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541. joana félix poeta feliz que não-fénix 27 março 2012joana caminhava nas negras areias
carregava a pesada cruz
dos sapatos do pai
não deixava pegadas
na leveza do seu ser
era onda era maré
maremoto de palavras
figura gentil e frágil
caravela de mil descobertas
escrevia amor
nas entrelinhas do pai
acordou e era poeta
na leveza do seu ser
por mérito próprio
nascera de novo
joana de mil sorrisos
porto de mil abrigos
cais de mil partidas
estas as palavras que eu disse
e joana se fez livro e partiu
à descoberta do mundo
que era seu como o infinito
neste rio sem margens
nascido na praia com aban
trazia nos cabelos a brisa do mar
e nos lábios as cerejas geladas do japão
dizia que depois de escritas as palavras tinham vida
mas ainda não tinha aprendido a vivê-las
com os anjos que habitam na terra
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os filhos são como as ilhas
ainda ontem nascente rato e careca
sonho há muito sonhado
promessas de séculos adiadas
sem nos darmos conta medraste
por entre as silvas e cardos
de malas às costas como o caracol
ser filho de professora
é ser caixeiro-viajante sem eira nem beira
hóspede de cidades, aldeias e vilas
desfazer amizades como quem respira
tentar manter laços numa distância
criar novos elos faces novas
aprender sotaques e maneiras
perder o medo e criar confiança
no desconhecido, no novo
aprender lições em ritmo de maratona
sem tempo para parar
para ver crescer as sobrinhas
longe de avós, tios e primos
enquanto crescias e eram dores difíceis
os pais a avelhentarem
sem fôlego para a tua juventude
irreverente, impaciente, ambiciosa
sempre a quereres tudo e já
os filhos são como as ilhas
não há continente que as segure
acordam no meio dos oceanos
e é só mar e ar
por vezes fogo e tremores
que a terra nunca é firme
os filhos são como as ilhas
nasceram para viverem longe
cresceram distantes e apartados
e quando damos conta
já se fazem ao mar
na esperança de um dia voltar
e há sempre esta tristeza
a falta de tempo partilhado
as brincadeiras que não se tiveram
as conversas que não falamos
as desobediências infindas
os ralhos e os castigos
e a dor imensa de saber
que quando te fizeres ao mar
não ficaremos em terra para sempre
nem estaremos no cais a acenar
connosco apenas a memória
dos momentos bons e felizes
dos orgulhos nos teus atos
das pequenas conquistas
quando foste mais velho do que eras
ajudando no que sabias e podias
justificando aquilo em que críamos
apartados ficaremos de ti
como longe estamos dos outros
todos filhos e netos à distância de um mar
os filhos são como as ilhas
não há continente que os segure
crescem em novas pátrias
e nós sem forças para nadar
impotentes e velhos
sem remos para velejar
ficamos no cais à espera
de um bote ou avião
uma carta, um telefonema
ou imagem MMS ou Skype
desfolhando álbuns de fotos antigas
recordando momentos e locais
em que éramos família e una
e precisavas de nós
nem sempre é triste envelhecer
pesaroso é não o aprender ledo
temos de aprender a permanecer
alegres e vaidosos quando nos deixam
felizes na nossa missão
certos de que um dia voltarão
os filhos são como as ilhas
adoram estar no mar
deixemo-los navegar
e descobrir que os continentes
não são feitos para nadar




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A Autoridade Marítima Nacional alertou que o “mar é de inverno” e que há “risco elevado aos afeitos da agitação marítima”. As autoridades deixam ainda alertas e conselhos neste âmbito.
Source: Praias? Foram feitos 249 salvamentos em 3 dias e desapareceram 4 pessoas
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Vítimas não correm risco de vida e o agressor foi detido pelas autoridades ainda dentro da igreja. É o segundo ataque em dois dias em Nova Gales do Sul.
Source: Novo ataque em Sydney. Homem esfaqueia quatro pessoas numa igreja
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Alexandrina, Ana and 7 others
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José and 2.5K others
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Analysis: Distress and strong emotional reactions are common after these types of mass violent events.
Source: Sydneysiders saw horrific scenes at Bondi. How do you recover from such an event? | SBS News
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desenhaste amor com traços lentos
no quadro negro de alvo giz
na aula só eu prestava atenção
seguia os traços como quem segue
os contornos do teu corpo
montes, vales e rios
como se foras um mapa
eu era o oceano
tu eras a terra firme
lancei âncoras e amarras
este era meu porto seguro
encontraste-me no bar de chegada
prometias girassóis
campos de feno a ondular
caminhavas leve e trigueira
vogo nas tuas ondas e marés
desfraldei a bandeira de corsário
aprisionámos tesouros infindos
piratas de um amor só
ainda hoje me procuram
gritaram homem ao mar
quando era marinheiro em terra