extrair lítio e acabar com a água

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Pode ser uma imagem de mapa e a texto
Há dois métodos principais de extracção de lítio. em termos simples, ou a partir pedra ou a extrai-lo das reservas de água salina. A produção de lítio pelo segundo método está distribuída quase unicamente em três países da América Latina, que constituem o dito “triângulo do lítio” – Chile, Argentina e Bolívia. Nesta área, que regula uma boa parte do clima do planeta, extrai-se cerca de 30% de todo o lítio produzido no mundo.
Por causa disto, 65% das reservas aquíferas do Chile estão esgotadas. Mais: segundo um relatório da FARN | Fundación Ambiente y Recursos Naturales (Argentina), para produzir a bateria de um carro eléctrico são necessários 16 mil litros de água. Ainda mais: para produzir 20.000 toneladas de carbonato de lítio por ano – a meta a que a empresa chinesa Zijin Mining Group Co., Ltd., uma gigante multinacional a operar naquela área que quer pouco barulho e tira energia de tudo o que mexe, se propõe – são necessários aproximadamente 40 milhões de litros de água, o que equivale ao consumo médio de água de uma só pessoa média em Espanha durante 4.000 anos. Isso: 4 mil anos.
É a energia verde no seu melhor.
O relatório que refiro acima está aqui. E é verdadeiramente escandaloso: https://farn.org.ar/wp-content/uploads/2019/05/DOC_LITIO_ESPAÑOL.pdf

José Soares Os bluffs do défice

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Peixe do meu quintal José Soares

 

 

Os bluffs do défice

 

“Região Autónoma dos Açores vai ter controlo mais apertado de Lisboa este ano e pode precisar de ajuda financeira” (Expresso, 8 de novembro de 2024, pág.16)

 

 

Esta foi a notícia que saiu no “Expresso” de Pinto Balsemão, membro fundador do PPD/PSD e ex-primeiro-ministro, conselheiro de Estado e uma multitude de funções que podem confrontar e até afrontar certa ética das coisas ou códigos de deontologia.

Esta promiscuidade entre a comunicação social e a política, dá sempre para desconfiar…

Não que a notícia publicada seja falsa. Mas porque certas notícias saídas nos órgãos do Portugal ibérico, trazem sempre água no bico – especialmente as pejorativas. Tanto para os Açores, como para a Madeira.

A verdade é que os números podem ser trabalhados conforme interesses, momentos, fatores e toda uma série de variáveis sempre contornáveis de quem os apresenta.

As oposições de todos os partidos políticos adoram brincar com números, sempre com ‘plena’ justificação dos factos. E se todos eles podem fazê-lo, vou tentar apresentar a Versão Açores de todos os Orçamentos que nos esmolam.

O poder central nunca respeita INTEGRALMENTE a Lei das Finanças Regionais, como nunca respeita prazos de transferências financeiras para ambas as Regiões Autónomas. Não é seu desejo primário ser eficiente nesse aspeto. Dificultar todo e qualquer progresso autonómico, faz parte de qualquer governo, de qualquer partido político, seja qual for a assembleia da República, em qualquer contexto ou tempo, lá para os lados de São Bento lisboeta.

Tudo seria diferente se todas as contas fossem acompanhadas da honradez exigida em qualquer empresa. Os governos em Lisboa, sempre geriram as Autonomias sob o signo de soberania colonialista. Nunca pagar inteiramente o devido aos ‘territórios adjacentes’, para que estes vivam na eterna dificuldade económica e numa dependência neopaternalista.

Por outro lado e no caso dos Açores, não são pagas nem mencionadas contrapartidas dos vários acordos internacionais feitos pelo soberano governo português.

Não são pagas nem partilhadas quaisquer receitas do tráfico aéreo comercial que utiliza o espaço aéreo dos Açores, controlado em Santa Maria. A Região de Informação de Voo (RIV) de Santa Maria cobre uma área total superior a 5,1 milhões de quilómetros quadrados e inclui o Centro de Controlo Oceânico e as Torres de Controlo dos aeroportos das Flores, Horta, Ponta Delgada e Santa Maria. Em 2023 controlou 180.703 movimentos.

Os números finais do que pagam as companhias estrangeiras para atravessar o espaço aéreo dos Açores (o RIV de Santa Maria) são encobertos pela complicada triagem a fazer a cada avião, segundo o tamanho, tonelagem, número de passageiros ou carga, etc.

Mas fazendo uma média especulatória, teremos à partida cerca de 95 milhões de euros.

Temos igualmente toda a navegação marítima comercial que atravessa águas atlânticas em ambos os sentidos. Este tráfico pode representar números igualmente surpreendentes. Pelo menos 70 milhões de euros. Nem um centavo nos é transmitido.

Todos os impostos e taxas das mais diversas, bem como receitas fiscais em geral recolhidas nos Açores e que não são da alçada dos governos regionais: 220 milhões de euros.

E poderíamos brincar mais com os números, ao gosto dos meus dedos no teclado…! Muito mais haveria para enumerar. E nem sequer incluiremos os milhões em donativos, investimentos, dádivas e ajudas, entregues a alguns países estrangeiros lusófonos, como Cabo Verde, São Tomé e Príncipe ou Guiné-Bissau. Oferecemos aos que têm défices desastrosos e alguns até corruptos e criticamos os de casa, por esticarem nas míseras transferências para o bem-estar e progresso de ambas as regiões arquipelágicas. Bem vistas as coisas, preferimos ser países independentes, decidir por tudo o que nos rodeia, receber diretamente todas as quantias, geri-las nós mesmos e no final, Portugal ainda nos enviaria alguns milhões, como faz com esses países.

Afinal, parece que Lisboa-São Bento é que tem um enorme défice para com os Açores.

 

 

 

 

 

 

 

 

Governo dos Açores cria “Passe Açores 9 ilhas” para incentivar mobilidade – Renascença

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Cada açoriano pode fazer oito viagens e "escolhe o trajeto que quer fazer", ou seja, "a pessoa faz a combinação que quer, sendo certo que o conjunto das viagens marítimas e áreas tem de ser oito viagens".

Source: Governo dos Açores cria “Passe Açores 9 ilhas” para incentivar mobilidade – Renascença

URBANO BETTENCOURT NOVO LIVRO

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CONVITE
SANTO AMARO SOBRE O MAR
Apresentação de AMARO MATOS
Dia 22 de novembro, às 18.30
Livraria SolMar
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Lá estarei.
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Fortes chuvas arrastam carros para o mar na Sicília

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A tempestade que atingiu o sul da Sicília, em Itália, esta terça e quarta-feira, destruiu várias casas e causou inundações que arrastaram automóveis para o mar.

Source: Fortes chuvas arrastam carros para o mar na Sicília

poema 1997

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Descobri nas tuas coisas este meu poema que já esquecera:

Midnight in Town

Life is asleep and the vultures come out

Who am I to ponder and wonder?

Midnight and the moon is high

So are our bodies embroided into one another

And we spell love oblivious to the war outside

It’s not ours and we don’t care

Our children will survive,

So will we.

Chrys Chrystello

Oct 17, 1997

Meia-noite na cidade

A vida está a dormir e os abutres saem

Quem sou eu para refletir e pensar?

Meia-noite e a lua vai alta

Assim como os nossos corpos estão entrelaçados um no outro

E nós soletramos amor, alheios à guerra lá fora

Não é nossa e não nos interessa

Os nossos filhos sobreviverão,

E nós também.