UM FALSO ENFERMEIRO NA ARRISCA

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Falso enfermeiro conseguiu trabalhar na ARRISCA durante um ano
Um homem de 33 anos de idade exerceu funções de enfermeiro na ARRISCA entre Junho de 2021 e o mesmo mês do ano seguinte sem possuir as necessárias qualificações. Fonte do nosso jornal avançou ainda que este ‘falso’ enfermeiro trabalhou em várias valências da associação, entre elas a Unidade Móvel 2 da ARRISCA, onde teve a incumbência de administrar cloridrato de metadona a vários utentes. O Correio dos Açores sabe igualmente que, no início de Julho de 2021, uma nota interna da instituição dava conta da entrada em funções de um conjunto de pessoas, entre elas, deste homem de 33 anos que acabou por exercer funções de enfermagem na ARRISCA durante um período considerável de tempo. O homem terá apresentado falsas informações na sua candidatura e acabou por nunca entregar o seu certificado de habilitações (algo indispensável num processo destes) junto da instituição. A situação arrastou-se algum tempo e só alguns meses mais tarde, quando a situação começou a causar estranheza, é que esta organização sem fins lucrativos decidiu averiguar o caso e avançar, após a descoberta do embuste, com uma queixa-crime junto do Ministério Público.
O Correio dos Açores pediu uma reacção à Direcção da ARRISCA que, numa resposta enviada por escrito, informou que denunciou o caso e que se encontra a “aguardar a decisão da justiça”.
“Relativamente à informação solicitada, somos a informar que foi efectuada uma queixa nas instâncias devidas. A Direcção entende não dever pronunciar-se, uma vez que o processo se encontra em investigação. Aguardamos a decisão, sendo certo que a instituição procedeu de acordo com a legalidade (fazendo queixa e suspendendo o elemento com posterior despedimento) logo que teve dúvidas da certificação da pessoa em questão. Durante o período que exerceu funções não existiram quaisquer incidentes. A Direcção da ARRISCA nada mais tem a acrescentar, estando a aguardar a decisão da justiça”, pode ler-se.
Ordem dos Enfermeiros refere que
este é um “caso inédito” nos Açores
Contactada pelo nosso jornal, a Secção Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros, através do seu Presidente, Pedro Soares, confirmou, após uma busca a todos os registos, que o homem em causa “nunca esteve inscrito ou demonstrou qualquer intenção em estar inscrito na Ordem dos Enfermeiros em Portugal. Não tem cédula profissional atribuída pela Ordem dos Enfermeiros”, reforçou.
O Presidente da Secção Regional dos Açores admite que vê esta situação “com grande preocupação”.
“Estamos perante um caso de usurpação de funções a nível de enfermagem e que é punível por Lei. Demonstra também aqui alguma falha na instituição ao nível da contratação do sujeito porque todas as instituições são obrigadas a requerer, pelo menos, as certificações profissionais quando fazem a contratação dos seus funcionários. Aqui, claramente, o sujeito ou entregou declarações falsas à instituição ou simplesmente não entregou a cédula profissional”, afirmou. Esclarecendo que “é completamente impossível exercer a profissão sem estar inscrito nesta Ordem”, Pedro Soares revela que esta “é uma situação inédita” na Região e garante que, relativamente a este caso, “não houve qualquer contacto por parte da ARRISCA”. Perante estes factos, o Presidente do Conselho Directivo da Secção Regional da Ordem dos Enfermeiros explica também, “agora que temos conhecimento pela comunicação social da situação”, que irá ser aberto “um processo de averiguações e tomadas as medidas necessárias”
“Repito, estamos perante usurpações de funções, algo que é um crime na lei portuguesa. Neste momento abriremos um processo de averiguações e obviamente que vamos fazer uma denúncia sobre a pessoa e sobre todo o processo que permitiu que esta tenha exercido as funções de enfermeiro”, garantiu.
Luís Lobão, Correio dos Açores
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Fernando A. Pimentel

Inadmissível em qualquer instituição, trabalho etc, mas nesta ainda é mais grave porque é uma instituição que trabalha com produtos ( mesmo que sejam de substituição) estupefacientes.
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“Nós falamos Português ou Brasileiro?”: escritor lança dicionário para descomplicar idioma – Oeste Mais

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Dicionário possui mais de 2 mil palavras diferentes no Brasil e Portugal

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ANTROPOCENO A ÚLTIMA ERA DA TERRA

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Já há certezas científicas que a Terra entrou numa nova ERA.
(…)
“O físico português inclina-se para segunda metade do século XX, por causa do crescimento da atividade humana: “Se formos olhar para a população, o crescimento económico, o crescimento do turismo, as grandes infraestruturas na sociedade, de engenharia. Todas elas crescem dramaticamente a partir de 1950.”
O início desta nova era deixa marcas e Orfeu Bertolami deixa uma sugestão para as encontrar: “Se cavarmos um buraco em qualquer lado vamos encontrar materiais de construção, plásticos, resíduos de construções, material radioativo que foi disperso aquando dos grandes testes das armas nucleares na segunda metade do século XX.”
Tudo elementos que foram encontrados no Largo Crawford, que fica perto de Toronto no Canadá. Este era um dos sete locais que os especialistas tinham sinalizado como sendo representativos do Antropoceno, mas foi o lago que reuniu consenso. “É aquele que contém mais elementos da transformação que teve lugar na segunda metade do século XX”, explica Orfeu Bertolami.
Com este acordo, os cientistas querem que “os geólogos do futuro, quando olharem para o planeta hoje, consigam inequivocamente distinguir a época em que nós vivemos das anteriores”.
E que resultados tem o Antropoceno na Terra e na vida humana? “Nós podemos cair num ciclo infernal na qual a temperatura aumenta, os sistemas naturais da Terra perdem a capacidade de regular o clima, a temperatura sobe ainda mais. À medida que isto acontece, os sistemas naturais deixam de ser eficientes e entramos numa situação de aquecimento sem controlo do planeta.”
O professor na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto alerta que a consequência mais dramática seria o fim da vida na Terra, mas Orfeu Bertolami acredita na resiliência do ser humano: “Não desaparecerão, mas o que estamos a falar é a capacidade de sustentar nove mil milhões de pessoas neste planeta. Já somos oito mil milhões, seremos nove mil milhões em 2050. Não é impossível pensar que já não teremos condições de sustentabilidade de uma população tão grande.”
O físico diz que é preciso implementar medidas para emitir cada vez menos dióxido de carbono, até porque “as que têm sido tomadas são em vão” e dá o exemplo de Portugal: “Ouvimos que o país não cresce como deveria. Portugal não pode crescer mais. Já não há mais florestas para sustentar o carbono que coloca na atmosfera. Estamos a viver com recursos das gerações futuras.”
“Temos de descarbonizar já. Cortar 20% e 30% do nosso consumo se quisermos ter algum controlo sobre as coisas”, avisa Orfeu Bertolami.”
Desafio complicado. Os humanos habituados ao alto consumo, dificilmente mudarão de hábitos, a não ser que sejam obrigados.
A última vez que estive em Toronto, fiquei muitíssimo impressionada, com o “peso” humano no ambiente. Diga-se um “peso esmagador”. Mal sabia eu, que era um dos sete sítios, no Mundo, com tal responsabilidade.
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A impressionante imagem de drone que revela tubarões ‘escondidos’ perto da praia – BBC News Brasil

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Moradora de Southampton, em Nova York, capta imagens de tubarões perto da costa.

Source: A impressionante imagem de drone que revela tubarões ‘escondidos’ perto da praia – BBC News Brasil

Preços enganadores no Pingo Doce dão chuva de processos – Dinheiro – SÁBADO

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A associação de consumidores Citizen’s Voice entregou 53 ações populares contra a cadeia da Jerónimo Martins, por desvios entre o que anunciava cobrar e o que de facto custavam mais de 100 produtos, a maioria alimentos. Pedido global de indemnização supera 200 milhões de euros. Pingo Doce contesta.

Source: Preços enganadores no Pingo Doce dão chuva de processos – Dinheiro – SÁBADO

PORTUGAL FERROVIA PÉSSIMA PARA ESPANHA

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Portugal “extremamente mal” ligado a Espanha por comboio – Greenpeace
Bruxelas, 20 jul 2023 (Lusa) – Portugal está “extremamente mal conectado” a Espanha por comboio, com apenas uma ligação – Porto-Vigo – a ser feita duas vezes por dia, destaca a organização não-governamental (ONG) ambientalista Greenpeace, num relatório hoje divulgado sobre viagens ferroviárias.
Através da ligação Porto-Vigo, no noroeste de Espanha, é possível chegar a Madrid, destacando a Greenpeace o facto de ser impossível viajar de comboio entre as capitais ibéricas no mesmo dia.
Em todo o caso, para chegar do Porto a Madrid – para além das mais de nove horas de viagem que demora a percorrer 420 quilómetros – é preciso fazer uma escala em Vigo.
Para além da ausência de ligação direta, a ONG destaca que a CP “não vende bilhetes com mais de dois meses de antecedência e os bilhetes para Espanha têm de ser comprados ao operador ferroviário espanhol”, o que desencoraja mais a opção pelo comboio.
Já por avião, há três operadoras de baixo custo com ligações diretas entre o Porto e a capital espanhola.
Em Portugal, a Greenpeace analisou as rotas Porto-Lisboa e Porto-Faro, comparando as opções entre o comboio e o avião, concluindo que só na primeira – e por falta de ligações em companhias aéreas de baixo custo -, o primeiro é mais barato do que o segundo e o trajeto leva um pouco menos de três horas.
Entre Lisboa e Porto, há viagens de comboio de hora em hora e os bilhetes custam entre 15,5 e 25,25 euros, enquanto o voo custa 37,46 euros.
Nesta rota, a opção pelo avião envolve a emissão de 57 quilos de gases de efeito de estufa por passageiro e, se for banida e substituída pelo comboio, representa um corte de 81% nas emissões, destaca a Greenpeace.
Na rota Porto-Faro, há três ligações aéreas diárias operadas por uma companhia de baixo custo, com preços entre os 19,21 e os 32,85 euros.
A CP, por seu lado, tem preços 70% mais altos e a viagem dura quase seis horas.
Segundo o estudo, as viagens de longo curso de comboio são, em média, duas vezes mais caras do que as dos aviões, com algumas rotas a custarem até 30 vezes mais do que um bilhete numa transportadora aérea de baixo custo.
A ONG denuncia que os caminhos-de-ferro estão a ser “minados” por condições de concorrência favoráveis às companhias aéreas.
Na maioria (79 em 112) das rotas analisadas pela Greenpeace na UE, os voos são mais baratos do que o comboio, sendo as viagens ferroviárias, em média, duas vezes mais caras do que as de avião, com o impacto climático global do voo a poder ser mais de 80 vezes pior do que o do comboio.
Das 23 que são mais baratas, apenas metade têm boas ligações, com as restantes a terem más ou lentas conexões por comboio.
A Greenpeace analisou ligações de comboio e de avião em 24 Estados-membros da União Europeia (UE), incluindo Portugal, bem como na Noruega, Suíça e Reino Unido.
IG // ZO
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