O convento onde as freiras usavam jóias e emprestavam dinheiro a juros foi restaurado | Património | PÚBLICO

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O Convento de Santa Clara, no Funchal, foi a primeira casa religiosa feminina portuguesa fora do continente. Depois de quatro anos em obras e de um investimento de 2,3 milhões, está aberto a visitas.

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CAIS DO SODRÉ O DESASTRE DE 1963

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Em 1963, o tecto em betão da estação ferroviária do Cais do Sodré, em Lisboa, desabou causando 49 mortes e fazendo 69 feridos.
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a causa portuguesa da criação da AMNISTIA INTERNACIONAL

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A Amnistia Internacional foi criada em 1961. A sua criação tem origem numa notícia publicada no jornal inglês “The Observer” em que era referida a prisão de dois estudantes portugueses por terem gritado «Viva a Liberdade!» na via pública. O advogado britânico Peter Benenson lançou então um apelo no sentido de se organizar uma ajuda prática às pessoas presas devido às suas convicções políticas ou religiosas, ou em virtude de preconceitos raciais ou linguísticos.
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origem do tango

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Publicado por Paulo Marques
ORIGEM DO TANGO
Ao longo do século XIX, a jovem nação argentina, necessitada de mão-de-obra, recebeu contingentes de antigos escravos africanos, gaúchos do interior e imigrantes europeus: franceses, polacos, sobretudo italianos e espanhóis. Uma imensa quantidade de homens, trabalhando duramente e vivendo em condições miseráveis, em terra estranha, com a família longe, a salivar por mulheres…
Rapidamente e em força se abriram casas de prostituição por todo o país. Só a capital, Buenos Aires, chegou a ter em funcionamento mais de duzentos prostíbulos. A procura pelas prostitutas era tanta que os homens dançavam entre si na rua, à porta dos bares e dos bordéis, onde reinava a navalhada e a tristeza, para entreterem a espera, enquanto as mulheres atendiam outros clientes na cama.
Foi a dança devassa e a canção melancólica desta mescla de homens de diferentes origens e culturas que deu origem ao tango: «Canción de Buenos Aires … que hoy reina em todo el mundo», diz uma letra de 1932, sobre a amada tradição.
Assim no tango, como na vida
Numa Argentina em colapso económico, onde tudo falta, não falta o tango. E enquanto se dança, com o coração, esquecem-se as dores da alma. As tristezas vão-se: uma forma de luto, um modo de escape, uma espécie de terapia.
No tango reinam os velhos temas de sempre. Os sentimentos que atormentam todos os seres humanos em todo o mundo: o amor, a perda. Conforme sentencia uma famosa expressão «o tango é um pensamento triste que se pode dançar». É das emoções – fortes, intensas, concentradas – que vive o tango. «Ya sé, no me digas. Tenés razón! La vida es uma herida absurda».
Movimentos acelerados, decididos, sensuais, carismáticos; hálitos partilhados; pernas enlaçadas. Dois corpos que, mantendo-se à distância, se agarram firmemente, numa rendição mútua.
Dois passos para a frente e um para trás, dois passos para trás e um para a frente, dois passos para o lado e meia-volta. Assim no tango, como na vida.
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O mistério do navio Mary Celeste

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O navio Mary Celeste foi encontrado abandonado, sem sinais de combate e com toda a carga intacta. O que aconteceu?

Source: O mistério do navio Mary Celeste

57 Mind-Blowing Historical Facts We Definitely Didn’t Learn At School

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51 Truly amazing Historic Facts ,Trivia That Are Almost Too Weird to Be True. Facts you never heard before that sounds untrue but aren’t.

Source: 57 Mind-Blowing Historical Facts We Definitely Didn’t Learn At School

Ancient Romans Reproduced So Much That A Plant Went Extinct

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Ancient Romans and Greeks used a plant called Silphium as a super effective contraceptive. But here’s the crazy part: they used it so much that it actually went extinct. Can you imagine that? This plant was so important to them, and they relied on it so heavily, that they ended up losing it forever.

Source: Ancient Romans Reproduced So Much That A Plant Went Extinct

condados porto e portucale

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QUAL A DIFERENÇA ENTRE OS CONDADOS DO PORTO E DE PORTUGAL E PARA QUE SERVIAM?
Portus Calle ou simplesmente Cale é citado desde os tempos dos romanos como um castro kallaikoi muito antigo localizado na margem sul da foz do Rio Douro. É o Castrum Antiquum de Cale ou Romanorum, que traduzindo ao português seria o Castro Antigo de Gaia ou dos Romanos. É este local muito apropriado para atracar navios de grande calado em ambas as margens do rio Douro, o Portus de Cale ou o Porto de Gaia.
Portucale, é ao tempo dos suevos uma localidade fortificada junto à margem norte do rio Douro na sua foz onde a partir de 572 e não antes, os suevos vão estabelecer uma cabeça de bispado ou diocese denominada Portucale Castrum Novum ou Suevorum, que em tradução portuguesa corresponde a Castro Novo do Porto ou dos Suevos.
Esta nova diocese sueva do Porto recebe o legado territorial da precedente diocese de Magnetum ou Meinedo que ficava um pouco mais para o interior e mais afastada do rio Douro e mais próxima do Tâmega.
A territorialidade de Portucale ou diocese do Porto está balizada ao sul no rio Douro, ao norte no rio Ave e ao leste no Tâmega que desemboca no Douro. A oeste está o oceano Atlântico.
A norte desta diocese do Porto está a de Braga a partir do Ave, assim como está Braga ao leste a partir do Tâmega e que vai até às terras dos astures de Miranda do Douro, Çamora (com outros nomes) e Aliste ( que é nome de rio, de paróquia e ponto cardinal leste).
Por outro lado, o Portus Cale, que também é Portucale ou Portugale ou até mesmo Portugal é efectivamente a primeira paróquia ao sul da foz do rio Douro e pertence à também antiquíssima diocese de Coimbra na Lusitânia dos suevos do paroquial. Ou seja, a diocese de Coimbra fica no seguimento litoral sul à diocese do Porto ou Portucale Castrum Novum tem como primeira paróquia também Portucale Castrum Antiquum ao sul da foz do Douro. Estamos a seguir o raciocínio?
Quando acaba o reino dos Suevos em 585, nas mãos do godo Leovigildo e logo a seguir do Recaredo que transforma Toledo na sua capital visigoda, as dioceses suevas são mantidas com certa estabilidade territorial e são em numero de 13.
4 são na Lusitânia e 9 são na Gallaecia.
Em termos visigodos são todas do reino.
Em termos metropolitanos nem por isso.
Em 666 ou pouco antes, aparece o bispo metropolitano de Merida, Oroncio, a reclamar dentro do reino godo de Chistavindo, aquelas 4 dioceses da Lusitânia que andavam sob a alçada de Braga na Gallaecia: Coimbra, Lamego, Viseu e Idanha. E dentro de Coimbra, aparece a paróquia Portucale como vimos atrás. E na Gallaecia mantém-se a diocese Portucale como também vimos atrás.
Aliás nas actas suevas e visigodas dos vários concílios, o bispo do Porto e denominado como “portucalensis episcopo”.
Se formos traduzir à letra nacionalista e independentista “tuga” do presente seria algo como o “bispo português” não é? Mas não, essa denominação era de facto, o “bispo portuense”.
Após a fatídica e mais que previsível investida moura de 711 no corrupto, mais que volátil reino visigodo de Toledo, onde os reis pouco conseguiam aquecer o lugar, quanto mais organizar um império, a Gallaecia eclesiástica dos três conventus paroquiais, desagredada já das 4 dioceses lusitanas citadas entra por contacto com a derrota goda de Guadalete, em distorcida desorganização episcopal.
As elites mais precavidas fojem para o norte lucence e iriense. As elites mais incautas desagregam-se e acabam por simplesmente desaparecer dos mapas territoriais a que pertenciam.
Dentro das mais precavidas surgem o Arcebispo metropolitano de Braga que se aloja em Lugo. As elites de Tui e Ourense andarão refugiadas por Iria Flavia. O bispo do Porto não se sabe bem para onde foi.
Mas é certo que as elites de Braga, Dume, Tui, Ourense e Porto, deixaram de estar in situ nas suas dioceses e apenas os homens do campo, artesãos e pequenos párocos de paróquias mais rurais e interiores se mantiveram a cultivar as terras e os homens nos locais de sempre.
Quando passados 100 anos de distorcida passagem de mouros e cristãos pela Gallaecia com novas cidades inventadas e reinos potestativos não conformes com o que existia antes de 711, surge a oportunidade de varios cavaleiros vassalos dos reis de Oviedo e nomeadamente do Afonso III, tentarem presuriar os territorios eclesiasticos vacantes da Gallaecia e também aqueles da parte lusitana das 4 dioceses ao sul do Douro que já falamos.
Braga é presuriada em 748 por Odoario de Lugo, pois o Arcebispo de Braga residia em Lugo e até era a mesma pessoa que o bispo de Lugo.
O Hermenegildo Guterres faz presuria de Coimbra em 878 ( e Portugale como já vimos) e muito provavelmente as restantes 3 dioceses ao sul do Douro.
Por fim, mas não menos importante, Vimara Peres faz presuria na diocese de Portucale ou do Porto 10 anos antes que o Guterres em Coimbra, em 868.
Como Braga era a sede metropolitana da Gallaecia não poderia sair da esfera dos Arcebispos e por isso não lhe é adstrito nenhum conde ou comitatus (condado). O seu território diocesano é vasto mas é puramente eclesiastico.
Ao Vimara Peres é-lhe atribuido como Comitatus o território da diocese de Portucale ou Porto. Por isso, a Casa condal de Portucale não é a casa condal de Portugal. É a casa condal do Porto até chegarmos a 1071 com a morte do último conde dessa casa, o Nuno Mendes.
Quando nos referimos ao Nuno Mendes como portucalense, é porque esse conde, tal como o bispo do Porto escrito em latim, é portucalense, mas não necessariamente um independentista português como gostam os tugas de lhe chamar com brios nacional socialistas do costume.
Por isso vamos até ao García e ao momento imediatamente anterior ao Condado Portucalense.
1090, ano da Morte do Garcia, rei de Portugal e da Gallaecia.
E porquê Portugal e não Portucale como o Vimara Peres ou Nuno Mendes?
Porque no ano de 1064, o Fernando Magno terminou as suas conquistas privativas das 4 dioceses lusitanas do reino suevo ( ver atrás quais), que nesse século e no anterior já se chamava de Portugal.
Se não vejamos:
1. Ramiro, em pleno século X , antes de ser rei de Oviedo e Leão na Gallaecia era o senhor do Portugalensis territorium em Viseu. Ou seja era o senhor de Portugal. Ou seja, era o senhor das terras desde Gaia até Idanha ao sul do Douro e porque também foi educado pelos senhores da nobreza de Coimbra.
2. Em 1028, o Afonso V de Oviedo-Leão, que foi educado pelo Conde de Portucale ou Porto, Mendo Gonçalves, e casou com a sua filha Elvira, estava em Viseu, Portugal quando uma flecha o atingiu no peito.
Daqui se pode verificar que o seu tutor era o conde do Porto, mas o local da sua morte era em Portugal ao sul do Douro. Portucale e Portugal são pois coisas distintas na mesma época. São territórios e potestades diferenciadas.
Aquilo que as une, Portugal e Portucale é o ponto de inflexão na foz do Douro que é precisamente o ponto Portucale-Portucale como vimos desde o início deste texto.
Assim, o Portugal do Rei Garcia não é a recuperação do condado do Porto do Nuno Mendes que morre na Batalha de Pedroso em Braga.
O Portugal do Garcia são as 4 dioceses suevas ao sul do Douro que o Fernando Magno conquistou privativamente com o auxílio do moçárabe de Coimbra, Sesnando Davides e que desde 666 estavam sob a tutela da metrópole de Mérida que entretanto estava vacante, pelas razões conhecidas das investidas árabes ao sul e nomeadamente na denominada Taifa de Badalhouce que mais não é que a própria Lusitânia.
Para descartar a hipótese de o conde do Porto, Nuno Mendes não era um independentista “portucalensis”, está documentado que o confisco das suas terras pelo Garcia após a sua morte na citada batalha de Pedroso, foi retrocedido por influência do rei Afonso VI e devolvidas essas terras a Loba Nunes e Sesnando Davides, filha e genro do malogrado vassalo leonês e conde do Porto, Nuno Mendes.
Sesnando Davides foi inclusive agraciado com o titulo de governador de Toledo pelo Afonso VI. O condado de Portucale ou Porto era um aliado de peso do Reino de Oviedo-Leão desde todo o sempre.
Por fim e para consolidar esta proposta diferenciadora entre Portucale e Portugal e de certa forma desconstruir os mitos nacionais socialistas que a envolvem, é importante referir que após a morte do Garcia num Mosteiro ou Prisão de Leão ou outro lugar mais recôndito em 1090, fica definido o Comitatus Portucalensis no amplo Espaço do Reino do Garcia, excepto a parte da Galiza lucense ou compostelana.
E isso não será por acaso.
O chanceler do Conde Raimundo é uma personalidade de tal forma poderosa e ambiciosa que nunca cederá espaço a uma Gallaecia unida sem que Compostela seja a sua centralidade metropolitana.
E essa influência é tida em conta pelo próprio Afonso VI, que pelo seguro da sua própria existência decide dividir o Reino entre esse chanceler do Raimundo e aquele que demonstrou ser o único capaz de vencer batalhas ao sul, o conde Henrique, com o prémio de levar também a metrópole de toda a Gallaecia ironicamente restaurada ou retificada pelo irmão Garcia que entretanto morreu na prisão à sua guarda.
O Condado portucalense leva o nome de Portugal assim como também o nome de Portucale. Uma parte é lusitana outra é galaica. Ambas são Portugal.
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Christian Salles

Comer tripas?
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