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O ex-Ministro da Defesa autorizou o alargamento do contrato de manutenção dos helicópteros EH-101 e uma despesa adicional de 3,25 milhões
Source: Novas suspeitas na Defesa. Cravinho aprovou contrato de 3 milhões sem visto do TdC
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O ex-Ministro da Defesa autorizou o alargamento do contrato de manutenção dos helicópteros EH-101 e uma despesa adicional de 3,25 milhões
Source: Novas suspeitas na Defesa. Cravinho aprovou contrato de 3 milhões sem visto do TdC
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Co-fundador da Altice e número dois da empresa em Portugal, Armando Pereira, foi detido no âmbito das buscas efectuadas à sua casa em Braga.
Source: Co-fundador da Altice e o homem mais rico de Portugal detido
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O Parque Atlântico recebe uma exposição que mostra os primeiros anos da vida das famílias
Source: Fotografias da emigração açoriana para o Canadá em exposição em Ponta Delgada – Sonae Sierra
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| Uma ilha: São Miguel
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| Um embaixador procura na Igreja de S. Miguel Arcanjo, em Vila Franca do Campo, uma imagem igual à que existe numa outra igreja muito longe daquela, numa pequena cidade do estado de Santa Catarina, Brasil. Foi em 1997. O embaixador procurou e encontrou. A imagem de Santa Catarina foi feita à semelhança da de Vila Franca do Campo por emigrantes açorianos que chegaram ao Sul do Brasil depois da Restauração de 1640. Muitos anos depois a mesma imagem seguiu na máquina fotográfica do diplomata para servir de modelo ao restauro daquela que inspirou. É a mesma imagem que sai na procissão de 2005, e que saiu em todas as festas, a cada Verão, sempre que emigrantes como os que a levaram para o Brasil regressam àquela que foi a primeira capital da ilha de S. Miguel.
Fica no centro sul da ilha e está virada para o ilhéu que lhe pertence. É o ilhéu de Vila Franca, como são de Vila Franca as queijadas, os solares, as fachadas góticas e barrocas das igrejas, o forte, o porto de pesca, os vestígios que ficaram do burgo quinhentista antes de ser destruído pelo terramoto de 1522. Foi em Vila Franca do Campo que S. Miguel começou. Foi em Vila Franca do Campo que começou também a relação contraditória da gente com o mar, um mar que raramente sai de vista. Chamam-lhe a ilha verde, mas não chega dizer isso sobre S. Miguel, nem mesmo quando tudo o que se vê é verde na estrada do Pico do Carvão, a caminho de Ponta Delgada, vindo da Ribeira Grande, a segunda cidade micaelense. Verde de chá nas encostas abrigadas de Porto Formoso e Gorreana; verde-claro e escuro das árvores do Nordeste ou todos os verdes do parque Terra Nostra, nas Furnas. Há o verde de uma das lagoas nas Sete Cidades que não é o mesmo verde que está reflectido na água de outra lagoa, a do Fogo. Sobretudo aí, S. Miguel é muito mais que verde e mais do que cor. Transforma-se em som. Silêncio por todos os lados se não houver turistas por perto. E a água em fundo. E depois da água da lagoa, o azul da água do mar, para lá da cratera do vulcão. S. Miguel nos seus 759,41 quilómetros quadrados de ilha, com 65 quilómetros de comprimento e 16 de largura máxima, é também o barulho que se ouve debaixo dos pés. Rouco, abafado, para que ninguém esqueça que aquela terra ferve, deita calor, e então a ilha é branca. De fumo e de enxofre nas caldeiras das Furnas e passa a ter sabor. O cozido, o bacalhau, a caldeirada, numa cozinha debaixo de terra e tempero certo do tal enxofre. É o interior da ilha, dos poucos sítios onde o mar que tudo une e tudo afasta não se avista. Porque à beira-mar, S. Miguel é negro. Negro e azul, como em Água d’Alto e em todas as outras praias ou piscinas naturais. Areia, rochas e água com o verde das árvores em fundo. Na Caleira, há ainda o convento e o conjunto é perfeito. Pena que em Agosto haja gente a mais. Mesmo quando gente é o que não se vê depois de uma noite de festa numa terra mais a nordeste. Domingo na Povoação e só um café aberto a servir quem vem de fora com os que acordam a varrer as ruas. Além disso, mais nada na Povoação. Só chuva. Porque S. Miguel é também a possibilidade de todas as estações do ano num só dia. Chove e come-se frango assado debaixo de um chapéu-de-sol antes de avançar para as vistas do Nordeste e de uma paisagem que os guias turísticos não se cansam de classificar de “luxuriante”, mas esse adjectivo continua a ser tão pouco… Fala-se de sentidos e escuta-se o som das vogais fechadas que os emigrantes, no Verão, temperam com americanices. Em nenhum sítio como em S. Miguel se ouve falar assim. E chama-se “pxinho” ao “peixão”, prato à beira-mar, na Lagoa. Na Ribeira Grande, à beira do mesmo mar, mas do lado norte da ilha, há a vitela; o ananás na Fajã de Baixo, cracas em Ponta Delgada, olhando a marginal e lapas em todo o lado. Falar de S. Miguel é sempre dizer pouco, dizer só algumas das possibilidades desta ilha. |
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Um embaixador procura na Igreja de S. Miguel Arcanjo, em Vila Franca do Campo, uma imagem igual à que existe numa outra igreja muito longe daquela, numa pequena cidade do estado de Santa Catarina, Brasil. Foi em 1997. O embaixador procurou e encontrou. A imagem de Santa Catarina foi feita à semelhança da de Vila Franca do Campo por emigrantes açorianos que chegaram ao Sul do Brasil depois da Restauração de 1640. Muitos anos depois a mesma imagem seguiu na máquina fotográfica do diplomata para servir de modelo ao restauro daquela que inspirou. É a mesma imagem que sai na procissão de 2005, e que saiu em todas as festas, a cada Verão, sempre que emigrantes como os que a levaram para o Brasil regressam àquela que foi a primeira capital da ilha de S. Miguel.
Fica no centro sul da ilha e está virada para o ilhéu que lhe pertence. É o ilhéu de Vila Franca, como são de Vila Franca as queijadas, os solares, as fachadas góticas e barrocas das igrejas, o forte, o porto de pesca, os vestígios que ficaram do burgo quinhentista antes de ser destruído pelo terramoto de 1522. Foi em Vila Franca do Campo que S. Miguel começou. Foi em Vila Franca do Campo que começou também a relação contraditória da gente com o mar, um mar que raramente sai de vista.
Chamam-lhe a ilha verde, mas não chega dizer isso sobre S. Miguel, nem mesmo quando tudo o que se vê é verde na estrada do Pico do Carvão, a caminho de Ponta Delgada, vindo da Ribeira Grande, a segunda cidade micaelense. Verde de chá nas encostas abrigadas de Porto Formoso e Gorreana; verde-claro e escuro das árvores do Nordeste ou todos os verdes do parque Terra Nostra, nas Furnas. Há o verde de uma das lagoas nas Sete Cidades que não é o mesmo verde que está reflectido na água de outra lagoa, a do Fogo. Sobretudo aí, S. Miguel é muito mais que verde e mais do que cor. Transforma-se em som. Silêncio por todos os lados se não houver turistas por perto. E a água em fundo. E depois da água da lagoa, o azul da água do mar, para lá da cratera do vulcão.
Só chuva. Porque S. Miguel é também a possibilidade de todas as estações do ano num só dia. Chove e come-se frango assado debaixo de um chapéu-de-sol antes de avançar para as vistas do Nordeste e de uma paisagem que os guias turísticos não se cansam de classificar de “luxuriante”, mas esse adjectivo continua a ser tão pouco? Fala-se de sentidos e escuta-se o som das vogais fechadas que os emigrantes, no Verão, temperam com americanices. Em nenhum sítio como em S. Miguel se ouve falar assim. E chama-se “pexinho” ao “peixão”, prato à beira-mar, na Lagoa. Na Ribeira Grande, à beira do mesmo mar, mas do lado norte da ilha, há a vitela; o ananás na Fajã de Baixo, cracas em Ponta Delgada, olhando a marginal e lapas em todo o lado. Falar de S. Miguel é sempre dizer pouco, dizer só algumas das possibilidades desta ilha.
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Variedades Livro sobre cantigas açorianas será lançado gratuitamente na próxima terça-feira (18) – Notícias de Florianópolis – Fique por dentro de Floripa | DeOlhoNailha

O livro “Cantigas Açorianas para Bailados e Danças de Rodas” é uma obra que resgata a musicalidade açoriana trazida por imigrantes para Florianópolis nos séculos passados. O lançamento será na próxima terça-feira (18) no Círculo Ítalo-Brasileiro (CIB), na Praça XV de Novembro, 340, Centro de Florianópolis.
Ao longo das páginas, a obra apresenta canções e arranjos que valorizam a musicalidade originária dos Açores, que permanecem no cancioneiro folclórico cultural da região sul do Brasil. O livro é resultado de uma extensa pesquisa etnomusicológica feita por Dalner Barbi com o objetivo de contribuir para o conhecimento, valorização e preservação desse patrimônio cultural.
A produção da obra foi financiada com recurso público oriundo do Edital de Apoio às Culturas de 2021, via Fundo Municipal de Cultura, Prefeitura Municipal de Florianópolis, Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esporte, e Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes.
Começo: 18/07/2023 19:30
Fim: 18/07/2023 22:00
Valores: gratuito.
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“Science sans conscience n’est que ruine de l’âme / Ciência sem consciência não passa de ruína da alma” (François Rabelais, Carta de Gargântua a Pantagruel, Pantagruel, 1532). A minha g…