História da Terra sofreu ponto de inflexão há 42 mil anos com inversão de pólos magnéticos – Observador

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açores, somos os mais pobres

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Açores continuam a ser os mais pobres do país e com as maiores desigualdades
O INE revelou ontem o estudo sobre “Rendimento e condições de vida 2019”, trabalho que é desenvolvido pelo INE em todas as regiões de dois em dois anos. Transcrevemos a seguir alguns dos dados do estudo, sobretudo os relativos aos Açores, onde é possível constatar que a nossa região continua a liderar os piores índices nesta matéria, apesar de alguns progressos, á semelhança do que também aconteceu noutras regiões do país.
Em 2019, tal como no ano anterior, apenas a Área Metropolitana de Lisboa tinha uma taxa de risco de pobreza significativamente inferior ao valor nacional.
Em contrapartida, as regiões autónomas dos Açores e da Madeira registavam taxas de risco de pobreza de 28,5% e 26,3%, respectivamente, bastante superiores ao valor nacional.
As taxas de risco de pobreza diminuíram em todas as regiões NUTS II em relação a 2018, contudo com diferentes ordens de grandeza, distinguindo-se duas regiões com reduções substanciais e superiores a 2 p.p. (Área Metropolitana de Lisboa e Região Autónoma dos Açores).
No extremo oposto, a redução da taxa de risco na região Norte foi de apenas 0,2 p.p.
Esta análise pode ser completada pelo cálculo de linhas de pobreza regionais.
Em cada região NUTS II, a linha de pobreza regional corresponde à proporção de habitantes nessa região que vivem com rendimentos monetários disponíveis equivalentes inferiores a 60% da mediana da distribuição dos rendimentos monetários disponíveis equivalentes dessa mesma região. Com excepção da Área Metropolitana de Lisboa, os limiares de pobreza regionais encontram-se abaixo do limiar de pobreza nacional, reflectindo as diferentes condições socioeconómicas, nomeadamente, diferentes níveis de custo de vida.
A utilização de linhas de pobreza regionais resulta no aumento do risco de pobreza para a região com rendimento mediano superior ao rendimento mediano nacional (17,2%, na Área Metropolitana de Lisboa) e na redução dos riscos de pobreza para as restantes (muito significativa, por exemplo, na Região Autónoma da Madeira, de 26,3%, com base na linha nacional, para 17,3%, com base na linha regional).
Desigualdade diminuiu mas Açores continuam à frente
Os três principais indicadores de desigualdade reduziram-se em 2019, apesar dos rendimentos monetários em Portugal continuarem a pautar-se por uma distribuição fortemente assimétrica:
– O Coeficiente de Gini, que tem em conta toda a distribuição dos rendimentos, refletindo as diferenças de rendimentos entre todos os grupos populacionais, registou um valor de 31,2%, menos 0,7 p.p. que no ano anterior (31,9%);
– O rácio S80/S20, que compara o rendimento monetário líquido equivalente dos 20% da população com maiores recursos com o rendimento monetário líquido equivalente dos 20% da população com menores recursos, foi de 5,0, inferior ao valor do ano anterior (5,2);
– O rácio S90/S10, que mede a distância entre o rendimento monetário líquido equivalente dos 10% da população com maiores recursos e o rendimento dos 10% da população com mais baixos recursos, foi de 8,1, reduzindo-se em relação ao ano anterior (8,6).
Por região, verifica-se que a Região Autónoma dos Açores era aquela com maior desigualdade: 34,5%, superior à média nacional de 31,2%.
Em 2019, a região do Algarve era a que tinha uma distribuição dos rendimentos menos desigual (29,4%).
Intensidade laboral muita reduzida nos Açores
Para além do rendimento, existem outras condições que podem potenciar o risco de exclusão social de uma família, nomeadamente, o grau de participação dos seus membros no mercado de trabalho.
Consideram-se em intensidade laboral per capita muito reduzida todas as pessoas com menos de 60 anos que, no período de referência do rendimento, viviam em agregados familiares em que a população adulta dos 18 aos 59 anos (excluindo estudantes) trabalhou emmédia menos de 20% do tempo de trabalho possível.
A proporção da população com menos de 60 anos que vivia em agregados familiares com intensidade laboral per capita muito reduzida foi de 5,1% em 2019 (menos 1,1 p.p. que no ano anterior).
Em 2019, tal como no ano anterior, existiam duas regiões em que a taxa de intensidade laboral per capita muito reduzida era inferior à média nacional, designadamente a Área Metropolitana de Lisboa (4,3%) e a região Centro (3,9%).
A proporção de pessoas com menos de 60 anos que viviam em situação de intensidade laboral per capita muito reduzida era mais elevada nas regiões autónomas dos Açores (8,0%) e da Madeira (9,2%).
Açores lideram na exclusão social
A estratégia económica de crescimento da União Europeia para a década corrente, designada estratégia Europa 2020, define, entre outros objetivos, a redução do número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social na União Europeia em, pelo menos, 20 milhões de pessoas até 2020.
Neste âmbito, definiu-se um indicador relativo à população em risco de pobreza ou exclusão social que conjuga as condições de pobreza relativa – pessoas com rendimentos anuais por adulto equivalente inferior ao limiar de pobreza – e de situação de privação material severa, com o conceito de intensidade laboral per capita muito reduzida (ver Nota técnica). Por convenção europeia, o indicador toma como referência o ano a que respeita a situação material severa, apesar do risco de pobreza relativa ser o elemento determinante na sua trajectória.
Em 2020 (rendimentos de 2019), 2 037 milhares de pessoas encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social (pessoas em risco de pobreza ou vivendo em agregados com intensidade laboral per capita muito reduzida ou em situação de privação material severa).
Consequentemente, a taxa de pobreza ou exclusão social foi de 19,8%, i.e. menos 1,8 p.p. que no ano anterior.
Como verificado nos três indicadores de base – pobreza, privação material e intensidade laboral reduzida – o risco de pobreza ou exclusão social mantém-se bastante mais elevado nas regiões autónomas dos Açores (32,4%) e da Madeira (32,9%).
A situação a nível nacional
Em 2020, a taxa de privação material dos residentes em Portugal diminuiu para 13,5% e a taxa de privação material severa para 4,6%, mantendo-se a tendência de redução dos dois indicadores.
A intensidade da privação material (i.e. o número médio de itens em falta para esta população em privação material) manteve o valor registado no ano anterior (3,5).
Os indicadores de privação material baseiam-se num conjunto de nove itens relacionados com as necessidades económicas e de bens duráveis das famílias que poderão ser mais ou menos reactivos a alterações nas condições económico-financeiras de vida das famílias.
A informação recolhida para cada um destes itens de abril a setembro de 2020 confirma a tendência para a redução da privação, excepto no caso da falta de capacidade financeira para ter uma refeição de carne ou de peixe (ou equivalente vegetariano), pelo menos de 2 em 2 dias, que aumentou de 2,3% em 2019 para 2,5% em 2020.
Não obstante a redução observada, em 2020:
– 38,0% das pessoas viviam em agregados sem capacidade para pagar uma semana de férias por ano fora de casa (menos 2,0 p.p. que em 2019);
– 30,7% das pessoas viviam em agregados sem capacidade para assegurar o pagamento imediato, sem recorrer a empréstimo, de uma despesa inesperada de 500 euros que corresponde aproximadamente ao valor mensal da linha de pobreza no ano anterior (em 2019, a proporção foi de 33,0%, para uma despesa inesperada de 470 euros);
– 17,4% das pessoas viviam em agregados sem capacidade para manter a casa adequadamente aquecida (menos 1,5 p.p. que no ano anterior);
– 5,4% das pessoas viviam em agregados sem capacidade para pagar atempadamente rendas, encargos ou despesas correntes (menos 0,4 p.p. que em 2019);
– 4,4% das pessoas viviam em agregados sem disponibilidade de automóvel (menos 0,9 p.p. que em 2019).
Em 2020, continuou a ser na região Centro que se registou a taxa de privação material severa mais baixa do país (3,4% dos residentes na região).
As regiões autónomas continuam a ter as taxas mais elevadas de pessoas em privação material severa: 9,6% na Região Autónoma dos Açores, pese embora a redução de 3,5 p.p. em relação ao ano anterior, e 11,0% na Região Autónoma da Madeira (mais 3,7 p.p. que no anterior).
O estado de saúde da população
Em 2020, 51,3% da população autoavaliou o seu estado de saúde como bom ou muito bom, mais 1,2 p.p. que em 2019.
Apesar de a percentagem de avaliação positiva ter aumentado principalmente no caso das mulheres (de 45,4% em 2019 para 47,5% em 2020), manteve-se ainda assim uma distância substancial em relação à apreciação feita pelos homens (55,5% em 2019 e 55,7% em 2020).
O nível de escolaridade é a característica que mais distingue a população em relação à forma positiva como autoavalia o estado de saúde: em 2020, 10,1% da população que não concluiu qualquer nível de ensino, 36,5% das pessoas que terminaram o ensino básico, 69,8% com o ensino secundário ou pós-secundário e 75,5% das pessoas que completaram algum nível do ensino superior.
A comparação do estado de pobreza para as três categorias de autoapreciação do estado de saúde indicia que este é bastante mais elevado para a população que avalia negativamente a sua saúde (27,3% em 2020, mais 11,1 p.p. que a taxa de risco de pobreza nacional no ano anterior).
Em contrapartida, o risco de pobreza para a população que avalia o estado de saúde de forma positiva (11,7%) é inferior em 4,5 p.p. ao risco de pobreza nacional.
Taxa elevada de doenças crónicas
A prevalência de doença crónica ou de problemas de saúde prolongados (ou seja, que dura ou que possa vir a durar pelo menos seis meses) afectava 43,2% da população em 2020 (41,2% em 2019).
Esta condição atingia mais mulheres (46,3%) que homens (39,6%) e um maior número de pessoas idosas: 73,8%, ou seja, 2,3 vezes a população com menos de 65 anos (32,5%).
Por nível de escolaridade, esta situação afectava 80,6% das pessoas sem qualquer nível de ensino completo, mais 29 p.p. que as pessoas com ensino básico (51,6%) e quase três vezes as pessoas com ensino secundário ou pós-secundário (29,2%) ou com ensino superior (29,9%).
Mobilidade crónica
O ano de 2020 foi, entre os últimos 5 anos, o que registou a maior proporção (43,2%) de pessoas com 16 e mais anos com morbilidade crónica e o maior aumento anual do indicador (2,0 p.p.) e uma inversão em relação a dois anos de quebras sucessivas.
Este acréscimo verificou-se em ambos os sexos, sendo mais evidente no caso dos homens (mais 2,3 p.p.) que no caso das mulheres (mais 1,8 p.p.).
Tomando como referência os rendimentos de 2019, o risco de uma pessoa com doença crónica ou problema de saúde prolongado ser pobre situava-se 4,7 p.p. acima de alguém sem esses problemas.
Em 2020, 32,1% da população com 16 ou mais anos referiu ter alguma limitação na realização de actividades devido a problemas de saúde.
Destas, mais de um 1/4 referiram ser uma limitação severa (8,5% em relação ao total da população em estudo).
A existência de alguma limitação na realização de actividades atingia mais mulheres (36,6%) que homens (26,9%) e quase três vezes mais a população idosa (60,8%) do que a população dos 16 aos 65 anos (22,1%).
A proporção de pessoas com alguma limitação para a realização de actividades devido a problemas de saúde era mais elevada entre os reformados (59,1%).
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Natália Susana Silva and 6 others
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  • Falta efectuar nos Açores, um estudo e cálculo rigoroso, ilha a ilha do “peso” da “economia paralela” e também da produção de bens para auto consumo. A especificidade das ilhas, nomeadamente a fragmentação fundiária rural e a acessibilidade ao mar, per…

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  • Pois claro, tem um custo de vida sempre aumentar e os salários sempre na mesma!
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vamos mal: cultura nos açores e os apoios excessivos de quem nada sabe de cultura

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Ignoram as 260 e tal candidaturas à RJAAC, o importante mesmo são as 30 pessoas singulares e 42 coletivas que não se tinham candidatado e agora tiveram oportunidade para o “apoio excecional” – pois paciência!
Governo dos Açores diz que proposta do PS de apoios para a cultura é “excessiva”
ACORIANOORIENTAL.PT
Governo dos Açores diz que proposta do PS de apoios para a cultura é “excessiva”
A secretária regional da Cultura do Governo dos Açores considerou que a proposta de apoio extraordinário ao setor apresentada pelo PS pode resultar na duplicação de ajudas e que os valores propostos são “excessivos”.
Pedro Paulo Camara, Ricardo Branco Cepeda and 1 other
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    Temos que lutar pela Cultura… especialmente quando é a Secretaria Regional da Cultura, a Direção Regional da Cultura – se estes órgãos não lutam, então não são necessários na sociedade!

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    • Terry Portugal Costa

      és excessivo tb??? todos nós somos excessivos…

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  • Com todo o respeito mas a Dra. Susete “infelizmente” não está a par da realidade cultural dos Açores. Tal como disseste, Há mais de 260 candidaturas para serem respondidas ao abrigo e da responsabilidade da Drc que diariamente são empurradas para a frente. Houve por outro lado preocupaçao imediata de responder “como foi” a casos isolados, parece-me bem, mas muito aquém do justo, entendam por favor que nenhuma associação por mais parada que ela seja, vive com 1000€ anuais.Ok? Não é preciso fingir que estão a resolver alguma coisa, quando não estão. Também dizer que basta de se refugiarem nos apoiar. Pt, layoff, etc e que são soluções ao dispor dos agentes quando deixou “por regras próprias” de fora 90% do sector cultural nos Açores. A verdade é que desde Março não podemos trabalhar, não podemos criar, não podemos pagar, não podemos gastar, e passado esse tempo não temos agora alguém que nos defenda com respeito os projectos, o trabalho, a situação que durante anos foram conquistadas. Respeito o cargo, o esforço e a novidade de estarem numa nova e complexa tarefa que é a direcção regional de cultura, mas é urgente fazer mais e melhor, tem de ser exigido isso, é preciso responder às necessidades reais do sector e apoiar de imediato as candidaturas paradas na secretaria, os projectos, as pessoas e tudo o que isso envolve. A título de exemplo e para que percebam a realidade de alguns: A minha associação activou o layoff em Março de 2020 para não despedir ninguém, chegou (agora) uma carta da SS a retirar todo esse apoio que supostamente foi indevido por não preeenchermos 1 ponto obrigatório. Bloquearam-nos a conta, e exigem para além do retorno do dinheiro “que não temos” o pagamento de uma multa redonda resultante em primeira instância de um erro que foi deles ao atribuir-nos esse apoio. Se isto não é surreal, digam-me o que é. Precisamos por isso de representantes que nos apoiem, que nós defendam que falem a mesma língua. Por agora, isso é só uma miragem. Lamentavelmente.

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    • Luis Banrezes Kitas

      contacta o sindicato Cena-STE. Eles tem estado a par do que se passa no continente mas precisam do feedback dos Açores para nos poderem ajudar.

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    • Já tive uma reunião com eles e é preciso que mais gente o faça.

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Artista brasileira mostra “diversidade da lusofonia” em universidade nos EUA – Plataforma Media

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Um álbum da artista brasileira Isabella Bretz tornou-se parte integrante do curso de português na Universidade Estadual de San Diego, como forma de mostrar “a riqueza da diversidade da lusofonia”, disse à Lusa a professora responsável.

Source: Artista brasileira mostra “diversidade da lusofonia” em universidade nos EUA – Plataforma Media

VEM AÍ NEVE NOS AÇORES, NO PICO CAI BEM

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Confirma se a possibilidade de neve nos Açores em cotas baixas isto é 800/900 m grupo ocidental e central e 900/1000 m grupo oriental ligeiramente a norte do corvo temos neve em cotas quase 0 a nivel do mar algo nao muito comum ,as temperaturas na regiao serão bastante baixas com ilhas de temperatura máxima de 11/12 graus o que já é bastante frio para a região e mínimas nao comuns para os acores 5/6 graus. Apronte se para o frio a sério estas mínimas na regiao sao alerta laranja de temperaturas baixas respectivamente a mínima.
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NOVO MUNICÍPIO EM TIMOR ATAÚRO

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Governo timorense cria novo município de Ataúro e novos postos administrativos
Díli, 19 fev 2021 (Lusa) – O Governo timorense aprovou hoje a criação do novo município de Ataúro, ilha que estava até aqui integrada no município de Díli, no âmbito de alterações à divisão administrativa do país.
Em comunicado, o executivo indicou que a alteração, aprovada em Conselho de Ministros e a ser enviada para o Parlamento Nacional, extingue o antigo posto administrativo de Ataúro, que fazia parte do município da capital.
A proposta apresentada pelo ministro da Administração Estatal timorense, Miguel Pereira de Carvalho, cria ainda o posto administrativo de Hatolia B, no município de Ermera, pela divisão da circunscrição administrativa correspondente ao posto administrativo de Hatolia.
Cria ainda, no município de Lautém, o posto administrativo de Loré, através da divisão da circunscrição administrativa correspondente ao posto administrativo de Lospalos.
A separação de Ataúro tem vindo a ser discutida, pontualmente, por vários anteriores executivos, e recentemente voltou a ser defendia pelo líder do maior partido do Governo, a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), Mari Alkaiti.
Apesar da relativa proximidade a Díli, cerca de 30 quilómetros, Ataúro continua a sentir as dificuldades do isolamento, com problemas regulares no funcionamento de eletricidade e de água, estradas e infraestruturas precárias e outros desafios.
Esta situação levou, em novembro, a Comissão de Finanças Públicas parlamentar a recomendar que seja dada “atenção especial” das autoridades às carências básicas, incluindo água e saneamento, sentidas pela população da ilha.
“Perante os inúmeros desafios sociais e económicos que os habitantes de Ataúro vêm atravessando e que têm vindo a ser amplamente divulgados pelos meios de comunicação social, entre eles a falta de energia elétrica e de água potável, a Comissão recomenda à RAEOA especial atenção para o desenvolvimento dessa região englobada no espaço da Zona Especial, como polo complementar de desenvolvimento de grande potencial turístico para o país”, de acordo com o parecer.
Uma fatia significativa da população de Ataúro continua sem acesso a água ou a eletricidade, com serviços limitados e sem manutenção básica.
Residentes da ilha disseram à Lusa sentirem-se abandonados e esquecidos pelo Governo central e pela RAEOA.
A situação condiciona fortemente o dia a dia da maioria da população e afeta também o setor de turismo que estava a tornar-se uma das principais fontes de rendimento da ilha.
Depois de um crescimento regular, o turismo foi significativamente afetado pelo aumento de preços das viagens aéreas para Timor-Leste, nos últimos anos. Desde março do ano passado, a pandemia da covid-19 deixou o país sem voos comerciais.
Um dos maiores problemas continua a ser a questão da água, com a seca e as alterações climáticas com efeitos agravados por não ser feita qualquer manutenção básica à reduzida rede existente em Ataúro.
Em termos de fornecimento de energia elétrica, a situação não é melhor: uma grande fatia da população não tem acesso a eletricidade, há cortes regulares e mesmo quando há fornecimento, este só acontece durante algumas horas.
Sem acesso à luz, não há condições adequadas para preservar alimentos, especialmente peixe fresco, com a população a ter que recorrer à secagem, o que acaba também por afetar a nutrição.
Vias de comunicação insuficientes limitam igualmente a mobilidade interna na ilha, com a população a ter que fazer várias horas a pé para se deslocar entre localidades.
ASP // EJ
Lusa/Fim
Joana Ruas, Isabel Nolasco and 15 others
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  • Sim… mas! Cuidado com a municipalização do país num contexto de falta de quadros qualificados! Arriscam-se a soltar a “hidra” da corrupção e dos projetos mal concebidos e pior implementados… Olhem para o Mercado de Baucau e vejam o dano que um “ti…

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a revolta marciana

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PRIMEIRAS IMAGENS DE MARTE
May be an image of outdoors and text that says "FUCK OFF, GO HOME!!! MARS MARTIANS"
First images coming in from Mars 😂😂
You, Iracema Clara and 55 others
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  • Será?!!! E a gente que não acreditava que eles nos andavam a espiar…
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