Já sabemos porque é que o betão romano antigo era capaz de durar milhares de anos

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Os antigos romanos eram mestres da construção e da engenharia, talvez mais conhecidos pelos aquedutos, e essas maravilhas ainda funcionais baseiam-se num material de construção único: o betão pozolânico.

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turista indesejada

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vem aí a Patty

A tempestade Patty está a deslocar-se para leste/sueste a 11 quilómetros por hora, prevendo-se uma mudança no seu trajeto para leste no domingo e leste-nordeste na segunda-feira.
IPMA coloca Açores sob aviso amarelo devido à tempestade Patty
sicnoticias.pt
IPMA coloca Açores sob aviso amarelo devido à tempestade Patty

| In Memoriam | Poet Michael Garcia Spring with roots in the Azores has died – CommunityPortuguese American Journal

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Portuguese American poet, Michael Garcia Spring, of Azorean roots, has passed away following complications with gallbladder cancer. The author of many poetry books and one children’s book, Spring was known for his love for the

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12 poemas inéditos Chrys

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748. primeiros finados sem ti, 2.11.2024

 

dia de finados a seguir a todos os santos

e tu que nunca te finaste nem foste santa

faltaste à entrega de lollies das crianças

dos enxames da tua escola que aqui tocavam

sabedores da tua imensa generosidade

da tua dádiva diária e no pão por deus

 

ontem a campainha não tocou

não se ouviram as vozes juvenis

nem o latir das cadelas assarapantadas

nem o teu andar hesitante e lento

no curto roteiro da cozinha à porta

carregando um saco de guloseimas e sorrisos

 

todos os outros correm uma vez ao ano

aos cemitérios com promessas, velas e flores

lembrando nesse dia quem esqueceram durante o ano

 

eu fiquei mudo e quedo aqui em casa

no meu castelo como diria o daniel de Sá

olhei da minha torre de menagem

evoquei memórias tuas a chegar da escola

a partir para reuniões ou lanche com colegas

 

não fui ao ossário visitar as tuas cinzas

não estive no cemitério a derramar uma lágrima

não te levei flores perecíveis como a vida

evoco-te em pensamento a toda a hora, todos os dias

sem esperar pelo feriado ou dia de finados

 

para mim nunca te finarás e aqui fico

eternamente à espera do teu regresso

ou da minha partida para o nosso reencontro

depois desta separação dolorosa insuportável

que nenhum tempo mitigará

 

amo-te hoje mais do que nunca

sem imaginar que te amava tanto

queimo os minutos de cada dia

como outrora queimava cigarros

evolo-me no seu fumo

enquanto busco o teu sorriso


736, não à guerra na ucrânia, 28. fevº 2022

 

já não ouço os tambores de guerra

silenciaram as sirenes aéreas

os alarmes calaram-se

as bombas não caem

os soldados não disparam

o choro das crianças ficou suspenso

os mortos não estrebucham

os feridos não gemem

nesta guerra não há bons nem maus

nem o czar nem os falcões eua

neste mar de gente

morta e inocente

feneceu a humanidade

 

(inédito chrys c)

 

737. nem guerra nem paz 10.3.2022

 

já não quero salvar o mundo

nem salvar o planeta

nem salvar-me a mim

não quero salvar nada

não quero guerra nem paz

nem capitalismo nem comunismo

nem nenhum outro ismo

nem quero acabar com a fome

ou a sede ou a pobreza

quero voltar à pureza original

da infância e da ingenuidade

em vez de estar aqui velho

à espera que nos matem a todos

738 imarcescível 22.5.2022

 

imarcescível quis ser

escrevi livros, plantei árvores e tive filhos

lavrei no granito natal

os meus petróglifos de nazca

em timor dissipei-me na areia branca

em bali fui hippie em kuta beach

em macau fiz tai chi no lou lim iok

na austrália nadei em rottnest island

em bragança renasci transmontano

e no basalto açoriano gravei

imperecíveis poemas

este o improvável epitáfio

 

739 outro epitáfio 25.6.2022

 

ser velho é isto

olhar para a parede que já foi branca

contar os traços quase a atingir 26645

já pouco espaço resta para mais traços

cada um deles um dia

uma alegria mil tristezas

sonhos que se esfumaram

sonhos nunca sonhados

que se concretizaram

sonhos recorrentes

nunca atingidos

subidas aos sete céus

descidas a mil infernos

a certeza inabalável

de ter feito a diferença

no carneirismo cinzento

a ovelha negra

no meio do rebanho

sem medo

dos cães pastores

de seus dentes ameaçadores

sem temor da chibata do pastor

e para epitáfio

um “smile” gigantesco

de desdém, de zombaria

 

740. Caos 24.7.2023

 

em tempo de caos

arrume a confusão

na harmonia da poesia

 

741. pianíssimo (à Ana Paula Andrade) 26.8.2023

 

as tuas mãos são poemas

que dedilhas no teclado

pianíssimos versos que invejo

umas vezes a solo

outras com solfejo

seja com violino ou violoncelo

a métrica rigorosa

desenha o bailado dos teus dedos

as teclas calcorreiam desertos

montanhas, mares e vulcões

impérvios a ciclones ou furacões

compões obras maiores que a ilha

mais altas que a montanha do pico

mais fundas que a fossa das marianas

poemas que dançam na partitura

vibrações únicas numa só leitura

o sentir e a alma açorianas

 

742 dores – Maria nini nunca saberei viver sem ti 4.2.2024

 

o pior de tudo são os silêncios sem fim

entrecortados pelo toque dos sinos,

o pior de tudo é não ouvir a tua voz

ao telefone com colegas e amigas

ou a ralhar com as cadelas ou comigo

o pior de tudo é ninguém bater, o telefone não tocar

e os silêncios dantescos como as sombras

como os murmúrios que ainda ouço, das tuas dores

 

o pior de tudo é a irreversibilidade

as fotos que passam não voltam

29 anos de memórias, partilhas, cumplicidades,

e a certeza inabalável de que nada nos separaria

e nada nos separará, ou afastará

nem a morte traiçoeira que chegou sem ser convidada

 

o pior de tudo são os silêncios sem fim

entrecortados pelo toque dos sinos,

o pior de tudo é não ter quem leia os meus escritos

não os corriges nem criticas

o amanhã não vai mudar nada

e a solidão será companheira indesejada e fria

havia tantos planos e projetos

a tua vontade inabalável para os concluir

mesmo quando já te faltavam as forças

 

o pior de tudo são os silêncios sem fim

entrecortados pelo toque dos sinos,

como os murmúrios que ainda ouço, com as dores

e as fotos que passam na moldura não voltam mais

nem as poderemos recriar ou reviver

e onde quer que vá estive lá contigo

 

o pior de tudo são os silêncios sem fim

esta irreversibilidade inaceitada

chorar a saudade do teu riso alegre

ansiar o teu sorriso cúmplice

nestes dias chorosos e tristes

solitários, vazios, silenciosos

 

o pior de tudo são os silêncios sem fim

esta imensa dor nunca vai passar

a angústia e solidão não vai mudar

preciso tanto de ti ao meu lado

para me ajudares com esta dor

não quero viver sem ti

não posso crer que não vais voltar

 

 

o pior de tudo são os silêncios sem fim

e ninguém sente o que estou a passar

só tu entendes esta dor

só tu podes secar estas lágrimas

só tu podes dar-me razão para viver

e eu nunca saberei viver sem ti

 

743. Gaza, sem choro nem dó, (lomba da maia, 25/7/2024)

 

todos choram os mortos em gaza

mais um genocídio sionista, dizem

há fome, há dor, há morte

agitam-se bandeiras e manifs

todos solidários e palestinos

 

os israelitas repetem em gaza

os tormentos nazis que sofreram

até ao extermínio quase total

mas não vencem nem vencerão

 

e eu que tanta vez fui palestino

não choro nem tenho dó

sofro silente as dores dos reféns

de quem ninguém fala

moeda de troca em campo de morte

 

744. Nini, sinto a tua enorme falta, 6.8.2024

 

na esquina do tempo

restam as nossas sombras

memórias de vidas passadas

 

na esquina da vida

sobram os nossos silêncios

 

na esquina da memória

sombras silenciosas

memórias dum amor eterno

 

na esquina da morte

ficaram imagens e sons

que nenhum tempo apagará

 

745 nos meus poemas não cabe… 21.8.2024

 

nos meus poemas não cabe

toda a dor da tua ausência

abarcam um universo de momentos
dias, meses e anos felizes

 

nos meus poemas não cabe

toda a dor da tua ausência

carregam a alegria que nos unia

teus sorrisos e risos contagiantes

 

nos meus poemas não cabe

toda a dor da tua ausência

celebram as lutas e as vitórias

de mil e uma batalhas e conquistas

 

nos meus poemas não cabe

toda a dor da tua ausência

e são pequenos demais

para os nossos sonhos

 

nos meus poemas não cabe

toda a dor da tua ausência

profunda como a fossa abissal

que não partilho com ninguém

 

nos meus poemas não cabe

toda a dor da tua ausência

viajam à velocidade da luz

em milhares de imagens e locais

 

nos meus poemas não cabe

toda a dor da tua ausência

fomos à descoberta do mundo

e encontramo-nos a nós

 

nos meus poemas não cabe

toda a dor da tua ausência

nem a alegria dos nossos livros

nem todo o amor que nos consumia

 

nos meus poemas não cabe

toda a dor da tua ausência

apenas há espaço para te perpetuar

neste tempo que ainda me resta

 

746. lamento de viúvo 19.9.2024

 

se eu pudesse ir para os amanhãs

levava comigo todos os ontens…

nunca devemos deixar os ontens no armário

têm a tendência de desaparecer sem rasto

sabe-se lá para onde vão e o que vão dizer

 

nunca devemos confiar nos ontens

são frágeis como as memórias

ou a neblina ou a gaze ou algodão-doce

pintam-se e abonecam-se de muitas cores

 

os ontens amarram-nos e impedem a viagem

mas eu só fui feliz ontem

e os amanhãs são apenas

a memória de ontem sem felicidade

 

747. abril 4ever, 22.10.2024

 

houve quem sonhasse com o 25 abril

houve quem vivesse o 25 abril

houve quem ainda esperasse por abril

houve quem se esquecesse já de abril

mas já não haverá quem faça abril

 

748. primeiros finados sem ti, 2.11.2024

 

dia de finados a seguir a todos os santos

e tu que nunca te finaste nem foste santa

faltaste à entrega de lollies das crianças

dos enxames da tua escola que aqui tocavam

sabedores da tua imensa generosidade

da tua dádiva diária e no pão por deus

 

ontem a campainha não tocou

não se ouviram as vozes juvenis

nem o latir das cadelas assarapantadas

nem o teu andar hesitante e lento

no curto roteiro da cozinha à porta

carregando um saco de guloseimas e sorrisos

 

todos os outros correm uma vez ao ano

aos cemitérios com promessas, velas e flores

lembrando nesse dia quem esqueceram durante o ano

 

eu fiquei mudo e quedo aqui em casa

no meu castelo como diria o daniel de Sá

olhei da minha torre de menagem

evoquei memórias tuas a chegar da escola

a partir para reuniões ou lanche com colegas

 

não fui ao ossário visitar as tuas cinzas

não estive no cemitério a derramar uma lágrima

não te levei flores perecíveis como a vida

evoco-te em pensamento a toda a hora, todos os dias

sem esperar pelo feriado ou dia de finados

 

para mim nunca te finarás e aqui fico

eternamente à espera do teu regresso

ou da minha partida para o nosso reencontro

depois desta separação dolorosa insuportável

que nenhum tempo mitigará

 

amo-te hoje mais do que nunca

sem imaginar que te amava tanto

queimo os minutos de cada dia

como outrora queimava cigarros

evolo-me no seu fumo

enquanto busco o teu sorriso

 

 

 

 

 

ANGOLA, MORREU A ILHA DOS TIGRES

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n Luanda, Angola.

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Ilha dos Tigres, once a bustling fishing village off the coast of Angola, now stands as an eerie reminder of nature’s unpredictable force. This island, located in the Atlantic Ocean near the Namib Desert, was part of the mainland until the mid-20th century, when shifting sandbanks severed its connection to the continent, transforming it into an isolated island. The village that once thrived here began to decline after the land bridge eroded, cutting off access to fresh water. Without a reliable water source, the residents were forced to abandon their homes in the 1970s. The remnants of the village—its empty buildings, forgotten streets, and disused fishing boats—stand as a ghost town, weathered by time and the harsh coastal environment. In addition to its mysterious and desolate atmosphere, Ilha dos Tigres holds significant historical and geographical importance. Its transformation from a peninsula to an island is a striking illustration of how the natural world can disrupt and reshape human settlements. Today, the island’s deserted landscape draws the attention of historians, geographers, and even adventurers seeking to explore its forgotten past. Despite its abandonment, Ilha dos Tigres is a testament to the ever-changing balance between nature and civilization.
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a crise na habitação, Açores discursos vazios

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ÇÃ Ç: Ç

As recentes moções de estratégia aprovadas em congressos dos caríssimos amigos José Manuel Bolieiro e Francisco Vale César, do PSD Açores e PS/Açores respectivamente, falam muito, mas dizem pouco. Quando o tema é a crise habitacional, que se agrava com o turismo e os investimentos estrangeiros, o que encontramos são promessas vagas e sem um plano concreto. Afinal, o que adianta reconhecer o problema se não existem soluções específicas para o resolver?



• O PSD refere a necessidade de “novas abordagens,” mas não explica como nem quando essas abordagens seriam aplicadas.
• O PS promete “expandir o parque habitacional público,” mas sem detalhar como isso será executado, deixando-nos com mais dúvidas do que certezas.

Esta falta de clareza torna-se ainda mais preocupante quando olhamos para o impacto real da crise habitacional: preços de arrendamento a disparar, residentes a serem forçados a sair das suas comunidades e a falta de habitação acessível a tornar-se um pesadelo para muitas famílias, principalmente em São Miguel.

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Outras cidades enfrentaram problemas semelhantes e tomaram medidas concretas. Barcelona, por exemplo, vai revogar licenças de milhares de alojamentos turísticos até 2028, com o objetivo de aliviar a pressão imobiliária. Amesterdão limitou os arrendamentos de curta duração, garantindo que mais casas ficassem disponíveis para quem realmente precisa de um lar, e não apenas para turistas. Na Dinamarca e Finlândia restringiu-se a compra de imóveis por não-residentes, protegendo o mercado habitacional da especulação estrangeira.

Nos Açores, poderíamos limitar a compra de habitação por estrangeiros ou introduzir regras que garantam que os locais tenham prioridade. Já em Viena, Áustria, um dos exemplos mais bem-sucedidos de habitação pública de qualidade, a cidade investe massivamente em apartamentos subsidiados, mantendo os preços acessíveis para todos os residentes. Portanto, várias ideias e opções.

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Frankfurt e Bruxelas exigem que todas as novas construções públicas sigam o modelo PassivHause, reduzindo o consumo energético e promovendo habitação de longo prazo acessível, mais eficiente e com menos manutenção. Luxemburgo e outros países vão ainda mais longe, oferecendo incentivos fiscais e subsídios para quem adote este modelo de construção sustentável. Estas medidas mostram que é possível ter um impacto positivo e real no mercado habitacional.

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Os Açores têm uma oportunidade única de aprender com estas estratégias e adaptá-las à nossa realidade. A implementação de limites ao alojamento turístico ou a introdução de incentivos para construções sustentáveis poderiam trazer equilíbrio ao mercado e beneficiar os residentes locais. Se outras cidades conseguem, por que não conseguimos nós?



A falta de propostas objetivas nas moções dos partidos não é apenas dececionante; um sinal de que a política regional continua a falhar em enfrentar os desafios com seriedade. Se os partidos não conseguem oferecer soluções concretas, como podemos ter um debate produtivo sobre o futuro da nossa região? As promessas vagas só aumentam o desinteresse e a frustração dos cidadãos.

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Precisamos de uma política que vá além da retórica, que apresente planos bem definidos e que assuma compromissos reais. Se queremos que a população participe, que se sinta envolvida e ouvida, é necessário que os partidos mostrem que estão a trabalhar para melhorar a vida das pessoas, não apenas a encher documentos com frases feitas.

O futuro dos Açores exige mais. Exige coragem para implementar mudanças reais e uma visão que coloque os residentes em primeiro lugar. Sem isso, continuaremos a ver moções que falam muito mas dizem pouco – e uma população que, com razão, se sente cada vez mais desligada da política.

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