AÇORES, A DESTRUIÇÃO DA RICA CALÇADA

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COMUNICADO
ASSOCIAÇÃO DA CALÇADA PORTUGUESA
Sobre a destruição da Calçada Artística Portuguesa na cidade da Horta
A Associação da Calçada Portuguesa lamenta a destruição da Calçada Artística na Avenida 25 de Abril, no concelho da Horta e manifesta a profunda preocupação pelo atentado ao valioso exemplar de arte urbana que deveria ser preservado enquanto Património Público.
Não obstante as tentativas de contacto com a autarquia levadas a cabo pela Associação da Calçada Portuguesa nos últimos meses, procurando obter esclarecimentos e informações, não obtivemos qualquer resposta, facto que consideramos desrespeitoso, não tanto pela Associação, mas pelo facto de termos procurado dar voz aos cidadãos que se nos dirigiram, preocupados com esta agressão ao seu Património.
Registamos com satisfação a consciência pública, manifestada por milhares de cidadãos, da relevância artística, patrimonial e cultural que representa, para a cidade da Horta, para os Açores, para o país e para o mundo, a Calçada Portuguesa na Avenida 25 de Abril, na cidade da Horta. Na mesma medida, repudiamos a insensibilidade da Câmara Municipal da Horta face aos apelos para a salvaguarda deste Património.
Um ano após a inscrição da Arte e Saber Fazer da Calçada Portuguesa no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, quando é pública a intenção e a mobilização nacional para a apresentação da candidatura desta Arte a Património da Humanidade junto da UNESCO, a destruição da Calçada Artística na cidade da Horta, especialmente a que está em causa, é contraditória com este empenho e ignora a importância do
contributo da Câmara Municipal da Horta para a preservação deste Património.
No contexto nacional, o arquipélago dos Açores apresenta alguns dos conjuntos – maioritariamente em bom estado de conservação – mais coerentes de Calçada Portuguesa e da sua integração complementar em propostas urbanísticas concretas, como é o caso da referida Avenida Marginal.
A Calçada Portuguesa é uma marca nacional que identifica a cultura e a sensibilidade dos portugueses distinguindo-nos no contexto internacional que temos de preservar e daí a importância da recente integração no Inventário Nacional do Património Cultural
Imaterial do seu saber-fazer e da proposta, em elaboração, da candidatura à Unesco na mesma categoria. O resultado deste saber-fazer secular exprime-se na excelência dos tapetes de pedra que temos o privilégio de pisar quotidianamente nas nossas cidades e vilas e que surpreende de forma marcante e positiva quem nos visita.
Em nossa opinião, todos ficamos a perder com o desaparecimento desta arte, tão peculiar e bela, dos espaços públicos exteriores. Lisboa parece ter encontrado um rumo e ir no bom caminho, Horta, a confirmar-se o pior cenário, ficará mais pobre no seu
Património e carácter.
Se a ideia é valorizar o passeio marginal da cidade da Horta, somos da opinião que a presença da calçada portuguesa só poderá contribuir para esse desígnio, enquanto Património que é ligado à memória e identidade da cidade, logo forte motivo de atractividade e projecção pelo mundo através de quem a visita.
A Associação da Calçada Portuguesa, entidade de referência na promoção e valorização da Calçada Portuguesa, que reúne várias instituições relevantes para a afirmação da Calçada Portuguesa enquanto Património artístico, cultural e identitário de Portugal no
mundo, permanece disponível e empenhada em colaborar com todas as entidades e, neste caso, em particular, com a Câmara Municipal da Horta no sentido de promover o Património que constitui a Calçada Artística e de colaborar para encontrar soluções que compatibilizem a modernidade com a preservação do Património.
Lisboa, 11 de Janeiro de 2023
A Associação da Calçada Portuguesa
Pode ser uma imagem de texto que diz "los 12 QUINTA-FEIRA JANEIRO 2023 los GRUPO DYRUP VO Diário reço:0,50C(IVAincludo) jornalincentivo@gmail.com ncent DIÁRIO DO FAIAL Primeiro Título da Imprensa Faialense TRANSPORTES CALÇADADAAVEND Transporte gratuito Petição sobre çalçada na Avenida em Minibus embanh na cidade na Assembleia Municipal da Horta Associação da Calçada Portuguesa fala em "atentado" aum bem valioso paraa surpreende RuiGonçalves"
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″Para os romanos, a Península Ibérica era uma terra de grande fascínio, de cujo subsolo se dizia brotar ouro″

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Trinidad Nogales fala de como a cultura romana é essencial para entender Portugal e Espanha e da Península Ibérica como fachada Atlântica do império com capital em Roma. A diretora do Museu Nacional de Arte Romana de Mérida fala também do Festival de Teatro Clássico que a sua cidade organiza todos os anos e se inicia a 22 de julho: “A experiência de nos sentarmos num teatro romano como o de Mérida, à noite, e assistirmos à representação de uma obra é como recuarmos 2000 anos.”

Source: ″Para os romanos, a Península Ibérica era uma terra de grande fascínio, de cujo subsolo se dizia brotar ouro″

Viriato. O chefe de um ″exército tribal″ que lutou contra os romanos e tanto é herói português como espanhol

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Pouco se sabe sobre o mítico guerreiro que liderou a resistência dos lusitanos contra os invasores romanos no século II a.C

Source: Viriato. O chefe de um ″exército tribal″ que lutou contra os romanos e tanto é herói português como espanhol

empreiteiro condenado

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Empreiteiro condenado a pagar 151 mil euros de indemnização

Morador da casa que ruiu na rua da Praia dos Santos, em São Roque, vence processo em tribunal contra empresa, um arquiteto e dois engenheiros

O Tribunal Judicial da Comarca dos Açores condenou a empresa “João Serpa – Engenharia Civil”, bem como dois engenheiros e um arquiteto, ao pagamento de 151.323,12 euros a António Oliveira, morador na número 37 que ruiu na rua da Praia dos Santos, na freguesia de São Roque, concelho de Ponta Delgada, no dia 9 de agosto de 2017. Quase cinco anos depois do incidente que deixou o antigo eletricista sem casa, os réus foram considerados culpados, segundo o acórdão a que o Açoriano Oriental teve acesso.
Na raiz do processo está uma obra de construção de moradia realizada pela empresa João Serpa – Engenharia, na rua da Praia dos Santos. Na madrugada do dia 9 de agosto de 2017, a referida obra terá levado à derrocada parcial de uma casa contígua, onde viviam, à altura dos factos, António Oliveira e mais uma pessoa. António Oliveira estava a dormir num quarto na frente da casa e ficou soterrado, protegido por uma viga e plataforma de madeira. As duas pessoas, com idades entre os 30 e os 40 anos, foram assistidas no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, no próprio dia, tendo alta também no dia 9 de agosto.
António Oliveira ficou com graves mazelas físicas que o impossibilitaram de executar o seu trabalho de eletricista.
Depois de ter rejeitado uma proposta da empresa “João Serpa – Engenharia” que, segundo afirmou então a sua advogada, Beatriz Rodrigues, ao Açoriano Oriental passava pela compra da moradia, do recheio e indemnização, num valor a rondar os 115 mil euros, o morador avançou com um processo em tribunal contra o empreiteiro a 27 de fevereiro de 2018, por alegada infração de regras de construção e por desrespeito das regras a observar na execução das demolições e na construção.
Quatro anos volvidos, a decisão judicial, proferida pela juíza Maria Manuela Gomes, absolveu três companhias de seguro e condenou a empresa “João Serpa – Engenharia”, bem como os engenheiros João Serpa e João Braga e o arquiteto Jorge Costa ao pagamento de uma indemnização de 151.323,12 euros a António Oliveira, por dano patrimonial futuro, danos emergentes, lucros cessantes, danos não patrimoniais, além de suportar intervenções cirúrgicas e plástica das lesões e sequelas decorrentes do evento que o morador venha a sofrer.
Ao Açoriano Oriental, a advogada Beatriz Rodrigues considerou que “depois de um processo longo e complexo, fez-se justiça a esta família que muito foi penalizada por este acidente. O que esperamos agora é que este processo possa ser finalmente concluído, sem mais dilações, para que esta família possa seguir em frente e esquecer este triste episódio”.
Segundo apurou o Açoriano Oriental, as ruínas do número 37 da rua da Praia dos Santos foram vendidas, tendo sido construído um prédio no seu lugar.
  • Nuno Martins Neves
in, Açoriano Oriental, 13 de Janeiro / 2023
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  • Antonio Vitorino

    4 anos a decidir…..justiça portuguesa…..
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  • John Simoes

    O maior problema é que temos muitos deste engenheiros que sabem tudo e no fim não sabem nada . Quanto há justiça é mais do mesmo .
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urbanismo em ponta delgada 5 anos de espera

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Em 2018 comprometeram-se, passados cinco anos, nada!
Parabéns Ponta Delgada
Proposta do Partido Socialista para a ligação entre a Av. Dom João III e a Av. João Bosco Mota Amaral, inserida no Orçamento da Câmara Municipal de Ponta Delgada foi aprovada
Uma obra estruturante que irá melhorar a mobilidade em Ponta Delgada e contribuir para regenerar urbanisticamente a zona
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o incansável explorador de rotas de Frutiuso a outras

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A ilha de São Miguel Açores.
Cheia de mistérios para descobrir!
Percorro desde de 2008 e ainda não a conheço.
Desço Ribeiras, Grotas, a orla marítima, entro em Grutas, escavações no tufo, percorro pastagens, ando em Canadas.
Sinceramente não fui a todos os acessos para ver se descobro algo que ainda não tenha sido mencionado na história dos Açores.Enquanto puder vou continuar a subir e descer á procura. do desconhecido. Fotos de Nélia Araújo
You, Carlos Melo Bento, Tomás Quental and 22 others
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Pedro da Silveira, a Prosa Reunida

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Lida toda a obra de Pedro da Silveira, agora a Prosa Reunida, Edição do Instituto Açoriano da Cultura, 2022, registo alguns apontamentos que me foram surgindo ao longo da leitura.
1. Sinto-me ainda mais açoriana, com uma ideia mais profunda da açorianidade, por quanto estas prosas me levaram até às sete Ilhas do Oeste, das quais só conheço algumas de uma única e curta visita de férias, não conhecendo as Flores, o Corvo e a Graciosa.
2. Entre os imensos assuntos destas prosas, destaco: a tradição romancística das Flores, adivinhas, léxico; o riquíssimo cancioneiro de S. Jorge; o cosmopolitismo do Faial; o intercâmbio com outros países logo a seguir aos descobrimentos das ilhas; a açorianidade na literatura e seus autores.
3. Não resisti ao registo de curiosidades, das quais aqui ficam algumas:
* a batata doce, segundo testemunho de Gaspar Frutuoso, logo em quinhentos, começaria por Vila Franca do Campo e aclimatou-se muito bem nos Açores até às Flores e Corvo.
* as alcunhas dadas a cada ilha e seus habitantes, na perspetiva dos outros ilhéus. O que me ri!
* Antero de Quental registou numa carta a Oliveira Martins “São Miguel mercadores ricos; Terceira fidalgos pobres; Faial contrabandistas espertos.”
* o Faial é o celeiro do Pico, este o seu pomar e o fornecedor de lenhas.
* Quadra ouvida por Leite de Vasconcelos:
Graciosa, mãe das uvas,
Pico e Faial, dos damascos,
Terceira é a mãe das nesp’ras,
San Jorge é o rei dos pastos.
* Quadra de S. Jorge publicada por Teófilo de Braga:
A Terceira veste seda,
San Miguel chamalote,
O Pico pano da terra,
O Faial de toda a sorte.
O meu obrigada a todos os que se empenharam na publicação desta obra completa de Pedro da Silveira.
May be an image of book and text that says "SÓ O ESQUECIDO É PASSADO Pedro da Silveira PROSA REUNIDA"
You, Urbano Bettencourt, Ana Galvao and 7 others
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a 1ª médica

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Na Grécia antiga, as mulheres estavam proibidas de estudar medicina durante anos até que alguém desrespeitou a proibição. Nascida em 300 AC, Agnodice cortou o seu cabelo e entrou na escola de medicina de Alexandria vestida como um homem. Um dia, quando caminhava nas ruas de Atenas, depois de já ter terminado a sua formação, ela ouviu os gritos de uma mulher em trabalho de parto. Apesar das dores intensas, a mulher não queria que Agnodice a tocasse porque julgava se tratar de um homem.Agnodice retirou as suas vestes para provar que era uma mulher sem que ninguém visse e ajudou a mulher no parto. Esta história espalhou-se entre as mulheres e todas as mulheres passaram a procurar Agnodice quando estavam doentes. Os médicos começaram a sentir inveja e acusaram Agnodice, julgando tratar-se de um homem, de seduzir as pacientes do sexo feminino. No julgamento, Agnodice provou que era uma mulher, mas foi sentenciada à morte por ter estudado medicina e a ter praticado enquanto mulher. As mulheres revoltaram-se contra a sentença, especialmente as esposas dos juízes que a condenaram à morte. Algumas afirmaram que se Agnodice morresse, morreriam também. incapazes de resistir à pressão das suas esposas e de muitas mulheres, os juízes anularam a pena de morte a Agnodice e a partir daí, as mulheres puderam praticar medicina, apenas com pacientes do sexo feminino.
Agnodice entrou para a história como a primeira médica e ginecologista grega. Este mural a retratar Agnodice no seu ofício foi descoberto em Ostia, Itália e encontra-se no “British Museum”.
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A PRIMEIRA MÉDICA

falta de professores, uma sociedade morta

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TRavem os profes…a gnr é bolsonatista???

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Identifiquem os guardas da GNR que estão a cometer atos de abuso de autoridade e desvio de poder ao revistarem professores pacíficos a caminho de Lisboa
Para futura apresentação de queixa ao Ministério Público.
Quem assistir a essas acções pode servir de testemunha.
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Multiplicam se as fotos de Autocarros de professores a serem parados e revistados pela polícia. Mochilas pessoais abertas. São criminosos os professores dos nossos filhos ? Que é isto? Quando são claques de futebol têm escolta. As mesmas brigadas de trânsito inexistentes num país onde é um risco andar a conduzir estão hoje em massa nas estradas. É assim que escutam os problemas gravíssimos de um sistema educativo onde mais de metade das crianças chumba a cadeiras fundamentais? Diálogo agora é ameaças de ilegalizar a greve e colocar o aparato policial em cena? Simone Weil foi uma grande intelectual francesa que escreveu sobre a “alegria das greves“ – referia-se ao sentido colectivo, desalienante e humano das greves. Fazendo o paralelo a alegria hoje é ver professores tantos anos desmotivados, desinteressados, cada um por si, a participar no que consideram uma fraude – a avaliação deles e dos alunos – hoje juntos a pensar, criticar e lutar democraticamente pela qualidade do ensino. Isso deveria deixar qualquer governante e pai e mãe feliz, finalmente os professores deixam de ser parte do problema e esboçam uma tentativa de ser parte da solução. O que faz o governo? Manda a polícia. E os senhores polícias que “só estão a cumprir ordens” têm 400 euros por mês para pagar em explicações para os filhos não acabarem num curso profissional que lhe dará acesso a ganharem o salário mínimo até ao fim da vida? É que o sindicato dos trabalhadores do sector automóvel, Call centre , energia e águas, e grandes superfícies (sim dos trabalhadores de supermercado) já se solidarizam com a manifestação. O sindicatos dos polícias não? Estão felizes com a educação que está a ser dada aos vossos filhos? Como se pode tratar um professor como um suspeito de um crime? Escutem quem trabalha, oiçam as pessoas, admirem-nas quando lutam, quando sabem sair do seu umbigo e ousam dizer “não”. Quando deixam de ser vítimas e passam a ser sujeitos. Quem luta merece carinho, não pancada.
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