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os pobres de espírito ocuparam as ruas

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João Micael

Faltava só esta pérola… E, não os podemos mandar TODOS para as Desertas????????

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  • Leonardo Aboim Pires Segundo o n.º 1 do artigo 332 do Código Penal: “Quem publicamente, por palavras, gestos ou divulgação de escrito, ou por outro meio de comunicação com o público, ultrajar a República, a bandeira ou o hino nacionais, as armas ou emblemas da soberania po…See more
  • Cesar S Santos Sou brasileiro e Portugal tem uma história extraordinária! Uma pequena nação que influenciou o mundo. Pena estes jovens não entenderem que não se julga o passado pelos valores modernos.

donde vieram as poupanças do ex-ministro?

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Uma pergunta; onde foi ele buscar os 22 milhões?

O ex-ministro da Saúde Arlindo de Carvalho, e o seu sócio, José Neto, entregaram ao Estado bens e valores para…

a escravatura começada por árabes, defendida pelo Corão e ainda hoje defendida

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“Em França, durante o comércio de escravos e a escravatura, havia filósofos do Iluminismo, como o Abade Gregório ou mesmo Montesquieu, que defendiam os negros, enquanto no mundo árabo-muçulmano os intelectuais mais respeitados, como Ibn Khaldun, também eram obscurantistas e afirmavam que os negros eram animais” Tidiane N’Diaye
A senhora deputada Joacyne KM anda esquecida, ou não sabe o que diz. Nesta entrevista Tidiane N’Diaye, insuspeito historiador africano, põe os pontos nos “is” sobre a génese e a contemporaneidade da escravatura nas sociedades islâmicas. Mas só se fala nos malefícios da colonização europeia. Hoje, na Europa, é inadmissível defender a escravatura, mas também hoje o Corão continua a defendê-la…

O antropólogo e economista franco-senegalês Tidiane N’Diaye considera que o tráfico de escravos árabo-muçulmano realizado durante quase mil anos ainda não foi reconhecido em toda a dimensão. Falta virar esta página.
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DN.PT
O antropólogo e economista franco-senegalês Tidiane N’Diaye considera que o tráfico de escravos árabo-muçulmano realizado durante quase mil anos ainda não foi reconhecido em toda a dimensão. Falta virar esta página.
O antropólogo e economista franco-senegalês Tidiane N’Diaye considera que o tráfico de escravos árabo-muçulmano realizado durante quase mil anos ainda não foi reconhecido em toda a dimensão. Falta virar esta página.

pensamentos negativos causam demência

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Lúcia Vasconcelos Franco to Liberta a expressão
htShp1eo nshorsedor

As pessoas mais pessimistas produzem, a longo prazo, duas proteínas prejudiciais que estão associadas à doença de Alzheimer

As pessoas mais pessimistas produzem, a longo prazo, duas proteínas prejudiciais que estão associadas à doença de Alzheimer

incendeiem os museus agora

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ulo David and Lola Flores Couto Rosário shared a link.
Por Gonçalo Duarte Gomes Um álbum de fotografias é muito mais que um álbum de fotografias. Ao revisitar registos do passado, encontramos de tudo um pouco. Memórias de quem nos era próximo e já…

 

Por Gonçalo Duarte Gomes Um álbum de fotografias é muito mais que um álbum de fotografias. Ao revisitar registos do passado, encontramos de tudo um pouco. Memórias de quem nos era próximo e já…
  • Utilizando o brutal assassinato de George Floyd como detonador, um movimento há muito orquestrado de saneamento histórico e de revisionismo e revanchismo ideológico, assente em discursos de ódio – racista mas não só – entrou em velocidade de cruzeiro.
    Não pretende o fim da discriminação racial, étnica, religiosa ou cultural. Não pretende estabelecer relações de humanismo fraterno entre pessoas que se tornam indistintas nessa condição…

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    • As Pinto Texto fantástico!! Não podemos destruir a história, mas aprender com ela. Não podemos reescrever a história, senão tínhamos que voltar até era do homem sapiens?? Esta destruição de estátuas e monumentos só tem um nome, vandalismo.

É sempre Dia dos Namorados em Sissinghurst, o jardim que uniu um casal em que ninguém acreditava | Icon Design | EL PAÍS Brasil

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Uma história de respeito, liberdade, poliamor e a importância de um projeto comum

Source: É sempre Dia dos Namorados em Sissinghurst, o jardim que uniu um casal em que ninguém acreditava | Icon Design | EL PAÍS Brasil

esqueci-me da máscara e telemóvel

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Claro.. e do telemóvel..🤣🤣🤣

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▲
a este respeito em 2009 escrevi isto….4.3. CONVERSAS DO ALÉM
E assim ficou a versão final do texto anterior, homenageando o rico léxico açoriano:
Há tempos ficara menente quando lhe disseram que um falecido, na vizinha Lombinha da Maia, pedira para ser enterrado com o seu inseparável telemóvel. O homem sem pitafe2 algum viera da Amerca3, ali da antiga Calafona4, e queria estar contactável mesmo para lá do grande túnel luminoso.
Qual não foi o espanto, num alpardusco5 de camarça6, ao transitar pelo cemitério já encerrado a visitas, e ver três pessoas do lado de fora das grades do cemitério falando com alguém e usando os seus telemóveis ou celulares bem encostados ao ouvido. Uma delas, tinha uma mão nas grades e na outra segurava o aparelho.
Não tinha tarelo7 nenhum. Não querendo ser lambeta8, interrogava-se “Estaria a falar com o falecido, que nascera empelicado9?” Será que o finado atendeu do lado de lá dentro do seu caixão de mogno envolto na “Stars and Stripes” à prova de leiva10 ou continuaria na sua eterna Madorna11? Teria acendido um palhito12 para ver quem lhe ligava? De que falariam? Que mexericos trocavam?
Lamentar-se-iam da falta que lhes fazia ou estariam a queixar-se da carestia de vida? Que palavras trocariam que não tivessem já comunicado? Que faltara dizer? Estariam a queixar-se da sorte caipora13 dos herdeiros ou a culpá-lo pela caltraçada14 criada pelo inexistente testamento? Teriam sido vizinhos de ao pé da porta15? Falariam do gado alfeiro16 sem touro de cobrição? Talvez dum derriço duma filha numa constante arredouça17, às fiúzes18 do namorado da cidade?
JC ia ficar a nove19 mas tratando-se de gente rural podia augurar que os vaqueiros se preocupassem mais com subsídios e vacas.
Não devem escalar grandes cumes culturais ou espirituais. Pressupunha ser esse o jaez da conversação. Não se crê que pedissem aconselhamento para as eleições legislativas dali a seis semanas nem tampouco lamentassem a falta delas. Quem sabe que lastimavam? Falariam, talvez, de mordomos, impérios e festas que isso, sim, seria assunto da maior relevância local, que o melhor da festa é esperar por ela, mas mais apropriado para se discutir à mesa, sem ninguém a atramoçar20, com uns calzins21de abafado22 até se ficar meio piteiro23.
Uma pessoa interroga-se sobre a possibilidade de duração infinita das baterias do aparelho no esquife. Seria a solução para tantos escritores e outros que se separam dos leitores sem tempo de dizerem um último adeus, escreverem a última frase de um livro, acenarem com um novo projeto ou retificarem qualquer coisinha.
Seria a forma inédita de poderem continuar a comunicar com aqueles que ficam facilmente órfãos de autores que os acompanharam nesta digressão terrena.
Admira-se que as companhias de telecomunicação não tenham inventado uma bateria de longa duração que não precise de ser carregada debaixo de terra e permita acesso ilimitado, a troco de uma conveniente taxa vitalícia, aos que os deixaram já no meio duma amizade, dum amor, duma relação, duma paixão. Seria, decerto, um êxito comercial se viesse com a possibilidade de personalização do aparelho.
Quem sabe o que se evitaria de dores incompletas, de saudades por mitigar, de conversas inacabadas?
Novos planos poderiam surgir em operadoras de telemóveis. Um tema a merecer estudos futuros, talvez a local universidade da malagueta (ou era malgueta, pequena escudela?) quisesse lançar um mestrado inovador sobre o tema para atrair os fugidios estudantes.
Coincidência deveras insólita, dias passados, um amigo, que há anos deixara de ver, telefonara a perguntar o significado de R.I.P.
Lá explicara “rest in peace” ou “Requiescam In Pacem” (texto revisto por e dedicado ao Dr. J. M. Soares de Barcelos, autor de Dicionário dos Falares dos Açores (ed. Almedina 2008), por me fazer sentir menos estrangeiro
1 Menente, espantado, estupefacto (São Miguel)
2 Pitafe, defeito, atribuído quer a pessoas, quer a objetos. Nódoa na reputação.
3 Amerca, corruptela de América, ou Nova Inglaterra por oposição ao outro grande polo de emigração, a Califórnia
4 Calafona, Califórnia, na estropiação dos emigrantes de antigamente
5 Alpardusco, o mesmo que alpardo, crepúsculo, lusco-fusco (São Miguel)
6 Camarça, tempo húmido (São Miguel)
7 Tarelo, juízo, tino (São Miguel)
8 Lambeta, intrometido (São Jorge)
9. Empelicado, diz-se de pessoa afortunada, usado na frase nascer empelicado (Terceira)
10 Leiva, designação dada a formações de musgo de várias espécies Sphagnum, abundante na parte alta das ilhas. No Corvo é o musgo, nas Flores musgão, no Faial tufos. Nome da urze, Calluna vulgaris, usada em S. Miguel na preparação do solo das estufas dos ananases.
11Madorna, sono leve, sonolência, torpor
12 Palhito, o mesmo que fósforo (Terceira)
13 Caipora, de qualidade inferior, reles. Sorte caipora: que pouca sorte, sorte maldita (São Miguel)
14 Caltraçada, confusão, mixórdia, trapalhada
15 Vizinho do pé da porta, o mesmo que vizinho do portal da porta, que mora nas redondezas de uma casa (vizinho de ao pé da porta em São Miguel)
16 Alfeiro, gado bovino que não dá leite, por exemplo de uma vaca que não apanhou boi, e que, por isso, não dá leite. Gado alfeiro sem touro de cobrição (in Cristóvão de Aguiar)
17 Arredouça, confusão, desordem
18 Fiúzes (São Miguel) ou Às fiúzas de, à custa de, viver à custa de outrem (Terceira)
19 Ficar a nove, não entender nada do que ouviu.
20 Atramoçar, aborrecer, interferir com, maçar (in Cristóvão de Aguiar) (São Miguel)
21 Calzins, pequeno copo, geralmente destinado a beber aguardente ou bebidas finas
22 Abafado, O vinho abafado é um vinho tradicional dos Açores, constituindo uma tradição na costa norte de São Miguel, onde a abundância de pomares e a produção frutícola excedentária é frequentemente aproveitada para a feitura de licores, vinhos abafados e compotas. No caso dos vinhos abafados, trata-se de um género vinícola com elevado teor alcoólico cuja fermentação é interrompida através da adição de aguardente ou álcool, permanecendo mais ou menos doce (uma vez que o açúcar natural da uva não se transformou em álcool). Transformação licorosa do típico vinho de cheiro micaelense, o abafado é considerado o vinho do Porto dos Açores, em resultado de um processo de laboração que dispensa o recurso a corantes ou conservantes. (São Jorge)
24 Piteiro, aquele que bebe muito (Terceira, Flores)

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XANANA E A CRISE DE TIMOR

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Xanana Gusmão diz que não tem “capacidade” para se juntar aos líderes timorenses

Díli, 12 jun 2020 (Lusa) – O líder histórico timorense Xanana Gusmão considerou hoje não ter “capacidade” para se aproximar dos líderes civis e militares que hoje governam Timor-Leste, recusando assim um pedido de diálogo feito pelo chefe das Forças Armadas.
Xanana Gusmão respondeu com ironia a uma carta enviada pelo comandante das Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), Lere Anan Timur, a vários líderes do país, incluindo o atual presidente do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), Xanana Gusmão, que identifica como “comandante em chefe” das Falintil, o braço armado da resistência timorense.
Nessa carta, obtida hoje pela Lusa, Lere Anan Timur pediu “coragem” aos líderes históricos do país para que ajudem a ultrapassar as divergências, pessoais e partidárias ou institucionais que estão a gerar desilusão, desmotivação e “muita preocupação”, inclusive entre os militares.
Lere refere uma lista de “efeitos negativos” na população, onde tem crescido “um sentimento de desilusão, desmotivação e muita preocupação face ao futuro”.
Em reposta, numa carta a que a Lusa também teve acesso, Xanana Gusmão, ironiza e diz ter feito um “esforço para tentar entender a carta de sua excelência, que demonstrou um pensamento muito elevado”.
E depois repetiu as acusações que lhe têm sido feitas por vários partidos de que ele próprio e o seu partido nos anos entre 2007 e 2016 em que lideraram o Governo, não souberam governar, foram corruptos e têm autonomistas nas suas fileiras.
“Eu, em nome do CNRT; posso dizer que é verdade que de 2007 a 2016 não houve nenhum desenvolvimento, só houve corrupção e muitos membros do Governo foram presos”, disse.
“O povo viu que o desenvolvimento de Timor-Leste, só começou em 2017, 2018, 2019 até 2020. Nesses quatro anos em que todos os timorenses sentiram verdadeiramente o desenvolvimento”, afirmando, referindo-se, também com ironia, aos anos de contração económica e crise política.
Procurando desvalorizar o seu próprio papel na luta pela libertação, e recordando que devolveu ao Estado uma medalha que lhe foi conferida pelo país, Xanana Gusmão diz que é o “segundo Suharto” de Timor, numa referência a uma comparação feita pelo então Presidente da República, Taur Matan Ruak, atual primeiro-ministro.
“Peço com humildade para não me chamar comandante em chefe para não trazer vergonha às forças de libertação nacional perante as quais me vergo, com todo o respeito… porque elas mandaram embora o inimigo para libertar Timor-Leste”, escreve Xanana Gusmão.
“Em nome do partido CNRT, ‘que não sabe governar e que está cheio de autonomistas e corruptos’ eu tenho que reconhecer e de aplaudir o facto real de que só desde 2017 até agora é que surgiu o desenvolvimento, com a liderança de líderes inteligentes, e de membros do Governo qualificados de alto perfil que sabem governar este Estado de Direito democrático”, afirmou.
Motivo pelo qual, explica: “Tremo perante personalidades com a capacidade intelectual” dos atuais líderes do país.
“Portanto eu criei um partido novo e pequeno que é o CNRT para ser presidente do partido e poder roubar dinheiro do Estado democrático e peço desculpa porque não tenho nível para me aproximar dos outros líderes nacionais que o senhor ex-general referiu na sua carta”, escreve Xanana Gusmão.
“Eu só sou aluno de liceu. Tenho que ter distanciamento social destes doutores, porque eu tenho a cabeça vazia, não posso aproximar-me destes doutores tão inteligentes”, conclui.

ASP // JH
Lusa/Fim

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MENDO HENRIQUES Ressurgir – 40 perguntas sobre a pandemia

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«Ressurgir – 40 perguntas sobre a pandemia»
Com Artur Morão, Nuno André, Belarmino Barata e Victor Jorge
Notícia e video RTP-2 de entrevista
https://agencia.ecclesia.pt/portal/portugal-ressurgir-40-perguntas-sobre-a-pandemia-uma-crise-sanitaria-economica-e-social-com-problemas-de-desigualdade/

Autores e reflexões de diversas áreas procuram «responder» à «violência» que se abateu na sociedade Lisboa, 10 jun 2020 (Ecclesia) – O professor universitário Mendo Castro Henriques disse em entrevista à Agência ECCLESIA que o livro ‘Ressurgir – 40 perguntas sobre a pandemia’ Covid-19 pretende “refletir e partilhar reflexões” sobre a “calamidade” que começou como […]
Links para a notícia e para o video da entrevista


Com os melhores cumprimentos | Yours sincerely
Mendo Castro Henriques

 

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A IGNORÂNCIA MATA MAIS QUE A PESTE

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https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2020/06/CRÓNICA-342.-A-IGNORÂNCIA-MATA-MAIS-QUE-A-PESTE.pdf

CRÓNICA 342. A IGNORÂNCIA MATA MAIS QUE A PESTE 12.6.20

 

esta e anteriores crónicas em https://www.lusofonias.net/mais/as-ana-chronicas-acorianas.html

ABATER ESTÁTUAS DE ESCLAVAGISTAS E OUTROS É TAREFA FÁCIL, ELAS ESTÃO MUDAS E QUEDAS E NEM ESBOÇAM SEQUER OPOSIÇÃO.- mais difícil é apagar os atos de todos os esclavagistas ao longo dos séculos. Além de que, normalmente, os apeadores de estátuas são pessoas de elevado grau de ignorância, mandatados por um qualquer populista. Começam por estátuas, depois queimam livros, e exorcizam ideias, e quando menos se dá conta já um fascismo nazi se instalou.

É bem mais fácil apear estátuas que ideias. Ao destruir ou deitar abaixo uma estátua podemos estar a destruir um símbolo, mas os atos e consequências mantêm-se inalterados. Como estes vândalos são mais ignorantes que um primata, devem começar pelo século XX e destruir as estátuas de todos os grandes esclavagistas do povo HITLER, ESTALINE, LENINE, MAO, e mais umas dezenas deles por todo o mundo. Depois devem passar ao século XIX e fazer o mesmo, por aí atrás a todos os Impérios, pois nenhum império sobrevive sem escravos e são os escravos que fazem grandes s impérios. Os impérios africanos antes dos ocidentais terem lá chegado, eram mercados de venda de escravos, que encontraram um fértil mercado quando os ocidentais lá pareceram. Os corsários berberes aprisionavam cativos nas ilhas dos Acores para os venderem como escravos, devemos assim obliterar todos os berberes? Retrocedendo chegaremos ao Antigo Egito, depois da destruição de Constantinopla, da Biblioteca de Alexandria (que tem de ser destruída uma segunda vez), vamos destruindo ao Corão, a Bíblia, todos os livros sagrados de todas as religiões, todos os vestígios de escravatura até aos Sumérios e babilónios, aos Denisovan, Neandertal e seus antepassados. Aí sim, estará a obra completa e podemos voltar a ser símios, pois tanto quanto se sabe os símios nunca praticaram a escravatura. Completado o círculo recomecem a civilização de novo como símios, que a vossa capacidade intelectual é bem inferior à deles. A História serve para nos ensinar, não está aí para ser condenada. Condenar a História não irá resolver nada. Não se apaga o passado, e ao tentar apagar o passado não se corrige o presente, cada ato aconteceu numa determinada época fruto da mentalidade e das normas sociais de cada época. Tudo o que fazemos hoje, e é considerado aceitável e normal, implicava uma ida à fogueira da Inquisição ou ao cadafalso da Maria Antonieta. Ou à pira da Joana D’Arc, ou ao canibalismo das tribos ancestrais.

Esta ignorância que ora nos rodeia com estátuas apeadas vai matar muito mais que o Covid, a peste, ou qualquer outra praga bíblica e com esta fórmula de politicamente correto que tentam implantar não vai sobrar ninguém.

Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício 297713 [Australian Journalists’ Association MEAA]

Diário dos Açores (desde 2018) Diário de Trás-os-Montes (desde 2005) e Tribuna das Ilhas (desde 2019)