinha 21 anos quando fiz de modelo para o Henrique Moreira, o mestre que fez a estátua; mais tarde colocaram-me na Av. dos Aliados – que belos anos aqueles! Estive duas semanas a «posar» e ainda hoje recordo com alegria e saudade aqueles momentos de trabalho, pois posso morrer amanhã que todos ficarão a saber quem era a Lela… Além disso, nessa altura, dava-me bem com os artistas, era bonita e eles convidavam-me, andava por toda a parte, ganhei uns «cobres» com o Henrique Moreira, mas hoje… resta-me a consolação de estar ali, de costas voltadas para o Almeida Garrett e de frente para o D. Pedro IV. Perguntei-lhe nessa altura, se não tinha existido certos problemas com a estátua, a sua nudez, por exemplo: proibições, censuras?
-«Ela respondeu-me – bem, sabe que naquela época, havia certos sectores que se opunham claramente e até ficaram escandalizados com a «Menina Nua»; nós éramos muito tacanhos, e veja bem que há 50 anos, a ideias eram realmente diferentes, havia o Salazar, a Pide e o povo era mais fechado, mais religioso – felizmente o mestre Henrique Moreira conseguiu «levar a água ao seu moinho», e lá fiquei de pedra e nua, assim como Deus me votou ao Mundo… (Sorriu de imediato, mostrando ainda réstias de um rosto bonito e de uma boca fina, onde rareavam já alguns dentes, vítimas do peso dos anos e das canseiras e desgraças da vida). -… Além disso, imagine uma «moçoila» no tempo «da outra senhora», a expor-se toda nua perante uns homens de tela e pincéis ou bocados de pedra, bem… era quase como ser comunista ou mulher da vida…
Fez-se uma pausa para mandar-mos umas «bocas» contra o sistema do antigamente e prossegui nessa altura, perguntando-lhe: – quando e onde tinha começado a ser modelo? Antes de me responder, fica um pouco pensativa, levanta-se e encaminha-se para o seu quarto, vasculha dentro do guarda-vestidos e traz-me um amontoado de papéis e fotografias – Vá, veja lá tudo isto, diz-me: (anotei visualmente uma série de fotografias, pequenas referências, recordações e memórias da «Menina Nua»): «… De qualquer modo e se a memória não me falha, comecei com o mestre Teixeira Lopes, na figura-modelo da rainha D. Amélia, esta estátua encontra-se actualmente no Museu com o mesmo nome, em Vila Nova de Gaia. Nessa época, tinha muita vergonha – era uma «moçoila» com 18 anos, bem feita e bonita -, a minha mãe tinha falecido e fiquei mais tarde com uma madrasta, de quem por acaso não gostava nada, por isso mudei-me para o Bonfim, para casa da minha santa avó. Que tempos… nessa altura, iniciei-me como modelo nas Belas Artes do Porto e lentamente fui-me habituando, até que fiquei mais descarada… (Levantou a cabeça, e numa reflexão interior com risos de vaidade e inconformismo), continuou:… Ah, nesse tempo, punha a cabeça dos rapazes em fogo, era bonita e não havia ninguém que não me conhecesse como a «Menina Nua». Depois passei alguns anos como modelo, andei pelo Norte, pelo Sul e até a Lourenço Marques (hoje Maputo) eu fui – fiz de modelo para vários mestres, entre eles: Acácio Lino, Joaquim Lopes, Dórdio Gomes, Sousa Caldas, Augusto Gomes, Camarinha e os consagrados, Henrique Moreira e Teixeira Lopes. Além da «Menina Nua», estou no Buçaco, no Cinema Rivoli, em Lisboa e em Moçambique… e hoje? como vê aqui estou desde os 43 anos cega, uma vida difícil de adaptação, um mundo escuro, negro. E mais negro se tornou, aquando da morte do meu marido, fiquei completamente só.
Hoje, passados alguns anos, tenho um casal a viver comigo, sempre me ajudam a pagar a renda e a «fazer-me» um pouco de companhia. Tenho umas ajudas do Centro de Dia da Terceira Idade, ligado ao Centro Social cá do bairro, onde vou almoçar e lanchar, enfim, sempre ajuda a passar o tempo e a velhice. Mas o que eu, mais desejava na vida, além de mais dinheiro para viver, era dos meus ricos olhos… (algumas lágrimas correram-lhe pelas faces, enquanto se preparava para ir almoçar ao Centro…) Despedi-me dela, tentando consolá-la com frases de carinho e amizade, mas… a vida é um cão que não conhece o dono; ela despediu-se (nessa altura), com um bom dia, entrecortado com um sorriso mor gaiato, misto de Ribeira, Bonfim e Pasteleira…
Aurélia Magalhães Monteiro, a Lela, Lelinha, ou a «Ceguinha do 9», faleceu no dia 2 de Junho de 1992, com 82 anos de idade; no entanto a «Menina Nua», continua viva, fixa e eterna, ali na Av. dos Aliados envolta nos nevoeiros citadinos, perpétua e ardente, nos dramas e vitórias deste povo.
Do livro Pasteleira City, de Raul Simões Pinto – edições pé de cabra – Fevereiro de 1994
Fotografia analógica – digitação
May be an image of the Place de la Bastille and text
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Quake Info: Weak Mag. 2.5 Earthquake – Portugal, 16 km Northwest of Angra do Heroismo, Azores, on Saturday, Apr 6, 2024, at 07:43 pm (Azores Time)

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NOSTALGIA DE PAI

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Artur Arêde shared a memory.

 
“Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam, se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai do seu pai. É quando o pai envelhece e começa a fraquejar, como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso. É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e intransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar. É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe. É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e se esquecerá de tomar os seus remédios. E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou, e depende de nossa vida para morrer em paz. Quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta. E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, protegendo as tomadas eléctricas e colocando barreiras de protecção, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais. Uma das primeiras transformações acontece na casa de banho.
Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra na banheira do chuveiro. A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas. Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protectores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes. A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões. Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objectos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus. Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitectos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam de nós? Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso em caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete. E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.
No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, procurando repor os lençóis, quando o filho gritou de sua cadeira:
Deixa que eu ajudo.
Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.
Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.
Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo cancro: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.
Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.
Embalou o pai de um lado para o outro. Aninhou o pai. Acalmou o pai. E apenas dizia, sussurrado:
Estou aqui, estou aqui, pai!
O que um pai quer apenas saber no fim de sua vida, é que os seus filhos estão ali. “

5 years ago

Artur Arêde is feeling nostalgic 

desabafando

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Se ouvires uma voz a chamar o teu nome, podes parar de cair, a única forma de ser invulnerável é ser quase totalmente vulnerável, mas quanto mais vulnerável se é, mais capaz se é de sofrer as dores, humilhações e desaires, e assim serás capaz de enfrentar qualquer audiência. As pessoas devem comprometer-se a contar a sua história sem cuidarem do número de pessoas que a vão ler ou ouvir. Essa a rota e a visão, com a Nini encontrei a minha razão de estar no mundo, era o meu mundo, o dela, o nosso, e era um mundo lindo, nadávamos nos dias contra marés e tsunamis, bebíamos o chá doce de todos os anos juntos a que ela acrescentava sempre dois pacotes de açúcar pois nunca era suficientemente doce.

Acordávamos com o chilrear dos pássaros, por entre ventos e tempestades, chuvas e derrocadas, marés gigantes e nevoeiros cerrados, nesta bruma húmida que caía pelas paredes da casa. Viajamos pelo mundo, dele fizemos o nosso lar, sem fronteiras nem passaportes, voando nas asas da utopia, criamos encontros, publicamos livros, unimos pontes e continentes, e quando estávamos a chegar ao cume dos nossos sonhos, abriu-se o alçapão da vida e sem apelo nem agravo, sem pedir licença, sem dó nem piedade sugou-te e deixou-me suspenso neste abismo que hoje são os meus dias, iguais e vazios.

Agradeço os anos juntos, as alegrias, as conquistas imensas, salvaste-me doutros abismos sem fundo só com a tua presença e amor, e agora quem me vai salvar desta solidão involuntária, em que apenas me resta ver as fotos e os filmes de todos os momentos alegres que criamos nos nossos dias, sabendo que não voltam, não voltam mais, assim como tu nunca mais voltas, e só para mim estás em espírito presente, invisível para todos, e só eu te sinto e te escuto enquanto espero a data de me juntar a ti, de novo, para acabarmos o que começamos.

Não me canso de dizer que os dias sem ti aqui são vazios e inúteis mas as pessoas dizem para ter força e acreditar, acreditar em quê? Nesta solidão? Nesta dor? Neste tormento que é acordar, repetir novas rotinas sem nexo nem razão, além de sobreviver. Sem metas, além de terminar os teus livros e dá-los a conhecer…a minha vida real já não vai recomeçar, não há novos começos nesta idade, nestas circunstâncias e querem que eu esteja bem, que eu tenha forças quando a Nini era a minha musa, a minha fonte de alimentação, a luz que me alumiava as noites. Dizem todos eu com o tempo passa, mas os que estão nesta situação há mais tempo, dizem que com o tempo não passa…. Pode aliviar mas nunca passa, nunca se deixa de pensar no que se viveu juntos, no que se construiu, nos vazios que preenchemos juntos, e o mundo que criamos só era belo para nós, longe de guerras, fomes e demais tragédias e agora já não existe, estou rodeado por mil e uma guerras, que já não me parecem tão longínquas e podem chegar até aqui.

Dizem-me para ter forças mas onde vou eu buscá-las se eras tu quem mas fornecia todos os dias e me fazias crer que viver era belo, dizem para recordar os bons momentos juntos e muitos foram, mas para quê se não os podemos repetir nem replicar nem nunca mais teremos momentos desses e muito menos eu os terei. Dizem-me para ser positivo, há dias, até a pedicura me falava na reciclagem das almas a que chamava REENCARNAÇÃO… e assim passei mais umas horas a ouvir a história e música de Colin Hay (Men at work) enquanto alinhavava estas palavras que não serviram de catarse nem de exorcismo, entrecortadas pelas sempiternas lágrimas de saudade que teimam em aflorar aos meus canais sem serem chamadas.

1995 8

 

1996

1996.12

1999

2004

2008

2011

 

16º colóquio santa maria 2011

2023