BOWIE TINHA razão ELEIÇÕES AMERICANAS…

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For this could be the biggest sky
(This is not America, David Bowie, 1985)
Eu voto Kamala Harris. Tão óbvio, como escolher entre o mal e o bem, à maneira dos filmes americanos de super-heróis?
O problema é que este filme deixou de ser já americano e nenhum deles é super-herói. Um deles é mesmo o anti-herói. Trump será um filme distópico, daqueles apocalípticos, em que os viewers desejam a chegada de uma brigada americana à antiga para resgatar o poder das mãos de um tirano louco! Só que nada disso será ficção. E a realidade, toda a gente sabe, pode ultrapassar a ficção com requinte, quando o ódio dos homens em matilha é manipulado por um mentecapto obcecado com o poder. Biden, porque perdeu o filtro, disse a verdade. São lixo humano. Não é um pensamento antidemocrático, é tão somente a verdade, que não é a pós-moderna. É a verdade antiga, extrínseca, axiológica! Estamos a testemunhar o fim de um ciclo na história do mundo e, daqui em diante, a democracia só será preservada se vencer a sua ética naquilo que tem de mais essencial. Isto é, a democracia tem de traçar limites à tolerância pela intolerância, sob pena de a liberdade se devorar a si própria. Os extremos radicalizaram-se sob a égide generosa da sua face, mas já todos percebemos que esta poderá significar a sua trágica morte. A humanidade não se aperfeiçou, não evoluiu e, portanto, não pôde acompanhar um universo em expansão como só a democracia pode oferecer. Acabaremos, pois, por expiar a nossa culpa num buraco negro. O pior é que já vimos este filme e ninguém aprendeu. Diz a experiência que as vítimas tendem a perpetuar os seus traumas noutras vítimas. Talvez explique o que tenho verificado e que me entristece muito. Alguns dos nossos emigrantes vão atrás do sopro da flauta do Hamelin trumpista, replicando aos que procuram a terra – que já foi prometida – o mesmo que lhes gritavam nos anos 70 e 80, “Greenhorn, go back to your home!”. Incultura de quem não consegue pensar para além do quotidiano, quero acreditar que seja.
O mesmo efeito de trauma explicará o genocídio dos palestinianos por Israel… Harris também é cúmplice!
Portanto, either way, o futuro é pouco menos do que medonho. Na terça-feira, os americanos poderão ter de escolher entre uma guerra civil, promovida por uma seita de fanáticos armados, se Kamala Harris ganhar, ou uma Gilead, à maneira de Atwood, se Trump vencer, um totalitarismo sem precedentes, com um Musk à cabeça!
Até “This is not America” de David Bowie é uma pomba branca, com um ramo de oliveira no bico, a rasar os céus americanos neste cenário.
Segurem-se às cadeiras. This is not a drill.
DAVID BOWIE : THIS IS NOT AMERICA (LYRICS)
youtube.com
DAVID BOWIE : THIS IS NOT AMERICA (LYRICS)
David Robert Jones, known professionally as David Bowie, was an English singer-songwriter and actor. A leading figure in the music industry, he is regarded a…
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Serafina Gaspar Silva

Extraordinário ❣️❣️❣️
Qualquer outra palavra é insuficiente, para a leitura que fazes do estado das coisas. Ou para avaliar o teu texto. Partilho, com a mesma intensidade com que o li, e reli ❣️
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Paula Cabral

Serafina Gaspar Silva, muito obrigada! Sei que sentes o mesmo que eu e agradeço a tua partilha. Tristemente, é como vejo o mundo atualmente. Já não é ” cor de rosa” como vi durante muitos anos! Beijos.
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Uma exposição para desmontar os mitos que sustentaram o império português em África

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O Museu de Etnologia, em Lisboa, concentrou todo o orçamento deste ano na exposição “Desconstruir o Colonialismo, Descolonizar o Imaginário”, forte aposta para revelar o que está por trás dos mitos que sustentaram o império português em África. A historiadora Isabel Castro Henriques convocou 30 especialistas para escrutinar as narrativas e sabe que vai despertar polémica

Source: Uma exposição para desmontar os mitos que sustentaram o império português em África

Crónica do Quotidiano Inútil – Brochado – J. Chrys Chrystello – Compra Livros na Fnac.pt

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A PAROLICE CONTINUA

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VEM HOJE NO JORNAL QUE MARCELO VAI INAUGURAR A SEDE DA AGÊNCIA ESPACIAL EM SANTA MARIA, MAS DEVE SER NUM PAÍS ANGLÓFONO POIS

 

10:30 – Receção dos Convidados com Welcome Coffee

11:30 – A história e os caminhos de futuro
Keynote Speaker: Prof. Fernando Carvalho Rodrigues

14:00 – Os Caminhos do Atlântico
Keynote Speaker: Onésimo Teotónio
Pereira (só conheço o Onésimo T Almeida, serão a mesma pessoa????)

16:20 – Coffee Break

só não entendo porque não escrevem tudo em “estrangeiro”,,,

a maldição da mudança da hora

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esta e anteriores crónicas em https://www.lusofonias.net/mais/as-ana-chronicas-acorianas.html

 

Crónica 551 a maldição da mudança da hora 30.10.2024

Tudo começou em 1916, durante a I Guerra Mundial, quando nos obrigaram à mudança da hora com o intuito de poupar carvão (combustível) utilizado na iluminação. Os primeiros países foram a Alemanha e a Áustria, mas rapidamente outros, nomeadamente Portugal, fizeram o mesmo. Nessa altura, houve, de facto, uma poupança de energia. Em língua inglesa a hora de verão é conhecida como “Daylight Savings Time”, algo que se pode traduzir como “tempo de poupança de luz do dia”.

Os efeitos deste atrasar e adiantar da hora são que, por exº no outono, no dia anterior à mudança, quem sai de casa para ir trabalhar por volta das 07:30 levanta-se de noite, com o Sol a pôr-se por volta das 18:30. Em compensação, no dia seguinte, às 07:30 já é de dia, mas o Sol põe-se às 17:30. Na primavera o efeito é oposto.

Mas se o objetivo da mudança é aproveitar a iluminação do Sol, esta só funciona para países a latitudes médias. Como o eixo de rotação da Terra é inclinado, mais perto do equador a duração do dia muda pouco ao longo do ano, pelo que não há necessidade de mudança, contudo, perto dos polos, a mudança não é vantajosa. Na região de Svalbard, na Noruega, latitude 80º N, desde o fim de abril e até ao fim de agosto, o Sol nunca se põe, e desde o início de novembro e até meados de fevereiro, o Sol nunca nasce! Adiantar ou atrasar a hora torna-se, assim, inútil. Por isso, só nas latitudes médias, nem demasiado perto do equador, nem dos polos é que a hora de verão significa uma verdadeira “poupança de luz do dia”.

Em 1996, a União Europeia, decidiu padronizar a hora de verão entre os Estados-membros e outros (e com exceções, como a Islândia e a Rússia) concordaram em implementar a hora de verão. A convenção é avançar os relógios 60 minutos do último domingo de março e voltar a atrasá-los 60 minutos do último domingo de outubro. Em 2018, o Parlamento Europeu lançou um inquérito para determinar se os cidadãos preferiam manter ou terminar com a mudança de hora. A maioria dos votos foi a favor de acabar com a mudança da hora, só 0,85% dos Europeus votaram, dos quais quase 70% eram alemães. O voto alemão é compreensível: no dia do solstício de verão, Berlim tem mais duas horas de luz do dia do que Lisboa, enquanto no solstício de inverno, o dia dura menos duas horas do que na capital portuguesa, com o Sol a nascer por volta das 8h15 e a pôr-se antes das 16h00. Assim se explica que, na Alemanha, a mudança é irrelevante em termos de aproveitamento de luz solar. Baseado nos resultados deste inquérito, em 2019 o Parlamento Europeu votou para terminar a mudança da hora, em 2021. No entanto, o Conselho da UE exigiu um estudo do impacto detalhado que o fim da mudança acarretaria, que ainda está por elaborar. Há variadíssimos estudos que analisam desde o impacto no consumo de energia, número de acidentes rodoviários, as perturbações do ciclo circadiano (o nosso relógio biológico), o impacto na economia e o simples bem-estar da população. Destes, uns apontam para vantagens em manter a mudança (por exemplo, sair para a escola de noite, no pico do inverno, aumenta a hipótese de atropelamento das crianças), outros mostram vantagens em manter a mesma hora durante todo o ano (o stress da mudança pode ser nocivo para a saúde de pessoas imunodeprimidas ou com doenças de sono) e há outros que afirmam não haver qualquer diferença entre manter ou não a mudança (como um relatório do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, que analisa o impacto da mudança da hora na penetração da geração de energia renovável no consumo). Em Portugal, a Comissão Permanente da Hora é o órgão consultivo do Governo da República, que “tem por finalidade estudar, propor e fazer cumprir as medidas de natureza científica e regulamentar ligadas ao regime de hora legal e aos problemas da hora científica”. Em 2018, esta comissão elaborou um parecer sobre o fim da mudança da hora e conclui que “nenhuma das hipóteses é uma boa solução para o país, sendo a escolha UTC+1 a pior delas”. Manter UTC+1 corresponderia a manter permanentemente a hora de verão, algo semelhante ao que aconteceu entre 1992 e 1996, durante o governo de Cavaco Silva, quando Portugal adotou o fuso horário CET (Central European Time), o mesmo que o resto da Europa. Nessa altura, no pico do inverno, o Sol nascia por volta das 9h00. No entanto, em 2021, um conjunto de peritos assinou a Declaração de Barcelona sobre Políticas do Tempo, sustentando que se deve acabar com a mudança pois esta “não têm efeitos significativos na poupança energética, melhora a saúde, a economia, a segurança e o meio ambiente”.

Na Região a mudança ocorre nos termos do Decreto Legislativo Regional n.º 6/96/M. Como pessoa da quarta idade, cada vez simpatizo menos com a mudança de hora. Se em novo gostava da mudança invernal para dormir mais uma hora, nunca senti nenhuma vantagem, antes pelo contrário, a alteração no ritmo circadiano afeta-me, e demoro semanas infindas a ajustar-me a novo horário…no horário de inverno acordo à hora habitual anterior e não me deito uma hora mais cedo como diziam que devia acontecer…Para mim, neste momento isto é um negócio que favorece as companhias de eletricidade, pois são menos as pessoas e as horas em que se ligava a luz de manhã comparadas com mais pessoas e mais horas de luzes ligadas no fim do dia…resultado, maior consumo de energia e quem disser o contrário mente…

Mas como país carneirento ninguém protesta e todos fazem o que lhes mandam e mudam os relógios duas vezes por ano, mas esqueceram-se de avisar os animais de que tinham de alterar o seu relógio biológico e eles são as maiores vítimas da mudança de hora.

Dilúvio repentino cai sobre Valência. Inundações fazem mais de 90 mortos

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Pelo menos 72 pessoas morreram em Espanha, na região de Valência, devido a chuvas torrenciais e inundações que atingiram aquela zona do país na noite e madrugada desta terça-feira. As imagens que estão a ser divulgadas pelas televisões e nas redes sociais mostram aldeias, estradas, ruas e campos inundados, carros arrastados pelas águas e presos em autoestradas e pessoas em telhados ou árvores à espera de resgate. De acordo com números oficiais do governo regional da Comunidade Valenciana, pelo menos 72 pessoas morreram. De acordo com dados oficiais, na última noite, a precipitação na região de Valência foi a mais

Source: Dilúvio repentino cai sobre Valência. Inundações fazem mais de 70 mortos