açores, mais património abandonado

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Casa Alentejana?
Sitio conhecido por Mãe de Água
Está na margem de Ribeira Grande.
Construída no inicio do povoamento.
Terra de primeira de trigo com muitos algueires.
Raridade! Nunca tinha visto uma casa assim! Desde que estou a percorrer o caminho feito por Doutor Gaspar Frutuoso em 1560. É a primeira casa deste tipo que vejo na ilha de São Miguel Açores. Um exemplar muito bom para um arqueólogo fazer investigação. Não vi uma unica telha no interior desta casa dá para entender que foi sempre coberta de palha durante séculos. Espero que o proprietário se sensibilize que não deve adulterar exemplo: não tapar com cimento toda a estrutura e fazer portas e janelas como era antigamente este belíssimo Patrimônio dos Açores.
Curiosidades: Não tem forno tem uma lareira muito alta (desde do chão até quase a meio da chaminé ( tal como as Alentejanas) para poder por os sarilhos (uma vara com vários paus cruzados para secar chouriços e outros). Tem nos vãos das janelas um quadrado para colocar a candeia. Esta casa bem podia ser estudada pela Universidade dos Açores.
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Tomás Quental

Isto é património! Que pena não ser recuperado e conservado!
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Uncommon Architectural Designs That Left Us Asking, “Who Drew Up The Plans?” – Doc Journals

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People who are into art, design, and style have a reputation for being a little bit weird and funky, but thank goodness for their creative minds, otherwise, we’d be living in a boring world. Architects come up with the most unusual designs for buildings and homes. The designs they come up with either leave us […]

Source: Uncommon Architectural Designs That Left Us Asking, “Who Drew Up The Plans?” – Doc Journals

Parque Terra Nostra – Furnas – Horários e Preços – I Love Azores

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https://www.instagram.com/p/BohRKx9D5ot/embed/captioned/?cr=1&v=12&wp=540&rd=https%3A%2F%2Fwww.iloveazores.net&rp=%2F2019%2F06%2Fparque-terra-nostra-furnas-horarios-e.html#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A1186%2C%22ls%22%3A473%2C%22le%22%3A766%7D

Página dedicada aos que gostam dos Açores, e queiram partilhar o que temos de melhor.

Source: Parque Terra Nostra – Furnas – Horários e Preços – I Love Azores

Livro com Música Popular da Ilha de São Jorge – Henrique Matos

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Source: Facebook

 

Livro com Música Popular da Ilha de São Jorge – Henrique Matos esteve na Ilha a apresentar o seu trabalho
Henrique Matos é natural do lugar de Santo António, freguesia do Norte Grande, concelho de Velas, Ilha de São Jorge (Açores), mas residente no Continente Português há muitos anos.
Desta vez veio à Ilha e trouxe consigo na bagagem um trabalho sobre a Música Tradicional da Ilha de São Jorge. Ou seja uma compilação de muitas músicas tradicionais da Ilha de São Jorge.
O Info-Fajãs TV esteve à conversa com Henrique Matos que nos conta tudo sobre este trabalho.
Reportagem, imagem e edição – Mark Marques
Produção – Info-Fajãs TV – 14.07.2023
Ilha de São Jorge (Açores) – Portugal
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José Soares Prepotências e caciquismos

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Transparência José Soares

 

Prepotências e caciquismos

 

 

Há quem diga que as maiorias absolutas em governos, não deviam existir em Democracia, já que este facto despoleta sempre pretensões para tiques ditatoriais. É uma opinião com a qual não concordo, já que o povo é quem decide.

No meio século de vida politicamente livre em Portugal, na Madeira e nos Açores, poderemos afirmar sem receio, que o sistema democrático está seguro, embora longe de ser eterno.

Como em muitos outros países, a febre do poder tem tido temperaturas altas nas cabeças de alguns políticos menos democratas. Com a noção de que a maioria absoluta lhes serve de escudo defensivo contra tudo e todos, arrotam discursos evasivos, cheios de nada, para com isso ganharem alguns segundos de fama ou mostrarem “quem realmente manda” no desmando cada vez maior que varre o país.

O Partido Socialista português obteve uma maioria absoluta para governar estruturalmente Portugal. O Povo deu-lhe um cheque em branco para fazer mudanças de fundo há muito exigidas. Criaram-se as condições básicas para que Portugal fosse governado a sério, com a coragem, liderança e competência que o país merece.

A essa necessária maioria política, junta-se um caudal de milhões de euros num plano de ajuda europeu nunca até aqui alcançado. Chamam-lhe PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, um programa de aplicação nacional, com um período de execução até 2026, que visa implementar um conjunto de reformas e investimentos destinados a repor o crescimento económico sustentado, após a pandemia, reforçando o objetivo de convergência com a Europa, ao longo da próxima década. Este instrumento contém o Mecanismo de Recuperação e Resiliência onde se enquadra o PRR, um plano de investimentos para todos os portugueses (e não para os partidos políticos), assente em três dimensões estruturantes: Resiliência; Transição Climática; Transição Digital.

Com uma oportunidade única de retirar o país da retaguarda europeia, o governo maioritário do partido socialista português, limita-se a entrar por estranhos caminhos ideológicos e batalhas de retórica e flagrantes mentiras que nenhum cidadão compreende. O primeiro-ministro António Costa ganha todas as lotarias das inverdades perante as câmaras televisivas, já estafadas de tanta conversa vã.

Valendo-se dessa maioria absoluta, prefere entrar em perseguições e vinganças partidárias, abusos de poder por muitos dos seus membros. Um governo com cada vez mais arguidos no seu seio e uma completa insatisfação popular, bem como arrependimento pela maioria absoluta dada em vão a este PS. O primeiro-ministro António Costa vai até ao descaramento de dizer que os portugueses não estão interessados em saber quem rouba mais ou menos, mas sim sobre a inflação, como se qualquer partido estivesse, de facto, interessado nos portugueses…!

O Povo não vai esquecer nem tão cedo que o inquérito parlamentar à TAP pariu um rato. Mais um para o Largo do Rato.

Apesar de todos os abusos cometidos, não há demissões (ninguém desiste da teta) e as indecências podem continuar. A comissão parlamentar foi uma farsa presidida por um socialista de escolhida aparência honesta e o relatório foi escrito a mando do PS e por conseguinte, sabendo antecipadamente que teria a maioria para votar a favor dos mais ambíguos resultados que dele saíssem. Mais estes milhares de euros queimados durante semanas, para delírio partidário.

Foram mais umas toneladas de areia atiradas aos olhos do país.

 

1962 sobre naufrágios nas Ilhas das Flores e Corvo

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Artigo de Jacob Tomaz, n’0 Telégrafo de 2 de Setembro de 1962, sobre a barca Modena.
Alguns apontamentos sobre naufrágios nas Ilhas das Flores e Corvo
(Jacob Tomaz, n’0 Telégrafo de 2 de Setembro de 1962)
Desde que se procedeu ao povoamento dos Açores, estas Ilhas começaram a ser visitadas por barcos de diversas nacionalidades nomeadamente espanhois, ingleses e argelinos e a partir daí essas visitas mais e mais se foram intensificando. Nos alvores do século XIX a frota baleeira de New Bedford invade estes mares bem como a marinha mercante inglesa que já no século XVIII, quanto às Flores, traficara de diversas formas. Depois tudo se vai normalizando até ficar reduzido ao seu estado actual.
Com a descoberta do Caminho Marítimo para a India e depois o comércio estabelecido entre aquele continente e o Reino de Portugal, os Açores passam a ser passagem obrigatória para as nossas naus e para toda a navegação interessada nas riquezas do Oriente. Simultâneamente os navios piratas de diversas nacionalidades infestam estes mares e as populações passam a viver suspensas do terror das pilhagens.
E quando se iniciam as navegações entre a Europa e a América do Norte e Central e mesmo com o Brasil, as Flores deve ter sido, entre as Ilhas dos Açores, uma das que mais navios via demandar as suas costas, quer para fornecer refresco, quer para receber destroços, quer ainda para ser vítima de numerosas pilhagens e massacres. E naus da India por aqui passaram também….
A dura luta travada entre florentinos e piratas deixou longa História na tradição oral e na toponimia, influindo assinaladamente sobre a localização de povoações e até sobre a forma e disposição arquitectónicas das moradias. Até nos registos de óbitos da época (os mais antigos são do século XVII) algum padre mais comovido ou minucioso deixou confirmação de alguma coisa do que acima se diz. Faltam porém as melhores fontes coevas de informação já que os arquivos desta Ilha estiveram igualmente sujeitos – mesmo em pleno século XX – a piratarias e vandalismos de outra espécie.
Quantos dramas se não viveram? A quantos naufrágios se não assistiu? Embora nenhuma tentativa séria se tenha feito ainda no sentido de relatar esse aspecto da nossa heróica história de Ilhéus durante essas largas décadas de colonização e fixação é mais que certo que nunca esse relato poderá ser completo. No entanto muito se poderia fazer ainda. Melhor diria muito se poderia fazer já. Descortina-se até, por de trás de tudo isso, a estruturação de características que hoje o açoriano mantém, vincadamente.
Datam do século XVII os primeiros naufrágios longamente relatados, ocorridos nas Ilhas das Flores e Corvo. Do princípio do século XVIII também existe o relato em pormenor de um que, pelas promessas feitas por dois dos seus passageiros, nobres espanhois, iria ter poderoso reflexo no enriquecimento do património artístico do convento de S. Boaventura, daí transitando parcialmente para outras igrejas da Ilha. Trata-se de alguns exemplares da magnífica escultura religiosa espanhola do fim do século XVII. Infelizmente, tal como aconteceu aos arquivos das Flores, mesmo em pleno século XX tivemos de assistir ao massacre de algumas dessas joias artísticas.
Também no século XVII, a passagem de uma fragata dinamarquesa (1) por esta Ilha pode ter influido em larga medida, na evolução da sua vida social, contribuindo para que as populações se refrescassem por diversas formas, com a cultura e mentalidade dos povos daquele Reino. Este, porém, é estudo que está por fazer e do qual só existe um leve rastro difícil senão impossivel de seguir e de desbravar.
Até nossos dias e nesta Ilha das Flores, os naufrágios se têm sucedido, mais ou menos dramáticos, mais ou menos espectaculares. Destes, o mais importante foi o do vapor Slavonia ocorrido em 1909; daqueles, teremos o da barca Bedart [Bidart] ocorrido em 1915 para só falar em dois, ambos deste século.
Tudo isto vem a propósito de uma inscrição encontrada pelo sr. Celestino de Carvalho Flores, em 1960 na Fajã do Conde, Santa Cruz, a qual já deu motivo a uma interessantíssima palestra proferida aos microfones de Rádio Club dos Açores, pelo sr. Tenente Coronel José Agostinho.
Com os elementos reunidos por duas vias diferentes (Celestino Flores e José Agostinho) se dá agora a presente notícia.
Primeiramente temos a inscrição, tal como a copiei em 10/10/1961, feita em grande bloco granítico, de forma mais ou menos cúbica, para a qual foi necessário alisar grosseira e parcialmente, uma das faces:
CAPT. W. H. LANG
[aqui reprodução de símbolo que alguns crêem maçónico]
AND 11 MEN
LANDED MAY 5 73 (2)
FROM BARK MODENA
OF BOSTON MASS.
FOUDERD [FOUNDERD] APRIL 22
Modena – era uma barca americana, construída em Duxbury, Mass. em 1851. Tinha 206 toneladas e eram seus proprietários em 1873 Rideout e Roberts, de Boston (3).
Em 9 de Março de 1873 chegou a Bermuda, vinda da Serra Leôa e a 15 de Abril partiu da Bermuda para Boston.
A 22 de Abril foi abandonada na Lat. 35° N, Long. 65° W sendo salva toda a tripulação. (4).
No Merchantil [Mercantile] Navy List, Bureau of Statistics está o seguinte registo (5):
Modena – barco [barca]
Número oficial – 16295
Sinal – HMVN (6)
Tonelagem – 175.08
No National Archives encontra-se um certificado do Registo datado de 13 3.1867 no qual se diz que Modena foi construída em Boston, tendo por armadores J. Rideout, H. O. Roberts e N. Mansfield, da qual era capitão David A. Roberts (7)
DIMENSÕES:
98,70 pés de comprimento
25,75 pés de largura
10,42 pés de «creux» (😎
Tinha uma «Square stern», proa sem ornamentações, uma ponte e 3 mastros. Do naufrágio alguém teria escapado visto que no verso do registo se encontravam as palavras «Surrendered at Faial». (9)
Não resta dúvida de que as duas informações se completam e se devem referir à mesma barca, embora exista contradição nalguns pormenores.
«Como do ponto onde a barca se afundou até às Flores medeiam 1.700 milhas, não poderia acreditar-se que o capitão Lang e os seus homens fizessem tal travessia no salva-vidas da barca e, para mais, em menos de duas semanas. O que aconteceu decerto foi a tripulação da barca Modena ter sido recolhida por um navio que passou para Oeste [Este] tendo desembarcado os náufragos na Ilha das Flores, a primeira que encontrou» (10).
(1) Até há dias só havia notícia desta ocorrência através de um oficio do comandante do Royal Norwegian Navy – Orlogs kaptein Rolf Scheen. Agora, porém, mais um elemento de poderosa sedução pude encontrar pelo que é de prosseguir na pesquisa.
(2) O algarismo 5 está gravado demasiado junto do 7 pelo que se lê, de início, 573.
(3) inf. do museu Peabody, de Salens, Mass – J. Agostinho.
(4) inf. de Mr. C. C. Cutler, tirada do New York Maritime Register – J. Agostinho.
(5) inf. do department of Armed Forces History – C. Flores.
(6) Com o M e o V deste sinal ter-se-á procurado fazer o sinal que aparece na inscrição, logo abaixo do nome do capt. W. H. Lang?
(7) inf. de Mr. M. L. Peterson – C. Flores.
(😎 idem, idem; não se traduziu a palavra francesa «Creux» que talvez signifique pontal.
(9) inf. de Mr. M. L. Peterson – C Flores.
(10) in «A União», n.º 19 866 de 20 de Fevereiro de 1962 – J. Agostinho.
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música em Marvão

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FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DE MARVÃO
A magia da música clássica num cenário de sonho!
De 21 a 30 de julho
É num cenário inesquecível, no cume de uma remota montanha no ponto mais alto de Portugal a sul do Tejo, onde se aconchega um velho burgo murado, que se realiza o Festival Internacional de Música de Marvão.
Christoph Poppen, um maestro alemão de renome internacional, teve o sonho de concretizar um Festival de Musica clássica em Marvão. Sonho este que se veio a realizar em Julho de 2014, e que se tornou num momento mágico e inesquecível para todos presentes. Um autêntico festival, onde o local e ambiente único foram superados pela qualidade dos artistas clássicos, um ambiente tão inspirador que entusiasmou e contagiou o público, num fenómeno que acabou por fazer eco além-fronteiras, revelando-se obrigatória a sua reedição.
A vila alentejana de Marvão é um dos lugares mais bonitos de Portugal. Marvão reúne numa combinação perfeita a arquitectura de um castelo medieval com a amplitude do silêncio e do traço da natureza envolvente, que constitui o Parque Natural da Serra de São Mamede. Marvão tem todos os elementos necessários para criar uma atmosfera única, um cenário realmente idílico para um festival de Musica Clássica ao ar livre nas suas infra-estruturas centenárias. Foi neste local de rara beleza que o maestro Christoph Poppen teve a visão de unir esta terra milenar com o seu amor pela música clássica e proporcionar aos espectadores um festival de música clássica ao mais alto nível artístico, imerso num visual único de beleza natura
Programa:
May be an image of 2 people, Stari Most and castle
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ordenamento marítimo

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Comissão Europeia dá dois meses a Portugal para apresentar ordenamento do espaço marítimo
Bruxelas, 14 jul 2023 (Lusa) – A Comissão Europeia abriu hoje um processo de infração a Portugal por falta de aplicação da diretiva (lei europeia) que estabelece um quadro para o ordenamento do espaço marítimo, tendo Lisboa dois meses para corrigir a situação.
A diretiva 2014/89 estabelece uma abordagem comum para os países da União Europeia planearem o seu espaço marítimo, com a data-limite de março de 2021 para elaborarem planos de ordenamento marítimo.
O ordenamento do espaço marítimo visa organizar as atividades humanas nas zonas marinhas para satisfazer vários objetivos ecológicos, económicos e sociais.
Entre estes contam-se o desenvolvimento de uma economia azul sustentável, a utilização sustentável dos recursos marinhos e a conservação de ecossistemas e de uma biodiversidade marinhos saudáveis.
Bruxelas salienta, em comunicado, que “Portugal ainda não elaborou e enviou à Comissão cópias dos planos de ordenamento do espaço marítimo que abrangem algumas das suas águas marinhas”.
IG // JMR