o grito d eIpiranga do Corvo

CONFIANÇA NA MUDANÇA
Este é o último dia da atual campanha eleitoral. Estamos, agora, a eliminar todas as desvantagens que identificámos – para a ilha do Corvo e para o conjunto da periferia açoriana – nos anos de oposição. Em apenas 10 meses já se conseguiram muitas coisas:
Acabou-se com a irregularidade do transporte marítimo de mercadorias para a ilha do Corvo. Fomos buscar um barco ao “outro mundo”, apesar dos constantes boicotes de muita gente interessada em impedir o fretamento do navio. Fizeram tudo para impedir a concretização de uma solução.
Conseguiu-se a independência da ilha do Corvo em todos os serviços periféricos da administração regional. Este facto constituiu uma espécie de segundo “Grito do Ipiranga” da ilha do Corvo. As decisões que nos dizem respeito tomam-se agora na ilha do Corvo. Somos, neste momento, donos do nosso destino.
Resolveu-se o problema do transporte de gado; dragou-se o porto da Casa; comprou-se um veículo pesado para resolver o problema do transporte de contentores e dos resíduos; adquiriram-se cisternas para o transporte de combustível; repararam-se as luzes do muro-cortina do porto da Casa, substituíram-se as cablagens, recolocaram-se as ligações para os contentores de frio e colocou-se um poste com três projetores; iniciou-se, finalmente, o desmantelamento da montanha de lixo acumulada ao longo dos últimos 5 anos.
Já se pagou à SATA a obra de “Ampliação da Aerogare e do Quartel de Bombeiros da ilha do Corvo”. Mais de 4 milhões de euros. Garantiu-se um investimento de cerca de 3,5 milhões de euros para implementar a produção de energia elétrica a partir de recursos renováveis.
Estão concluídos os projetos – que avançam nos próximos meses – para a requalificação da Unidade de Saúde do Corvo, da gare marítima, do refeitório e sala de apoio para a terapia da fala na Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira, do Miradouro das Eiras do Maranhão e a requalificação do Miradouro do Caldeirão.
Planificou-se o mais ambicioso programa de sempre de deslocação de médicos especialistas à Unidade de Saúde da Ilha do Corvo e iniciou-se já a renovação dos equipamentos médicos e hospitalares, a começar pela aquisição do digitalizador do equipamento de raio-X.
Garantiu-se a vacinação de quase toda a população da ilha do Corvo, ainda no mês de março, de forma a proteger a nossa população, isto tendo em conta o nosso isolamento e vulnerabilidade das nossas infraestruturas de saúde. Assegurou-se a contratação de mais um enfermeiro para a Unidade de Saúde e autorizou-se a contratação de outro para o lar de idosos, assim como a contratação de um psicólogo e de um terapeuta da fala.
Recuperou-se o edifício Multiusos (que deixou de ser uma espécie de armazém) e iniciou-se uma ambiciosa programação cultural. Adquiriram-se mais três edifícios para o Ecomuseu, que vão albergar coleções etnográficas, lojas de ofícios e outras valências de grande interesse.
Construíram-se novos balneários para a equipa de futsal do Corvo e adquiriu-se um vasto conjunto de material desportivo.
Depois de uma intervenção arqueológica, planifica-se já a recuperação do moinho do Caldeirão, assim como a reconstituição do engenho de pastel do Corvo, que data do século XVI.
Está, também, concluído o importantíssimo projeto de estabilização da falésia adjacente ao porto da Casa, que contará com um passeio marítimo. O porto da Casa adquirirá, assim, um aspeto magnífico.
Está a ser concebido um ambicioso plano de melhoria e ampliação dos caminhos de penetração agrícola, assim como a construção de mais reservatórios e a reparação dos existentes.
Tudo isto foi feito em apenas DEZ MESES.
DEZ MESES!
A coligação que governa os Açores tem, por tudo isto, legitimidade para pedir aos corvinos um voto de confiança para passar a dirigir a Câmara Municipal do Corvo. Já se demonstrou que somos capazes e que não nos falta determinação para mudar as coisas.
Pretende-se, sobretudo, assegurar a execução do processo de regeneração urbana da zona classificada da Vila do Corvo, de forma a resolver o problema da habitação e da falta de mão de obra, que constituem os principais problemas que colocam em causa o desenvolvimento da ilha. Serão ainda lançados, de forma muito determinada, um grande conjunto de ações nas áreas do saneamento básico, economia local, saúde, emprego, coesão social, agricultura, pescas, turismo, recuperação demográfica, educação e cultura.
O Governo Regional tem procurado, de forma abnegada, a colaboração com a Câmara Municipal. Uma Câmara Municipal com tão poucos recursos necessita do apoio permanente do Governo Regional. Um projeto político com a ambição e a grandeza que se projeta para a ilha do Corvo, pressupõe uma relação e uma lealdade institucional impecável. O município tem de ser dirigido de forma dinâmica e competente. Com vontade e predisposição para trabalhar em conjunto com o Governo Regional. Com vontade e capacidade para unir o Povo do Corvo.
Confiem. Não vos desiludiremos.
Viva o Corvo!
(Tendo em conta a legislação em vigor, não é possível a publicação de comentários a partir do final da noite de hoje, dia 24 de setembro de 2021)
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  • Manuel Serpa

    Muito bem excelente trabalho, em 10 meses! que o PS nunca conseguiu fazer em 25 anos….! É obra de quem tem capacidade, para resolver isto tudo em tão pouco tempo. Força amigo, grande abraço.

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lusofonias.net

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção e da comissão executiva da AICL