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Edward Frenkel, um dos maiores matemáticos da atualidade, lamenta que as escolas continuem a ensinar a disciplina como se a Terra fosse plana. O autor de “Amor e Matemática“, um bestseller nos Estados Unidos, esteve domingo em Portugal para uma palestra na Universidade de Lisboa, onde defendeu que é urgente uma revolução no ensino. O matemático russo, atualmente a viver nos Estados Unidos, corre o mundo para revelar como a Matemática está a invadir as nossas vidas e está por trás de tudo. Até da crise económica
Fonte: “Esqueçam tudo o que aprenderam na escola sobre Matemática”
15.12.2015 às 15h50
AUTOR. O matemático russo vive atualmente nos Estados Unidos, onde é professor na Universidade de Berkeley
JOSÉ CARIA
Edward Frenkel, um dos maiores matemáticos da atualidade, lamenta que as escolas continuem a ensinar a disciplina como se a Terra fosse plana. O autor de “Amor e Matemática“, um bestseller nos Estados Unidos, esteve domingo em Portugal para uma palestra na Universidade de Lisboa, onde defendeu que é urgente uma revolução no ensino. O matemático russo, atualmente a viver nos Estados Unidos, corre o mundo para revelar como a Matemática está a invadir as nossas vidas e está por trás de tudo. Até da crise económica
Muitas pessoas, de diferentes gerações, dizem que odeiam matemática. Por que razão acha que isso acontece?
Muita gente tem uma relação traumática com a Matemática. Uma das razões tem a ver com o facto de o ensino da Matemática, tal como é feito na grande maioria das escolas, dar demasiado ênfase à resposta. Em vez de se encorajar os nossos alunos a serem curiosos e a procurarem a resposta, nós exigimos que eles a deem. O ensino baseia-se quase exclusivamente em testes e em ver em quem é mais rápido a encontrar a resposta. E muitos sentem-se embaraçados e inferiores porque não conseguem fazê-lo. Essa dor fica. Até podem depois não se lembrar do incidente concreto, mas o trauma ficou lá. Por outro lado, a escola não expõe os alunos à verdadeira beleza da matemática.
Porquê?
A maioria dos conteúdos que são ensinados nas aulas de matemática têm mais de mil anos e isso é verdadeiramente escandaloso e seria impensável numa aula de Ciências. Era o mesmo que continuarmos a ensinar às crianças que a Terra é plana ou que é o Sol que gira à volta dela. Obviamente esses conteúdos foram atualizados. Nas aulas de Literatura passa-se o mesmo. Os alunos não leem apenas Homero, apesar de Homero ser muito importante para a Literatura ocidental. Também leem literatura mais moderna. Então por que razão nas aulas de Geometria só se ensina Euclides, que tem 2300 anos? Não faz sentido. Continuamos a repetir fórmulas antigas, sem estabelecer nenhuma ponte com o mundo atual.
Para a maioria das pessoas, a Matemática parece demasiado abstrata, sem aplicação prática...
Porque infelizmente são ensinadas dessa forma. Mas toda a tecnologia que está cada vez mais presente nas nossas vidas — computadores, internet, smartphones, videojogos… — tudo isso se baseia na Matemática. Por trás de todas as redes sociais ou dos sites que fazem vendas online estão algoritmos muito sofisticados. É como se fossemos escravos desses algoritmos. Por isso, é fundamental que os compreendamos para não sermos manipulados por eles.
O que tem então de mudar no ensino?
É preciso uma revolução. Temos de preservar o sentido de mistério e de descoberta que existe na Matemática e apresentá-la às crianças quase como um romance policial.
E tem de haver paixão por parte dos professores. Eles próprios têm de amar a Matemática. Além disso, é fundamental mudar o currículo, para incluir conteúdos mais modernos e relacioná-los com o mundo real.
O que pode dizer para fazer a Matemática mais atraente e apelativa?
Em primeiro lugar, esqueçam tudo o que aprenderam na escola sobre Matemática. Quase tudo o que vos disseram é mentira. Não é Matemática. Imaginem uma disciplina de Arte em que apenas se ensina como pintar paredes e onde nunca se fala dos grandes mestres como Picasso, nem se incentivam os alunos a ir ver museus. Claro que os miúdos vão odiar e achar que é muito aborrecido. Mas na verdade o que eles estão a odiar é a pintura de paredes, não a arte. É o que acontece com a Matemática. 99% das pessoas estão privadas de mil anos de conhecimento essencial e isso é dramático. Neste momento, querer aprender matemática não é uma questão de escolha. É uma questão de necessidade porque a Matemática está, literalmente, a invadir as nossas vidas e nós colocamo-nos em risco ao sermos ignorantes.
Em que sentido?
A matemática é muito poderosa, mas esse poder pode ser usado para maus fins. Um bom exemplo é a crise económica. Os modelos matemáticos fazem parte da calamidade que aconteceu. A culpa não é dos modelos em si, mas das pessoas que os usaram mal. Nos mercados financeiros e em Wall Street usaram sistematicamente modelos matemáticos desadequados porque não quiseram saber do risco, nem se interessaram em perceber verdadeiramente como é que esses modelos funcionam. Os banqueiros e o mundo financeiro exploraram a nossa ignorância em relação à Matemática. Bastaria um conhecimento rudimentar de Matemática para perceber que o esquema do Madoff era uma fraude. Mas ninguém questionou porque há uma ignorância geral. As pessoas não sabem e, pior do que isso, têm medo de perguntar. O mesmo está a acontecer em relação à tecnologia. E o perigo é ainda maior. Estamos a perder a nossa Humanidade porque não percebemos como a tecnologia funciona e como podemos ficar viciados nela.
Está preocupado com o futuro?
Muito preocupado, mas não apenas com o futuro. Estou preocupado com o presente. Está em curso uma reestruturação profunda do mundo e da forma como interagimos uns com os outros e com a tecnologia e preocupa-me que as pessoas não estejam a prestar atenção ao que está a acontecer. A Amazon, por exemplo, faz-nos recomendações de livros e as pessoas seguem-nas, sem questionar. Não percebem que por trás disso há algoritmos que podem ser manipulados, tanto por questões financeiras, porque há empresas que pagam para os seus livros serem recomendados e para outros não aparecerem, como por razões políticas, ideológicas, para que sejam divulgadas certas ideias e não outras. Eu adoro a tecnologia desde que esteja ao serviço da Humanidade. Mas torna-se perigosa quando está a ser usada de forma a reduzir as nossas interações humanas. Por exemplo, num futuro próximo, os drones vão usar um programa de reconhecimento facial para matar pessoas que foram identificadas como alvos. Muitos cientistas proeminentes defendem que esses sistemas sejam abolidos, mas eles continuam a ser desenvolvidos. É extraordinariamente perigoso porque todos os algoritmos podem ser manipulados. Se alguém substituir a lista de alvos por outra, pode fazê-lo. Já não é só ficção científica, é uma coisa que pode mesmo acontecer dentro de poucos anos. E, na minha opinião, a única forma de o impedirmos é despertarmos todos para esta nova realidade e passarmos a compreendê-la melhor. E isso passa pela Matemática.
Os computadores conseguirão substituir-nos em quase tudo?
O responsável pela investigação e desenvolvimento da Inteligência Artificial na Google, Raymond Kurzweil, disse publicamente que em 2045 todos vamos poder fazer upload dos nossos cérebros para a cloud. Ele vive obcecado com essa ideia e tem todos os recursos da Google à disposição para trabalhar nisso e ninguém o confronta, ninguém sequer questiona. Mas isso é uma falácia. Um cérebro não é só um conjunto de neurónios. Há uma energia que está em movimento, não está localizada num ponto. Não é possível agarrar num humano e transformá-lo numa máquina. É como tentar captar a essência de um ser humano através de uma fotografia. Até mesmo na Matemática, há um elemento de imprevisibilidade, de espontaneidade, de pureza que transcende qualquer computador. Nenhuma descoberta matemática assenta apenas no pensamento racional. Há sempre uma outra parte — podemos chamar-lhe inspiração, insight, intuição, instinto que só existe em nós e que nenhuma máquina poderá reproduzir.
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Fonte: Meet the Nazca Runways: Flat Mountaintops that defy explanation | Ancient Code
The giant flat Mountaintops at Nazca have remained a profound mystery for decades. Even today, archaeologists are unable to explain how and why ‘ancient man’ created massive, flat ‘runway-like’ marks thousands of years ago.

We have all been fascinated by the Nazca and Palpa lines for decades. These incredible pieces of ancient ‘art’ are located in the arid Peruvian coastal plain approximately 400 kilometers south of modern-day Lima. The staggering geoglyphs cover around 450 kilometers and were created on the arid floor sometime between 500 BC and 500 AD.
The Nazca and Palpa lines are considered one of archaeology’s greatest mystery, mostly because of their size, quantity, and nature. Some of the lines depict living creatures, stylized plants, and imaginary beings, as well as geometric figures several kilometers long.
According to studies, the largest of the Nazca figures is approximately 1000 feet, and the longest geoglyph goes on for around 9 miles.
However, the most mysterious discoveries at Nazca are the enigmatic mountain tops that eerily resemble modern-day runways. The mountaintops of some of the surrounding mountains at Nazca look as if something literally pressed down —with incredible force— the top of the mountain. Many researchers have said that the mysterious mountaintops look as if something managed to ‘perfectly’ cut through the mountaintop, creating incredible flat surfaces.
So how is it possible that these giant ‘runway-like’ mountains even exist? And if the Nazca are known for having created the incredible desert-art, intricate figures of animals, plants and geometric shapes, why would they even bother and create these huge flat surfaces?

There are numerous questions that remain unanswered at Nazca. Were these giant figures meant to be seen from above? Do they mimic constellations in the sky? What were the ancient’s trying to say to future generations? Were the Nazca lines mere ancient art? If so… why would ancient mankind create art that cannot be fully appreciated from the ground?
Is it possible that –as Ancient Astronaut theorists suggest– the ancient ‘runways’ seen at Nazca are in fact navigational markers used by advanced extraterrestrials that visited the area thousands of years ago? And is it possible that some of the giant, flat triangles were created by massive spacecraft that touched down in the distant past? What if the ‘gods’ used these paths in the distant past to visit the people in Peru? And what if, ancient people created figurines such as the Nazca Astronaut in honor of those “gods” who came from above?

Interestingly, according to some local legends, the mysterious Incan creator god Viracocha commissioned the Nazca Lines and glyphs in the past. These lines are said to be created by the Viracocha himself. He was the great teacher God of the Andes.
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