Tasered 95-year-old great-grandmother dies in Australia | Police News | Al Jazeera

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Police officer charged after he used stun gun on Clare Nowland, who had been living with dementia in a nursing home.

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Eleições em Timor-Leste: primeiro-ministro timorense felicita vencedor após primeiro encontro com Presidente da República desde janeiro – Observador

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O primeiro-ministro timorense felicitou o partido CNRT, vencedor das eleições e admitiu sentir-se realizado por terminar a sua missão de serviço ao país, contribuindo para o desenvolvimento nacional.

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Timor-Leste/Eleições: PR quer processo rápido de formação de Governo

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Timor-Leste/Eleições: PR quer processo rápido de formação de Governo e saúda comportamento da população
Díli, 23 mai 2023 (Lusa) – O Presidente timorense disse hoje que deseja um processo rápido de formação do novo Governo, para permitir a eventual aprovação de um Orçamento retificativo, saudando a população pela forma exemplar como participou nas legislativas de domingo.
“Quero que processo seja rápido: formação de governo e apresentação do programa do governo, apresentação do retificativo. E é necessária muita seriedade de parte de todos à questão do processo de adesão à ASEAN”, disse José Ramos-Horta à Lusa, numa reação à votação de domingo, que deu a vitória ao Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), de Xanana Gusmão.
O chefe de Estado referia-se ao processo de adesão à Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), organização na qual Timor-Leste tem estatuto de observador.
No caso do processo até à formação do novo Governo, Ramos-Horta antecipa que os novos deputados do parlamento tomem posse “na segunda semana de junho” e que o executivo assuma funções uma semana depois.
Ramos-Horta deixou ainda uma palavra para os vencedores: “Espero que quem ganhou revele a grandeza de quem ganha, a humildade dos grandes e dê o primeiro passo, cumprimentar os declarados vencidos”.
O Presidente deixou uma mensagem de congratulação a toda a população timorense, vincando o “excecional comportamento cívico”, e a participação “em número recorde” no voto, com a taxa de abstenção a ser de menos de 18%.
“Os partidos políticos comportaram-se bem, não houve qualquer ato de violência. Os incidentes de violência registados, não foram obviamente provocados ou criados pela liderança política ou partidos, foram elementos isolados a agirem por conta própria”, afirmou.
“A democracia timorense é real, está enraizada no quotidiana e na cultura timorenses”, enfatizou.
Apesar disso, notou, houve alguns “incidentes isolados de retaliação pós-eleições”, especialmente na zona de Ermera, onde uma timorense “perdeu o seu quiosque, que foi queimado, e um senhor perdeu todos os porcos que tinha por retaliação”.
No rescaldo eleitoral, Ramos-Horta defendeu uma revisão da lei eleitoral e do sistema de votação, considerando que o país continua a usar “tecnologia do século XX”, quando deveria digitalizar todo o processo eleitoral.
“Vou exigir que se faça, que o STAE faça esse trabalho. Para que de futuro um timorense possa votar em qualquer ponto do país ou do mundo, sem termos que gastar fortunas para montar o sistema na altura da votação”, afirmou.
É ainda necessário, defendeu, atualizar adequadamente os cadernos eleitorais, para remover cidadãos já falecidos, e que se melhore o sistema de comunicação da contagem a todos os jornalistas e à população em geral.
“Não pode haver monopólio de seja quem for, um órgão do Estado, ou seja quem for. Tem de haver total acessibilidade para qualquer media para todos acompanharem ao momento o ato e as contagens”, disse.
A única forma de acompanhar a progressão da contagem foi visitando o próprio Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), para observar o escrutínio em dois ecrãs, ou através de uma retransmissão desses dados pela Rádio e Televisão de Timor-Leste (RTTL).
Esse sinal com os dados da contagem não foi disponibilizado a qualquer outro órgão de comunicação social e não existia num sítio online.
O chefe de Estado saudou declarações do atual ministro da Presidência de Conselho de Ministros, Fidelis Magalhães, que hoje disse à Lusa que o executivo está a preparar uma transição “condigna e de qualidade” para o novo executivo.
O Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), de Xanana Gusmão, venceu as eleições parlamentares de domingo, mas sem maioria absoluta, obtendo a maior vitória de sempre, garantindo 31 dos 65 lugares do parlamento.
Em segundo lugar ficou a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), registando o pior resultado de sempre do partido em termos percentuais, perdendo quatro dos atuais 23 lugares.
ASP // PJA
Lusa/Fim
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XANANA ELEITO

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Última Hora – Timor-Leste/Eleições: O povo está cansado e quer mudança – Xanana Gusmão
Díli, 23 mai 2023 (Lusa) – o presidente do CNRT, Xanana Gusmão, cujo venceu as legislativas de domingo, disse hoje que o voto traduz um cansaço e uma vontade de mudança da população, perante o que ocorreu nos últimos anos no país.
“Sentimos em todo o processo, em toda a campanha, (…) que o povo está cansado. Cansado e quer mudança”, disse Xanana Gusmão em declarações aos jornalistas na primeira reação aos resultados finais provisórios.
“Quer mudança em temos de reafirmar e consolidar o processo de construção do Estado. Orgulhávamo-nos de ser um país que já estava a sair da fragilidade para a resiliência. E, de repente, voltou tudo para trás”, afirmou.
Xanana Gusmão falava na sede do CNRT, em Díli, na sua primeira reação pública depois da finalização da contagem dos votos pelo Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), que confirmam a sua vitória ampla nas legislativas de domingo.
Sem querer confirmar se vai ser primeiro-ministro, se haverá alianças com outras forças políticas ou se haverá elementos de outros partidos no executivo – até a votação ser certificada pelo Tribunal de Recurso – Xanana Gusmão disse que o próximo Governo vai ser de “consolidação do Estado e das instituições”.
Questionado sobre se a derrota da Fretilin, que registou o seu pior resultado de sempre, pode implicar o fim da atual liderança, Xanana Gusmão ironizou: “temos tantos problemas com essa gente toda aqui, que nem sequer tenho tempo para pensar naquilo fora da casa”.
O líder timorense deixou uma mensagem de agradecimento à maturidade e comportamento de toda a população, considerando o mais importante do voto o facto de todo o processo decorrer em tranquilidade e sem problemas entre os partidos.
“Aprecio muito a consciência popular em prol da paz e estabilidade. Durante a campanha, todos, muitos jovens que começam a assumir na cabeça e no coração que a violência não tem lugar em Timor-Leste”, afirmou.
“Tudo correu de forma pacífica, em calma, durante a votação e a contagem. Não houve problemas em lado nenhum. Isso é que é importante. Festa da democracia é isso, ir votar, com respeito mútuo, com respeito uns aos outros e, no fim, não há problemas”, disse.
O CNRT obteve no domingo a sua maior vitória de sempre, conseguindo 41,62% dos votos, com vitórias em 10 dos 13 municípios do país, na Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA) e em toda a diáspora.
A vitória mais ampla registou-se no município de Ermera, onde obteve 51,05% dos votos, com o partido a obter sozinho mais votos que os três partidos do atual Governo juntos, mas sem maioria absoluta.
Ainda assim, garantiu 31 dos 65 lugares do parlamento, mais dez dos que detém atualmente.
“Sim, estou contente. Poderia estar mais contente se o resultado fosse maior. Mas é suficiente em termos de que sabemos que vamos trabalhar. Contente, porque vamos responder às preocupações, ansiedades, sonhos e aspirações da população”, disse.
A contagem final provisória do STAE, que terá de ser verificada pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) e pelo Tribunal de Recurso, dá ao partido de Xanana Gusmão 288.101 votos (41,62%), um resultado superior ao obtido pelas três forças políticas que compõem o atual Governo.
Em segundo lugar ficou a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), com 178.248 votos (25,75%), o pior resultado de sempre do partido em termos percentuais, perdendo quatro dos atuais 23 lugares.
O novo parlamento vai integrar ainda seis deputados do Partido Democrático (PD), mais um que na atualidade, cinco do Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO), que mantém o mesmo número de lugares, e quatro do Partido Libertação Popular (PLP), do atual primeiro-ministro, que perde metade da representação.
A contagem dos votos vai agora ser validada pela CNE, antes de os resultados serem certificados pelo Tribunal de Recurso e da posse dos novos 65 membros do Parlamento Nacional timorense.
ASP // VM
Lusa/Fim
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VOTO ELETRÓNICO

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VOTAÇÃO ELECTRÓNICA NAS ELEIÇÕES EM PORTUGAL?

Petição para Introdução de Voto electrónico para Portugueses residentes no Estrangeiro

A Estónia foi o primeiro país do mundo a permitir o voto via votação electrónica (2005) nas eleições. Portugal… poderia, também neste aspecto tornar-se pioneiro em questões de votação electrónica.

Salvos os requisitos de segurança, o voto eletrónico como alternativa ao voto presencial e por correspondência, tornar-se-ia mais confortável.A votação online tornar-se-ia mais barata, permitiria maior flexibilidade e certamente maior participação cívica e política especialmente para jovens e pessoas com deficiência motora. A exigência de deslocamento de centenas de quilómetros a emigrantes para ter acesso às urnas de votação tornam o voto eleitoral despropositado!…

Já em 2017, depois de um abaixo-assinado petição para introdução da votação electrónica, organizado entre a população migrante, a Rádio Renascença noticiava que o Governo estava a trabalhar “em soluções concretas” para executar o voto electrónico para os emigrantes. Essa exigência tinha sido assinada e reivindicada por mais de 4 mil pessoas, numa petição entregue ao Parlamento. Na altura o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva saudou a iniciativa dos cidadãos afirmando que o voto electrónico para as comunidades portuguesas no estrangeiro “faz parte do programa do Governo”!

Devido à inação do governo, a nova petição pública (2) “ Para que todos contem “, reivindica, também ela, a introdução da modalidade de voto online não presencial para os cidadãos portugueses residentes no estrangeiro e a consequente alteração das leis de recenseamento…

Possibilidade de assinar a Petição Pública “Para que todos contem” em: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=Que-todos-contem&fbclid=IwAR1_T89oZ86YOSswEHXHgJu7oiTO5FlewMH6soGavOSraY7aPbs4pinMyhw

Por vezes vamos tendo a impressão que em política nos andamos a distrair ou distraindo os emigrantes. A introdução do voto electrónico para residentes no estrangeiro poderiam tornar-se num primeiro ensaio para se passar a ter a alternativa do voto electrónico em Portugal.

António CD Justo

Texto completo e notas em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=8531

 

A POLÍTICA TEM SIDO A ARTE DO POSSÍVEL E SOBRETUDO FORMADORA DE PODEROSOS E RICOS

Hoje como no Tempo de Hitler as Massas reagem de Jeito semelhante

Política é a arte do possível, sobretudo para quem pode! Política é a arte do possível, mas para que o povo fizesse parte essencial das possibilidades teria de formular os seus interesses através de grupos onde não perca a visão geral e participe activamente…

Povo sem poder efectivo é isca de anzol para outros pescarem. Um olhar mesmo distraído sobre a história universal leva a concluir que os diferentes regimes e até em democracia, a política é sobretudo a grande possibilidade para as elites, seus representantes e instituições fortes estabelecidas no sistema. Torna-se caricato o facto de, de maneira sustentável, o povo ver reduzida a sua acção ao papel de queixoso e vítima.

Antigamente quando pensava nos crimes de Hitler não podia acreditar que o povo alemão o pudesse apoiar como apoiou. Agora que me dou conta da conexão das elites entre si e de como funcionam os meios de comunicação social (sobretudo informação sobre as guerras e a pandemia) é-me permitido perceber os fenómenos do presente e compreender muito bem o porquê de o povo alemão ter apoiado em massa as desumanidades de Hitler e as suas mentiras em cadeia. Hitler conseguiu convencer o povo da superioridade e da razão alemã apoderando-se da imprensa e da publicidade conseguindo assim criar no povo uma consciência colectiva contra os judeus e assim poder efetuar o bárbaro genocídio e motivar o empenho para a produção de armas...

O poder e as forças dominantes são como o camaleão: Antes dominavam o povo com métodos repressivos e agora, em democracia, dominam-no através da “informação” …

Mentir não é só emitir uma mensagem falsa com a intenção de que os receptores a tomem como verdadeira, mas sobretudo elaborar notícias e noticiários com informações meias-verdades em que essas meias verdades fazem das outras meias, mentiras inteiras (O método mais eficiente está a ser, em vez de factos, apresentar interpretações de factos como sendo meros factos). A mentira, em cadeia, forma visões e opiniões que se têm como verdades absolutas sem que o cérebro se dê conta disso dado não ter informação oficializada sob outros pontos de vista. Faz-se da informação uma droga que tantas vezes repetida transforma a meia-verdade em verdade inteira e assim se leva o povo a viver na mentira ao serviço de interesses estranhos, contra si próprio e contra a humanidade.

A política embora tenha sido até hoje a arte do possível, formadora de poderosos e ricos, tem paulatinamente levado estes a ceder parte da riqueza que o povo produz em benefício do próprio povo, mas só na medida em que a consciência deste cresce e se organiza…

António CD Justo

Texto completo em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=8534

 

 

Governo Regional dos Açores, Delta Cafés e Associação de Produtores Açorianos de Café promoveram sessões de “Desenvolvimento da Cultura do Café” – NewMen

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Para apoiar o desenvolvimento da cultura do café e a estratégia de crescimento coletivo

Source: Governo Regional dos Açores, Delta Cafés e Associação de Produtores Açorianos de Café promoveram sessões de “Desenvolvimento da Cultura do Café” – NewMen

xanana de novo

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Última Hora – Timor-Leste/Eleições: CNRT, de Xanana Gusmão, vence quintas eleições legislativas
Díli, 22 mai 2023 (Lusa) – O Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), de Xanana Gusmão, venceu as eleições de domingo em Timor-Leste, quando está praticamente concluída a contagem dos votos, faltando definir se obtém maioria absoluta.
A vitória dará ao partido uma ampla representação parlamentar, conseguindo pelo menos 31 dos 65 lugares do parlamento (mais dez do que tem atualmente), segundo os resultados nacionais provisórios do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE).
Neste momento falta apenas concluir o apuramento em três municípios – Bobonaro, Covalima e Manatuto -, com a contagem nos três casos já bastante avançada e o CNRT a liderar em todos.
Quando estão contados 92,73% dos centros de votação de todo o país – e se mantém a tendência que ficou praticamente inalterada desde o iníciuo da contagem-, o CNRT lidera com 263931 votos e 41,59%, um resultado superior aos votos obtidos pelas três forças políticas que compõem o atual governo .
Se não chegar à maioria de 33 cadeiras, o CNRT deverá fazer um acordo com o Partido Democrático (PD), o que daria às duas forças políticas uma maioria clara, ainda que matematicamente a maioria absoluta ainda seja possível, tendo em conta os votos que falta contar.
O Partido Democrático (PD) passou de quarta a terceira força política em número de votos, invertendo uma tendência de queda no apoio ao partido que se mantinha desde as eleições de 2007, conseguindo mais uma cadeira para um total de seis. Obteve para já 57721 votos ou 9,09%.
Em segundo lugar, ficou a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), que tem atualmente 166147 votos e 26,18%, o que representa perder quatro das suas atuais 23 cadeiras.
Os resultados mostram uma punição aos partidos do Governo, em particular ao Partido Libertação Popular (PLP), do primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, que perde metade dos oito lugares no parlamento, passando de terceira a quinta força política.
Taur Matan Ruak é um dos maiores derrotados da votação de domingo, com os eleitores a fugirem da força política que se estreou como a terceira mais votada em 2017, ficando-se agora pelos 37701 votos e 7,25%.
Também a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), de Mari Alkatiri, foi penalizada, com o partido que viabilizou o executivo desde 2020 a registar a pior percentagem de apoio sempre, com uma queda de cerca de oito pontos percentuais face ao voto que obteve nas antecipadas de 2018.
Finalmente, o Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO) conseguiu aumentar o seu apoio, para 7,25% e deverá manter os atuais cinco lugares- Os resultados indiciam uma fuga de voto para os maiores partidos, com o total de boletins em partidos que ficaram abaixo da barreira de elegibilidade (4% dos votos válidos) a representar menos de 10% dos votos totais.
Esse valor é mais baixo do que em 2017, quando chegou aos 14% e em 2012, quando garantiu mais de 23,13%.
O CNRT venceu em toda a diáspora, em nove dos 13 municípios de Timor-Leste já apurados (perdeu apenas para a Fretilin em Baucau e Viqueque) e ainda na Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA), zona que tem sido praticamente sempre administrada por um dirigente da Fretilin.
O parlamento fica agora com apenas cinco bancadas partidárias (eram oito antes do voto de domingo) com apenas duas das restantes 12 forças políticas concorrentes a chegar próximo da barreira de 4% dos votos válidos: o estreante Partido Os Verdes de Timor (PVT) e o Partido Unidade e Desenvolvimento Democrático (PUDD), que tinha um lugar no parlamento.
O sufrágio de domingo foi marcado pelo aumento da participação da diáspora timorense, impulsionada em particular pelos jovens emigrantes que se recensearam no último ano, com valores nunca vistos de adesão ao voto.
Num dos centros de votação no Reino Unido a afluência foi tão elevada que os responsáveis da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e do STAE tiveram de colocar uma segunda urna para receber votos.
Imagens da votação em pontos tão diversos como Melbourne, Seul, Lisboa ou Crewe mostraram grandes filas, com responsáveis eleitorais e diplomatas a referirem o entusiasmo da participação dos eleitores.
A contagem dos votos foi dificultada por problemas de internet, que atrasou a comunicação dos resultados de alguns municípios para Díli, com críticas à forma como o STAE divulgou os resultados.
Situação que levou mesmo o Presidente timorense, José Ramos-Horta, a afirmar que vai solicitar uma auditoria internacional ao processo de divulgação dos dados eleitorais que, mais de 30 horas depois do fecho das urnas, ainda não eram conhecidos.
ASP // PJA
Lusa/FIm
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PR timorense vai convidar partido mais votado a formar Governo

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Timor-Leste/Eleições: PR timorense vai convidar partido mais votado a formar Governo
Díli, 22 mai 2023 (Lusa) – O Presidente timorense disse hoje que vai convidar o partido mais votado nas eleições de domingo a formar Governo, e avisou que não aceitará, necessariamente, qualquer coligação que lhe seja apresentada.
“Convidarei o partido mais votado, com ou sem maioria absoluta. Se não tiver cabe ao partido decidir se convida outro partido. Se houver coligação vou ver quem faz parte dessa coligação”, disse José Ramos-Horta à Lusa.
“Há determinados partidos que não passarão pela minha assinatura. Não vou simplesmente aceitar qualquer coligação que venha”, disse, depois de visitar hoje a Comissão Nacional de Eleições (CNE) onde deverá começar na terça-feira a verificação dos votos de domingo.
O chefe de Estado falava numa altura em que estão contabilizados mais de 82% dos centros de votação, com o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), de Xanana Gusmão a ter uma maioria confortável de 41,09% Em segundo lugar está a Fretilin com cerca de 26,4% dos votos.
A manter-se a atual tendência, o CNRT vencerá as eleições, mas sem a maioria absoluta, pelo que necessitará de uma coligação.
O cenário mais provável é de uma coligação com o Partido Democrático (PD), que é atualmente a terceira força mais votada, já que os restantes três partidos estão juntos num acordo de plataforma para governar caso vencessem.
No domingo, depois de votar, Mariano Assanami Sabino, presidente do PD, disse à Lusa que o partido estava disponível para avaliar essa possibilidade de aliança, quer com o CNRT, quer com a Fretilin.
JMC/ASP // PJA
Lusa/Fim
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Alstom consegue conciliar sistemas de segurança ferroviária português e europeu

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A existência deste sistema poderá permitir ″uma redução nos custos″, já que evitará a substituição completa do sistema existente por uma migração gradual, diz a empresa

Source: Alstom consegue conciliar sistemas de segurança ferroviária português e europeu

Timor-Leste: CNRT lidera contagem de votos nas legislativas | e-Global

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O partido de Xanana venceu as eleições em todos os locais da diáspora, entre os quais Austrália, Coreia do Sul, Portugal e Reino Unido.

Source: Timor-Leste: CNRT lidera contagem de votos nas legislativas | e-Global

Eleições em Timor-Leste: Ramos-Horta aponta falhas na divulgação de resultados e exige auditoria internacional – Atualidade – SAPO 24

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Source: Eleições em Timor-Leste: Ramos-Horta aponta falhas na divulgação de resultados e exige auditoria internacional – Atualidade – SAPO 24

Há margem para aumentar salários em Portugal, diz comissário europeu

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O comissario europeu da Economia, Paolo Gentiloni, disse esta sexta-feira que há margem para aumentar os salários em Portugal, numa conferência de imprensa conjunta com o ministro das Finanças, em Lisboa.

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Uma República de Garotos

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Uma República de Garotos
António Barreto, Público, 20 de maio de 2023
Pelo carácter atrabiliário e irascibilidade adolescente. Pela palavra gratuita, pela moral que muda, pela crueldade, pela hipocrisia: muitas destas pessoas não deviam ter acesso a postos de comando.
Podemos ter a certeza: neste caso da TAP, dos respectivos antecedentes e das devidas sequelas, há, entre os seus intervenientes, um ou vários malfeitores. O problema consiste em saber se são todos ou só alguns.
Podemos ter outra certeza: há, neste processo, um ou vários mentirosos. Falta saber se são todos ou só alguns.
É ainda certo que há alguém a preparar um roubo, a cometer uma fraude, a obter algo indevidamente, a tentar assassinar politicamente alguém, a liquidar um adversário e a destruir quem sabe segredos. Só não sabemos se é só um, se são vários ou se são todos os intervenientes.
Sabemos também que estão envolvidos titulares de cargos políticos, altos funcionários do Estado e altíssimos responsáveis da Administração Pública, universo este que pode incluir um primeiro-ministro, vários ministros e ex-ministros, diversos secretários de Estado e ex-secretários de Estado, chefes de gabinete, adjuntos, assessores, auditores jurídicos e administradores de empresas públicas. Uma vez mais, não sabemos se todos ou só alguns têm culpas e responsabilidades.
É seguro que algo está em causa, mais importante do que um computador, dois socos, três bofetadas e uma ameaça de agressão. Num ministério como este, das Infra-Estruturas, é difícil encontrar documentos confidenciais muito sérios. Também num país como o nosso, não é crível haver segredos de Estado vitais, ainda por cima gravados no computador de um adjunto! Muito dinheiro, muitos interesses, enormes favores e imensas negociações: eis o que pode estar em causa.
Temos diante de nós a coreografia ou o cenário perfeito da mentira: do mesmo acontecimento, dos mesmos factos, com os mesmos protagonistas, existem pelo menos duas versões contraditórias, dois elencos factuais diferentes e opostos e evidentemente dois perpetradores.
Um bando em funções de Estado, instituições supostamente respeitáveis, departamentos governamentais com responsabilidades, deputados eleitos e representantes directos dos cidadãos, empresas públicas, escritórios de advogados famosos, salteadores de capitais internacionais, funcionários de Estado obrigados a limpar as estrebarias e empresas internacionais de consultadoria estão atarefados à volta de um ministério. Este, por sua vez, ocupa-se de tudo quanto é importante na economia futura do país: aviões, aeroportos, comboios, caminho-de-ferro, portos fluviais e marítimos, grandes pontes, energia, rede eléctrica nacional, barragens e centrais térmicas e mais, tanto mais, em duas palavras, quase tudo, nas mãos de um ministro… É isso que está em causa! São decisões de muitos milhares de milhões! São os marcos da economia futura do país. É o maior investimento de que há memória e de que haverá crónica no futuro! É isso que está em causa, não é um computador, um telemóvel, uma ameaça contra quatro mulheres, um murro de um homem, uma grosseria de um ministro, um engano de um telefonema…
Já se percebeu que houve mentira, traição, ciúme, engano, ameaça, violência e abuso. Mas porquê? O que estava em causa realmente? Dinheiro? Interesses estrangeiros? A companhia de aviação? O aeroporto? O lítio? Os comboios e o TGV? A rede eléctrica nacional? As “renováveis”? Uma coisa parece certa: para que os intervenientes se tenham deixado enredar em cenas ridículas próprias de telenovela, é necessário estarem de acordo sobre um ponto: o silêncio sobre o essencial. Fica-nos a certeza de que este silêncio e a zanga têm origem num passado de cumplicidade.
Ao longo deste processo, pelo que se sabe, alguns ou todos se portaram mal, abusaram de poder e de funções, mentiram, esconderam, ameaçaram, agrediram, roubaram, destruíram, quebraram, negaram, tentaram liquidar, apagaram documentos, “limparam” telemóveis e computadores, sonegaram provas, esconderam fontes e acusaram falsamente outras pessoas. Todos? Só alguns? Quem?
Raramente, nestas décadas que levamos de democracia, se atingiu um ponto tão baixo de miséria moral, de atentado político, de vilania, de imoralidade e de sem vergonha! Há gente que, por bem menos, reside actualmente na penitenciária, em Custóias ou em Pêro Pinheiro. Raramente como agora a justiça portuguesa esteve tanto em causa. Raramente como agora o Estado de direito esteve tão ameaçado.
Na máfia, nos gangs de Nova Iorque, entre oligarcas de Moscovo, nas redes de tráfico de droga, no mercado do sexo e de trabalhadores clandestinos, nos serviços de imigrantes, no comércio de armamento, nos arranha-céus de magnates do petróleo ou nos resorts dos bilionários dos metais raros, há procedimentos parecidos com aqueles que se adivinham neste processo. Com a diferença de montantes e de pessoas envolvidas, com certeza. Mas com uma similitude moral indiscutível.
Parece a República dos Garotos. Pelo que se julgam superiores e infalíveis. Pela superioridade moral de que crêem usufruir. Pela inteligência sistémica com que tratam as estratégias de longo prazo e nada entendem da vida real. Pelo desprezo com que avaliam os outros, a opinião pública e os eleitores. Pelo modo como substituem as regras e as leis pelos seus gestos, os seus gostos e os seus valores. Pelo seu carácter atrabiliário e pela irascibilidade adolescente. Pela palavra gratuita, pela moral que muda, pela crueldade constante, pelo cinismo indisfarçável e pela hipocrisia como hábito e regra: por estes e outros atributos, estas pessoas, algumas destas pessoas, muitas destas pessoas não deveriam ter acesso a postos de comando, nem ter a capacidade de influenciar a vida de outros. Estamos perante pessoas que só têm regras claras e precisas: eles próprios, os seus amigos, os seus partidos, as suas famílias, as suas empresas e as suas auréolas de glória narcisista que designam por interesse público.
Estes Garotos divertem-se com o mal dos outros, brincam e desprezam os inferiores e os menos dotados, odeiam e perseguem os superiores e mais capazes. E têm enorme consideração por si próprios.
Como é possível que alguns ministros capazes, alguns governantes decentes, alguns altos funcionários competentes, alguns deputados honestos e alguns profissionais honrados se deixem enlamear por estes Garotos? Nunca se perceberá a razão pela qual académicos probos, professores dedicados, engenheiros competentes, autarcas responsáveis, sindicalistas empenhados, intelectuais com sentido moral da vida e políticos ciosos do bem comum se deixam envolver nesta história a todos os títulos tão sórdida.
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Manuel Esmenio

É verdade. Garotos !
António Cunha Duarte Justo

E o povo português esqueceu-se da sua sabedoria tradicional que o avisa: “quem dorme com garotos acorda molhado”!