Expresso | Grande entrevista a Hervé Le Tellier: “Existe alguma prova de que o mundo é real?”

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Escreveu “A Anomalia”, com o qual ganhou o prémio Goncourt e que, em Portugal, está perto de se tornar um dos livros do ano. Este francês de 64 anos, jornalista, matemático, linguista e escritor, atira-nos para o abismo de uma ideia radical: a de que o mundo seja uma realidade virtual

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afinal o corvo está a ser tratado como ilha dos açores

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Ampliação da Aerogare e do Quartel de Bombeiros da ilha do Corvo (uma obra que supera os 4 milhões de euros)
Estou em condições de confirmar que o concurso para a obra de “ampliação da aerogare do Corvo e construção do edifício para o serviço SSLCI e de abrigo para as novas viaturas de bombeiros (garagem e arrecadação)”, orçada em 4.185.320€, será lançado no início de 2022.
Trata-se de uma obra absolutamente estruturante para o desenvolvimento da ilha do Corvo. Quem chega atualmente à Aerogare da ilha do Corvo é colocado num cubículo com mais de duas dezenas de pessoas. Trata-se de uma situação a todos os níveis inaceitável. O mesmo se diga em relação a todo o conjunto da infraestrutura da aerogare e das suas diversas valências.
O Quartel dos Bombeiros será, também, ampliado e totalmente modernizado.
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    Francisco Silveira

    Finalmente, o Corvo está a ser considerado como um ilha dos Açores, com os mesmos direitos que qualquer outra ilha.

Vulcão Etna na Itália entrou em erupção – NO Revista

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O vulcão Etna, na ilha italiana da Sicília, registou uma nova erupção na sua cratera sudeste, com emissão de cinzas e lava.Entretanto, os sismos vulcânicos estão a aumentar exponencialmente, como informou o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia Italiana (INGV).A atividade vulcânica

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AÇORES, BYE BYE BISPO

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D. João Lavrador é o novo bispo de Viana do Castelo
O bispo eleito é actualmente bispo de Angra e presidente da Comissão Episcopal da Cultura, dos Bens Culturais e das Comunicações Sociais.
D. João Lavrador foi esta terça-feira nomeado bispo de Viana do Castelo. O actual bispo da Diocese de Angra, nos Açores, vai ocupar o lugar que a morte de D. Anacleto Oliveira deixou vago há um ano.
D. João Evangelista Pimentel Lavrador nasceu a 18 de Fevereiro de 1956. Natural de Seixo, Mira, foi ordenado sacerdote em Coimbra, a 14 de Junho de 1981, e colocado de seguida como vice-pároco na paróquia de Pombal, onde se dedicou especialmente à pastoral juvenil.
Trabalhou no Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e integrou, em 1986, o Conselho Presbiteral, sendo escolhido para secretário. Dois anos mais tarde, desloca-se para Salamanca, onde obteve a licenciatura em Teologia Dogmática. Terminou o doutoramento em 1993.
Em Setembro de 1991 foi nomeado reitor do Seminário de Coimbra. Entre esse ano e 2008 foi professor de teologia dogmática no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra.
Também em Setembro, mas de 1997, passou a exercer o cargo de pró-vigário geral da Diocese, designado membro do Conselho Episcopal e secretário desse órgão. Em Outubro de 1998 foi nomeado director do Instituto Universitário Justiça e Paz e coordenador da Pastoral Universitária de Coimbra.
Em Agosto de 1999, o agora bispo eleito de Viana do Castelo foi nomeado cónego do Capítulo da Catedral e Capelão do Carmelo de Coimbra e, posteriormente, designado secretário da Comissão Episcopal da Cultura, dos Bens Culturais e das Comunicações Sociais pela Conferência Episcopal Portuguesa. Passou a ser presidente da mesma comissão em 2017.
A 7 de Maio de 2008 foi nomeado bispo auxiliar do Porto (e titular de Luperciana). Alguns anos mais tarde, em Setembro de 2015, foi designado bispo de Angra. Tem como lema episcopal “Tu Segue-Me” (Jo 21,22).
D. Anacleto Oliveira, o anterior bispo da Diocese de Viana do Castelo, faleceu no dia 18 de Setembro de 2020, aos 74 anos de idade, na sequência de um despiste de automóvel.
A diocese vianense foi criada a 3 de Novembro de 1977, quando o Papa Paulo VI separou da Arquidiocese de Braga o território correspondente ao distrito de Viana. D. Júlio Tavares Rebimbas, o primeiro bispo da diocese, teve a entrada solene e tomada de posse a 8 de Janeiro de 1978.
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Visão | Dados divulgados sobre financiamentos ao laboratório de Wuhan relacionam Fauci, o NIAID e a EcoHealth Alliance com investigações de alto risco a coronavírus

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Mais de 900 páginas de documentos obtidos pelo jornal The Intercept indicam que entidades americanas financiaram estudos em Wuhan sobre a emergência de coronavírus

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La lava del volcán llega al centro del núcleo urbano de Todoque | Canariasenred – Noticias de Canarias

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Los pocos vecinos de la población de Todoque, barrio de Los Llanos de Aridane, que quedaban en la zona han tenido que abandonar la misma en sus vehículos, lleno de sus enseres personales, debido a la llegada de la lava.Las coladas de lava del volcán de Cumbre Vieja avanzan hacia la costa sin fre

Source: La lava del volcán llega al centro del núcleo urbano de Todoque | Canariasenred – Noticias de Canarias

ESPANHOLA, MINISTRA E IMBECIL

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For real girl… Let them look at you but already.

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  • Espuma SF

    Por Dios. Con lo que están pasando 😨 Mucho ánimo palmeros. Estamos con ustedes siempre.
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    Fran Her

    Es cínica,, y q este país este en manos de unos politicos peligrosos.. Los políticos en este país son un peligro para el pueblo.
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  • Raquel De Armas Gonzalez

    Que poca vergüenza, con tantas familias que han perdido todo lo que tenían y ojalá que no hayan más pérdidas. No es momento la verdad de pensar en el turismo y su reclamo un poco de consideración es lo que le falta
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  • Angel Parej Solera

    Es tan vergonzoso lo que dice …que sinverguenza se queda corto, aprendamos a votar y todo el apoyo y animo a los palmeros .
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  • Saray Ruiz Gonzalez

    Es cierto pero no es el momento .ahora es el momento de arrimar el hombro y ver como ayudarles ya habrá tiempo de vender
    Para el turismo
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  • Patricia Hernandez Gamez

    Asco la verdad toda esa gente que aunque sea material es su vida su esfuerzo y hayan gente pensando esto
    Mentalidad enferma
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  • Berenice Guerra

    Que cagada con esta gente,, con el sufrimiento de aquellos que han perdido todo un poco de consideración 😡
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  • Nazaret Marrero

    Mierda de gente 😡
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  • Cristina Bausili

    Esta tía está parada no lo siguiente q poca vergüenza tiene ,,, bueno es q en este govierno no hay si no vasura, como se atreva abrir la bocaza para decir esto..reclamo q tenía q estar tu, hay y perder todo gilipolleces no hacen si no hablar mierda,…

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  • Ildefonso González Miranda

    Mira iluminada eso porque no se lo dices a los centenares de palmeros que han perdido todo.Cuando todo termine y espero por Dios que sea pronto,te cojes a esta gente que se ha quedado sin nada y los pones de guìa en el aeropuerto para que los lleven ad…

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  • Santiago R Santana Jiménez

    Esta tipeja que estaría pensando no era el momento para decir lo que dijo. Con lo que está pasando la gente de la palma que han perdido todo. Mucho ánimo a tod@ los palmeros.
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  • Luisa Rodriguez

    Lo que dice es totalmente cierto, los lugares con más afluencia de turismo son en los que han habido este tipo de desgracias , pero coñoooio no es el momento y para decir esas palabras habría que haber esperado …pero bueno ellos siempre pensando en l…

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  • Margot Gutierrez

    Esta Señora no piensa en la jente que a perdido todo y no tienen donde dormir y está señora piensa en el turismo que piense bien antes de ablar tontería me da mucha vergüenza lo que dice esta señora
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  • Luisa Ortynski

    Este es nivel que tiene este gobierno socialista comunista, cada ministro es una joya en bruto
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  • Isabel Gonzalez Rodriguez

    De verdad, que vergüenza, a esta señora le falta una papita pal kilo..
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  • Davinia PL

    Tener políticos para esto, las casas, los recuerdos, los animales, la agricultura.. Eso no hay Turismo que lo recomponga. Ánimo La Palma, ayer, hoy y mañana las Islas Canarias somos sólo una.
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  • Monica Monica

    Vergüenza 😡 esto es un drama para la gente que lo pierde todo!!!!! Sois unos buitres
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    • 3 h
  • Cesar Gotor

    Huele a como justificar las pocas ayudas que puedan llegarles a estas personas, ojalá restablecieran las viviendas perdidas sin ningún coste, no se puede recuperar los recuerdos de una vida, enseres, fotos etc. Porque no está en las manos de nadie, per…

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  • Nicola Scarda

    Que cariñoso…. Turismo sobre una desgracia! De verdad sin empatía
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  • Deborah Cabrera Lopez

    Que les gusta una polémica, el comentario de esa mujer fue la respuesta a una pregunta sobre turismo que le hicieron, pero queda mejor recortar la entrevista y poner sólo la parte de su respuesta, así de asco da la prensa hoy dia
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  • Francisco Perez De Yebenes Castellanos

    Que pena de País que tengamos un@s politiquill@s ,no por su capacidad, sino por su voto , imagen y por los grupos que manipulan por su desarraigo con todo lo establecido.
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  • Avatar screaming with anger with their head on fire. They're holding flames in both hands, which form the word no.
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  • Dulce Asensio Martinez

    Será idiota, esto debe ser un virut, pues cada vez hay más gente distorsionada, 🙈🙈
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  • Sebastián Sesé

    Si su casa se hubiera encontrado en el camino de la lava. ¿Diría lo mismo? La empatía de éste gobierno brilla por su ausencia. Palabras vacías, postureo y mentiras con la ayuda de los sindicatos.
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  • Naty DV

    Mirarselo es poco lo que yo digo sin neuronas.
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CANABIS E O CRIME ORGANIZADO

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CANÁBIS – PROIBIÇÃO SÓ FAVORECE O CRIME ORGANIZADO
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Roda aí a realidade / Opinião
A defesa da legalização da canábis recreativa ganhou apoios de peso, com vários ex-ministros do PS e PSD a subscrevê-la. Estranhamente, não vimos grande efeito político-mediático desse facto. Será porque já toda a gente acha inevitável essa “mudança de paradigma” advogada pelo recém-desaparecido Jorge Sampaio?
Opinião
Fernanda Câncio / DN
Vai fazer 10 anos que o estado americano do Colorado legalizou a canábis recreativa – por via de uma consulta à população, em 2012 – e oito que a venda em lojas específicas e a pessoas que provem ser maiores de 21 ali decorre legalmente. Não consta, apesar das muitas predições, das mais negativas às mais positivas, que o facto tenha tido muitos efeitos sociológica e economicamente assinaláveis – a não ser no aspeto fiscal: os últimos dados indicam que o estado, com 5,7 milhões de habitantes, arrecada mensalmente cerca de 17 milhões de euros com este comércio.
Essa é a conclusão de uma análise efetuada em janeiro, pelo think tank libertário Cato Institute, ao efeito da legalização da canábis nos vários estados – 11, mais o distrito de Columbia – em que esta ocorreu (outros quatro legalizaram apenas o uso pessoal de canábis).
Baseando-se nos dados existentes, a análise assevera que nem houve subida sustentada no consumo devido à legalização, nem mais crime, nem mais suicídios, nem mais doenças mentais, nem mais acidentes viários, nem mais consumo de outras drogas; nem menos consumo, nem menos crime, nem menos alcoolismo, nem menos acidentes viários (defensores da legalização criam que a transferência do consumo de álcool para o de canábis iria ter esse efeito).
Não foi, portanto, tanto quanto os estudos existentes permitem concluir, nem o inferno nem o paraíso. O mesmo se parece retirar da mais recente experiência de legalização do Canadá (o Uruguai foi o primeiro país a legalizar, em 2013, mas em termos que, por restringir a venda a farmácias e consumidores “cadastrados”, são demasiado limitados para permitir conclusões exportáveis).
Talvez seja este facto – afinal legalizar o consumo recreativo de canábis não tem grandes efeitos negativos – a justificar que uma carta de defesa dessa medida em Portugal, assinada por uma série de nomes sonantes do mainstream político e da área da saúde e da justiça (os ex-ministros Vieira da Silva, Laborinho Lúcio, Maria de Lurdes Rodrigues, Correia de Campos, Alberto Costa, Vera Jardim e Paula Teixeira da Cruz, assim como o presidente do Conselho Nacional de Saúde Henrique de Barros e o ex-diretor-geral da Saúde Francisco George, entre muitos outros), que na semana passada foi tornada pública, tenha tido um impacto mediático frouxo: não vi nenhum grande debate nas TV sobre o assunto, por exemplo, nem sequer as expectáveis reações adversas dos setores políticos que se costumam opor à legalização.
A principal reação à divulgação da carta (de que sou, declaração de interesses, signatária) veio de João Goulão, o médico que está há mais de duas décadas à frente do organismo que “tem por missão promover a redução do consumo de substâncias psicoativas, a prevenção dos comportamentos aditivos e a diminuição das dependências”, o SICAD, numa entrevista ao Público.
É sabido que Goulão, um entusiasta da descriminalização do consumo de drogas que Portugal aplicou há 21 anos, durante o governo Guterres, se opõe àquele que Jorge Sampaio, membro da Comissão Global de Política sobre Drogas, dizia em 2019 ser o próximo, e lógico passo a dar na sequência dessa mesma descriminalização: “O da regulação dos mercados de drogas.”
Note-se o plural: a comissão a que Sampaio pertencia, e que é formada sobretudo por ex-chefes de Estado, defende uma “mudança de paradigma” no que respeita à abordagem de todas as substâncias denominadas por “drogas”, elencadas e proibidas pelas três convenções da ONU que impuseram o proibicionismo como política global – não apenas da canábis.
É certo que Goulão, um homem de discurso habitualmente sóbrio, não acena com grandes perigos nem histerias: limita-se a dizer que não vê “que vantagens há em legalizar no momento atual” e lança algumas perguntas. Em relação aos menores, por exemplo: se se estabelece uma idade mínima para a compra, não haverá um mercado paralelo dirigido aos sub-18?
É uma pergunta válida, mas coloca-se neste preciso momento: o mercado ilegal não pede o cartão de cidadão. Em que é que será pior o mercado regulado, nesse aspeto? Pode não conseguir impedir, como o proibicionismo não impede, que menores consumam (basta que um mais velho vá à loja comprar para eles), mas contribuirá para uma melhoria num aspeto importante: a qualidade e segurança do produto.
Muito francamente, entre ter miúdos de 14 ou 15 ou menos a fumar brocas sabe-se lá de quê ou a consumir um produto de qualidade controlada, prefiro de longe a segunda hipótese – chama-se redução de riscos, política de que Goulão é a cara em Portugal.
O que nos conduz àquela que tem sido a principal objeção por ele mencionada sempre que a discussão da legalização surge: a “potência” da canábis no mercado ilegal tem aumentado muito nos últimos anos, aumentando o risco de efeitos adversos (como surtos psicóticos) e levando este especialista a considerar que já não se pode falar da canábis como “droga leve”.
Confesso que cada vez que vejo este argumento fico estupefacta, já que é uma das principais razões para defender a legalização e regulação: num mercado controlado, não só se define o nível máximo de THC (a componente psicoativa da canábis) admitido no produto comercializado como os compradores sabem o que vão consumir, e com que potência. Ou seja, acaba-se a canábis “com 20% de THC” com que Goulão acena – e, como a carta propõe, pode-se tributar mais fortemente em função do nível crescente dessa componente.
É possível que no mercado negro se continue a encontrar canábis com níveis proibidos de THC? É, sendo pouco provável que tenha muita saída (por que há-de alguém arriscar comprar algo ilegal se tem um produto legal e seguro à disposição?) – e continuar-se-á a usar o mesmo remédio que agora: criminalização.
O último argumento invocado por Goulão é, lamento, patético: a existência das convenções proibicionistas. Perante um panorama mundial em que dois países legalizaram a canábis recreativa e vários estados americanos fizeram o mesmo, com um secretário-geral da ONU que enquanto primeiro-ministro desafiou essas mesmas convenções ao descriminalizar o consumo de drogas – havia, e Goulão bem o sabe, quem garantisse que tal violava as ditas -, falar das famigeradas como se violá-las tivesse alguma consequência é sinal do desespero de quem já não sabe o que dizer.
“Estamos irmanados”, diz Goulão sobre a sua posição e a dos que defendem a legalização, “no desejo de reduzir os efeitos negativos da canábis na sociedade portuguesa. A grande dúvida é se seremos mais eficazes a fazê-lo num quadro de legalização ou no quadro atual, porventura aperfeiçoado, com mais intervenção, com mais meios.” É uma posição simpática, mas tem um problema: a eficácia da ilegalidade está à vista nos próprios argumentos que Goulão apresenta. Foi com ela que a canábis, nas mãos do mercado negro e do crime, passou de “droga leve” a “droga dura”; foi com ela que o THC chegou aos 20% e foi com ela que, mesmo no âmbito da descriminalização, o número de consumidores criminalizados, porque apanhados com mais que a dose “para 10 dias” fixada na lei, tem vindo a aumentar. O proibicionismo falhou, sobre isso ninguém tem dúvidas a não ser quem com ele ganha – e muito: o crime organizado.
É altura de olhar para a realidade, deixar de colher louros por uma política que se há 21 anos foi de vanguarda agora já não é, e avançar para aquilo que em 2019, no encontro lisboeta da Comissão Global, Jorge Sampaio designou como “o começo de uma nova possibilidade.”
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You, Artur Arêde and 19 others
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IMT E OS PERIGOS DAS MOTOS NA ESTRADA

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IMT FAZ O QUE NÃO DEVE
O IMT vai obrigar, a partir de Janeiro de 2022, que todas as motos vão à inspecção. Deve ser algo de muito importante… Inspecionar uma moto para quê? Se a mim aconteceu-me o inacreditável. Uma moto novinha Suzuki de grande cilindrade em plena curva o volante partiu-se ao meio e eu não morri por milagre. Foi um defeito de fabrico e a Suzuki indemnizou-me. Haverá algum inspector que consiga detectar que um volante de uma moto está quase a separar-se no meio?
O que o IMT, o mesmo instituto que leva mais de dois meses para renovar uma carta de condução, devia decidir era a proibição total de se conduzir motos em calções.
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  • José Santos

    O que o o IMT merece e ser obrigado a pagar o prejuizo que provoca ao realizar a inspeção pois todo o material que e submetido a esforço que vai muito alem do que sofre a rodar normalmente como por exemplo aceleração do motor travões e procura de folga…

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